Netflix tem cada vez apostado no bom e velho faroeste, ganhando novos apaixonados pelo gênero e sendo um sucesso de crítica tanto do público como de profissionais da sétima arte, sua mais nova aposta é o sucesso que está entre o top 10 da semana, “Ataque Dos Cães”. Vale lembrar que o longa é baseado no livro do autor Thomas Savage, lançado em 1967. Bora pra crítica?
Ataque Dos Cães (The Power of the Dog), narra de forma hábil e intensa a vida dos irmãos Phil (Benedict Cumberbatch) e George Burbank (Jesse Plemons), cada um dos irmãos possuem uma personalidade diferente, George é um sujeito educado, sociável e gentil com o próximo. Porém! O seu irmão, Phil já é o oposto, um sujeito mal educado, possuindo um temperamento bruto e agressivo com o próximo, não dando importância para o sentimento das pessoas.
O conflito começa a partir do momento em que George decide casar (escondido), com a viúva Rose Gordon (Kirsten Dunst), deixando furioso o já nervoso Phil, achando que sua cunhada casou por interesse.
Ataque Dos Cães, possui um ritmo lento mas incisivo para mostrar em detalhes ao espectador de cada personagem principal, até mesmo os personagens secundários ganham importância no decorrer da trama. Ponto positivo!
O espectador precisa ficar atento nos mínimos detalhes, vai fazer toda diferença no final. Podem confiar em mim. Ok? Netflix apostou em sua produção original, trazendo um elenco de peso para trama no velho oeste.
Se liga nesse time: Benedict Cumberbatch, Jesse Plemons, Kirsten Dunst, Kodi Smit-McPhee e Thomasin McKenzie. Benedict conseguiu trazer toda brutalidade em uma atuação impecável, mostrando todo o seu potencial do começo ao fim. Merece o Oscar em 2022, sem sombra de dúvidas.
Um dos pontos de maior destaque é relacionado com toda ambientação. O longa tem como pano de fundo Montana no período de 1925. Netflix conseguiu uma perfeição com cenários e até mesmo figurinos! O espectador é transportado para década de 20. Mais um ponto positivo.
Vale a pena? Sem sombra de dúvidas! Netflix mais uma vez acertou em cheio com suas produções originais. “Ataque Dos Cães” cumpriu seu papel em trazer um drama recheado de tensão e drama, com personagens bem construídos e intensos.
Seja bem-vindo filmes natalinos! Essa é uma época do qual de cada 10 filmes lançamentos (em streaming), 11 são com temas de natal, neve e aconchego no coração com toda família reunida. Falando em streaming, Disney+ acaba de lançar o reboot do reboot do reboot de “Esqueceram de Mim”, sabemos o final e toda trama. Certo? Mas vamos falar dessa nova produção “inédita” da Disney.
Pam (Ellie Kemper) e Jeff (Rob Delaney) estão vendendo sua casa, só que estão fazendo isso escondido dos filhos bem na véspera do natal. Sacanagem, né? Enfim! Max Mercer (Archie Yates) entra em ação de uma forma inesperada para proteger uma relíquia de família que pode render algumas centenas de dólares. Já sabemos aonde tudo isso vai parar, não é mesmo?
Max Mercer ficou para trás, sua família partiu para o Japão, como é de praxe, esqueceram o garoto por conta de toda correria, não podemos “esquecer” que eles na pressa pra não perder o voo, não conferiram se estavam todos da família.
Família longe, garoto esquecido dentro de casa, o “casal malvadão” vai tentar invadir o local para recuperar de qualquer jeito o objeto valioso, essa é a parte um tanto diferente dos demais filmes anteriores. O clima de natal permanece do começo ao fim, estamos quase lá dessa data mais que especial.
O longa conseguiu se esforçar ao máximo para trazer algo “repaginado” pra essa nova geração, o esforço foi válido, entretanto insuficiente em concluir o objetivo final. Para os saudosistas dos anos 90, conhecem bem aonde tudo isso vai parar…surpresa zero.
O roteiro deixou muito aquém daquilo que foi proposto na sinopse, toda “aventura” deixou com ar bobo, brincadeiras forçadas para tentar arrancar o sorriso a qualquer custo, falharam miseravelmente nesse quesito. Um dos pontos que merece ser mencionado é do filme uma hora acaba, para ser esquecido como mais um reboot daquilo que tentou alcançar o sucesso dos anos 90 em pleno 20021...
Max precisa de um plano rápido para proteger sua casa, enquanto tenta curtir sua solitária longe dos seus pais e de sua família amalucada. Vale lembrar de uma cena icônica, Buzz McCallister da franquia original aparece nesse reboot, agora ele é um policial que menciona inúmeras vezes tudo que seu primo, Kevin fez no passado. Esse foi a única parte que mereceu o devido crédito.
Merece uma chance? Sim e não. Levando em conta que já assistimos inúmeros reboots para permanecer na memória toda loucura e diversão de um garoto sozinho em uma casa gigantesca na véspera de natal, até que esse filme pode estar na lista do que fazer na época de natal.
O tão aguardado filme “Alerta Vermelho” já está disponível no catálogo da Netflix, pelos comentários essa produção é uma das mais caras e conta com grandes nomes do cinema mundial, alto nível hollywoodiano. Mais uma vez, Netflix apostou praticamente todas suas fichas com esse longa. Vamos falar um pouco sobre ele?
A trama gira em torno do agente John Hartley (Dwayne Johnson), agente do FBI que possui uma missão de capturar um famoso assaltante de arte conhecido como Nolan Booth (Ryan Reynolds), por conta do destino, o agente do FBI precisa se juntar com o assaltante e golpista para pôr as mãos no temido Bispo.
Ok! Um elenco de peso que conseguiu manter uma sintonia perfeita no decorrer de todo longa, misturando de tudo um pouco, partindo do drama emocional, até chegarmos em ação e aventura no estilo “missão impossível”. Ok! Devemos levar em conta algumas cenas clichês.
Rawson Marshall Thurber, diretor e produtor de “Alerta Vermelho”, utilizou de inúmeras referências de outros filmes do gênero, do qual os atores principais participaram, fica claro que o diretor se sentiu confortável em deixar como estar e não soube aproveitar o elenco de peso que estavam em suas mãos.
O velho clichê de bandido e mocinho em busca da ladra que consegue fugir e enganar todo mundo, prevalece do começo ao fim, com pitadas de humor e sarcasmos, deixando um ritmo leve e descontraído.
John Hartley e Nolan Booth precisam correr contra o tempo e pegar de vez o Bispo, para que ambos possam livrar suas barras e por de vez o temido bandido atrás das grades. Que fique claro que nem tudo é o que parece conforme os acontecimentos vão surgindo, existem pequenas reviravoltas com determinados personagens.
Netflix fez uma aposta alta e milionária, como já mencionamos logo acima, por via de regra, poderiam ter aproveitado mais toda trama e não focar apenas naquele quesito de “uma pitada de comédia” para toda família se divertir.
Vale a pena? Em partes, sim. O filme cumpre o seu papel de ação e aventura, não deixando pontas soltas ou amarras, consegue manter um ritmo simplório mesmo tendo um grande elenco. Enfim, é um filme para assistir com toda família no pós almoço de domingo.
Netflix é uma lâmina caixinha de surpresas, quando o assunto são suas produções originais, hora acertos, hora erros. Porém! Sua mais nova produção original foi um tiro certeiro (sacou o trocadilho?) Vamos falar do novo sucesso da plataforma de streaming.
“Vingança & Castigo” é nova aposta que está dando muito certo, obrigado. Um faroeste que retrata os bons e velhos costumes dos bandidos mais rápidos do gatilho. O clichê de bandidos e mocinhos é outro ponto que Netflix acertou em cheio, por incrível que parece, eles são rápidos no gatilho.
Ok! Sem trocadilhos baratos, vamos falar do que interessa. Premissa tem o vilão/justiceiro Nat Love, que busca matar o pistoleiro que deu fim em seus pais, uma vingança da qual ele vem sendo consumido dia após dia.
O grande dia chegou, Nat Love descobre que o bandido que matou seus pais será liberto, ele reúne um bando para caçar de forma implacável o sujeito que acabou impiedosamente com toda sua família, uma vingança mais do que merecido nos moldes do velho oeste.
Um dos pontos negativos do filme é em relação ao roteiro, poderia ter sido explorado um pouco mais entre os personagens primários e secundários, situações que mereciam uma atenção não foi muito bem desenvolvido entre os personagens. Entretanto! Trilha sonora compensou com atuação dos personagens, do qual foram muito bem construídos, vilões e mocinhos no parâmetro do velho oeste tradicional.
Uma trama bem elabora com personagens cativantes, Netflix mais uma vez entregou uma produção de peso que merece ser visto e apreciado por todos os assinantes. Já para os espectadores que amam essa vibe faroeste, esse filme é mais que indicado. Ok! Só pegar um balde de pipoca e correr para o abraço.
Ok! Temos um filme de comédia brasileira. Ok! É produção do Porta Dos Fundos, sem mais! Não vamos esperar aquela comédia de cair na risada, ou, aquelas piadas mais bem boladas. No máximo, essa produção poderia estar no canal do Porta dos Fundos, mas! Já que está disponível no Amazon Prime, conferimos e vamos deixar nossas impressões.
O filme começa com os policiais protagonistas, Peçanha e Mesquita, vão cumprir um chamado, ao se depararem com uma vítima assassinada. É a partir daí que começa toda saga dos policiais para encontrar o serial killer denominado como, animal.
Nova Iguaçu é o plano de fundo para toda aventura da dupla de policiais, ambos emplacam uma verdadeira caçada para capturar o assassino, cada vez mais aparecem novos corpos brutalmente assassinados, com algumas pistas para chegaram no animal.
O longa faz inúmeras críticas sociais a respeito da polícia militar, comparando o modus operandi dos filmes e seriados americanos, por si só vale a pena para assistir essa produção, pois risada é o que menos vamos fazer. Certo?
Nem tudo é tão ruim nessa produção original da Amazon Prime, aquela pegada de filmes de “ação com perseguição” vale por alguns minutos de entretenimento. São inúmeras reviravoltas que fica evidente quem é o verdadeiro serial killer, só questão de prestar atenção os personagens secundários.
Sem mais delongas, essa produção cumpre o papel de entretenimento para um domingo a tarde sem fazer nenhuma outra coisa. Fica ao seu critério assistir ou não, uma trama vazia que busca encontrar um sentindo quando o assunto é serial killer e produções americanas.
Quem nunca sonhou durante toda infância em ser astronauta? Sentir gravidade zero e estar olhando para o Planeta Terra lá de cima? Hoje com o turismo espacial, esse sonho pode ser realizado, só desembolsar alguns milhões de dólares. Enfim! Vamos falar de uma série disponível no Disney+ do qual aproxima o espectador do cotidiano dos astronautas e de toda equipe responsável.
Ok! Temos um protagonista, Capitão Chris Cassidy, vemos sua rotina de trabalho, presenciamos sua última ida para ISS (Estação Internacional Espacial), ele foi o comandante da expedição 63.
