Filme divertido, gostoso de ver, superou minhas expectativas. O único mal desse filme são os haters e a clara falta de carinho que o estúdio tem com filmes de protagonistas femininas. A sensação é de o filme ter sido nerfado. Mesmo assim o filme entregou.
Dois séculos atrás, Charles S. Peirce sintetizou em 3 partes a maneira como a mente humana se comporta perante os fenômenos. Ele chamou de categorias universais do signo: a primeiridade - ou o ícone, o nível em que uma mente entra em contato com um fenômeno e esse tem um potencial de significações infinitas para essa mente; de secundidade o conflito, o questionamento, a dúvida, também chamado de índice - o que indica algo além dele mesmo; e a terceiridade, o momento em que a mente define o fenômeno sob todos os seus filtros de interpretação do mundo e ele se torna simbólico. Isso até que o processo recomece, ad infinitum.
Todas essas etapas ficam claras no filme de Aronofsky, assim como o fenômeno em pauta do início ao fim do filme: os significados que o homem deu ao longo dos tempos em seu contato com os fenômenos no estado puro.
Interpretações que geraram os livros do gênese, do novo testamento, as religiões e regras determinantes, os intermediários entre homem e o inalcansável. Este inalcansável, ele mesmo a primeiridade, o estado puro do fenômeno dos fenômenos - a ideia de que se tudo foi criado, é preciso haver um criador. E este só poderíamos conhecer pela interpretação. A problemática de se entender o fenômeno em seu estado puro é a própria problemática universal. Já o fenômeno primeiro, que uns chamam de deus e sua obra já simbólica, concreta, mais palpavelmente atribuída aquela cujo título é MÃE natureza - da qual inclusive nós mesmos viemos.
O diretor faz uma crítica profunda e sintética à humanidade - cuja existência é tão curta e rápida quanto o tempo que permanece em tela durante o filme, e nos joga em um emaranhado de sentimentos, que divide todos que assistem em 3, assim como as categorias do signo de Peirce: os que ficaram sem palavras e apenas sentem o impacto do que vislumbram na tela, os que entenderam em parte e estão até agora elocubrando em dúvidas sobre o que o diretor está falando e os que já saem bradando do cinema "péssimo filme!". Como se em apenas duas horas pudessemos pular do impacto à uma definição simbólica do mesmo - o que é muito mais um conforto para não ter que pensar ou pura falta de capacidade de entendimento (que não necessariamente é algo ruim) - o que não é em nada incomum, visto o desconhecimento do universo vasto conceitual e histórico posto em pouco mais de 120 minutos na tela.
Porém, no momento que - por um referencial mais amplo, você ENTENDE o objetivo do Diretor - e não se engane, tem um objetivo e uma intenção clara, é impossível não assistir o filme sob uma ótica de crítica à humanidade - esses seres obtusos, que entendem "cada um do seu jeito" o poema Dele, que são os hóspedes indesejados desse planeta-lar e como filhos mimados deixam sua marca sem retorno na casa daquela que representa não apenas a natureza, mas a VIDA, a maternidade, a CRIAÇÃO de fato.
Não se enganem - esse filme não é uma ode devota ao divino, mas tem pelo contrário, um dos tons mais científicos que vi. Está longe de ser milagroso, pelo contrário - destrói o véu ilusório da tentativa de justificar os erros, os fenômenos como milagres e jogam na nossa cara que por mais que tentamos, é de uma infantilidade absurda terceirizar nossa responsabilidade. Mostra o terror que é ter uma crença e elegê-la como a principal, como é ingênuo e bobo valorizar os fins - estar junto Dele - com os meios - DESTRUINDO aos poucos e sadicamente a Mãe e, ao final, restar a interpretação - o efeito do filme em cada um sentado na poltrona.
As diversas camadas dessa obra-prima - em minha opinião, de Aronofsky, seja da relação marido-mulher, da metáfora do poeta, da loucura das relações humanas, em determinado momento todas elas se juntam e mostram que são metáforas para a condição humana de hoje. Comportamentos esses marcados pela religião. Religião essa que determinou as regras e escreveu os livros. Livros esses que determinam "a Verdade". Verdade essa que se mostra tão insana quanto as situações do filme. E filme esse que termina mostrando que enquanto nos comportarmos daquele jeito visto ao longo dos minutos da tela, o ciclo de destruição - e ausência de sentido, não terá fim.
