Gostei muito do que eles fizeram adaptando o quadrinho Desafio Infinito. É raro um filme desse tipo onde o vilão tem profundidade e, vez ou outra, explora um surrealismo aqui e acolá. Nem gosto dos Vingadores, mas ficou legal.
Os filmes do Brad Bird são todos bem feitos, só assistir um ou outro making-of ou entrevista em que ele fale sobre o seu trabalho como diretor e animador e se percebe o extremo cuidado com cada aspecto da obra. Esse não fica pra trás, além de ser muito saudoso devido a janela de catorze anos de espera. É uma continuação muito criativa, apesar de menos sombria do que o primeiro, se cabe comparar. Pontos altos para as referências de design dos anos 50/60 que mantém a linha da direção de arte do começo ao fim, uma belezinha. Os pontos negativos são que o final ficou meio corrido e o fato de que eu realmente não aguento mais ficar sem saber o que aconteceu com o diabo do Escavador. Gostei de ver o elenco de dublagem no início dos créditos, também.
As cenas de ação são muito boas e verossímeis e as de luta, mais ainda. Fazia tempos que não assistia um personagem protagonista tão disposto pra cair na porrada quanto nesse filme.
Muito reducionista a associação do Babadook com a depressão. Há uma metáfora clara que reforça a interpretação de que o Babadook se comporta como um transtorno psicológico (um ou vários transtornos), mas a mesma metáfora também cria a hipótese de que o monstro é alheio ao corpo e se alimenta do medo e de outros sentimentos negativos geralmente associados a estes transtornos, assemelhando-se bastante ao conceito de bicho-papão. De qualquer forma, a dicotomia estabelecida através da dúvida recorrente sobre ser um filme de terror psicológico (é) ou um filme de monstro (também é) é um dos pontos altos. O livro infantil é um elemento brilhante e original para se contar uma história de terror e o filme acerta neste e em vários outros pontos
O filme não convence se não for associado aos seus dois antecessores. Como o fechamento de uma trilogia baseada em histórias aparentemente desconexas por gênero e por plots principais distintos, é um bom filme. A ideia de brincar com as possibilidades de um paradoxo no espaço-tempo-matéria sem sequer se preocupar em explicar este paradoxo é muito divertida pois os autores tiveram a liberdade de explorar surrealismos diversos e extremos ("como seria se...?" parece a pergunta que guia as possibilidades).
Como filme que conta a origem dos monstros de "Cloverfield" e "10 Cloverfield Lane" é ainda mais interessante pois legitima que não são alienígenas, simplesmente, mas seres de outra dimensão, apropriando os universos fantásticos de Lovecraft de maneira aterrorizante e leve (com direito a referências aos mais clássicos do terror espacial como "Alien" e até "Sunshine")
Outra coisa interessante é a abordagem do terror global, da guerra iminente, a crise de energia, temas tão contemporâneos.
Mas, como dito: se não for visto como o terceiro filme que fecha uma trilogia intrincada e muito original que se arrasta desde 2008, não convence como mais um filme de gênero ficção científica.
Uma prova de que dá para fazer filme barato e esperto. O filme é bem cortado e a história é boa. O que cansa um pouco é o cenário repetitivo que fica mais repetitivo por causa do plot principal. Mas não é ruim.
O filme é bem-humorado e tem personagens bastante realistas. O design de produção me fez achar que seria algo mais dramático (embora seja apesar de bem mais leve do que esperava). A história aparenta banalidade, mas é aí que pega pois muito fiel em apresentar personagens tão bons. O que faz uma história é quem a conta. Todas as mulheres envolvidas, ótimos trabalhos. As atuações muito difíceis pelo alto nível de verossimilhança e aparente simplicidade dos personagens, foram devidamente domadas pelo elenco feminino.
O desfecho quase ficou confuso por causa de uma aparente descontinuidade no tempo da história mas deu pra perceber que foi uma licença bonita, tirada pra passar uma mensagem sobre um tanto do que o filme fala (juventude, origens, família, lar, expectativas, etc.)
Uma maneira muito caprichosa de contar uma história já conhecida e até já explorada no cinema. O Joe Wright é um diretor muito certeiro e com um pé no patriotismo (como mostram seus filmes anteriores) e esse trabalho é um ótimo exemplar disso. A atuação do Gary Oldman é espetacular e a técnica de maquiagem é absurda, uma das peças-chave do filme inteiro.
Sensação incômoda do começo ao fim e por isso bem feito. Como boa parte dos filmes do Aronofsky utiliza o cenário como personagens e os personagens como cenografia, além de usar a culpa e a paranoia como um tema recorrente.
Fica enrolado e repetitivo em um dado momento. Mas um bom documentário, bom pra conhecer a cabeça da artista, suas intenções e anseios. Mostra pouco do processo de trabalho técnico, mas é coerente.
