Curta bem legal de acompanhar da grande Lois Weber com boa dosagem de humor, com um maravilhoso clímax. Gostei muito da intertextualidade texto–imagem, a linguagem cinematográfica estava nascendo (muito graças ao pioneirismo dessa diva!)
Conheci Trinh T. Min-ha a partir do livro "Documentário: ética, estética e formas de representação" do Marcius Freire, mas minha primeira experiência com o cinema etnológico de Min-ha foi com "A Quarta Dimensão", que é uma boa porta de entrada para sua filmografia. Reassemblage por mais que se trate de um média-metragem, ser controverso e renegado por muitos seguidores da interessante obra de Min-ha, é o que discursamente apresenta as ideias da diretora, sua ética fílmica, sua filosofia documentária. Para quem quer entender do zero qual é a pira de Trinh T. Min-ha, é incontornável esse documentário sobre o Senegal.
O problema é que se por um lado o discurso é até subversivo e anticonvencional ao então cinema etnológico de Jean Rouchs e Robert Flahertys da vida, na prática, o discurso não é posto em tela. O que levou muitos a apontar Reassemblage como uma contradição gritante. Uma pena, mas lembremos que este foi o quarto filme dessa ousada cineasta, após três curtas na faixa de 10 a 15 minutos, e a partir dessas experiências seu cinema foi se moldando, tanto pela estética (este aqui ainda um pouco tacanho mas também fugindo do convencional) quanto pela ética.
Documentário dirigido e produzido por Ebrahim Golestan (quem dirigiu As Joias da Coroa do Irã) com montagem da poetisa Forough Farrohzad (diretora de A Casa é Escura) sobre as medidas realizadas para combater um incêndio de 70 dias de poço de petróleo na região do Khuzestan, no sudoeste do Irã. É incontornável não lembrar de O Salário do Medo de Henri-Georges Clouzot ou até dos documentários de Werner Herzog como O Fogo Interior: Um Réquiem para Katia e Maurice Krafft. O filme é meio embassado de encontrar, até tentei postar no YouTube mas caiu instantaneamente, pelo qual vou passar o link do ok.ru (é tipo um dailymotion russo) onde tem a versão em inglês com legendas em francês: https://ok.ru/video/2229100481050
O nome já diz: Suspense. Um bom filme que gera uma aflição muito devido a maravilhosa direção de Lois Weber com o uso de uma montagem paralela, a qual chegaria a seu auge com D.W. Griffith (com um suspense baseado na montagem alternada e no movimento físico que marca a corrida contra o relógio: chegarão a tempo? Utilizado no infame O Nascimento de Uma Nação, por exemplo). Também destaco a decupagem, com direito a Plano Zenital onde a mulher da casa, interpretada pela mesmíssima Lois Weber, olha e é vista pelo intruso; a cena da fuga de carro, onde pelo reflexo do retrovisor se vê o segundo carro, e claro, a divisão de telas com 3 ângulos diferentes da história, algo que seria utilizado no excelente Sisters de Brian De Palma (no caso deste 2 acontecimentos distintos simultaneamente).
Curta extremamente curto mas bem divertido, onde Mèlies, ilusionista, mágico e um grande criativo extrapola seus dotes artísticos. Me pergunto como que foi feito esses truques de óptica.
Bom documentário, bem elucidativo. Tive contato na faculdade. Apesar de uma visão mitigadora e reformista, fala do capitalismo sem citar capitalismo, é um documentário o qual eu recomendo bastante como introdutório.
Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.
Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade
Vpered, vremya!
5.0 1я ж
с небес поэзии
бросаюсь в коммунизм,
потому что
нет мне
без него любви
How Men Propose
3.5 2Curta bem legal de acompanhar da grande Lois Weber com boa dosagem de humor, com um maravilhoso clímax. Gostei muito da intertextualidade texto–imagem, a linguagem cinematográfica estava nascendo (muito graças ao pioneirismo dessa diva!)
Reagrupamento
4.1 4"What we can expect from ethnology?"
Conheci Trinh T. Min-ha a partir do livro "Documentário: ética, estética e formas de representação" do Marcius Freire, mas minha primeira experiência com o cinema etnológico de Min-ha foi com "A Quarta Dimensão", que é uma boa porta de entrada para sua filmografia. Reassemblage por mais que se trate de um média-metragem, ser controverso e renegado por muitos seguidores da interessante obra de Min-ha, é o que discursamente apresenta as ideias da diretora, sua ética fílmica, sua filosofia documentária. Para quem quer entender do zero qual é a pira de Trinh T. Min-ha, é incontornável esse documentário sobre o Senegal.
O problema é que se por um lado o discurso é até subversivo e anticonvencional ao então cinema etnológico de Jean Rouchs e Robert Flahertys da vida, na prática, o discurso não é posto em tela. O que levou muitos a apontar Reassemblage como uma contradição gritante. Uma pena, mas lembremos que este foi o quarto filme dessa ousada cineasta, após três curtas na faixa de 10 a 15 minutos, e a partir dessas experiências seu cinema foi se moldando, tanto pela estética (este aqui ainda um pouco tacanho mas também fugindo do convencional) quanto pela ética.
A Fire
1Documentário dirigido e produzido por Ebrahim Golestan (quem dirigiu As Joias da Coroa do Irã) com montagem da poetisa Forough Farrohzad (diretora de A Casa é Escura) sobre as medidas realizadas para combater um incêndio de 70 dias de poço de petróleo na região do Khuzestan, no sudoeste do Irã. É incontornável não lembrar de O Salário do Medo de Henri-Georges Clouzot ou até dos documentários de Werner Herzog como O Fogo Interior: Um Réquiem para Katia e Maurice Krafft. O filme é meio embassado de encontrar, até tentei postar no YouTube mas caiu instantaneamente, pelo qual vou passar o link do ok.ru (é tipo um dailymotion russo) onde tem a versão em inglês com legendas em francês: https://ok.ru/video/2229100481050
Suspense
4.1 17O nome já diz: Suspense. Um bom filme que gera uma aflição muito devido a maravilhosa direção de Lois Weber com o uso de uma montagem paralela, a qual chegaria a seu auge com D.W. Griffith (com um suspense baseado na montagem alternada e no movimento físico que marca a corrida contra o relógio: chegarão a tempo? Utilizado no infame O Nascimento de Uma Nação, por exemplo). Também destaco a decupagem, com direito a Plano Zenital onde a mulher da casa, interpretada pela mesmíssima Lois Weber, olha e é vista pelo intruso; a cena da fuga de carro, onde pelo reflexo do retrovisor se vê o segundo carro, e claro, a divisão de telas com 3 ângulos diferentes da história, algo que seria utilizado no excelente Sisters de Brian De Palma (no caso deste 2 acontecimentos distintos simultaneamente).
Won In A Closet
2.5 1Um divertido filme de comédia no início do cinema, onde se tem um trabalho bem interessante na montagem.
O Rei da Maquiagem
4.1 41Um dos mais divertidos e descontraídos do mágico Mèlies. Muito bom.
Tit for Tat
3.3 1Curta extremamente curto mas bem divertido, onde Mèlies, ilusionista, mágico e um grande criativo extrapola seus dotes artísticos. Me pergunto como que foi feito esses truques de óptica.
A História das Coisas
4.2 153Bom documentário, bem elucidativo. Tive contato na faculdade. Apesar de uma visão mitigadora e reformista, fala do capitalismo sem citar capitalismo, é um documentário o qual eu recomendo bastante como introdutório.