Maravilhoso. A ESSÊNCIA do Peter está toda ali. Pra mim, que leio aranha desde 82, que adoro todas as suas fases, inclusive a Ultimate, assisti FINALMENTE o filme que eu queria. As referências aos filmes de Hughes, que pude assistir ainda adolescente, as homenagens aos filmes do Raimi, a direção, trilha, motivações, tudo estava lá. Tom Holland é um PUTA DE UM ATOR, assistir Keaton encarnando o Abutre - com motivos reais para agir da maneira que agiu, com tudo tão amarrado, foi um deleite. Sou da mesma opinião do Afonso Solano: pra mim o melhor aranha do cinema, e o melhor filme de herói da Marvel.
Injustiçado pela crítica. É um bom filme, e tudo que você, fã da DC, quer ver, está lá. Mas eu entendo a crítica: não entenderam o filme. Esperavam um "vingadores" e não uma história em quadrinhos nas telas. Porque foi isso que foi. Uma ode aos fãs. Se fosse crítico de cinema me sentiria na obrigação de dizer que: Zack Snyder falha como diretor tentando entregar algo autoral, o que carrega o filme com cenas desnecessárias porém lindas, a edição deixa muito lenta a dinâmica da história e o timming erra em vários momentos. Alguns aspectos da personalidade do personagem são deixados de lado - Batman acaba passando do limite em algumas situações, mas Frank Miller também fez isso, então. Mas não sou crítico, sou fã. E como fã, adorei.
Um grande e maravilhoso epílogo. Uma introdução com toda fidelidade à essência do universo Star Wars, com todos os personagens - clássicos e novos, valorizados, desenvolvidos na medida certa e te prendendo - sem parar pra respirar, do início ao fim. Valorizando a trilogia original e iniciando uma nova. Te fazendo rir, te quebrando o coração e fazendo chorar, enquanto faz nascer um novo vilão, e uma nova...esperança. Desde a música inicial (AI MEU CORAÇÃO) até o final, que se torna um novo início. Achei, sinceramente, perfeito.
Tenho lido criticas que mostram opinioes divididas sobre Avengers 2, que o filme não surpreende como deveria etc.
Esperei metade da minha vida pra ver o que a Marvel está fazendo: ler quadrinhos em uma tela de cinema. É isso. Como sempre sonhamos. Vingadores 2 é isso: a melhor maneira de mostrar uma excelente hq, nas telas. Wheldon já mostrou a surpresa no primeiro filme, com Hulk controlando a raiva e como uma equipe de herois se forma, da melhor maneira possivel. ELE NAO PRECISA mais fazer isso.
Vingadores é: uma equipe de super herois da Marvel na sua melhor e mais entrosada forma. Atuando como sempre quisemos ver. Fantástico. Leiam o primeiro arco de Supremos, da linha ultimate, e irão entender melhor, embora lá a coisa seja mais sombria. Ah, e a melhor coisa desse filme é o Visão. Chorei.
Ah, e cinema é algo mentiroso. Nenhum filme que vc assiste é verdade. Sinto ter que contar isso pra vc, mas é a premissa de qualquer filme desde que o cinema foi inventado. E um filme de super heróis é a mentira da mentira. Então no more mimimi, please. Que venham os próximos.
Nao se deixe enganar pelo apelo estilo "filme de heroi" de Lucy. Ele não é. Luc Besson contou do jeito dele sua metáfora do "de onde viemos, pra onde vamos". Sentido da vida. É um filme sobre evolução, potencial humano, despertar. A síntese do que sabemos sobre a ilusão que nos cerca do universo físico conhecido. O filme cai como uma hipótese científica provada ao nivel de ficção. Um dos melhores filmes que já vi.
O homem-aranha que eu queria ver está lá, a ação que eu esperava está lá, a personalidade do Peter Parker está lá (desculpem aos que nasceram depois dos anos 2000, mas o Parker do Tobey Maguire não era o Peter Parker, sorry), Gwen, meudeus, que coisa mais linda esse romance na medida certa. Não dou 5 estrelas pq o Electro funciona, mas meu, que vilão CHATO no filme. Eu preferia ter visto mais de Peter Parker, entrar na cabeça do cara, seguir ele pelas ruas. Perderam muito tempo com um vilão que deveria ter sido resolvido com aquele esguicho de água no Times Square e fim. Dali em diante perderam uma grande oportunidade de desenvolverem mais Peter, Harry e Spider em NY. Mas sabemos que a cagadinha da Sony iria aparecer em algum momento. Chorei, ri e quero MAIS.
