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Últimas opiniões enviadas

  • Paulo Cesar

    "O irlandês " é aula de cinema ministrada por Scorsese e ponto. Precisa falar mais ? Ok, o filme é longo. Sim mas pra "maratonar" sua série enfadonha, que cria "plot twists" ao monte pra manter um interesse nulo você consegue. Se for pra ver esse filme como um sacrifício, talvez seu apreço por cinema, seu compromisso com essa bela arte, não seja tão grande assim. O seu tamanho é justificável, dado a riqueza de detalhes, nas camadas dos personagens tão ricos, no mostrar desdobramentos das ações e como elas atingem o âmago de uma America, pós guerra. E mostrar como a mafia, o crime organizado, e homens poderosos permeiam e transformam toda a história do Estados Unidos, para o bem e para o mal. A crueza das cenas dos crimes de Frank, o quase não se importar, a tranquilidade gélida de suas ações vai ganhando momentos mais discordantes quando ele percebe o quão longe suas ações vão, o distanciamento da família, principalmente sua filha Peggy, que desde nova presencia os atos do seu pai. Até a fatídica e trágica situação com Hoffa. O embate de ideias e também de atuações dos três protagonistas é algo a celebrar, Scorcese parece não forçar nenhuma construção, até porque os personagens são todos figuras reais, e ver o que foi criado por De Niro, Pacino e Pesci é um deleite para quem gosta de cinema. Pesci no taciturno Bufaflino, vai na contramão do estereotipo do mafioso, diz mais no não falar, ou nos olhares do que nas ações, mentor e amigo de Frank não hesita em pedir a ele que cometa, atrocidades em seu nome. Pacino como Hoffa volta a boas atuações sem nunca ter perdido a forma, é tão vivido, tão tempestuoso e apaixonado como o proprio Hoffa foi, sem papas na lingua apontando o dedo e colecionando desafetos até entre os que estavam ali para ajudar. È um filme completo, de rica importância histórica, com pano de fundo de uma america em reconstrução, onde muitos queriam o poder, concentrados nas mãos de poucos. E onde Frank Sheeran foi usado como flecha, mas sem nunca ostentar e glamorizar isso..parecia não usufruir disso. E Scorcese também em nenhum momento glorifica isso, parece ficar em suspenso, no ar. Tanto Sheeran como Scorcese abordaram isso de forma mais real, não romantizada. Cada um, de um jeito. Pintando casas. Magistralmente.

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  • Paulo Cesar

    Analisar esse filme friamente é complicado pq é muito subjetivo, e cada um tem um jeito de vivencia-lo. E sempre que se ve-lo pode-lhe causar uma nova interpretação. Gostei mais de "corra !". Talvez por sua aguda critica racial\social. Sua intensidade, a imersão claustrofóbica e angustiante. Esse, em certos momentos lhe causa os mesmo sentimentos e emoções, mas parece perder um pouco daquela sensacão..por ter um alcance mais abrangente, não ficar tão restrito a um só ambiente. Jordan Peele, tem a musica, ruidora, desconexa, climática e quebrada. O começo do filme é estranho mas é referenciado e bem colocado no decorrer dele. Ha um didatismo as vezes não necessário, mas que não atrapalha. Mas se a história não se explicasse tanto, ficasse no campo da fantasia, e do sobrenatural, onde as pessoas veem furo, veriamos novos modos de enxergar, vivenciar. Peele não faz filme comum, faz algo inquietante, e tirou uma atuação, magistral de Lupita, e mesmo Elisabeth Moss com pouco tempo de tela, mostra todo seu talento. Filmaço, que não se prende ao convencional ou a gêneros.

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  • Paulo Cesar

    Acho que ninguém melhor que Spike Lee, ( merecido Oscar de roteiro adaptado) para levar ao cinema essa história incrivelmente, baseada em "um lance real". Cheia de cunho social, momentos cheios de tensão, que não deixa a desejar se vc apenas quer ver um thriller policial de qualidade. Mas se vc quer ver uma história instigante, polêmica que mira direto no centro do "estado de intolerância da america", e sem perder, a ironia o sarcasmo e o humor ferino e politico de Lee. È esse filme também. Ricamente ambientado no final dos anos 70, com rica trilha sonora, acompanhamos o inicio da carreira do primeiro policial "afro-americano" de Colorado Springs. Incomodado pelo começo tedioso, na sala de arquivos e pelo diário tratamento pejorativo por seus colegas, ele aceita a missão de primeiro monitorar um encontro entre membros do grêmio universitário da cidade, com um ex militante dos panteras negras. Pra depois dessa experiencia, que o colocou a par do sentimento e luta de sua comunidade, se aventura em uma ligação para membros da Klan da sua cidade. (um dos momentos icônicos do filme). E nessa condição de infiltrado, e com a ajuda de um policial branco judeu, que seria sua parte presente nos encontros se forma uma grande investigação, para monitorar a ação do grupo, mesmo a primeira vista, ridículas, mas com uma crescente ideia de espalhar o caos e medo entre os habitantes. Lee forma os membros da Klan, usando estereótipos, mas mesmo assim cria uma certa personalidade para cada um, da voz, coloca seus pontos, mesmo ridículos, e nos faz entender que um supremacista branco não necessariamente..precisa ter marcado em fogo na testa símbolos supremacistas. Pode ser qualquer um, o pai de familia, o vizinho tranquilo. Um cidadão de bem.
    Adam Driver ótimo tbm, consegue transmitir a frieza de um policial em uma missão..apenas mais uma..mas que ao passar do tempo, mais inserido nesse mundo. Consegue perceber a maldade, a raiva e a ignorância dessas pessoas, em relação ao que pregam, e a negação das barbaries cometidas por crerem em serem superiores. O escarnio que ele transmite na cena da iniciação no Klan tbm é muito marcante. O filme mostra varias passagens de como a história americana, se entrelaça com a intolerância e as violencias cometidas em relação a população negra. O relato da testemunha e amigo de Jesse Washington, jovem linchado no Texas, acusado de um crime que até hoje paira duvida sobre sua real culpa, é de dilacerar o coração. O filme caminha assim, sendo esse manifesto bem humorado e trágico de um momento da história do pais que teima aparecer, quando ele encontra voz, seja nas ruas de subúrbios americanos ou ocupando cargos importantes no alto escalão governamental do país. Spike lee, colocou o dedo na ferida que esta muito longe de cicatrizar.

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