A história é boa mas o filme é sem ritmo e as coisas saem acontecendo empoleiradas umas nas outras. Termina com um sentimentalismo incoerente com o bom humor proposto no início e a música só deixa tudo ainda mais lento e até chato. Nem o elenco muito bom segura os montes de cortes sem sal. Pena. Gosto de quase tudo do Kenneth Branagh e tava muito ansioso por esta adaptação de Agatha Christie.
Tenta trazer um tom de terror e de gênero "filme de monstro" que até funciona em algumas partes, mas insiste numas atuações e momentos de comédia pastel em cenas inapropriadas que acabam estragando o ritmo. As cenas de ação são só mais do mesmo. Não tem cara de preguiça, parece que queriam fazer algo bem legal, mas ficou bobão.
Muitos furos no roteiro, ao ponto de perder verossimilhança. Algumas coisas ficam forçadas e o ritmo se perde. A maneira de contar a história é criativa, no entanto, e consegue aproveitar bem a alegoria da pequena cidade norte-americana onde nada acontece.
O final é murcho, mas coube e fez sentido com toda a dicotomia entre filosofia e ironia, senso de humor ácido e sarcasmo com o intelectual. Personagens muito bons pra essa fórmula dar certo.
O Mundo Sombrio de Sabrina: Um Conto de Inverno
3.7 48Jeitinho de que foi feito com preguiça. Podia ter sido bem mais bacana, ficou morgadinho que só.
Vingadores: Guerra Infinita
4.3 2,6K Assista AgoraGostei muito do que eles fizeram adaptando o quadrinho Desafio Infinito. É raro um filme desse tipo onde o vilão tem profundidade e, vez ou outra, explora um surrealismo aqui e acolá. Nem gosto dos Vingadores, mas ficou legal.
Os Incríveis 2
4.1 1,4K Assista AgoraOs filmes do Brad Bird são todos bem feitos, só assistir um ou outro making-of ou entrevista em que ele fale sobre o seu trabalho como diretor e animador e se percebe o extremo cuidado com cada aspecto da obra. Esse não fica pra trás, além de ser muito saudoso devido a janela de catorze anos de espera. É uma continuação muito criativa, apesar de menos sombria do que o primeiro, se cabe comparar. Pontos altos para as referências de design dos anos 50/60 que mantém a linha da direção de arte do começo ao fim, uma belezinha. Os pontos negativos são que o final ficou meio corrido e o fato de que eu realmente não aguento mais ficar sem saber o que aconteceu com o diabo do Escavador. Gostei de ver o elenco de dublagem no início dos créditos, também.
Tomb Raider: A Origem
3.2 947 Assista AgoraAs cenas de ação são muito boas e verossímeis e as de luta, mais ainda. Fazia tempos que não assistia um personagem protagonista tão disposto pra cair na porrada quanto nesse filme.
O Babadook
3.5 2,0KMuitos spoilers a seguir, atenção.
Muito reducionista a associação do Babadook com a depressão. Há uma metáfora clara que reforça a interpretação de que o Babadook se comporta como um transtorno psicológico (um ou vários transtornos), mas a mesma metáfora também cria a hipótese de que o monstro é alheio ao corpo e se alimenta do medo e de outros sentimentos negativos geralmente associados a estes transtornos, assemelhando-se bastante ao conceito de bicho-papão. De qualquer forma, a dicotomia estabelecida através da dúvida recorrente sobre ser um filme de terror psicológico (é) ou um filme de monstro (também é) é um dos pontos altos. O livro infantil é um elemento brilhante e original para se contar uma história de terror e o filme acerta neste e em vários outros pontos
O Paradoxo Cloverfield
2.7 786 Assista AgoraO filme não convence se não for associado aos seus dois antecessores. Como o fechamento de uma trilogia baseada em histórias aparentemente desconexas por gênero e por plots principais distintos, é um bom filme. A ideia de brincar com as possibilidades de um paradoxo no espaço-tempo-matéria sem sequer se preocupar em explicar este paradoxo é muito divertida pois os autores tiveram a liberdade de explorar surrealismos diversos e extremos ("como seria se...?" parece a pergunta que guia as possibilidades).
Como filme que conta a origem dos monstros de "Cloverfield" e "10 Cloverfield Lane" é ainda mais interessante pois legitima que não são alienígenas, simplesmente, mas seres de outra dimensão, apropriando os universos fantásticos de Lovecraft de maneira aterrorizante e leve (com direito a referências aos mais clássicos do terror espacial como "Alien" e até "Sunshine")
Outra coisa interessante é a abordagem do terror global, da guerra iminente, a crise de energia, temas tão contemporâneos.