Um dos melhores filmes que já vi na vida. E falo FILME não filme de herói. Brilhantemente construído, interpretado, escrito e dirigido.
E não é algo banal de dizer, além de cinéfilo sou fã dos x-men desde 1985. E li Days of a future past em 1988, na saudosa Superaventuras Marvel. Naquela história Kitty Pryde voltava sua consciência no tempo, ao invés de Wolverine.
Bryan Singer entende os mutantes da mesma maneira que Chris Claremont entendia e nos entrega um épico com primor em todos os âmbitos: roteiro, montagem, efeitos, mas essencialmente e primordialmente na ESSÊNCIA de cada personagem. Até os que aparecem alguns segundos deixam sua marca e trazem a sensação de que agora tudo se encaixa, podemos começar a esperar essa nova fase dos mutantes.
Filmes maravilhosos, X-Men, Spider-Man e Capitão América mostram a nova fase incrível da Marvel (ok, Homem-Aranha ainda tem o fantasma da Sony, mas whatever). Todos com suas qualidades e, embora eu nunca vá admitir que X-Men é o melhor dos 3 (por motivos de MUITO FÃ do spider de Andrew Garfield), é o único dos três que eu daria todas as estrelas disponíveis ali.
Uma palavra: quase perfeito. É impressionante, um filme que poderia tender para clichês de sempre sobre doença mental, relação familiar e no meio disso tudo o climax no concurso de danças, consegue ser original em cada abordagem. A atuação de TODOS é PERFEITA, de todos. Na medida certa. E Jennifer Lawrence é genial. Impossível não se surpreender e emocionar com cada toque sutil de emoções que compõe a personagem Tiffany. Um filme que faz você sair com um sorrisão no rosto e a sensação de que estar bem é uma questão de querer estar bem (com a ajuda terapeutica adequada ;)
Eu fiquei positivamente mexido com esse filme. Na verdade achei brilhante. Um convite à reflexão sobre o que realmente tem valor na vida. O plot do filme é genial, a tensão do fim do mundo, sem efeitos especiais, sem mostrar asteróides, nada. Apenas a repercussão da realidade na vida das pessoas. A química de Keira Knightley com Steve Carell é perfeita, alterna entre o drama e a comédia naquele estilo bem próprio dos filmes de Carell. O diálogo final vai deixar você indo dormir a pensar.
Gosto pessoal, esse filme mexeu comigo. Buscando agora o livro para ler. Impossível não se envolver do início ao fim. Achei um pouco truncado a "epifania" que liga os pontos na história, mas não tira o mérito de Stephen Chbosky - conseguiu nos colocar dentro da mente de um adolescente durante esse período conturbado. E palmas para Emma Watson, ela sabe atuar!
Superação, mais uma vez. Um dos melhores filmes do Tarantino. Christoph Waltz se mostra um dos melhores atores da atualidade, em certo ponto até eclipsando a atuação (genial também) de Jamie Foxx. Di Caprio também está fantástico, aliás, todos os atores. Estou tentando achar uma crítica. Um dos melhores do ano, certamente.
Guy Pearce, você me surpreendeu! Fazia um bom tempo que eu não via um quase-anti-herói ser tão bem construido. Guardadas as devidas proporções, me lembrou o bom e velho tio Bruce em épocas de John McClane.
Ignore os furos na história. Os diálogos e a atuação de Pearce no papel de Snow e a sua química com Anne-Solenne Hatte está impecável. Tem potencial de uma nova série. Fico curioso para ver o mesmo personagem tratado por outros diretores.
Eu havia dado três estrelas, mas resolvi subir para 4 por alguns motivos. Em uma conversa com amigos hoje entendi mais profundamente o filme e as coisas ganharam mais sentido. É um filme sobre redenção, superação, sobre como uma ideia é maior que o fato em si. Alguns fatos criticados antes ganharam novo sentido, como por exemplo 1. Batman não luta de dia: ali ele precisou lutar, só assim para mostrar que ele estava de volta, esperança, motivação, a ideia ressurge. 2. Selina Kyle e sua "missão inútil" de desobstruir o túnel: não sabemos, se foi usado ou não, o diretor não mostra. O que ele mostra é a opção de redenção que Bruce dá a ela, e ela aproveita. Novamente a ideia.
