O primeiro problema é que a tradução brasileira entrega o principal segredo que o primeiro episódio guarda. Depois falta dar um pouco mais de contexto de Utah e a sociedade mórmon, nem todo mundo conhece os detalhes. Por fim, o último episódio é puro dramalhão americano de programa de entrevistas vespertino.
Engraçado que se o final fosse mais simples, a série teria ficado melhor. Mas roteirista de série de mistério policial sempre quer fazer o final meio diferentão e acaba pesando a mão. Mas vale a diversão.
Depois de ver Broen e a versão original dinamarquesa de The Killing, é covardia ver essa aqui. Fraquinha. A detetive principal decepciona. O culpado decepciona. Quem de fato desvenda o mistério decepciona. Pior nordic noir que eu já vi.
O principal ponto de marketing da série, o fato de ser colorizada a partir de originais em Preto&Branco não tem muita relevância, em realidade. O que a série tem de interessante é abordar o conflito a partir dos diversos cenários da guerra, não se concentrando apenas nas ações dos Estados Unidos, como costuma acontecer nos documentários produzidos nesse país.
Claro, ainda assim há distorções. O documentário é britânico e puxa mesmo a sardinha pro lado dos seus compatriotas. Os demais aliados são retratados como meio bobos, como os americanos (que um certo desdém inglês só concede o benefício de reconhecer que ganharam as suas batalhas por motivos de logística) ou crueis, como os soviéticos (quando os ingleses varrem uma cidade do mapa com mais de 200 mil civis, é estratégia de guerra; quando os soviéticos fazem ago parecido, mesmo em escala muito menor, é crueldade stalinista).
O último episódio é dedicado a construir argumentação favorável ao emprego das bombas nucleares nos ataques à Hiroshima e Nagasaki.
Quando eu ouvi falar na série, pensei que ela iria desenvolver com calma o tema da queda da civilização. Que nada, tudo acontece muito rápido e assim se perde o diferencial da série, que ficou mais para um The Walking Dead Califórnia.
E mais, os personagens e suas ações caem fácil no maniqueísmo! _Toda_ boa ação é inevitavelmente "recompensada" com uma trairagem. Eu sei que há um ponto a se provar, "na crise é preciso ser duro", mas há formas inteligentes e elegantes pra se fazer isso, estamos falando de uma série de orçamento prime, não é filme B.
Ótima temporada, digna dos melhores momentos das séries de Jornada das Estrelas. Uma pena que finalmente a série foi se encontrar às vésperas de fechar as portas.
O tema de abertura, do qual tantos reclamam, me pareceu muito adequado à temática pioneira da série.
Esta temporada ainda nos reserva uma pérola, um par de episódios (In a mirror, Darkly, parte 1 e 2) que, para mim, são os melhores de universo paralelo de todas as séries de Jornada!
O enredo da temporada melhorou muito, mas ainda houve vários episódios com roteiro pífio. Os dilemas éticos são de fazer corar qualquer fã de Nova Geração, a representatividade está muito fraca, as mulheres são adornos ou representam personagens esquecíveis e Mayweather é o personagem negro mais irrelevante de todo o catálogo de Jornada nas Estrelas. Ainda assim, no geral, supera fácil a 1ª e 2ª temporadas.
Outra temporada esquecível. Se na primeira, a humanidade agia de forma destrambelhada para horror dos vulcanos, aqui a coisa se inverte, com a raça que nos deu Spock se revelando protagonista de mesquinharias. O ponto alto é a trama envolvendo os andorianos e os últimos episódios (exceto quando apela, como já aconteceu antes, pros dotes físicos de Jolene Blalock, a T´Pol), quando a série parece deixar entrever um roteiro inteligente. O drama por causa da intervenção que resulta numa morte parece incoerente quando lembramos que uma ação omitiva na temporada anterior condenou toda uma espécie com bilhões de seres sensientes à morte certa.
Deep Space 9 mostrou que uma série de Jornada nas Estrelas novelizada (ou seja, não ancorada unicamente em episódios independentes e isolados) tem muito a oferecer ao universo da ficção científica.