Cassidy recebe sua missão inicial, consertar o Espectrômetro Magnético Alpha (AMS). São experiências do qual podem revelar mais sobre o passado do universo e suas origens até os dias de hoje.
Essa série documental contou não apenas com a participação da NASA, contaram com o apoio das agências; Agência Espacial Europeia na Alemanha, a Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa e a Agência Espacial Russa em Star City. Um trabalho que rendeu dois anos de produção e gravação.
Para os fãs de astronáuticas, essa série é mais que indicado. São imagens captadas com exclusividade da ISS para o documentário, deixando o espectador mais próximo dos astronautas. Rumo às Estrelas, é uma espécie de diário de bordo.
Vale destacar a participação de vários outros integrantes da NASA, como por exemplo; Emily Nelson, a 10ª diretora mulher da NASA. Inspiração para futuras mulheres que almejam seguir carreira na agencia governamental.
Uma série que é recomendado para todas idades! Disney + cumpre o seu papel de trazer bons e construtivos documentários de qualquer assunto e gênero. É só apertar o play e curtir com sua família.
Mais uma série original da Netflix vindo com tudo para os assinantes e apaixonados por mistério. Em "O Homem das Castanhas", produção dinamarquesa, traz um serial killer misterioso, do qual deixa alguns rastros intrigando os detetives e pessoas poderosas. O que sabemos é apenas alguns homens feitos de castanhas, ao lado de suas vítimas.
A detetive Naia Thulin foi encarregada para trabalhar e tentar solucionar o misterioso caso do serial killer, porém! Thulin precisa enfrentar seus dramas particulares quando o assunto é família, filhos e marido. Uma trama bem elaborada e envolvente no decorrer dos seis episódios.
Ok! Vamos partir do início quando encontram um corpo brutalmente assassinado, ao lado um boneco feito de castanhas, essa ligação macabra pode estar ligado só desaparecimento da filha de uma pessoa importante na política.
Toda trama tem como pano de fundo, um subúrbio de Copenhagen, capital da Dinamarca, local bem tranquilo e pacato para os padrões, até chegar o momento de vários assassinatos e aí que começa toda aventura.
“O Homem das Castanhas” carrega toda uma aura noir, uma ambientação fria e carregada de tons saturados, para o espectador entrar no clima de toda trama com os personagens principais, essa tensão já é logo notado no primeiro capítulo, mais especificamente, nos minutos iniciais.
Temos suspeitos? Vários! Com um roteiro bem elaborado, na medida certa para um bom suspense, ficam várias dúvidas de quem é o serial killer, são reviravoltas, atrás de reviravoltas. Fiquem atentos aos pequenos detalhes!
Vale a pena? Com toda certeza, Netflix acertou em mais uma produção original, trazendo uma trama bem estruturada, personagens cativantes e acima de tudo, um roteiro delineado não deixando pontas soltas, cada peça se encaixando perfeitamente. Afinal, quem é o homem das castanhas?
O extremo da loucura agora se multiplica, agora temos mais uma integrante no seriado do qual vai acompanhar Joe em suas aventuras macabras, estamos falando de Love, sua atual esposa e doentia igual ao protagonista.
Vida nova, novos hábitos, família linda? Sim e não. Agora Joe e Love estão com um filho, formando uma família que poderia muito bem fazer comercial de margarina ou de supermercado em época de fim de ano. Entretanto! Nada mudou, os velhos hábitos continuam os mesmo, porém com uma mentalidade e preocupação materna do casal mais lunático da Netflix.
Recém chegado na comunidade de Madre Linda, o casal está com um leque de possibilidades e novos alvos para quem já está acostumado em matar e saciar uma sede de “justiça” que só o casal protagonista consegue entender.
Terceira temporada continua com os velhos hábitos de ter 10 episódios e abri inúmeras possibilidades com personagens secundários e suas ações com os protagonistas, mais uma vez! Poderia ser mais enxuto, deixando cinco episódios em cada temporada.
O roteiro continua explorando o passando sombrio de Joe, seus medos e angústia fazem o expectador entender os motivos dele cometer atrocidades, se deixar levar, sentimos pena de Joe e seu passado com sua mãe e padrasto.
Um dos pontos que merece ser mencionado na terceira temporada, são os novos personagens, bem mais elaborados, carismáticos e no final das contas formam um elo de ligação com Joe e Love, fazendo um sentido em cada episódio.
Como já sabemos, You vai ganhar uma quarta temporada. É hora de pensar em colocar um ponto final no casal psicopata? Com toda certeza, SIM! Aquela formula mágica de vítima, psicopatas e fugir da polícia já está ficando um pouco exaustivo nessa série. Mas! O encanto continua com o carisma e impulsividade de Joe e Love. Um casal que amamos e odiamos na mesma frequência.
Na segunda temporada de “You”, vemos o protagonista, Joe, se mudando para Los Angeles afim de mudar e tentar arrumar sua vida por conta de escolhas, atitudes e até mesmo consequências do passado.
Porém! Com essa “mudança de vida”, Joe acaba caindo em tentação e voltando aos velhos hábitos de quando estava morando em Nova York. Entretanto, o protagonista está ainda mais sombrio do que na primeira temporada.
Ok! Essa segunda temporada está mais “robusta”, os diretores e roteiristas colocaram alguns “vilões” para dar aquela incrementada e ter outros pontos para o espectador ficar atento em todos os dez episódios. Poderia ser uma temporada mais enxuta e direta ao ponto, colocando o protagonista sempre em destaque.
Uma enrolação sem tamanho até chegar no objetivo final do protagonista, se safar após cometer o que ele mais gosta de fazer...matar e tentar sair impune, além de manipular todas as pessoas em sua volta.
Joe fica abalado emocionalmente ao encontrar o amor de sua vida e controlar o impulso de matar sua amada e futura esposa. É a partir daí que começa uma certa enrolação, até chegar os finalmente, quando ambos possuem algumas peculiaridades bastante distintas e formam o casal perfeito.
Segunda temporada vale a pena? De certa forma sim, compensa pelo fato de conhecermos o passado do protagonista, seus reais motivos de cometer seus assassinatos sem um pingo de culpa ou remorso.
Megatubarão é daqueles filmes que o ser humano vai mexer com a mãe natureza e acaba colocando tudo a perder, pondo em risco pessoas inocentes.
Ok! Esse longa é tipo Jurassic Park, entretanto é um tubarão gigantesco que vive nas profundezas mais hinóspitas da face da Terra, até ser perturbado e tocar o terror.
Para todo filme de monstros/animais gigantescos, sempre terá um salvador da humanidade. Em Megatubarão não seria diferente, não é mesmo?
Jonas Taylor é o mocinho que vai resgatar uma equipe de pesquisadores do qual estão sendo atacados por uma criatura não identificada. Jonas tem experiência, sendo capitão naval e mergulhador, ele acredita em vida abaixo dos 11 mil metros de profundidade.
O Megatubarão na verdade é um megalodonte pré histórico do qual foi despertado do seu habitat pelos pesquisadores. Tem como piorar? Tem sim!
Esse tubarão vai pra superfície do oceano e compromete todo o eco sistema, colocando em risco os seres humanos no litoral.
O longa possuí um roteiro sem compromisso, segue aquela premissa de catástrofes. O mocinho vai arranjar um jeito de salvar toda humanidade, além de enfrentar o seus próprios demônios e ficar dividido com as pessoas que ama.
Tem sustos? Óbvio! Mas não é aquele susto que vai te tremer todo. Se o espectador procura um filme pra passar o tempo em um domingo, esse longa cumpre com louvor os requisitos de entretenimento.
O Homem Invisível é um terror psicólogo do mais alto nível, cumprindo seu papel de entregar uma história densa, enigmática e o mais importante, cheio de amarras que vão se soltando no decorrer do longa.
É raro um remake dar certo, ter boa aceitação do público e crítica especializada. "O Homem Invisível", acertou no quesito de bom filme e bom remake com uma aura dark.
Vale lembrar que conto do O Homem Invisível já foi adaptado centenas de vezes, desde o clássico de 1933 de James Whale. Escrito pelo autor H.G. Wells em 1897.
Premissa é de um relacionamento abusivo, um homem totalmente sem escrúpulos e compaixão com sua parceria, apenas quer ter ela ao seu lado e ter filhos.
Cecilia Kass fugiu de um relacionamento abusivo e tenta seguir sua vida normalmente e criando coragem para ter uma vida social, quando começa a ser atormentada e ameaçada por uma figura que ninguém consegue ver, justamente o seu ex.
Esse "upgrade" trouxe uma realidade dos relacionamentos abusivos que acontece diariamente com várias pessoas, deixando claro toda situação psicológica das vítimas.
O filme vai evoluindo por camadas, o roteiro segue denso nos primeiros minutos e vai desenrolando conforme os personagens secundários aparecem na vida da personagem principal. Existem algumas pontas soltas no decorrer da trama, mas que ficam em evidência em determinados momentos "chaves".
Atuação impecável que merece ser mencionado. Atriz Elisabeth Moss entregou de corpo e alma no papel, a conseguiu deixar vívido toda intensidade psicóloga transparecer em seu rosto. Menção honrosa!
O Homem Invisível cumpre seu papel de terror psicológico, sendo um clássico para modernidade. Outro ponto! Traz para o público todo o efeito de um relacionamento abusivo e suas consequências para os envolvidos.
Morangos Silvestres é um dos poucos filmes que conseguem retratar de um ponto de vista filosófico o envelhecimento das pessoas, utilizando diversas vertentes da filosofia.
O filme consegue "conversar" com o espectador, deixando inúmeras questões da vida que levamos e vamos deixar no passado, situações e momentos do qual poderíamos ter aproveitado melhor.
Toda trama gira em torno do professor de medicina, Isak Borg. Revivendo momentos marcantes do seu passado através de uma viagem de carro até sua antiga faculdade do qual vai ser determinado prêmio por suas contribuições científicas.
O roteiro carrega toda essência filosófica sobre a vida e questões da sociedade, carregado de sentimentalismo do começo ao fim. Outro ponto que merece destaque no quesito roteiro, todo o desenrolar da trama vai sendo evidenciado em situações chaves do personagem principal, deixando o espectador dentro de toda história particular.
Mesmo sendo um filme em preto e branco, notamos uma fotografia belíssimas das paisagens e arredores, mostrando nos mínimos detalhes até mesmo os cenários da época.
Morangos Silvestres cumpre o seu papel de transmitir uma mensagem para os espectadores, deixando sempre uma ou duas questões no ar, para que nós possamos debater e pensar um pouco mais em nossas vidas.
“Nascido Para Matar” representa o nível mais alto de realismo no gênero guerra e drama na sétima arte. Um filme que busca retratar de forma intensa e visceral o treinamento e rotina dos fuzileiros navais dos Estados Unidos.
O longa é dividido em duas partes, o início de todo o treinamento dos futuros soldados para encarar os desafios no campo de batalha no Vietnã. Logo em seguida o espectador mergulha a fundo no combate em território inimigo.
