filmow.com/usuario/su_aloha22/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > su_aloha22
28 years (BRA)
Usuária desde Fevereiro de 2010
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

"Eu nasci e cresci debaixo das estrelas do Cruzeiro do Sul. Aonde quer que eu vá, elas me perseguem. Debaixo do Cruzeiro do Sul, cruz de fulgores, vou vivendo as estações de meu destino. Não tenho nenhum deus. Se tivesse, pediria a ele que não me deixe chegar à morte: ainda não. Falta muito o que andar. Existem luas para as quais ainda não lati e sóis nos quais ainda não me incendiei. Ainda não mergulhei em todos os mares deste mundo, que dizem que são sete, nem em todos os rios do Paraíso, que dizem que são quatro. Em Montevidéu, existe um menino que explica: — Eu não quero morrer nunca, porque quero brincar sempre." O livro dos abraços, Eduardo Galeano.

Últimas opiniões enviadas

  • suani

    Quando a Frankie convida a Grace para um retiro naturalista, Grace passa a odiar o lugar justamente porque não é o estilo dela. Há um momento crucial na narrativa que é quando a Grace, sob o efeito do álcool ,vê uma aparição de uma amiga que morreu e essa amiga pergunta a ela "qual é a melhor parte dela". A amiga responde que a melhor parte dela é a Frankie. A partir daí a Grace fica muito reflexiva com essa mensagem.

    Realmente, a melhor parte dela é a Frankie. Foi a Frankie que ajudou a Grace a quebrar certas barreiras, a desconstruir preconceitos. A amizade delas foi construída naquela casa de praia que elas tinham em comum quando eram casadas com seus maridos. Elas são uma a família da outra. Uma participa da vida da outra em qualquer decisão. Será que a mensagem que a Grace recebeu abre margem para um relacionamento lésbico entre elas?
    não sei, não sei qual o rumo a série vai levar.

    Mas nessa temporada mostrou que toda escolha que a gente faz há perda.

    e é nessas escolhas é que a amizade entre ela está em jogo. Grace sabe que se casar com o bonitão rico (esqueci o nome dele), ela vai perder a Frankie. Não vai ser a mesma coisa a amizade delas. Então, Grace se encontra em um grande dilema.

    [spoiler][/spoiler]

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • suani

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Esse filme foi um soco no estômago. Cada cena, cada close, cada gesto, um arrepio. A Joan é como uma das personagens de Clarice Lispector: cheias de complexidade, mistério, parecem frágeis, mas esconde uma força feminina que é de arrepiar. A Glenn soube conduzir bem as cenas do olhar, os gestos de silêncio e fazer a gente sentir o aprisionamento do qual ela se encontrava durante toda aquela cerimônia e farsa que ela vivia. Joan abriu mão da paixão por escrever para se dedicar integralmente ao marido Joe. Gostei de como o personagem Joe foi construído. Ele é aquele tipo carismático, a gente ri das piadas dele, parece ser um amor e bem fofinho com sua esposa, mas é aí que o machismo se disfarça. É bem sutil. Joe sempre puxava Joan, tirava ela de cena quando estava conversando com alguém e colocava ela no lugar de objeto: aquela que segura o casaco dele, que sorri para todo mundo e que lembra ele de tomar os remédios. Joan era um acessório. Ver o que ela poderia ter sido e não foi, dói. Dói ver que aquele Nobel não era de Joe, dói ver que todos elogiavam e davam créditos a Joe por algo que ele não escreveu. Dói ser sombra. O final é tão magnífico que não poderia ser melhor. Joe morre com um infarto e mais uma vez ele silenciou Joan, porque um Nobel morto ganha mais publicidade, mais famoso fica, mais as obras são vendidas.

    Apesar de ter sido sufocada pelo machismo durante toda sua vida, Joan escreve para sobreviver. Escrever era o seu "respirar". Ela sabia que jamais seria reconhecida ou teria oportunidades como escritora por ser mulher e isso se justifica como uma parceria do casal. Talvez, na mente dela, porque na juventude uma mulher escritora disse a ela que por ser mulher e escritora os livros ficariam encalhados nas prateleiras ( justificando que o machismo sufoca a mulher) e o importante é que todos leiam, o importante é ser publicado, o importante é a obra. Joan parece ter internalizado isso. No fim, em uma cena no avião com seu filho, abre uma lacuna para pensarmos que apesar de tudo o mais importante era a obra. E que, quando ela põe a mão no caderno abre margem para muitos finais. Ela vai escrever livros póstumos de Joe? preservando sua identidade? a morte de Joe aliviou ela? ela estava livre? gosto de pensar que a morte de Joe foi um momento que ela ficou livre de ter que construir a imagem dele como "escritor" e ver todo aquele gesto inflado, de que ele escreveu a obra, ir embora. Ela mesmo diz que era tímida e não gostava de holofotes. E para um escritor, não importa se ele usar um codinome, o importante é a obra.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Rafaela B
    Rafaela B

    Pois é, bem isso. A sensação é essa mesmo.
    Um filme? Tem um seriado, que não considero terror, mas sim suspense, que achei muito bom. A maldição da residência Hill, acho que nem comentei aqui ainda. Toc toc, Thi Mei e Mientras duermes, são bons filmes (os dois primeiros são comédias e o último, um suspense revoltante rs) e Thelma, que por algum motivo me lembrou Raw apesar de que as histórias não tem nada a ver.
    Bom fim de ano!!!

  • Rafaela B
    Rafaela B

    Bom, agora assisti todos, fiquei revoltada.
    Mas acho que a June não fez errado... apesar deles quererem mais temporadas, acho que poderia finalizar alí mesmo. Ela ficando e tentando salvar a H mais velha.

  • Rafaela B
    Rafaela B

    estou poupando ela rsrs
    só dois eps até agora

Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.

Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade.