"This is what I have right now. And no matter how much better, whatever I imagine in my head, it's not as real as what I do have. So, it's hard, isn't it? Being a person."
"Dear Jeremy, In the last few days, I've been learning how to not trust people, and I'm glad I failed. Sometimes, we depend on other people as a mirror to define us and tell us who we are, and each reflection makes me like myself a little more. Elisabeth"
Assisti esse filme pela primeira vez em 2015 e agora 10 anos depois, e ele me destruiu novamente. Certamente um dos filmes nacionais mais sensíveis que temos.
Triste demais a dedicatória noticiando o suicídio de dois dos irmãos. Zezé, muito mais cedo, quase foi pelo mesmo caminho.
Dentre tantas coisas, acho que é principalmente um filme sobre o peso avassalador das violências e das perdas na infância e sobre a redenção possível a partir de vínculos capazes de fornecer verdadeiro olhar e afeto, coisas fundamentais à vida, combustíveis para a ressignificação.
"I'm an unnatural mother." Incrível como o estilo da Elena Ferrante é vivo nesse filme. Sucesso total em transpor a complexidade do estilo narrativo da autora para a tela.
"The books gave Matilda a hopeful and conforting message: she was not alone." "[...] and Matilda found, to her great surprise, that life could be fun, and she decided to have as much of it as possible. After all, she was a very smart kid." ♡
Terminei de ler o livro recentemente, e quando vi que teria uma adaptação para as telas fiquei imaginando como isso seria feito, pois ao meu ver é um livro extremamente difícil de se adaptar para filme.
É um livro que apresenta múltiplas vozes em linhas temporais distintas, que confundem, misturam o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Quando assisti a adaptação, fiquei com a impressão de que quem não leu o livro talvez encontre alguma dificuldade em ver sentido no filme, porque ele é fiel ao livro mesmo. Assistindo, em alguns momentos tive a impressão de que o Pedro Páramo, personagem-título, não tem toda a força e vigor que deveria... Mas pensando por outro lado, talvez isso tenha a ver com a própria evanescência de todos os personagens, que estão entre os mortos e os vivos, sendo etéreos e ao mesmo tempo concretos. A impressão que eu tive lendo o livro foi exatamente a que tive vendo o filme: uma sensação de incompletude, ao mesmo tempo em que nada parecia faltar.
é sobre aprender a estar sozinho, e sobre como isso só é possível a partir da ausência de um outro. Ainda, é algo muito comum que, ao filmar uma criança, os diretores nos deem um vislumbre ou até mesmo nos descrevam o que elas estão imaginando... Não é o caso aqui. O espectador está completamente alheio e externo à imaginação de Takara. Não sabemos o que de fato ele pensa ao perambular pela cidade, por exemplo. Não sabemos que conversas ele de fato tem consigo. Acredito que esta é uma boa sacada dos diretores, pois nos obriga a imaginar esses diálogos internos, o que pode vir a apontar ao espectador adulto um cruel fato: o de que já não é tão simples imaginar, brincar, desenhar. Nós já não temos tanta facilidade em acessar a criança que um dia fomos. Também nos confronta com a nossa própria solidão, e com o quanto suportamos assistir a um filme de cenas aparentemente comuns e sem falas. Eu achei muito bonito, muito singelo, muito humano. Quando estamos sozinhos, sem ninguém nos assistindo, despercebidos de nós mesmos, talvez ainda sejamos todos como o pequeno Takara.
Gente, esse filme é muito legalzinho. Eu quis assisti-lo porque tinha acabado de ler "O Duplo", do Dostoiévski. Peguei o filme sem prestar atenção em quem era o diretor nem nada. Eu apenas queria assistir algo para incrementar minha leitura mesmo. Qual não foi a minha surpresa, ao reconhecer no filme a estética de um outro que amo, o Submarine. E também ao reconhecer os dois atores principais de Submarine em O Duplo. Pausei na hora e fui atrás. Vi que era também este um filme do Ayoade. Uma grata surpresa. Eu não diria que o filme é uma adaptação fiel do livro, ele é mais uma releitura. Uma releitura cool e tem um humor muito peculiar, o tipo de humor e o jeitinho que a gente já viu em Submarine. É Ayoade. O filme cativa mais que o livro. Jesse Eisenberg tá muito bem nesse filme. Acho que a experiência de ver o filme é muito mais rica se você lê o livro, e entende um pouquinho do que é esse fenômeno do duplo. Gosto muito destas falas:
Vi muito do "Cenas De Um Casamento" do Bergman nesse filme. É bonito por mostrar como são as delicadezas cotidianas que constroem um relacionamento, e ao mesmo tempo, como há em cada suposta trivialidade algo capaz de dilacerar o outro. Como não precisa muito pras coisas se desfazerem como pó, e desandarem; mas como também o amor genuíno deixa uma marca de carinho mútuo construído em cada ganho e cada perda ao longo dos anos, forte o bastante para não se aniquilar por completo. Gosto de filme assim, sem estardalhaço externo, mas interno.
"They claim their labours are to build a heaven yet their heaven is populated with horrors. Perhaps the world is not made. Perhaps nothing is made. A clock without a craftsman. It's too late. Always has been, always will be…too late."
Às Vezes Quero Sumir
3.5 73"This is what I have right now. And no matter how much better, whatever I imagine in my head, it's not as real as what I do have. So, it's hard, isn't it? Being a person."
Um Beijo Roubado
3.5 608"Dear Jeremy,
In the last few days, I've been learning how to not trust people, and I'm glad I failed. Sometimes, we depend on other people as a mirror to define us and tell us who we are, and each reflection makes me like myself a little more.
Elisabeth"
Meu Pé de Laranja Lima
3.9 356Assisti esse filme pela primeira vez em 2015 e agora 10 anos depois, e ele me destruiu novamente. Certamente um dos filmes nacionais mais sensíveis que temos.
Triste demais a dedicatória noticiando o suicídio de dois dos irmãos. Zezé, muito mais cedo, quase foi pelo mesmo caminho.
Dentre tantas coisas, acho que é principalmente um filme sobre o peso avassalador das violências e das perdas na infância e sobre a redenção possível a partir de vínculos capazes de fornecer verdadeiro olhar e afeto, coisas fundamentais à vida, combustíveis para a ressignificação.
A Filha Perdida
3.6 583"I'm an unnatural mother."
Incrível como o estilo da Elena Ferrante é vivo nesse filme. Sucesso total em transpor a complexidade do estilo narrativo da autora para a tela.
Matilda
3.7 1,7K Assista Agora"The books gave Matilda a hopeful and conforting message: she was not alone."
"[...] and Matilda found, to her great surprise, that life could be fun, and she decided to have as much of it as possible. After all, she was a very smart kid." ♡
Pedro Páramo
3.4 18Terminei de ler o livro recentemente, e quando vi que teria uma adaptação para as telas fiquei imaginando como isso seria feito, pois ao meu ver é um livro extremamente difícil de se adaptar para filme.
É um livro que apresenta múltiplas vozes em linhas temporais distintas, que confundem, misturam o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Quando assisti a adaptação, fiquei com a impressão de que quem não leu o livro talvez encontre alguma dificuldade em ver sentido no filme, porque ele é fiel ao livro mesmo. Assistindo, em alguns momentos tive a impressão de que o Pedro Páramo, personagem-título, não tem toda a força e vigor que deveria... Mas pensando por outro lado, talvez isso tenha a ver com a própria evanescência de todos os personagens, que estão entre os mortos e os vivos, sendo etéreos e ao mesmo tempo concretos. A impressão que eu tive lendo o livro foi exatamente a que tive vendo o filme: uma sensação de incompletude, ao mesmo tempo em que nada parecia faltar.
Triângulo da Tristeza
3.6 782 Assista Agoraesse filme tem umas vibes O Poço misturado com Senhor das Moscas e S.O.S. do amor
Wet Sand
3.9 7história boa, filme desnecessariamente longo
Lua Vermelha
3.0 12"O monstro é a lua. Devora o tempo."
Close
4.2 665 Assista Agora"il me manque" </3
Ofélia
3.3 68Faltou Florence Welch na trilha sonora pra combinar com a aesthetic do filme
Ciganos da Ciambra
3.8 24Cruel, sem enfeites, de uma vulnerabilidade avassaladora. Pio Amato é talentosíssimo.