Dois personagens ganham destaque no decorrer do longa. Os soldados que passam por apuros na mão do superior, enfrentar uma tortura psicológica de parte do sargento Hartman, um oficial linha dura que coloca medo nos soldados aspirantes.
O roteiro é muito bem construído, deixando uma estrutura firme junto com personagens primários e secundários formando um elo ímpar do começo ao fim da obra. Ponto positivo.
Stanley Kubrick conseguiu mostrar todo o seu potencial em “Nascido Para Matar”, deixando os aspectos psicológicos do pós-guerra em destaque, fazendo o espectador dentro de toda trama ao lado dos soldados.
Uma obra prima da sétima arte, do qual mostra uma realidade que muitos outros filmes de guerra não deixam em evidências. O comportamento do homem ao lidar com o medo da morta e um futuro incerto.
Plataforma de streaming nacional GloboPlay, apresenta mais um trabalho impecável em suas produções originais. Uma série documental à respeito de uma personalidade controvérsia do Rio de Janeiro.
“Doutor Castor” apresenta em quatro episódio de aproximadamente uma hora de duração o depoimento de inúmeras pessoas que conviveram ao lado de Castor de Andrade. O protagonista teve uma participação no carnaval, futebol e no jogo do bicho na cidade do Rio de Janeiro, conseguindo um respeito por todos, inclusive das autoridades.
A partir do segundo episódio, o espectador vai conhecer toda ascensão do Castor de Andrade, sua influência percorrendo todos os cantos do Rio de Janeiro através do jogo do bicho, para logo em seguida se aventurar no carnaval e conquistar o coração de inúmeros cariocas.
O documentário é imparcial, mostrando os dois lados da moeda. Castor de Andrade conseguiu toda simpatia das pessoas mais humildes, o longa conseguiu trazer depoimentos de pessoas que foram ajudadas pelo Castor.
O império uma hora acaba por ruir, foi assim que aconteceu com Castor de Andrade. A justiça consegue deflagrar uma investigação profundo do qual descobrem uma rede de corrupção envolvendo todo império do Castor de Andrade.
Marco Antônio Araújo é o diretor da série, conseguiu fazer um trabalho impecável de investigação trazendo os mínimos detalhes. O enredo ele segue em três planos; o início, ascensão e queda de Castor de Andrade.
Uma observação! Essa produção não contem audiodescrição.
Doutor Castor é uma série documental que mostra todos os bastidores do jogo do bicho, carnaval e futebol do Rio de Janeiro, paixão da maioria dos brasileiros, além de mostrar o lado podre da corrupção nas mais diversas esferas do poder.
Netflix tem mostrado inúmeras facetas em suas produções originais, seja filmes, séries e até mesmo minisséries documentais. O seu mais novo lançamento é intitulado “O Estripador”. Uma obra original que busca dar um sentindo no assassino em série conhecido como “O Estripador De Yorkshire”.
São quatro episódios que mostra de uma forma intensa e ao mesmo tempo assustadora os ataques de um serial killer e seus métodos brutais de assassinato, além de mostrar todo o empenho da polícia para encontrar o suspeitos nas ruas de Londres nas décadas de 70 e 80.
Peter Sutcliffe é o nome do serial killer, sendo condenado a 20 prisões perpétuas, porém! Em novembro de 2020 ele foi vítima do novo Covid-19. Entretanto! Essa série busca recriar os seus passos e mostrar os motivos dele ter cometido inúmeras atrocidades, principalmente com mulheres (sendo o seu foco principal prostitutas).
Um ponto em destaque da minissérie é mostrar o modus operandi do serial killer, sendo o mesmo de outro notório assassino; Jack, o Estripador. Ambos perseguiam prostitutas para dar fim em suas vidas, na mente de ambos, ninguém daria falta daquelas mulheres e assim buscavam cada vez mais saciar sua sede de sangue.
Sua fama correu o mundo, além de seus assassinatos o criminoso conseguia escapar da polícia e das autoridades, façanha que poderia ter sido retratado em qualquer filme de suspense e terror.
Partindo de várias entrevistas realizado com o pessoal que está na linha de frente da caçada ao serial killer, esse é o ponto culminante de entender toda natureza humana por parte dos especialistas. Sutcliffe mostrou-se uma pessoa fria, sem amor ao próximo e muito menos piedade, prova é o estado dos corpos que ele deixaria para trás.
Essa é uma minissérie recomendada para maiores de 18 anos, para um público que busca conhecer o lado mais perverso do ser humano e suas inúmeras facetas. Inclusive para o público que pretende seguir na carreira de psicológicos ou psiquiatras, essa produção cumpre em mostrar os mínimos detalhes da empreitada pela caçada do assassino.
Netflix consegue trazer boas séries e ao mesmo tempo cancelar algumas produções sem um motivo convincente. Afinal, eles podem fazer o que bem entender com o seu catálogo de séries, filmes e minisséries. Sua mais nova produção é uma minissérie de apenas 7 capítulos do qual vai levar o espectador ao universo das competições de xadrez.
O Gambito da Rainha (No meio enxadrístico o correto é “O Gambito da Dama”), porém essa discussão vamos pular e focar apenas na minissérie analisando todos os aspectos primários e secundários. Ok?
A trama tem como peça principal (sacou o trocadilho?) a jovem prodígio Beth Harmon, órfã, ela busca esquecer o seu mundo através de um tabuleiro de xadrez. É no mesmo orfanato que ela descobre essa sua paixão, sendo ensinada por um dos funcionários. Sua paixão é tamanha, que ela começa correr atrás de competições e ser a melhor da sua cidade. Porém! Ninguém acredita em seu potencial.
O Gambito da Rainha é uma adaptação da obra literária escrito pelo autor Walter Tevis em 1983. Lembrando! Essa história é totalmente fictícia, porém! Essa obra apresenta algumas peças chaves da vida de Bobby Fischer.
Fischer foi um prodígio do xadrez, tornando-se mestre aos 15 anos de idade! Porém seus dias de glória foi um tanto curto, isolando de toda sociedade e sofrendo problemas de saúde mental.
Beth aos poucos vai provando todo o seu potencial no tabuleiro de xadrez, ganhando cada dia mais confiança em si e dos seus oponentes que são derrotados em poucos lances. Existe um outro viés na minissérie. O espectador conhece os piores pesadelos da jovem enxadrista. Beth desde sua infância tomava remédios no orfanato, tornando um vício que persiste por toda sua vida e carreira de enxadrista. Ponto positivo para obra que mostra em detalhes o lado obscuro de uma jovem promessa do esperto, além do vício em remédios, ao longo dos episódios o espectador vai notar que ela também acaba entrando no vício das bebidas alcoólicas.
Netflix soube investir nos mínimos detalhes com sua produção original. Toda minissérie é vivenciado nas décadas de 50 e 60. Fotografia impecável com os mínimos detalhes, dessa vez a gigante do streaming soube trabalhar de forma única e original.
O roteiro é afiado e com uma evolução gradativa, junta com um elenco cativante é sucesso na certa. Foi o que aconteceu! Os episódios mesclam o passado e presente da protagonista, deixando os sete capítulos dinâmicos e intuitivos.
Para os amantes do bom e velho xadrez, essa série é obrigatória ser visto. Uma indicação certeira de minissérie de qualidade.
Outubro é o mês do Halloween, praticamente todos os anos a plataforma de streaming Netflix entrega um bom filme para não passar em branco esse mês macabro. Porém! Dessa vez é uma mistura de comédia e terror.
O Halloween do Hubie é nova aposta da Netflix, trazendo Adam Sandler como o protagonista e peça centra de toda trama.
Hubie Dubois é um sujeito que passa por inúmeras situações de zombaria tanto de crianças e adultos, mesmo assim ele não desiste em mostrar sua devoção a Salém, sua cidade natal.
Próximo ao dia das bruxas, acontece um misterioso assassinato. É missão do Hubie em investigar o caso e tornar-se o orgulho da cidade e mostrar todo o seu potencial, para que todos parem de tratarem como um idiota.
Hubie recebe uma missão de patrulhar às ruas na noite de Halloween, porém coisas estranhas começam acontecer, pessoas estão desaparecendo misteriosamente, deixando poucas pistas para Hubie encontrar o verdadeiro assassino.
Mais uma vez temos Adam Sandler em papel com humor descontraído e bobão. O longa permeia com diversas paródias de clássicos do cinema de terror dos ano 80 e 90.
O Halloween do Hubie conta com diversas participações de atores consagrados, Steve Buscemi, Bem Stiller e Maya Rudolph, trazendo um valor mais dinâmico ao longo de toda trama.
Esse é um filme que tem como objetivo principal divertir toda família, no mês do terror. Uma dica? Garrafa térmica de uma importância relevante em todo o longa. Gostosura ou travessuras?
O Século XXI está escancarado bem em nossa frente, prova disso é o avanço tecnológico que cada dia mais vêm avançando em um piscar de olhos. Um exemplo? Redes sociais do qual usamos, ficamos ligado praticamente o dia todo, se deixarmos, o celular acaba tornando-se uma parte de nosso corpo.
“O Dilema Das Redes” veio mostrar o lado podre, ao mesmo tempo bilionário de toda manipulação os gigantes da tecnologia para vigiar, controlar e até mesmo manipular a vida de uma simples pessoa.
O documentário explica de forma intensa os malefícios da conexão on-line, essa nova geração de usuários estão cada vez mais globalizadas, uma espécie de bolha, inserindo informações em excesso e muito das vezes, artimanhas para manipular determinados grupos de pessoas.
Um destaque para o documentário é mostrar o poder das redes, influenciado opiniões, gostos e até mesmo manipular um cenário político da atualidade, coisa que aconteceu e explicado de forma clara esse bastidor, lógico! Mencionando toda gravidade das “fake News”.
O longa traz inúmeros depoimentos de pessoas que eram do alto escalão de diversas redes sociais, mostrando ainda mais o poder que um simples click em determinado anúncio pode causar em sua vida e no seu psicológico.
Um dos pontos que merece ser mencionado é da mescla do qual os roteiristas fizeram para deixar ainda mais dinâmico o documentário, eles mostram cenas de uma família fictícia e retrata todos os malefícios psicológicos do uso de dispositivos eletrônicos para ficarem conectados o tempo todo sem descanso, até mesmo na mesa de jantar.
Não é apenas um documentário para o divertindo, ele é voltado para o alerta das redes sociais, inteligência artificial e o destino da humanidade cada vez mais conectado através de inúmeras redes.
Plataforma de streming Globo Play apresenta uma variedade de grandes séries de sucessos. Não poderia ser diferente com o seu mais recente lançamento. A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert. Um suspense que vai deixar o espectador amarrado do começo ao fim.
O plano primário é mostrar o bloqueio criativo do jovem escritor, Marcus Goldman. Sua única solução é encontrar o seu tutor para pedir conselhos e fazer com que Goldman desfaça o bloqueio e trabalhe em mais um best-seller. Porém! Tudo toda um rumo diferente, na vida de ambos.