Os 8 primeiros episódios, em continuidade, rivalizam com o que há de melhor em todas as séries de Jornada nas Estrelas, depois disso cai um pouco naquele marasmo de quem tem que produzir 26 episódios a toque de caixa...
É a temporada que marca o retorno do popular personagem Worf à franquia. Apesar disso, cai um pouco em relação à anterior, a terceira temporada. Muitos episódios esquecíveis e pouca evolução no arco da guerra contra o Domínio. Temos o icônico episódio Bar Association, onde a avareza Ferengi é finalmente confrontada pelo Manifesto Comunista de Karl Marx :)
Depois que a gente assiste A Nova Geração com Jean Luc Picard, Enterprise parece uma versão adolescente de Jornada nas Estrelas. Mas não uma versão adolescente nerd e sim uma versão adolescente feita pelos anti-nerds da turma. Além de forçar a barra com as sessões de descontaminação "eróticas" ainda tem a humanidade agindo quase como um personagem de débi & lóide... até dá pra entender o desdém dos vulcanos, com o quais dá vontade de concordar muitas vezes.
Das séries dos anos 1990 (Nova Geração, Voyager e esta, DS9), foi a que, de longe, entregou a melhor segunda temporada. Agora entendo porque tem fãs tão radicais :)
Pelo lado positivo, mais uma temporada que abordou temas sérios e importantes com maturidade. Pecou pela falta de um "mistério" a ser resolvido, ou seja, o típico gancho para um seriado como este. Os dois primeiros episódios foram bem chatos, parecia uma mistura de plantão médico com seriado de corregedoria. Por fim, para uma série desse nível, o tratamento estereotipado dado ao papel de um advogado criminalista desmereceu um pouco o conjunto.
Minha bronca com a primeira temporada de Wallander é a mesma que tive com a primeira de Law & Order Special Victims Unit.
São séries que são vendidas numa linha de preocupação com temas contemporâneos, como a misoginia, mas que colocam como personagem a ser perseguido pelo "herói" justamente uma vítima que se rebela e começa a atacar os vilões.
Seria como se na Trilogia Millenium de Stieg Larsson, Mikael Blomkvist perseguisse Lisbeth Salander.
Temporada melhor que a 2a, tendo superando a saída do personagem Martin. Saga Noren espetacular, como sempre, enfrentando aqui desafios extraordinários.
Houve sim um excesso de situações envolvendo suicídio, nesse aspecto acho que o roteiro foi pobre.
Do ponto de vista da literatura policial e de mistério (afinal, a série é um clássico whodunit!), também fica a dever um pouco por apresentar personagem homicida quase onisciente e onipotente, sem dar qualquer satisfação sobre como obtinha tantas informações acerca do trabalho da polícia.
Enfim, apesar desses pontos, dá um banho de qualidade em qualquer Law&Order da vida.
O Eternauta (1ª Temporada)
3.7 165 Assista AgoraMelhor série que vi na Netflix em muitos anos. Uma história apocalíptica com tom sulamericano. Muitos pontos de encontro com a realidade brasileira.
O Falsificador Mórmon
3.6 19 Assista AgoraO primeiro problema é que a tradução brasileira entrega o principal segredo que o primeiro episódio guarda. Depois falta dar um pouco mais de contexto de Utah e a sociedade mórmon, nem todo mundo conhece os detalhes. Por fim, o último episódio é puro dramalhão americano de programa de entrevistas vespertino.
Halo (1ª Temporada)
3.6 98 Assista AgoraParece uma novela das 18h com orçamento anabolizado e muito gore.
Star Trek: Strange New Worlds (1ª Temporada)
4.2 25 Assista AgoraMelhor série da nova safra iniciada em 2017.
Os Segredos de Manscheid (1ª Temporada)
3.2 47 Assista AgoraEngraçado que se o final fosse mais simples, a série teria ficado melhor. Mas roteirista de série de mistério policial sempre quer fazer o final meio diferentão e acaba pesando a mão. Mas vale a diversão.
Hitler's Circle of Evil
4.4 35 Assista AgoraA força e a fraqueza da série é girar em torno das fofocas e disputas de poder do círculo íntimo de Hitler.