Avaliando o filme sobre esse prisma, a condição humana sob o pano de fundo de uma história de herói, a ideia ganha força. Vou assistir de novo. Com outros olhos :)
Ok, Madonna é Madonna, mas Cyndi Lauper é os próprios anos 80. Melhor, ela é a própria trilha sonora dos anos 80. Impossível dissociar Cyndi de Goonies, e só por isso ela já merece o amor de todos os nerds para toda a eternidade.
Tudo o que heroes deveria ter sido. Para quem é fã de Akira, de katsuhiro otomo, as semelhanças são evidentes. Interessante notar como a personalidade/psique molda o uso dos poderes pelos personagens e potencializa o melhor e o pior em cada um. Pra mim, a melhor adaptação de como seria se um adolescente agiria depois de se ver capaz da telecinésia. O amadurecimento dos personagens e suas interrelações são o ponto forte. Filme denso. Gostei.
As Marvels
2.7 459 Assista AgoraFilme divertido, gostoso de ver, superou minhas expectativas. O único mal desse filme são os haters e a clara falta de carinho que o estúdio tem com filmes de protagonistas femininas. A sensação é de o filme ter sido nerfado. Mesmo assim o filme entregou.
Em Ritmo de Fuga
4.0 1,9K Assista AgoraFui surpreendido. Que filmão. Despretensioso, intenso, divertido, excelentes atuações.
Mãe!
4.0 3,9K Assista AgoraDois séculos atrás, Charles S. Peirce sintetizou em 3 partes a maneira como a mente humana se comporta perante os fenômenos. Ele chamou de categorias universais do signo: a primeiridade - ou o ícone, o nível em que uma mente entra em contato com um fenômeno e esse tem um potencial de significações infinitas para essa mente; de secundidade o conflito, o questionamento, a dúvida, também chamado de índice - o que indica algo além dele mesmo; e a terceiridade, o momento em que a mente define o fenômeno sob todos os seus filtros de interpretação do mundo e ele se torna simbólico. Isso até que o processo recomece, ad infinitum.
Todas essas etapas ficam claras no filme de Aronofsky, assim como o fenômeno em pauta do início ao fim do filme: os significados que o homem deu ao longo dos tempos em seu contato com os fenômenos no estado puro.
Interpretações que geraram os livros do gênese, do novo testamento, as religiões e regras determinantes, os intermediários entre homem e o inalcansável. Este inalcansável, ele mesmo a primeiridade, o estado puro do fenômeno dos fenômenos - a ideia de que se tudo foi criado, é preciso haver um criador. E este só poderíamos conhecer pela interpretação. A problemática de se entender o fenômeno em seu estado puro é a própria problemática universal. Já o fenômeno primeiro, que uns chamam de deus e sua obra já simbólica, concreta, mais palpavelmente atribuída aquela cujo título é MÃE natureza - da qual inclusive nós mesmos viemos.
O diretor faz uma crítica profunda e sintética à humanidade - cuja existência é tão curta e rápida quanto o tempo que permanece em tela durante o filme, e nos joga em um emaranhado de sentimentos, que divide todos que assistem em 3, assim como as categorias do signo de Peirce: os que ficaram sem palavras e apenas sentem o impacto do que vislumbram na tela, os que entenderam em parte e estão até agora elocubrando em dúvidas sobre o que o diretor está falando e os que já saem bradando do cinema "péssimo filme!".
Como se em apenas duas horas pudessemos pular do impacto à uma definição simbólica do mesmo - o que é muito mais um conforto para não ter que pensar ou pura falta de capacidade de entendimento (que não necessariamente é algo ruim) - o que não é em nada incomum, visto o desconhecimento do universo vasto conceitual e histórico posto em pouco mais de 120 minutos na tela.
Porém, no momento que - por um referencial mais amplo, você ENTENDE o objetivo do Diretor - e não se engane, tem um objetivo e uma intenção clara, é impossível não assistir o filme sob uma ótica de crítica à humanidade - esses seres obtusos, que entendem "cada um do seu jeito" o poema Dele, que são os hóspedes indesejados desse planeta-lar e como filhos mimados deixam sua marca sem retorno na casa daquela que representa não apenas a natureza, mas a VIDA, a maternidade, a CRIAÇÃO de fato.