A série é baseado na obra literária do escritor sueco, Joël Dicker, seus livros foram publicado pela Editora Intrínseca. Sucesso absoluto entre os brasileiros. Voltemos para série.
Harry Quebert está em uma grande enrascada, um corpo é encontrado no quintal do escritor, causando um grande alvoroço na mídia internacional e afetando, inclusive, toda sua carreira e do seu pupilo, Marcus Goldman.
Esse seriado é um caso raro, pois segue de forma fiel ao livro. Ponto positivo! Logicamente que houve alguns pontos que foram exagerado durante os episódios, mas nada que atrapalhe ou fica fora de nexo.
O roteiro é muito bem construído, encaixando peça por peça sem deixar nenhuma amarra no decorrer dos episódios. Vale uma dica? Esse seriado cai muito bem em um final de semana.
Outro destaque que deve ser mencionado é em relação a fotografia. O espectador vai notar uma cidadezinha típica do interior, longe dos grandes centros urbanos, deixando assim toda série mais intuitiva e instigante.
Vale a pena? Com certeza! Uma excelente produção, contando com atores consagrados e somando com um roteiro impecável. O resultado só pode ser uma série viciante.
Enola Holmes, mais uma produção que acertou em cheio os assinantes da Netflix, além de críticos e especialistas no assunto. O espectador vai entrar em todo o universo Holmes, focando na vida da irmã do mais famoso detetive do mundo.
O filme é baseado na obra da escritora Nancy Springer, são vários livros que dão vida na imensidão da família Holmes. É uma aposta da gigante Netflix, trazer esses livros e transformar em filmes. Uma aposta arriscada no curto prazo.
O espectador é apresentado pela jovem Enola Holmes, ganhando destaque com o relacionamento entre mãe e filha, ou seja, vemos Eudora Holmes, família completa na telinha. Porém! No décimo sexto aniversário, sua mãe simplesmente desaparece.
Por conta desse desaparecimento que desponta toda genialidade de Enola, sua mente perspicaz em busca de encontrar sua mãe e conhecer os irmãos, logicamente uma aventura repleta de charadas e enigmas, essa junção que deixa toda trama bem estruturada.
Um dos pontos que deixam o longa mais intuitivo e dinâmico, quebra da quarta parede, ou seja, Enola interage com o espectador, convidado para participar das inúmeras resoluções dos mistérios que vão surgindo.
Interpretação impecável de Millie Bobby Brown e Henry Cavill, formaram uma dupla e tanto no decorrer de toda aventura dos irmãos Holmes. Millie mais uma vez prova sua grandeza e brilhantismo, além de ser uma estrela da Netflix.
O roteiro peca apenas por um mínimo detalhe, o desenrolar é entregue cedo demais em várias situações de enigmas da protagonista, porém! Em se tratando de uma obra voltada para o público infanto-juvenil, esse pequeno detalhe pode ser levado em consideração e fingirmos que não notamos. Ok?
Mais uma vez a Netflix mostra o seu peso na sétima arte, com um elenco de ponta faz um elo de ligação para uma trama Sherlockiana em nível alto.
O astro de Avatar, Sam Worthington está na nova produção original da Netflix, apresentando um suspense que vai dar o nó em grande parte dos espectadores, porém! Com poucas expectativas no decorrer do longa.
Ray Monroe está voltando de viagem, pois foi com sua esposa e filha visitar sua sogra, porém todo o drama e suspense começam a partir do momento em que eles precisam fazer uma parada em um posto de gasolina.
Peri, sua filha, acaba caindo em um buraco e lesionando seu braço. Ray rapidamente corre para o hospital mais próximo para receber pronto atendimento, junto com sua esposa. Só que ao chegar no hospital, coisas estranhas começam acontecer.
Mais uma vez a Netflix conseguiu acertar com sua produção, mostrando um gênero pouco explorado nos últimos tempos, o terror psicológico, mostrando o drama intenso de um pai de família que fica envolto em uma névoa de mistério ao deixar sua filha na mãos de estranhos.
Alan B. McElroy entrega um roteiro consistente para o espectador, algo que vai se desenrolando de forma natural, a atmosfera de suspense não muda de uma hora para outra, ela é gradativa para que o espectador fique preso com toda carga emocional do qual o protagonista está vivenciando.
O drama começa surgir quando Ray deixa sua esposa ir com Peri fazer alguns exames para saber se ela está realmente bem, porém! O tempo passa e ele nota que ambas sumiram, agora é questão de salvar sua esposa e filha.
Ray monta um quebra cabeça mental com algumas situações que ele presenciou enquanto espera os exames de sua filha terminar, é nesse ponto que ele começa agir como um caçador, enfrentando todos os funcionários do hospital para saber o paradeiro da sua família.
Sam Worthington se entregou para o papel, levando toda carga dramática para o espectador, esse ponto deve ser mencionado, pois deixa ainda mais vívido toda situação de stress que ele está vivenciando nos corredores do hospital.
O longa cumpre o seu papel, levar um mistério e terror psicológico, porém sem grandes surpresas em determinadas cenas. Vale a pena? Em partes, sim. Pode ser apreciado em um final de semana.
2019 está sendo o ano dos super-heróis, tanto do universo da Marvel, como também da DC. Mas! Vamos atentar apenas com a “Capitã Marvel”, sucesso absoluto de bilheteria e crítica da imprensa especializada.
Os filmes da Marvel, são separados por “blocos”, cada longa conta sobre um super herói especifico, dessa vez o espectador vai conhecer Carol Danvers, piloto da Força Aérea Americana. Tendo como plano de fundo os anos 90. Bem similar com “Os Guardiões da Galáxias”.
O longa começa de trás para frente, não é um mangá, fiquem tranquilos! Mas toda história parte do começo do treinamento da Carol Danvers em Hala, planeta capital do Império Kree, tendo dificuldades para dormir por conta de pesadelos que aparentam ter ligações com seu passado e trazendo algumas pistas sobre tudo que ela já passou no Planeta Terra.
Vers é capturada pelos Skrulls, que tem como objetivo tentar descobrir um segredo na mente da protagonista, cuja lembranças embaçadas dificultam compreender a sua verdadeira identidade.
Marvel Comics deixou uma marca no cinema mundial, trazendo uma protagonista feminina, poderosa e independente, sem precisa de ajuda masculina. O longa passa uma mensagem do poder feminino para os espectadores.
Toda ambientação dos anos 90 é bem realista, inclusive na trilha sonora, sendo o ponto alto do longa. Outro destaque que vale ser mencionado é o roteiro, do qual foi muito bem explorado e fiel aos quadrinhos, deixando ainda mais dinâmico todo esse universo da Capitã Marvel.
Carol volta para Terra e fragmentos da sua memória começam a se encaixar, mostrando tudo que ela já passou, mostrando quem são os verdadeiros vilões e mocinhos. O espectador deve ficar atento, pois no decorrer do filme, alguns elementos são mostrados para dar uma continuidade em outro sucesso da Marvel Studios, Os Vingadores. Vale destacar que “Capitã Marvel” está disponível no Amazon Prime, plataforma de Streaming da Amazon.
Em uma visão geral, o filme cumpre o que promete. Trazer uma heroína poderosa, ser fiel aos quadrinhos e manter o nível de qualidade como os anteriores filmes da Marvel Studios.
Se você é fã de super heróis, vai ficar deslumbrado ao conhecer essa heroína de respeito.
Mais uma biografia sendo apresentado e sendo bem representado em nosso cinema nacional, dessa vez é retratando um período da vida de Allan Kardec.
O longa é dirigido e escrito por Wagner De Assis, mostrando toda transformação do professor Hyppolite Léon Denizard Rivail, no mundial conhecido, Allan Kardec.
Ambientado em 1857, o espectador vai acompanhar toda sua jornada como codificador da doutrina espírita e enfrentando diversos obstáculos em mostrar seus pontos de vistas e ideias. O preconceito era nítido naquela época.
Léon Rivail é um professor muito dedicado, que deixou sua profissão por conta de interferência religiosa na grade curricular, traçando outros rumos em sua vida.
O ponto alto da obra foi retratar de forma minuciosa toda Europa do século 18, costumes e vida social da época foram bem demarcadas no longa.
Roteiro possui um toque didático, mostrando de forma lima o surgimento do espiritismo e sua evolução até os dias atuais.
Allan Kardec sofrerá imposição de pessoas em seu circulo social, sendo confrontado se realmente tudo aquilo que está acontecendo é realmente verdadeiro ou é apenas mais uma arte teatral.
O cinema nacional tem olhado com bons olhos para o gênero biográfico, dessa vez fugindo do óbvio em retratar vida de personalidades no âmbito musical e artístico, ressaltando de forma magistral um líder religioso.
Os atores conseguiram trazer para o filme toda personificação da época, os jeitos e costumes muito bem encenados, deixando ainda mais realista.
Independente do seu ponto de vista religioso, o longa merece ser apreciado e contemplado pela grandiosidade do nosso cinema nacional em apresentar grandes obras.
O novo sucesso da Netflix tenta colocar um ponto final em uma das séries mais aclamadas dos últimos tempos. El Camino encerra um ciclo do protagonista de Breaking Bad.
O longa narra os eventos pós final da série, o espectador vai acompanhar à fuga de Jesse Pinkman, além de fechar inúmeras pontas soltas deixadas pela série.
Walter White teve um fim “conclusivo” no seriado, já o seu parceiro de crime deixou muitas perguntas no ar. Vale lembrar que se você não assistiu Breaking Bad, ficará um tanto perdido no filme.
Vince Gilligan conseguiu fazer o impossível, trazer todos os elementos do seriado para um filme. Toda vibe de Breaking Bad é mantido em El Camino.
Esqueçam aquele Jesse Pinkman “bobão”, o espectador vai conhecer o seu lado sombrio e louco, correndo para sobreviver e sem deixar rastros.
Personagens chaves do seriado retornam para o filme, cada um tem o seu ciclo fechado de forma gradual. Se eu aprofundar neste quesito, o spoiler é inevitável.
O roteiro é bem fluído, sempre fazendo uma volta ao passado do protagonista, sem deixar uma trama cansativa e cheia de buracos, mais uma vez o diretor conseguiu manter um plano bem firme e estruturado.
Se você é fã de Breaking Bad, esse filme é mais que obrigatório para ser visto e apreciado. Fortes emoções em cada segundo! Aconselho você que não assistiu Breaking Bad. Separa um tempinho para maratonar.
Ataque dos Cães
3.7 936Netflix tem cada vez apostado no bom e velho faroeste, ganhando novos apaixonados pelo gênero e sendo um sucesso de crítica tanto do público como de profissionais da sétima arte, sua mais nova aposta é o sucesso que está entre o top 10 da semana, “Ataque Dos Cães”. Vale lembrar que o longa é baseado no livro do autor Thomas Savage, lançado em 1967. Bora pra crítica?