Mas, como dito: se não for visto como o terceiro filme que fecha uma trilogia intrincada e muito original que se arrasta desde 2008, não convence como mais um filme de gênero ficção científica.
ARQ
3.1 219 Assista AgoraUma prova de que dá para fazer filme barato e esperto. O filme é bem cortado e a história é boa. O que cansa um pouco é o cenário repetitivo que fica mais repetitivo por causa do plot principal. Mas não é ruim.
Liga da Justiça
3.3 2,5K Assista AgoraAlguma coisa muito séria aconteceu no meio da produção desse filme. É um dos filmes mais sem-futuro que eu já assisti e o pior da carreira do Snyder.
Guardiões da Galáxia Vol. 2
4.0 1,7K Assista AgoraOw, moh ruim... uma estrela pelos efeitos especiais (e olhe lá).
Lady Bird: A Hora de Voar
3.8 2,1K Assista AgoraO filme é bem-humorado e tem personagens bastante realistas. O design de produção me fez achar que seria algo mais dramático (embora seja apesar de bem mais leve do que esperava). A história aparenta banalidade, mas é aí que pega pois muito fiel em apresentar personagens tão bons. O que faz uma história é quem a conta. Todas as mulheres envolvidas, ótimos trabalhos. As atuações muito difíceis pelo alto nível de verossimilhança e aparente simplicidade dos personagens, foram devidamente domadas pelo elenco feminino.
O desfecho quase ficou confuso por causa de uma aparente descontinuidade no tempo da história mas deu pra perceber que foi uma licença bonita, tirada pra passar uma mensagem sobre um tanto do que o filme fala (juventude, origens, família, lar, expectativas, etc.)
O Destino de Uma Nação
3.7 723Uma maneira muito caprichosa de contar uma história já conhecida e até já explorada no cinema. O Joe Wright é um diretor muito certeiro e com um pé no patriotismo (como mostram seus filmes anteriores) e esse trabalho é um ótimo exemplar disso. A atuação do Gary Oldman é espetacular e a técnica de maquiagem é absurda, uma das peças-chave do filme inteiro.
Em Ritmo de Fuga
4.0 1,9K Assista AgoraFilme bem feito. O som e músicas são muito bem feitos e bem explorados na história e o ritmo é muito milimétrico. Muito divertido.
Lion: Uma Jornada para Casa
4.3 1,9K Assista AgoraEi, bonito viu?
Mãe!
4.0 3,9KSensação incômoda do começo ao fim e por isso bem feito. Como boa parte dos filmes do Aronofsky utiliza o cenário como personagens e os personagens como cenografia, além de usar a culpa e a paranoia como um tema recorrente.
Laerte-se
4.0 184Fica enrolado e repetitivo em um dado momento. Mas um bom documentário, bom pra conhecer a cabeça da artista, suas intenções e anseios. Mostra pouco do processo de trabalho técnico, mas é coerente.
Onde Está Segunda?
3.6 1,3K Assista AgoraTípica ideia boa e mal executada.
Natal em El Camino
2.6 72 Assista AgoraBleh
Assassinato no Expresso do Oriente
3.4 951 Assista AgoraA história é boa mas o filme é sem ritmo e as coisas saem acontecendo empoleiradas umas nas outras. Termina com um sentimentalismo incoerente com o bom humor proposto no início e a música só deixa tudo ainda mais lento e até chato. Nem o elenco muito bom segura os montes de cortes sem sal. Pena. Gosto de quase tudo do Kenneth Branagh e tava muito ansioso por esta adaptação de Agatha Christie.
A Múmia
2.5 994 Assista AgoraTenta trazer um tom de terror e de gênero "filme de monstro" que até funciona em algumas partes, mas insiste numas atuações e momentos de comédia pastel em cenas inapropriadas que acabam estragando o ritmo. As cenas de ação são só mais do mesmo. Não tem cara de preguiça, parece que queriam fazer algo bem legal, mas ficou bobão.
Valerian e a Cidade dos Mil Planetas
3.1 578 Assista AgoraEu dormi no meio. Isso nunca acontece.
Shimmer Lake
3.1 109 Assista AgoraMuitos furos no roteiro, ao ponto de perder verossimilhança. Algumas coisas ficam forçadas e o ritmo se perde. A maneira de contar a história é criativa, no entanto, e consegue aproveitar bem a alegoria da pequena cidade norte-americana onde nada acontece.
Homem Irracional
3.5 556O final é murcho, mas coube e fez sentido com toda a dicotomia entre filosofia e ironia, senso de humor ácido e sarcasmo com o intelectual. Personagens muito bons pra essa fórmula dar certo.
Infidelidade
3.4 496 Assista AgoraBem feito demais. História bonita, muito sensível no jeito de contar.
Um Contratempo
4.2 2,0KFui tapeado! Que filme.