Não se enganem - esse filme não é uma ode devota ao divino, mas tem pelo contrário, um dos tons mais científicos que vi. Está longe de ser milagroso, pelo contrário - destrói o véu ilusório da tentativa de justificar os erros, os fenômenos como milagres e jogam na nossa cara que por mais que tentamos, é de uma infantilidade absurda terceirizar nossa responsabilidade. Mostra o terror que é ter uma crença e elegê-la como a principal, como é ingênuo e bobo valorizar os fins - estar junto Dele - com os meios - DESTRUINDO aos poucos e sadicamente a Mãe e, ao final, restar a interpretação - o efeito do filme em cada um sentado na poltrona.
As diversas camadas dessa obra-prima - em minha opinião, de Aronofsky, seja da relação marido-mulher, da metáfora do poeta, da loucura das relações humanas, em determinado momento todas elas se juntam e mostram que são metáforas para a condição humana de hoje. Comportamentos esses marcados pela religião. Religião essa que determinou as regras e escreveu os livros. Livros esses que determinam "a Verdade". Verdade essa que se mostra tão insana quanto as situações do filme. E filme esse que termina mostrando que enquanto nos comportarmos daquele jeito visto ao longo dos minutos da tela, o ciclo de destruição - e ausência de sentido, não terá fim.
FILMÃO.
Homem-Aranha: De Volta ao Lar
3.8 1,9K Assista AgoraMaravilhoso. A ESSÊNCIA do Peter está toda ali. Pra mim, que leio aranha desde 82, que adoro todas as suas fases, inclusive a Ultimate, assisti FINALMENTE o filme que eu queria. As referências aos filmes de Hughes, que pude assistir ainda adolescente, as homenagens aos filmes do Raimi, a direção, trilha, motivações, tudo estava lá. Tom Holland é um PUTA DE UM ATOR, assistir Keaton encarnando o Abutre - com motivos reais para agir da maneira que agiu, com tudo tão amarrado, foi um deleite. Sou da mesma opinião do Afonso Solano: pra mim o melhor aranha do cinema, e o melhor filme de herói da Marvel.
Batman vs Superman: A Origem da Justiça
3.4 4,9K Assista AgoraInjustiçado pela crítica. É um bom filme, e tudo que você, fã da DC, quer ver, está lá. Mas eu entendo a crítica: não entenderam o filme. Esperavam um "vingadores" e não uma história em quadrinhos nas telas. Porque foi isso que foi. Uma ode aos fãs. Se fosse crítico de cinema me sentiria na obrigação de dizer que: Zack Snyder falha como diretor tentando entregar algo autoral, o que carrega o filme com cenas desnecessárias porém lindas, a edição deixa muito lenta a dinâmica da história e o timming erra em vários momentos. Alguns aspectos da personalidade do personagem são deixados de lado - Batman acaba passando do limite em algumas situações, mas Frank Miller também fez isso, então. Mas não sou crítico, sou fã. E como fã, adorei.
O Regresso
4.0 3,5K Assista AgoraO regresso da morte para entender a vida. E ao final, regressar.
Star Wars, Episódio VII: O Despertar da Força
4.3 3,1K Assista AgoraUm grande e maravilhoso epílogo. Uma introdução com toda fidelidade à essência do universo Star Wars, com todos os personagens - clássicos e novos, valorizados, desenvolvidos na medida certa e te prendendo - sem parar pra respirar, do início ao fim. Valorizando a trilogia original e iniciando uma nova. Te fazendo rir, te quebrando o coração e fazendo chorar, enquanto faz nascer um novo vilão, e uma nova...esperança. Desde a música inicial (AI MEU CORAÇÃO) até o final, que se torna um novo início. Achei, sinceramente, perfeito.
Quarteto Fantástico
2.2 1,7K Assista AgoraÉ ruim, mas é bom.
Vingadores: Era de Ultron
3.7 3,0K Assista AgoraTenho lido criticas que mostram opinioes divididas sobre Avengers 2, que o filme não surpreende como deveria etc.