Ataque Dos Cães (The Power of the Dog), narra de forma hábil e intensa a vida dos irmãos Phil (Benedict Cumberbatch) e George Burbank (Jesse Plemons), cada um dos irmãos possuem uma personalidade diferente, George é um sujeito educado, sociável e gentil com o próximo. Porém! O seu irmão, Phil já é o oposto, um sujeito mal educado, possuindo um temperamento bruto e agressivo com o próximo, não dando importância para o sentimento das pessoas.
O conflito começa a partir do momento em que George decide casar (escondido), com a viúva Rose Gordon (Kirsten Dunst), deixando furioso o já nervoso Phil, achando que sua cunhada casou por interesse.
Ataque Dos Cães, possui um ritmo lento mas incisivo para mostrar em detalhes ao espectador de cada personagem principal, até mesmo os personagens secundários ganham importância no decorrer da trama. Ponto positivo!
O espectador precisa ficar atento nos mínimos detalhes, vai fazer toda diferença no final. Podem confiar em mim. Ok? Netflix apostou em sua produção original, trazendo um elenco de peso para trama no velho oeste.
Se liga nesse time: Benedict Cumberbatch, Jesse Plemons, Kirsten Dunst, Kodi Smit-McPhee e Thomasin McKenzie. Benedict conseguiu trazer toda brutalidade em uma atuação impecável, mostrando todo o seu potencial do começo ao fim. Merece o Oscar em 2022, sem sombra de dúvidas.
Um dos pontos de maior destaque é relacionado com toda ambientação. O longa tem como pano de fundo Montana no período de 1925. Netflix conseguiu uma perfeição com cenários e até mesmo figurinos! O espectador é transportado para década de 20. Mais um ponto positivo.
Vale a pena? Sem sombra de dúvidas! Netflix mais uma vez acertou em cheio com suas produções originais. “Ataque Dos Cães” cumpriu seu papel em trazer um drama recheado de tensão e drama, com personagens bem construídos e intensos.
Esqueceram de Mim no Lar, Doce Lar
2.1 47 Assista AgoraSeja bem-vindo filmes natalinos! Essa é uma época do qual de cada 10 filmes lançamentos (em streaming), 11 são com temas de natal, neve e aconchego no coração com toda família reunida. Falando em streaming, Disney+ acaba de lançar o reboot do reboot do reboot de “Esqueceram de Mim”, sabemos o final e toda trama. Certo? Mas vamos falar dessa nova produção “inédita” da Disney.
Pam (Ellie Kemper) e Jeff (Rob Delaney) estão vendendo sua casa, só que estão fazendo isso escondido dos filhos bem na véspera do natal. Sacanagem, né? Enfim! Max Mercer (Archie Yates) entra em ação de uma forma inesperada para proteger uma relíquia de família que pode render algumas centenas de dólares. Já sabemos aonde tudo isso vai parar, não é mesmo?
Max Mercer ficou para trás, sua família partiu para o Japão, como é de praxe, esqueceram o garoto por conta de toda correria, não podemos “esquecer” que eles na pressa pra não perder o voo, não conferiram se estavam todos da família.
Família longe, garoto esquecido dentro de casa, o “casal malvadão” vai tentar invadir o local para recuperar de qualquer jeito o objeto valioso, essa é a parte um tanto diferente dos demais filmes anteriores. O clima de natal permanece do começo ao fim, estamos quase lá dessa data mais que especial.
O longa conseguiu se esforçar ao máximo para trazer algo “repaginado” pra essa nova geração, o esforço foi válido, entretanto insuficiente em concluir o objetivo final. Para os saudosistas dos anos 90, conhecem bem aonde tudo isso vai parar…surpresa zero.
O roteiro deixou muito aquém daquilo que foi proposto na sinopse, toda “aventura” deixou com ar bobo, brincadeiras forçadas para tentar arrancar o sorriso a qualquer custo, falharam miseravelmente nesse quesito. Um dos pontos que merece ser mencionado é do filme uma hora acaba, para ser esquecido como mais um reboot daquilo que tentou alcançar o sucesso dos anos 90 em pleno 20021...
Max precisa de um plano rápido para proteger sua casa, enquanto tenta curtir sua solitária longe dos seus pais e de sua família amalucada. Vale lembrar de uma cena icônica, Buzz McCallister da franquia original aparece nesse reboot, agora ele é um policial que menciona inúmeras vezes tudo que seu primo, Kevin fez no passado. Esse foi a única parte que mereceu o devido crédito.
Merece uma chance? Sim e não. Levando em conta que já assistimos inúmeros reboots para permanecer na memória toda loucura e diversão de um garoto sozinho em uma casa gigantesca na véspera de natal, até que esse filme pode estar na lista do que fazer na época de natal.
Alerta Vermelho
3.1 533O tão aguardado filme “Alerta Vermelho” já está disponível no catálogo da Netflix, pelos comentários essa produção é uma das mais caras e conta com grandes nomes do cinema mundial, alto nível hollywoodiano. Mais uma vez, Netflix apostou praticamente todas suas fichas com esse longa. Vamos falar um pouco sobre ele?
A trama gira em torno do agente John Hartley (Dwayne Johnson), agente do FBI que possui uma missão de capturar um famoso assaltante de arte conhecido como Nolan Booth (Ryan Reynolds), por conta do destino, o agente do FBI precisa se juntar com o assaltante e golpista para pôr as mãos no temido Bispo.
Ok! Um elenco de peso que conseguiu manter uma sintonia perfeita no decorrer de todo longa, misturando de tudo um pouco, partindo do drama emocional, até chegarmos em ação e aventura no estilo “missão impossível”. Ok! Devemos levar em conta algumas cenas clichês.
Rawson Marshall Thurber, diretor e produtor de “Alerta Vermelho”, utilizou de inúmeras referências de outros filmes do gênero, do qual os atores principais participaram, fica claro que o diretor se sentiu confortável em deixar como estar e não soube aproveitar o elenco de peso que estavam em suas mãos.
O velho clichê de bandido e mocinho em busca da ladra que consegue fugir e enganar todo mundo, prevalece do começo ao fim, com pitadas de humor e sarcasmos, deixando um ritmo leve e descontraído.
John Hartley e Nolan Booth precisam correr contra o tempo e pegar de vez o Bispo, para que ambos possam livrar suas barras e por de vez o temido bandido atrás das grades. Que fique claro que nem tudo é o que parece conforme os acontecimentos vão surgindo, existem pequenas reviravoltas com determinados personagens.
Netflix fez uma aposta alta e milionária, como já mencionamos logo acima, por via de regra, poderiam ter aproveitado mais toda trama e não focar apenas naquele quesito de “uma pitada de comédia” para toda família se divertir.
Vale a pena? Em partes, sim. O filme cumpre o seu papel de ação e aventura, não deixando pontas soltas ou amarras, consegue manter um ritmo simplório mesmo tendo um grande elenco. Enfim, é um filme para assistir com toda família no pós almoço de domingo.
Vingança & Castigo
3.6 218 Assista AgoraNetflix é uma lâmina caixinha de surpresas, quando o assunto são suas produções originais, hora acertos, hora erros. Porém! Sua mais nova produção original foi um tiro certeiro (sacou o trocadilho?) Vamos falar do novo sucesso da plataforma de streaming.
“Vingança & Castigo” é nova aposta que está dando muito certo, obrigado. Um faroeste que retrata os bons e velhos costumes dos bandidos mais rápidos do gatilho. O clichê de bandidos e mocinhos é outro ponto que Netflix acertou em cheio, por incrível que parece, eles são rápidos no gatilho.
Ok! Sem trocadilhos baratos, vamos falar do que interessa. Premissa tem o vilão/justiceiro Nat Love, que busca matar o pistoleiro que deu fim em seus pais, uma vingança da qual ele vem sendo consumido dia após dia.
O grande dia chegou, Nat Love descobre que o bandido que matou seus pais será liberto, ele reúne um bando para caçar de forma implacável o sujeito que acabou impiedosamente com toda sua família, uma vingança mais do que merecido nos moldes do velho oeste.
Um dos pontos negativos do filme é em relação ao roteiro, poderia ter sido explorado um pouco mais entre os personagens primários e secundários, situações que mereciam uma atenção não foi muito bem desenvolvido entre os personagens. Entretanto! Trilha sonora compensou com atuação dos personagens, do qual foram muito bem construídos, vilões e mocinhos no parâmetro do velho oeste tradicional.
Uma trama bem elabora com personagens cativantes, Netflix mais uma vez entregou uma produção de peso que merece ser visto e apreciado por todos os assinantes. Já para os espectadores que amam essa vibe faroeste, esse filme é mais que indicado. Ok! Só pegar um balde de pipoca e correr para o abraço.
Peçanha Contra o Animal
2.6 88Ok! Temos um filme de comédia brasileira. Ok! É produção do Porta Dos Fundos, sem mais! Não vamos esperar aquela comédia de cair na risada, ou, aquelas piadas mais bem boladas. No máximo, essa produção poderia estar no canal do Porta dos Fundos, mas! Já que está disponível no Amazon Prime, conferimos e vamos deixar nossas impressões.
O filme começa com os policiais protagonistas, Peçanha e Mesquita, vão cumprir um chamado, ao se depararem com uma vítima assassinada. É a partir daí que começa toda saga dos policiais para encontrar o serial killer denominado como, animal.
Nova Iguaçu é o plano de fundo para toda aventura da dupla de policiais, ambos emplacam uma verdadeira caçada para capturar o assassino, cada vez mais aparecem novos corpos brutalmente assassinados, com algumas pistas para chegaram no animal.
O longa faz inúmeras críticas sociais a respeito da polícia militar, comparando o modus operandi dos filmes e seriados americanos, por si só vale a pena para assistir essa produção, pois risada é o que menos vamos fazer. Certo?
Nem tudo é tão ruim nessa produção original da Amazon Prime, aquela pegada de filmes de “ação com perseguição” vale por alguns minutos de entretenimento. São inúmeras reviravoltas que fica evidente quem é o verdadeiro serial killer, só questão de prestar atenção os personagens secundários.
Sem mais delongas, essa produção cumpre o papel de entretenimento para um domingo a tarde sem fazer nenhuma outra coisa. Fica ao seu critério assistir ou não, uma trama vazia que busca encontrar um sentindo quando o assunto é serial killer e produções americanas.
Rumo às Estrelas
4.3 2Quem nunca sonhou durante toda infância em ser astronauta? Sentir gravidade zero e estar olhando para o Planeta Terra lá de cima? Hoje com o turismo espacial, esse sonho pode ser realizado, só desembolsar alguns milhões de dólares. Enfim! Vamos falar de uma série disponível no Disney+ do qual aproxima o espectador do cotidiano dos astronautas e de toda equipe responsável.
Ok! Temos um protagonista, Capitão Chris Cassidy, vemos sua rotina de trabalho, presenciamos sua última ida para ISS (Estação Internacional Espacial), ele foi o comandante da expedição 63.
Cassidy recebe sua missão inicial, consertar o Espectrômetro Magnético Alpha (AMS). São experiências do qual podem revelar mais sobre o passado do universo e suas origens até os dias de hoje.