Mediterranea
3.5 5BRUTAL
Takara - A Noite em Que Nadei
3.2 7é sobre aprender a estar sozinho, e sobre como isso só é possível a partir da ausência de um outro.
Ainda, é algo muito comum que, ao filmar uma criança, os diretores nos deem um vislumbre ou até mesmo nos descrevam o que elas estão imaginando... Não é o caso aqui. O espectador está completamente alheio e externo à imaginação de Takara. Não sabemos o que de fato ele pensa ao perambular pela cidade, por exemplo. Não sabemos que conversas ele de fato tem consigo. Acredito que esta é uma boa sacada dos diretores, pois nos obriga a imaginar esses diálogos internos, o que pode vir a apontar ao espectador adulto um cruel fato: o de que já não é tão simples imaginar, brincar, desenhar. Nós já não temos tanta facilidade em acessar a criança que um dia fomos. Também nos confronta com a nossa própria solidão, e com o quanto suportamos assistir a um filme de cenas aparentemente comuns e sem falas.
Eu achei muito bonito, muito singelo, muito humano. Quando estamos sozinhos, sem ninguém nos assistindo, despercebidos de nós mesmos, talvez ainda sejamos todos como o pequeno Takara.
Valerie e Sua Semana de Deslumbramentos
3.8 201é um passeio pelo inconsciente
A Espuma dos Dias
3.7 473 Assista Agoraé exatamente como estar em um sonho de aproximadamente duas horas
Antes do Pôr-do-Sol
4.2 1,5K Assista AgoraNa hora que o filme acabou eu pensei "NÃO ACREDITO QUE ACABOU"
O Duplo
3.5 520 Assista AgoraGente, esse filme é muito legalzinho. Eu quis assisti-lo porque tinha acabado de ler "O Duplo", do Dostoiévski. Peguei o filme sem prestar atenção em quem era o diretor nem nada. Eu apenas queria assistir algo para incrementar minha leitura mesmo. Qual não foi a minha surpresa, ao reconhecer no filme a estética de um outro que amo, o Submarine. E também ao reconhecer os dois atores principais de Submarine em O Duplo. Pausei na hora e fui atrás. Vi que era também este um filme do Ayoade. Uma grata surpresa.
Eu não diria que o filme é uma adaptação fiel do livro, ele é mais uma releitura. Uma releitura cool e tem um humor muito peculiar, o tipo de humor e o jeitinho que a gente já viu em Submarine. É Ayoade. O filme cativa mais que o livro.
Jesse Eisenberg tá muito bem nesse filme.
Acho que a experiência de ver o filme é muito mais rica se você lê o livro, e entende um pouquinho do que é esse fenômeno do duplo.
Gosto muito destas falas:
" - Hannah?
- Yeah?
- It's terrible to be alone too much."
e a fatídica:
"I'd like to think I'm pretty unique."
Fecha com chave de ouro.
História de um Casamento
4.0 1,9K Assista AgoraVi muito do "Cenas De Um Casamento" do Bergman nesse filme. É bonito por mostrar como são as delicadezas cotidianas que constroem um relacionamento, e ao mesmo tempo, como há em cada suposta trivialidade algo capaz de dilacerar o outro. Como não precisa muito pras coisas se desfazerem como pó, e desandarem; mas como também o amor genuíno deixa uma marca de carinho mútuo construído em cada ganho e cada perda ao longo dos anos, forte o bastante para não se aniquilar por completo.
Gosto de filme assim, sem estardalhaço externo, mas interno.
Face a Face
4.2 128É incrível, e ao mesmo tempo assustador que a simples falta do elemento luz deixe buracos negros tão profundos nos olhos dela.
Watchmen: O Filme
4.0 2,9K Assista Agora"They claim their labours are to build a heaven yet their heaven is populated with horrors. Perhaps the world is not made. Perhaps nothing is made. A clock without a craftsman. It's too late. Always has been, always will be…too late."
Seu Nome
4.5 1,5KÉ o anime mais lindo que eu já vi na vida <3
Mulher-Maravilha
4.1 2,8K"Be careful in the world of men, Diana. They do not deserve you."
Brooklin
3.8 1,1K Assista AgoraTão gostoso de assistir <3