Esperei metade da minha vida pra ver o que a Marvel está fazendo: ler quadrinhos em uma tela de cinema. É isso. Como sempre sonhamos. Vingadores 2 é isso: a melhor maneira de mostrar uma excelente hq, nas telas. Wheldon já mostrou a surpresa no primeiro filme, com Hulk controlando a raiva e como uma equipe de herois se forma, da melhor maneira possivel. ELE NAO PRECISA mais fazer isso.
Vingadores é: uma equipe de super herois da Marvel na sua melhor e mais entrosada forma. Atuando como sempre quisemos ver. Fantástico. Leiam o primeiro arco de Supremos, da linha ultimate, e irão entender melhor, embora lá a coisa seja mais sombria. Ah, e a melhor coisa desse filme é o Visão. Chorei.
Ah, e cinema é algo mentiroso. Nenhum filme que vc assiste é verdade. Sinto ter que contar isso pra vc, mas é a premissa de qualquer filme desde que o cinema foi inventado. E um filme de super heróis é a mentira da mentira. Então no more mimimi, please. Que venham os próximos.
Lucy
3.3 3,4K Assista AgoraNao se deixe enganar pelo apelo estilo "filme de heroi" de Lucy. Ele não é. Luc Besson contou do jeito dele sua metáfora do "de onde viemos, pra onde vamos". Sentido da vida. É um filme sobre evolução, potencial humano, despertar. A síntese do que sabemos sobre a ilusão que nos cerca do universo físico conhecido. O filme cai como uma hipótese científica provada ao nivel de ficção. Um dos melhores filmes que já vi.
Lucy
3.3 3,4K Assista AgoraAh, e claro, tem Scarlet Johansson *-* (tão envolvida no papel, que vc só vê "Lucy")
O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro
3.5 2,6K Assista AgoraO homem-aranha que eu queria ver está lá, a ação que eu esperava está lá, a personalidade do Peter Parker está lá (desculpem aos que nasceram depois dos anos 2000, mas o Parker do Tobey Maguire não era o Peter Parker, sorry), Gwen, meudeus, que coisa mais linda esse romance na medida certa. Não dou 5 estrelas pq o Electro funciona, mas meu, que vilão CHATO no filme. Eu preferia ter visto mais de Peter Parker, entrar na cabeça do cara, seguir ele pelas ruas. Perderam muito tempo com um vilão que deveria ter sido resolvido com aquele esguicho de água no Times Square e fim. Dali em diante perderam uma grande oportunidade de desenvolverem mais Peter, Harry e Spider em NY. Mas sabemos que a cagadinha da Sony iria aparecer em algum momento.
Chorei, ri e quero MAIS.
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido
4.0 3,7K Assista AgoraUm dos melhores filmes que já vi na vida. E falo FILME não filme de herói. Brilhantemente construído, interpretado, escrito e dirigido.
E não é algo banal de dizer, além de cinéfilo sou fã dos x-men desde 1985. E li Days of a future past em 1988, na saudosa Superaventuras Marvel. Naquela história Kitty Pryde voltava sua consciência no tempo, ao invés de Wolverine.
Bryan Singer entende os mutantes da mesma maneira que Chris Claremont entendia e nos entrega um épico com primor em todos os âmbitos: roteiro, montagem, efeitos, mas essencialmente e primordialmente na ESSÊNCIA de cada personagem. Até os que aparecem alguns segundos deixam sua marca e trazem a sensação de que agora tudo se encaixa, podemos começar a esperar essa nova fase dos mutantes.
Filmes maravilhosos, X-Men, Spider-Man e Capitão América mostram a nova fase incrível da Marvel (ok, Homem-Aranha ainda tem o fantasma da Sony, mas whatever). Todos com suas qualidades e, embora eu nunca vá admitir que X-Men é o melhor dos 3 (por motivos de MUITO FÃ do spider de Andrew Garfield), é o único dos três que eu daria todas as estrelas disponíveis ali.
O Lado Bom da Vida
3.7 4,7K Assista AgoraUma palavra: quase perfeito. É impressionante, um filme que poderia tender para clichês de sempre sobre doença mental, relação familiar e no meio disso tudo o climax no concurso de danças, consegue ser original em cada abordagem. A atuação de TODOS é PERFEITA, de todos. Na medida certa. E Jennifer Lawrence é genial. Impossível não se surpreender e emocionar com cada toque sutil de emoções que compõe a personagem Tiffany. Um filme que faz você sair com um sorrisão no rosto e a sensação de que estar bem é uma questão de querer estar bem (com a ajuda terapeutica adequada ;)
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
4.1 4,7K Assista AgoraA música Mistic Montain ainda ecoa em minha mente.
Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo
3.5 1,8K Assista AgoraEu fiquei positivamente mexido com esse filme. Na verdade achei brilhante. Um convite à reflexão sobre o que realmente tem valor na vida. O plot do filme é genial, a tensão do fim do mundo, sem efeitos especiais, sem mostrar asteróides, nada. Apenas a repercussão da realidade na vida das pessoas. A química de Keira Knightley com Steve Carell é perfeita, alterna entre o drama e a comédia naquele estilo bem próprio dos filmes de Carell. O diálogo final vai deixar você indo dormir a pensar.
O Vingador do Futuro
3.0 1,6K Assista AgoraTaí um filme que falaram tão mal, e eu esperava tão pouco, que gostei :)
Dredd
3.6 1,4K Assista AgoraVou me limitar a um "eu esperava MAIS". Esquecível.
As Vantagens de Ser Invisível
4.2 6,9K Assista AgoraGosto pessoal, esse filme mexeu comigo. Buscando agora o livro para ler. Impossível não se envolver do início ao fim. Achei um pouco truncado a "epifania" que liga os pontos na história, mas não tira o mérito de Stephen Chbosky - conseguiu nos colocar dentro da mente de um adolescente durante esse período conturbado. E palmas para Emma Watson, ela sabe atuar!
Django Livre
4.4 5,8K Assista AgoraSuperação, mais uma vez. Um dos melhores filmes do Tarantino. Christoph Waltz se mostra um dos melhores atores da atualidade, em certo ponto até eclipsando a atuação (genial também) de Jamie Foxx. Di Caprio também está fantástico, aliás, todos os atores. Estou tentando achar uma crítica. Um dos melhores do ano, certamente.
Sequestro no Espaço
2.9 305 Assista AgoraGuy Pearce, você me surpreendeu! Fazia um bom tempo que eu não via um quase-anti-herói ser tão bem construido. Guardadas as devidas proporções, me lembrou o bom e velho tio Bruce em épocas de John McClane.
Ignore os furos na história. Os diálogos e a atuação de Pearce no papel de Snow e a sua química com Anne-Solenne Hatte está impecável. Tem potencial de uma nova série. Fico curioso para ver o mesmo personagem tratado por outros diretores.
Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
4.2 6,3K Assista AgoraEu havia dado três estrelas, mas resolvi subir para 4 por alguns motivos. Em uma conversa com amigos hoje entendi mais profundamente o filme e as coisas ganharam mais sentido.
É um filme sobre redenção, superação, sobre como uma ideia é maior que o fato em si.
Alguns fatos criticados antes ganharam novo sentido, como por exemplo 1. Batman não luta de dia: ali ele precisou lutar, só assim para mostrar que ele estava de volta, esperança, motivação, a ideia ressurge. 2. Selina Kyle e sua "missão inútil" de desobstruir o túnel: não sabemos, se foi usado ou não, o diretor não mostra. O que ele mostra é a opção de redenção que Bruce dá a ela, e ela aproveita. Novamente a ideia.
Avaliando o filme sobre esse prisma, a condição humana sob o pano de fundo de uma história de herói, a ideia ganha força. Vou assistir de novo. Com outros olhos :)
To Memphis, With Love
4.5 5Ok, Madonna é Madonna, mas Cyndi Lauper é os próprios anos 80. Melhor, ela é a própria trilha sonora dos anos 80. Impossível dissociar Cyndi de Goonies, e só por isso ela já merece o amor de todos os nerds para toda a eternidade.
Poder Sem Limites
3.4 1,7K Assista AgoraTudo o que heroes deveria ter sido. Para quem é fã de Akira, de katsuhiro otomo, as semelhanças são evidentes. Interessante notar como a personalidade/psique molda o uso dos poderes pelos personagens e potencializa o melhor e o pior em cada um. Pra mim, a melhor adaptação de como seria se um adolescente agiria depois de se ver capaz da telecinésia. O amadurecimento dos personagens e suas interrelações são o ponto forte. Filme denso. Gostei.