Essa série documental contou não apenas com a participação da NASA, contaram com o apoio das agências; Agência Espacial Europeia na Alemanha, a Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa e a Agência Espacial Russa em Star City. Um trabalho que rendeu dois anos de produção e gravação.
Para os fãs de astronáuticas, essa série é mais que indicado. São imagens captadas com exclusividade da ISS para o documentário, deixando o espectador mais próximo dos astronautas. Rumo às Estrelas, é uma espécie de diário de bordo.
Vale destacar a participação de vários outros integrantes da NASA, como por exemplo; Emily Nelson, a 10ª diretora mulher da NASA. Inspiração para futuras mulheres que almejam seguir carreira na agencia governamental.
Uma série que é recomendado para todas idades! Disney + cumpre o seu papel de trazer bons e construtivos documentários de qualquer assunto e gênero. É só apertar o play e curtir com sua família.
O Homem das Castanhas (1ª Temporada)
3.9 173 Assista AgoraMais uma série original da Netflix vindo com tudo para os assinantes e apaixonados por mistério. Em "O Homem das Castanhas", produção dinamarquesa, traz um serial killer misterioso, do qual deixa alguns rastros intrigando os detetives e pessoas poderosas. O que sabemos é apenas alguns homens feitos de castanhas, ao lado de suas vítimas.
A detetive Naia Thulin foi encarregada para trabalhar e tentar solucionar o misterioso caso do serial killer, porém! Thulin precisa enfrentar seus dramas particulares quando o assunto é família, filhos e marido. Uma trama bem elaborada e envolvente no decorrer dos seis episódios.
Ok! Vamos partir do início quando encontram um corpo brutalmente assassinado, ao lado um boneco feito de castanhas, essa ligação macabra pode estar ligado só desaparecimento da filha de uma pessoa importante na política.
Toda trama tem como pano de fundo, um subúrbio de Copenhagen, capital da Dinamarca, local bem tranquilo e pacato para os padrões, até chegar o momento de vários assassinatos e aí que começa toda aventura.
“O Homem das Castanhas” carrega toda uma aura noir, uma ambientação fria e carregada de tons saturados, para o espectador entrar no clima de toda trama com os personagens principais, essa tensão já é logo notado no primeiro capítulo, mais especificamente, nos minutos iniciais.
Temos suspeitos? Vários! Com um roteiro bem elaborado, na medida certa para um bom suspense, ficam várias dúvidas de quem é o serial killer, são reviravoltas, atrás de reviravoltas. Fiquem atentos aos pequenos detalhes!
Vale a pena? Com toda certeza, Netflix acertou em mais uma produção original, trazendo uma trama bem estruturada, personagens cativantes e acima de tudo, um roteiro delineado não deixando pontas soltas, cada peça se encaixando perfeitamente. Afinal, quem é o homem das castanhas?
Você (3ª Temporada)
3.5 368 Assista AgoraO extremo da loucura agora se multiplica, agora temos mais uma integrante no seriado do qual vai acompanhar Joe em suas aventuras macabras, estamos falando de Love, sua atual esposa e doentia igual ao protagonista.
Vida nova, novos hábitos, família linda? Sim e não. Agora Joe e Love estão com um filho, formando uma família que poderia muito bem fazer comercial de margarina ou de supermercado em época de fim de ano. Entretanto! Nada mudou, os velhos hábitos continuam os mesmo, porém com uma mentalidade e preocupação materna do casal mais lunático da Netflix.
Recém chegado na comunidade de Madre Linda, o casal está com um leque de possibilidades e novos alvos para quem já está acostumado em matar e saciar uma sede de “justiça” que só o casal protagonista consegue entender.
Terceira temporada continua com os velhos hábitos de ter 10 episódios e abri inúmeras possibilidades com personagens secundários e suas ações com os protagonistas, mais uma vez! Poderia ser mais enxuto, deixando cinco episódios em cada temporada.
O roteiro continua explorando o passando sombrio de Joe, seus medos e angústia fazem o expectador entender os motivos dele cometer atrocidades, se deixar levar, sentimos pena de Joe e seu passado com sua mãe e padrasto.
Um dos pontos que merece ser mencionado na terceira temporada, são os novos personagens, bem mais elaborados, carismáticos e no final das contas formam um elo de ligação com Joe e Love, fazendo um sentido em cada episódio.
Como já sabemos, You vai ganhar uma quarta temporada. É hora de pensar em colocar um ponto final no casal psicopata? Com toda certeza, SIM! Aquela formula mágica de vítima, psicopatas e fugir da polícia já está ficando um pouco exaustivo nessa série. Mas! O encanto continua com o carisma e impulsividade de Joe e Love. Um casal que amamos e odiamos na mesma frequência.
Você (2ª Temporada)
3.5 620 Assista AgoraNa segunda temporada de “You”, vemos o protagonista, Joe, se mudando para Los Angeles afim de mudar e tentar arrumar sua vida por conta de escolhas, atitudes e até mesmo consequências do passado.
Porém! Com essa “mudança de vida”, Joe acaba caindo em tentação e voltando aos velhos hábitos de quando estava morando em Nova York. Entretanto, o protagonista está ainda mais sombrio do que na primeira temporada.
Ok! Essa segunda temporada está mais “robusta”, os diretores e roteiristas colocaram alguns “vilões” para dar aquela incrementada e ter outros pontos para o espectador ficar atento em todos os dez episódios. Poderia ser uma temporada mais enxuta e direta ao ponto, colocando o protagonista sempre em destaque.
Uma enrolação sem tamanho até chegar no objetivo final do protagonista, se safar após cometer o que ele mais gosta de fazer...matar e tentar sair impune, além de manipular todas as pessoas em sua volta.
Joe fica abalado emocionalmente ao encontrar o amor de sua vida e controlar o impulso de matar sua amada e futura esposa. É a partir daí que começa uma certa enrolação, até chegar os finalmente, quando ambos possuem algumas peculiaridades bastante distintas e formam o casal perfeito.
Segunda temporada vale a pena? De certa forma sim, compensa pelo fato de conhecermos o passado do protagonista, seus reais motivos de cometer seus assassinatos sem um pingo de culpa ou remorso.
Megatubarão
2.8 849Megatubarão é daqueles filmes que o ser humano vai mexer com a mãe natureza e acaba colocando tudo a perder, pondo em risco pessoas inocentes.
Ok! Esse longa é tipo Jurassic Park, entretanto é um tubarão gigantesco que vive nas profundezas mais hinóspitas da face da Terra, até ser perturbado e tocar o terror.
Para todo filme de monstros/animais gigantescos, sempre terá um salvador da humanidade. Em Megatubarão não seria diferente, não é mesmo?
Jonas Taylor é o mocinho que vai resgatar uma equipe de pesquisadores do qual estão sendo atacados por uma criatura não identificada. Jonas tem experiência, sendo capitão naval e mergulhador, ele acredita em vida abaixo dos 11 mil metros de profundidade.
O Megatubarão na verdade é um megalodonte pré histórico do qual foi despertado do seu habitat pelos pesquisadores. Tem como piorar? Tem sim!
Esse tubarão vai pra superfície do oceano e compromete todo o eco sistema, colocando em risco os seres humanos no litoral.
O longa possuí um roteiro sem compromisso, segue aquela premissa de catástrofes. O mocinho vai arranjar um jeito de salvar toda humanidade, além de enfrentar o seus próprios demônios e ficar dividido com as pessoas que ama.
Tem sustos? Óbvio! Mas não é aquele susto que vai te tremer todo. Se o espectador procura um filme pra passar o tempo em um domingo, esse longa cumpre com louvor os requisitos de entretenimento.
O Homem Invisível
3.8 2,0K Assista AgoraO Homem Invisível é um terror psicólogo do mais alto nível, cumprindo seu papel de entregar uma história densa, enigmática e o mais importante, cheio de amarras que vão se soltando no decorrer do longa.
É raro um remake dar certo, ter boa aceitação do público e crítica especializada. "O Homem Invisível", acertou no quesito de bom filme e bom remake com uma aura dark.
Vale lembrar que conto do O Homem Invisível já foi adaptado centenas de vezes, desde o clássico de 1933 de James Whale. Escrito pelo autor H.G. Wells em 1897.
Premissa é de um relacionamento abusivo, um homem totalmente sem escrúpulos e compaixão com sua parceria, apenas quer ter ela ao seu lado e ter filhos.
Cecilia Kass fugiu de um relacionamento abusivo e tenta seguir sua vida normalmente e criando coragem para ter uma vida social, quando começa a ser atormentada e ameaçada por uma figura que ninguém consegue ver, justamente o seu ex.
Esse "upgrade" trouxe uma realidade dos relacionamentos abusivos que acontece diariamente com várias pessoas, deixando claro toda situação psicológica das vítimas.
O filme vai evoluindo por camadas, o roteiro segue denso nos primeiros minutos e vai desenrolando conforme os personagens secundários aparecem na vida da personagem principal. Existem algumas pontas soltas no decorrer da trama, mas que ficam em evidência em determinados momentos "chaves".
Atuação impecável que merece ser mencionado. Atriz Elisabeth Moss entregou de corpo e alma no papel, a conseguiu deixar vívido toda intensidade psicóloga transparecer em seu rosto. Menção honrosa!
O Homem Invisível cumpre seu papel de terror psicológico, sendo um clássico para modernidade. Outro ponto! Traz para o público todo o efeito de um relacionamento abusivo e suas consequências para os envolvidos.
Morangos Silvestres
4.4 663Morangos Silvestres é um dos poucos filmes que conseguem retratar de um ponto de vista filosófico o envelhecimento das pessoas, utilizando diversas vertentes da filosofia.
O filme consegue "conversar" com o espectador, deixando inúmeras questões da vida que levamos e vamos deixar no passado, situações e momentos do qual poderíamos ter aproveitado melhor.
Toda trama gira em torno do professor de medicina, Isak Borg. Revivendo momentos marcantes do seu passado através de uma viagem de carro até sua antiga faculdade do qual vai ser determinado prêmio por suas contribuições científicas.
O roteiro carrega toda essência filosófica sobre a vida e questões da sociedade, carregado de sentimentalismo do começo ao fim. Outro ponto que merece destaque no quesito roteiro, todo o desenrolar da trama vai sendo evidenciado em situações chaves do personagem principal, deixando o espectador dentro de toda história particular.
Mesmo sendo um filme em preto e branco, notamos uma fotografia belíssimas das paisagens e arredores, mostrando nos mínimos detalhes até mesmo os cenários da época.
Morangos Silvestres cumpre o seu papel de transmitir uma mensagem para os espectadores, deixando sempre uma ou duas questões no ar, para que nós possamos debater e pensar um pouco mais em nossas vidas.
Nascido Para Matar
4.3 1,2K Assista Agora“Nascido Para Matar” representa o nível mais alto de realismo no gênero guerra e drama na sétima arte. Um filme que busca retratar de forma intensa e visceral o treinamento e rotina dos fuzileiros navais dos Estados Unidos.
O longa é dividido em duas partes, o início de todo o treinamento dos futuros soldados para encarar os desafios no campo de batalha no Vietnã. Logo em seguida o espectador mergulha a fundo no combate em território inimigo.