Deadwind (1ª Temporada)
3.6 53 Assista AgoraApesar do roteiro cheio de reviravoltas pouco verossímeis, é uma série bacaninha no estilo nordic noir. Bom entretenimento.
O Assassino de Valhalla (1ª Temporada)
3.5 72Depois de ver Broen e a versão original dinamarquesa de The Killing, é covardia ver essa aqui. Fraquinha. A detetive principal decepciona. O culpado decepciona. Quem de fato desvenda o mistério decepciona. Pior nordic noir que eu já vi.
Glacé
3.1 33Na linha das melhores séries de mistério policial europeias. É um estilo muito próprio e bem diferente das americanas.
Segunda Guerra Mundial em Cores
4.5 37O principal ponto de marketing da série, o fato de ser colorizada a partir de originais em Preto&Branco não tem muita relevância, em realidade. O que a série tem de interessante é abordar o conflito a partir dos diversos cenários da guerra, não se concentrando apenas nas ações dos Estados Unidos, como costuma acontecer nos documentários produzidos nesse país.
Claro, ainda assim há distorções. O documentário é britânico e puxa mesmo a sardinha pro lado dos seus compatriotas. Os demais aliados são retratados como meio bobos, como os americanos (que um certo desdém inglês só concede o benefício de reconhecer que ganharam as suas batalhas por motivos de logística) ou crueis, como os soviéticos (quando os ingleses varrem uma cidade do mapa com mais de 200 mil civis, é estratégia de guerra; quando os soviéticos fazem ago parecido, mesmo em escala muito menor, é crueldade stalinista).
O último episódio é dedicado a construir argumentação favorável ao emprego das bombas nucleares nos ataques à Hiroshima e Nagasaki.
Fear the Walking Dead (1ª Temporada)
3.5 560Quando eu ouvi falar na série, pensei que ela iria desenvolver com calma o tema da queda da civilização. Que nada, tudo acontece muito rápido e assim se perde o diferencial da série, que ficou mais para um The Walking Dead Califórnia.
E mais, os personagens e suas ações caem fácil no maniqueísmo! _Toda_ boa ação é inevitavelmente "recompensada" com uma trairagem. Eu sei que há um ponto a se provar, "na crise é preciso ser duro", mas há formas inteligentes e elegantes pra se fazer isso, estamos falando de uma série de orçamento prime, não é filme B.
Jornada nas Estrelas: Enterprise (4ª Temporada)
4.1 21 Assista AgoraÓtima temporada, digna dos melhores momentos das séries de Jornada das Estrelas. Uma pena que finalmente a série foi se encontrar às vésperas de fechar as portas.
O tema de abertura, do qual tantos reclamam, me pareceu muito adequado à temática pioneira da série.
Esta temporada ainda nos reserva uma pérola, um par de episódios (In a mirror, Darkly, parte 1 e 2) que, para mim, são os melhores de universo paralelo de todas as séries de Jornada!
Jornada nas Estrelas: Enterprise (3ª Temporada)
3.9 19 Assista AgoraO enredo da temporada melhorou muito, mas ainda houve vários episódios com roteiro pífio. Os dilemas éticos são de fazer corar qualquer fã de Nova Geração, a representatividade está muito fraca, as mulheres são adornos ou representam personagens esquecíveis e Mayweather é o personagem negro mais irrelevante de todo o catálogo de Jornada nas Estrelas. Ainda assim, no geral, supera fácil a 1ª e 2ª temporadas.
Jornada nas Estrelas: Enterprise (2ª Temporada)
3.9 8 Assista AgoraOutra temporada esquecível. Se na primeira, a humanidade agia de forma destrambelhada para horror dos vulcanos, aqui a coisa se inverte, com a raça que nos deu Spock se revelando protagonista de mesquinharias. O ponto alto é a trama envolvendo os andorianos e os últimos episódios (exceto quando apela, como já aconteceu antes, pros dotes físicos de Jolene Blalock, a T´Pol), quando a série parece deixar entrever um roteiro inteligente. O drama por causa da intervenção que resulta numa morte parece incoerente quando lembramos que uma ação omitiva na temporada anterior condenou toda uma espécie com bilhões de seres sensientes à morte certa.
Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine (7ª Temporada)
4.2 17 Assista AgoraDeep Space 9 mostrou que uma série de Jornada nas Estrelas novelizada (ou seja, não ancorada unicamente em episódios independentes e isolados) tem muito a oferecer ao universo da ficção científica.
Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine (6ª Temporada)
4.2 7 Assista AgoraOs 8 primeiros episódios, em continuidade, rivalizam com o que há de melhor em todas as séries de Jornada nas Estrelas, depois disso cai um pouco naquele marasmo de quem tem que produzir 26 episódios a toque de caixa...
Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine (4ª Temporada)
4.1 6 Assista AgoraÉ a temporada que marca o retorno do popular personagem Worf à franquia. Apesar disso, cai um pouco em relação à anterior, a terceira temporada. Muitos episódios esquecíveis e pouca evolução no arco da guerra contra o Domínio. Temos o icônico episódio Bar Association, onde a avareza Ferengi é finalmente confrontada pelo Manifesto Comunista de Karl Marx :)
Jornada nas Estrelas: Enterprise (1ª Temporada)
3.9 29 Assista AgoraDepois que a gente assiste A Nova Geração com Jean Luc Picard, Enterprise parece uma versão adolescente de Jornada nas Estrelas. Mas não uma versão adolescente nerd e sim uma versão adolescente feita pelos anti-nerds da turma. Além de forçar a barra com as sessões de descontaminação "eróticas" ainda tem a humanidade agindo quase como um personagem de débi & lóide... até dá pra entender o desdém dos vulcanos, com o quais dá vontade de concordar muitas vezes.
Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine (3ª Temporada)
4.0 9 Assista AgoraNesta temporada a gente começa a entender porque tantos fãs consideram DS9 a melhor série de Jornada nas Estrelas.
Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine (2ª Temporada)
3.9 9 Assista AgoraDas séries dos anos 1990 (Nova Geração, Voyager e esta, DS9), foi a que, de longe, entregou a melhor segunda temporada. Agora entendo porque tem fãs tão radicais :)
The Fall (3ª Temporada)
4.0 152Pelo lado positivo, mais uma temporada que abordou temas sérios e importantes com maturidade. Pecou pela falta de um "mistério" a ser resolvido, ou seja, o típico gancho para um seriado como este. Os dois primeiros episódios foram bem chatos, parecia uma mistura de plantão médico com seriado de corregedoria. Por fim, para uma série desse nível, o tratamento estereotipado dado ao papel de um advogado criminalista desmereceu um pouco o conjunto.
CSI: Investigação Criminal (1ª Temporada)
4.4 116 Assista AgoraSimplesmente misógino. Fiz uma resenha mais detalhada no meu blog, é só procurar por "o machismo em csi" no google.
Wallander - Sem Saída (1ª Temporada)
4.1 17Minha bronca com a primeira temporada de Wallander é a mesma que tive com a primeira de Law & Order Special Victims Unit.
São séries que são vendidas numa linha de preocupação com temas contemporâneos, como a misoginia, mas que colocam como personagem a ser perseguido pelo "herói" justamente uma vítima que se rebela e começa a atacar os vilões.
Seria como se na Trilogia Millenium de Stieg Larsson, Mikael Blomkvist perseguisse Lisbeth Salander.
The Bridge (3ª Temporada)
4.3 17Temporada melhor que a 2a, tendo superando a saída do personagem Martin. Saga Noren espetacular, como sempre, enfrentando aqui desafios extraordinários.
Houve sim um excesso de situações envolvendo suicídio, nesse aspecto acho que o roteiro foi pobre.
Do ponto de vista da literatura policial e de mistério (afinal, a série é um clássico whodunit!), também fica a dever um pouco por apresentar personagem homicida quase onisciente e onipotente, sem dar qualquer satisfação sobre como obtinha tantas informações acerca do trabalho da polícia.
Enfim, apesar desses pontos, dá um banho de qualidade em qualquer Law&Order da vida.