Dois personagens ganham destaque no decorrer do longa. Os soldados que passam por apuros na mão do superior, enfrentar uma tortura psicológica de parte do sargento Hartman, um oficial linha dura que coloca medo nos soldados aspirantes.
O roteiro é muito bem construído, deixando uma estrutura firme junto com personagens primários e secundários formando um elo ímpar do começo ao fim da obra. Ponto positivo.
Stanley Kubrick conseguiu mostrar todo o seu potencial em “Nascido Para Matar”, deixando os aspectos psicológicos do pós-guerra em destaque, fazendo o espectador dentro de toda trama ao lado dos soldados.
Uma obra prima da sétima arte, do qual mostra uma realidade que muitos outros filmes de guerra não deixam em evidências. O comportamento do homem ao lidar com o medo da morta e um futuro incerto.
Doutor Castor
4.3 81Plataforma de streaming nacional GloboPlay, apresenta mais um trabalho impecável em suas produções originais. Uma série documental à respeito de uma personalidade controvérsia do Rio de Janeiro.
“Doutor Castor” apresenta em quatro episódio de aproximadamente uma hora de duração o depoimento de inúmeras pessoas que conviveram ao lado de Castor de Andrade. O protagonista teve uma participação no carnaval, futebol e no jogo do bicho na cidade do Rio de Janeiro, conseguindo um respeito por todos, inclusive das autoridades.
A partir do segundo episódio, o espectador vai conhecer toda ascensão do Castor de Andrade, sua influência percorrendo todos os cantos do Rio de Janeiro através do jogo do bicho, para logo em seguida se aventurar no carnaval e conquistar o coração de inúmeros cariocas.
O documentário é imparcial, mostrando os dois lados da moeda. Castor de Andrade conseguiu toda simpatia das pessoas mais humildes, o longa conseguiu trazer depoimentos de pessoas que foram ajudadas pelo Castor.
O império uma hora acaba por ruir, foi assim que aconteceu com Castor de Andrade. A justiça consegue deflagrar uma investigação profundo do qual descobrem uma rede de corrupção envolvendo todo império do Castor de Andrade.
Marco Antônio Araújo é o diretor da série, conseguiu fazer um trabalho impecável de investigação trazendo os mínimos detalhes. O enredo ele segue em três planos; o início, ascensão e queda de Castor de Andrade.
Uma observação! Essa produção não contem audiodescrição.
Doutor Castor é uma série documental que mostra todos os bastidores do jogo do bicho, carnaval e futebol do Rio de Janeiro, paixão da maioria dos brasileiros, além de mostrar o lado podre da corrupção nas mais diversas esferas do poder.
O Estripador (1ª Temporada)
3.6 57 Assista AgoraNetflix tem mostrado inúmeras facetas em suas produções originais, seja filmes, séries e até mesmo minisséries documentais. O seu mais novo lançamento é intitulado “O Estripador”. Uma obra original que busca dar um sentindo no assassino em série conhecido como “O Estripador De Yorkshire”.
São quatro episódios que mostra de uma forma intensa e ao mesmo tempo assustadora os ataques de um serial killer e seus métodos brutais de assassinato, além de mostrar todo o empenho da polícia para encontrar o suspeitos nas ruas de Londres nas décadas de 70 e 80.
Peter Sutcliffe é o nome do serial killer, sendo condenado a 20 prisões perpétuas, porém! Em novembro de 2020 ele foi vítima do novo Covid-19. Entretanto! Essa série busca recriar os seus passos e mostrar os motivos dele ter cometido inúmeras atrocidades, principalmente com mulheres (sendo o seu foco principal prostitutas).
Um ponto em destaque da minissérie é mostrar o modus operandi do serial killer, sendo o mesmo de outro notório assassino; Jack, o Estripador. Ambos perseguiam prostitutas para dar fim em suas vidas, na mente de ambos, ninguém daria falta daquelas mulheres e assim buscavam cada vez mais saciar sua sede de sangue.
Sua fama correu o mundo, além de seus assassinatos o criminoso conseguia escapar da polícia e das autoridades, façanha que poderia ter sido retratado em qualquer filme de suspense e terror.
Partindo de várias entrevistas realizado com o pessoal que está na linha de frente da caçada ao serial killer, esse é o ponto culminante de entender toda natureza humana por parte dos especialistas. Sutcliffe mostrou-se uma pessoa fria, sem amor ao próximo e muito menos piedade, prova é o estado dos corpos que ele deixaria para trás.
Essa é uma minissérie recomendada para maiores de 18 anos, para um público que busca conhecer o lado mais perverso do ser humano e suas inúmeras facetas. Inclusive para o público que pretende seguir na carreira de psicológicos ou psiquiatras, essa produção cumpre em mostrar os mínimos detalhes da empreitada pela caçada do assassino.
O Gambito da Rainha
4.4 947 Assista AgoraNetflix consegue trazer boas séries e ao mesmo tempo cancelar algumas produções sem um motivo convincente. Afinal, eles podem fazer o que bem entender com o seu catálogo de séries, filmes e minisséries. Sua mais nova produção é uma minissérie de apenas 7 capítulos do qual vai levar o espectador ao universo das competições de xadrez.
O Gambito da Rainha (No meio enxadrístico o correto é “O Gambito da Dama”), porém essa discussão vamos pular e focar apenas na minissérie analisando todos os aspectos primários e secundários. Ok?
A trama tem como peça principal (sacou o trocadilho?) a jovem prodígio Beth Harmon, órfã, ela busca esquecer o seu mundo através de um tabuleiro de xadrez. É no mesmo orfanato que ela descobre essa sua paixão, sendo ensinada por um dos funcionários. Sua paixão é tamanha, que ela começa correr atrás de competições e ser a melhor da sua cidade. Porém! Ninguém acredita em seu potencial.
O Gambito da Rainha é uma adaptação da obra literária escrito pelo autor Walter Tevis em 1983. Lembrando! Essa história é totalmente fictícia, porém! Essa obra apresenta algumas peças chaves da vida de Bobby Fischer.
Fischer foi um prodígio do xadrez, tornando-se mestre aos 15 anos de idade! Porém seus dias de glória foi um tanto curto, isolando de toda sociedade e sofrendo problemas de saúde mental.
Beth aos poucos vai provando todo o seu potencial no tabuleiro de xadrez, ganhando cada dia mais confiança em si e dos seus oponentes que são derrotados em poucos lances.
Existe um outro viés na minissérie. O espectador conhece os piores pesadelos da jovem enxadrista. Beth desde sua infância tomava remédios no orfanato, tornando um vício que persiste por toda sua vida e carreira de enxadrista. Ponto positivo para obra que mostra em detalhes o lado obscuro de uma jovem promessa do esperto, além do vício em remédios, ao longo dos episódios o espectador vai notar que ela também acaba entrando no vício das bebidas alcoólicas.
Netflix soube investir nos mínimos detalhes com sua produção original. Toda minissérie é vivenciado nas décadas de 50 e 60. Fotografia impecável com os mínimos detalhes, dessa vez a gigante do streaming soube trabalhar de forma única e original.
O roteiro é afiado e com uma evolução gradativa, junta com um elenco cativante é sucesso na certa. Foi o que aconteceu! Os episódios mesclam o passado e presente da protagonista, deixando os sete capítulos dinâmicos e intuitivos.
Para os amantes do bom e velho xadrez, essa série é obrigatória ser visto. Uma indicação certeira de minissérie de qualidade.
O Halloween do Hubie
2.3 252 Assista AgoraOutubro é o mês do Halloween, praticamente todos os anos a plataforma de streaming Netflix entrega um bom filme para não passar em branco esse mês macabro. Porém! Dessa vez é uma mistura de comédia e terror.
O Halloween do Hubie é nova aposta da Netflix, trazendo Adam Sandler como o protagonista e peça centra de toda trama.
Hubie Dubois é um sujeito que passa por inúmeras situações de zombaria tanto de crianças e adultos, mesmo assim ele não desiste em mostrar sua devoção a Salém, sua cidade natal.
Próximo ao dia das bruxas, acontece um misterioso assassinato. É missão do Hubie em investigar o caso e tornar-se o orgulho da cidade e mostrar todo o seu potencial, para que todos parem de tratarem como um idiota.
Hubie recebe uma missão de patrulhar às ruas na noite de Halloween, porém coisas estranhas começam acontecer, pessoas estão desaparecendo misteriosamente, deixando poucas pistas para Hubie encontrar o verdadeiro assassino.
Mais uma vez temos Adam Sandler em papel com humor descontraído e bobão. O longa permeia com diversas paródias de clássicos do cinema de terror dos ano 80 e 90.
O Halloween do Hubie conta com diversas participações de atores consagrados, Steve Buscemi, Bem Stiller e Maya Rudolph, trazendo um valor mais dinâmico ao longo de toda trama.
Esse é um filme que tem como objetivo principal divertir toda família, no mês do terror. Uma dica? Garrafa térmica de uma importância relevante em todo o longa. Gostosura ou travessuras?
O Dilema das Redes
4.0 596 Assista AgoraO Século XXI está escancarado bem em nossa frente, prova disso é o avanço tecnológico que cada dia mais vêm avançando em um piscar de olhos. Um exemplo? Redes sociais do qual usamos, ficamos ligado praticamente o dia todo, se deixarmos, o celular acaba tornando-se uma parte de nosso corpo.
“O Dilema Das Redes” veio mostrar o lado podre, ao mesmo tempo bilionário de toda manipulação os gigantes da tecnologia para vigiar, controlar e até mesmo manipular a vida de uma simples pessoa.
O documentário explica de forma intensa os malefícios da conexão on-line, essa nova geração de usuários estão cada vez mais globalizadas, uma espécie de bolha, inserindo informações em excesso e muito das vezes, artimanhas para manipular determinados grupos de pessoas.
Um destaque para o documentário é mostrar o poder das redes, influenciado opiniões, gostos e até mesmo manipular um cenário político da atualidade, coisa que aconteceu e explicado de forma clara esse bastidor, lógico! Mencionando toda gravidade das “fake News”.
O longa traz inúmeros depoimentos de pessoas que eram do alto escalão de diversas redes sociais, mostrando ainda mais o poder que um simples click em determinado anúncio pode causar em sua vida e no seu psicológico.
Um dos pontos que merece ser mencionado é da mescla do qual os roteiristas fizeram para deixar ainda mais dinâmico o documentário, eles mostram cenas de uma família fictícia e retrata todos os malefícios psicológicos do uso de dispositivos eletrônicos para ficarem conectados o tempo todo sem descanso, até mesmo na mesa de jantar.
Não é apenas um documentário para o divertindo, ele é voltado para o alerta das redes sociais, inteligência artificial e o destino da humanidade cada vez mais conectado através de inúmeras redes.
A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert
4.0 27Plataforma de streming Globo Play apresenta uma variedade de grandes séries de sucessos. Não poderia ser diferente com o seu mais recente lançamento. A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert. Um suspense que vai deixar o espectador amarrado do começo ao fim.
O plano primário é mostrar o bloqueio criativo do jovem escritor, Marcus Goldman. Sua única solução é encontrar o seu tutor para pedir conselhos e fazer com que Goldman desfaça o bloqueio e trabalhe em mais um best-seller. Porém! Tudo toda um rumo diferente, na vida de ambos.
A série é baseado na obra literária do escritor sueco, Joël Dicker, seus livros foram publicado pela Editora Intrínseca. Sucesso absoluto entre os brasileiros. Voltemos para série.
Harry Quebert está em uma grande enrascada, um corpo é encontrado no quintal do escritor, causando um grande alvoroço na mídia internacional e afetando, inclusive, toda sua carreira e do seu pupilo, Marcus Goldman.
Esse seriado é um caso raro, pois segue de forma fiel ao livro. Ponto positivo! Logicamente que houve alguns pontos que foram exagerado durante os episódios, mas nada que atrapalhe ou fica fora de nexo.
O roteiro é muito bem construído, encaixando peça por peça sem deixar nenhuma amarra no decorrer dos episódios. Vale uma dica? Esse seriado cai muito bem em um final de semana.
Outro destaque que deve ser mencionado é em relação a fotografia. O espectador vai notar uma cidadezinha típica do interior, longe dos grandes centros urbanos, deixando assim toda série mais intuitiva e instigante.
Vale a pena? Com certeza! Uma excelente produção, contando com atores consagrados e somando com um roteiro impecável. O resultado só pode ser uma série viciante.
Enola Holmes
3.5 815 Assista AgoraEnola Holmes, mais uma produção que acertou em cheio os assinantes da Netflix, além de críticos e especialistas no assunto. O espectador vai entrar em todo o universo Holmes, focando na vida da irmã do mais famoso detetive do mundo.
O filme é baseado na obra da escritora Nancy Springer, são vários livros que dão vida na imensidão da família Holmes. É uma aposta da gigante Netflix, trazer esses livros e transformar em filmes. Uma aposta arriscada no curto prazo.
O espectador é apresentado pela jovem Enola Holmes, ganhando destaque com o relacionamento entre mãe e filha, ou seja, vemos Eudora Holmes, família completa na telinha. Porém! No décimo sexto aniversário, sua mãe simplesmente desaparece.
Por conta desse desaparecimento que desponta toda genialidade de Enola, sua mente perspicaz em busca de encontrar sua mãe e conhecer os irmãos, logicamente uma aventura repleta de charadas e enigmas, essa junção que deixa toda trama bem estruturada.
Um dos pontos que deixam o longa mais intuitivo e dinâmico, quebra da quarta parede, ou seja, Enola interage com o espectador, convidado para participar das inúmeras resoluções dos mistérios que vão surgindo.
Interpretação impecável de Millie Bobby Brown e Henry Cavill, formaram uma dupla e tanto no decorrer de toda aventura dos irmãos Holmes. Millie mais uma vez prova sua grandeza e brilhantismo, além de ser uma estrela da Netflix.
O roteiro peca apenas por um mínimo detalhe, o desenrolar é entregue cedo demais em várias situações de enigmas da protagonista, porém! Em se tratando de uma obra voltada para o público infanto-juvenil, esse pequeno detalhe pode ser levado em consideração e fingirmos que não notamos. Ok?
Mais uma vez a Netflix mostra o seu peso na sétima arte, com um elenco de ponta faz um elo de ligação para uma trama Sherlockiana em nível alto.
Fratura
3.3 957O astro de Avatar, Sam Worthington está na nova produção original da Netflix, apresentando um suspense que vai dar o nó em grande parte dos espectadores, porém! Com poucas expectativas no decorrer do longa.
Ray Monroe está voltando de viagem, pois foi com sua esposa e filha visitar sua sogra, porém todo o drama e suspense começam a partir do momento em que eles precisam fazer uma parada em um posto de gasolina.
Peri, sua filha, acaba caindo em um buraco e lesionando seu braço. Ray rapidamente corre para o hospital mais próximo para receber pronto atendimento, junto com sua esposa. Só que ao chegar no hospital, coisas estranhas começam acontecer.
Mais uma vez a Netflix conseguiu acertar com sua produção, mostrando um gênero pouco explorado nos últimos tempos, o terror psicológico, mostrando o drama intenso de um pai de família que fica envolto em uma névoa de mistério ao deixar sua filha na mãos de estranhos.
Alan B. McElroy entrega um roteiro consistente para o espectador, algo que vai se desenrolando de forma natural, a atmosfera de suspense não muda de uma hora para outra, ela é gradativa para que o espectador fique preso com toda carga emocional do qual o protagonista está vivenciando.
O drama começa surgir quando Ray deixa sua esposa ir com Peri fazer alguns exames para saber se ela está realmente bem, porém! O tempo passa e ele nota que ambas sumiram, agora é questão de salvar sua esposa e filha.
Ray monta um quebra cabeça mental com algumas situações que ele presenciou enquanto espera os exames de sua filha terminar, é nesse ponto que ele começa agir como um caçador, enfrentando todos os funcionários do hospital para saber o paradeiro da sua família.
Sam Worthington se entregou para o papel, levando toda carga dramática para o espectador, esse ponto deve ser mencionado, pois deixa ainda mais vívido toda situação de stress que ele está vivenciando nos corredores do hospital.
O longa cumpre o seu papel, levar um mistério e terror psicológico, porém sem grandes surpresas em determinadas cenas. Vale a pena? Em partes, sim. Pode ser apreciado em um final de semana.
Capitã Marvel
3.7 2,0K2019 está sendo o ano dos super-heróis, tanto do universo da Marvel, como também da DC. Mas! Vamos atentar apenas com a “Capitã Marvel”, sucesso absoluto de bilheteria e crítica da imprensa especializada.
Os filmes da Marvel, são separados por “blocos”, cada longa conta sobre um super herói especifico, dessa vez o espectador vai conhecer Carol Danvers, piloto da Força Aérea Americana. Tendo como plano de fundo os anos 90. Bem similar com “Os Guardiões da Galáxias”.
O longa começa de trás para frente, não é um mangá, fiquem tranquilos! Mas toda história parte do começo do treinamento da Carol Danvers em Hala, planeta capital do Império Kree, tendo dificuldades para dormir por conta de pesadelos que aparentam ter ligações com seu passado e trazendo algumas pistas sobre tudo que ela já passou no Planeta Terra.
Vers é capturada pelos Skrulls, que tem como objetivo tentar descobrir um segredo na mente da protagonista, cuja lembranças embaçadas dificultam compreender a sua verdadeira identidade.
Marvel Comics deixou uma marca no cinema mundial, trazendo uma protagonista feminina, poderosa e independente, sem precisa de ajuda masculina. O longa passa uma mensagem do poder feminino para os espectadores.
Toda ambientação dos anos 90 é bem realista, inclusive na trilha sonora, sendo o ponto alto do longa. Outro destaque que vale ser mencionado é o roteiro, do qual foi muito bem explorado e fiel aos quadrinhos, deixando ainda mais dinâmico todo esse universo da Capitã Marvel.
Carol volta para Terra e fragmentos da sua memória começam a se encaixar, mostrando tudo que ela já passou, mostrando quem são os verdadeiros vilões e mocinhos. O espectador deve ficar atento, pois no decorrer do filme, alguns elementos são mostrados para dar uma continuidade em outro sucesso da Marvel Studios, Os Vingadores.
Vale destacar que “Capitã Marvel” está disponível no Amazon Prime, plataforma de Streaming da Amazon.
Em uma visão geral, o filme cumpre o que promete. Trazer uma heroína poderosa, ser fiel aos quadrinhos e manter o nível de qualidade como os anteriores filmes da Marvel Studios.
Se você é fã de super heróis, vai ficar deslumbrado ao conhecer essa heroína de respeito.
Kardec: A História Por Trás do Nome
3.2 149Mais uma biografia sendo apresentado e sendo bem representado em nosso cinema nacional, dessa vez é retratando um período da vida de Allan Kardec.
O longa é dirigido e escrito por Wagner De Assis, mostrando toda transformação do professor Hyppolite Léon Denizard Rivail, no mundial conhecido, Allan Kardec.
Ambientado em 1857, o espectador vai acompanhar toda sua jornada como codificador da doutrina espírita e enfrentando diversos obstáculos em mostrar seus pontos de vistas e ideias. O preconceito era nítido naquela época.
Léon Rivail é um professor muito dedicado, que deixou sua profissão por conta de interferência religiosa na grade curricular, traçando outros rumos em sua vida.
O ponto alto da obra foi retratar de forma minuciosa toda Europa do século 18, costumes e vida social da época foram bem demarcadas no longa.
Roteiro possui um toque didático, mostrando de forma lima o surgimento do espiritismo e sua evolução até os dias atuais.
Allan Kardec sofrerá imposição de pessoas em seu circulo social, sendo confrontado se realmente tudo aquilo que está acontecendo é realmente verdadeiro ou é apenas mais uma arte teatral.
O cinema nacional tem olhado com bons olhos para o gênero biográfico, dessa vez fugindo do óbvio em retratar vida de personalidades no âmbito musical e artístico, ressaltando de forma magistral um líder religioso.
Os atores conseguiram trazer para o filme toda personificação da época, os jeitos e costumes muito bem encenados, deixando ainda mais realista.
Independente do seu ponto de vista religioso, o longa merece ser apreciado e contemplado pela grandiosidade do nosso cinema nacional em apresentar grandes obras.
El Camino: Um Filme de Breaking Bad
3.7 853O novo sucesso da Netflix tenta colocar um ponto final em uma das séries mais aclamadas dos últimos tempos. El Camino encerra um ciclo do protagonista de Breaking Bad.
O longa narra os eventos pós final da série, o espectador vai acompanhar à fuga de Jesse Pinkman, além de fechar inúmeras pontas soltas deixadas pela série.
Walter White teve um fim “conclusivo” no seriado, já o seu parceiro de crime deixou muitas perguntas no ar. Vale lembrar que se você não assistiu Breaking Bad, ficará um tanto perdido no filme.
Vince Gilligan conseguiu fazer o impossível, trazer todos os elementos do seriado para um filme. Toda vibe de Breaking Bad é mantido em El Camino.
Esqueçam aquele Jesse Pinkman “bobão”, o espectador vai conhecer o seu lado sombrio e louco, correndo para sobreviver e sem deixar rastros.
Personagens chaves do seriado retornam para o filme, cada um tem o seu ciclo fechado de forma gradual. Se eu aprofundar neste quesito, o spoiler é inevitável.
O roteiro é bem fluído, sempre fazendo uma volta ao passado do protagonista, sem deixar uma trama cansativa e cheia de buracos, mais uma vez o diretor conseguiu manter um plano bem firme e estruturado.
Se você é fã de Breaking Bad, esse filme é mais que obrigatório para ser visto e apreciado. Fortes emoções em cada segundo! Aconselho você que não assistiu Breaking Bad. Separa um tempinho para maratonar.