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Últimas opiniões enviadas

  • Sylvio Ribeiro

    E vamos lá, o novo filme tão esperado de Cacá Diegues... uma coprodução entre o Brasil, França e Portugal, com grandes benefícios de auxílio tanto franceses (CNC) quanto brasileiros (BRDE, FCA, Ancine). A França tem o privilégio de ver o filme em cartaz desde quarta passada e não é de se estranhar : quando se vê os créditos rolarem no final percebe-se a quantidade de franceses trabalhando tanto nos efeitos especiais quanto em outras instâncias da produção.

    Apesar de O GRANDE CIRCO MISTICO ter sido concebido como um musical nos anos 80 com as memoráveis composições de E. Lobo e C. Buarque, C. Diegues optou por produzir a sua adaptação cinematográfica com o "realismo mágico" que lhe interessa no cinema e as músicas que pontuam apenas os grandes momentos da saga familiar circense atravessando a história do nosso Brasil. Sempre elogiado pelos franceses, Diegues leva seu filme à terra do Champagne cujo glamour tradicional aparece no filme por meio da participação da talentosa Catherine Mouchet na pele de uma imperatriz. Dessa vez seu filme foi ofuscado no festival de Cannes ainda que tenha sido exibido em sessão especial. Percebe-se que a critica na imprensa francesa esta dividida :

    Le Monde comenta que o diretor perdeu de alguma forma a sua veia política (e na situação em que se encontra nosso Brasil, atenção), lançando um olhar interessante para o risco de Diegues ao tratar muitos personagens, inspirado pelos filmes de Fellini, que no seu circo místico nem sempre se mostram profundos e ainda por cima exploram sem limites os corpos femininos. Na tradição do elogio ao cinéma d'auteur, Télérama e outros veículos de crítica de entretenimento descrevem o filme como uma expressão pessoal do cineasta que conta com uma certa frieza voltada para os personagens e as tragédias vividas pelas suas diferentes gerações, assim como uma homenagem à arte barroca que se manifesta na nossa cultura. A gestação dos personagens femininos funciona como um fio condutor entre as gerações, mas isso não impede ao meu ver o risco de reproduzir futilidades em sequências que se desdobram rápido demais para alcançar a própria reflexão... Entretanto, tiraremos o chapéu para o trabalho na imagem, uma verdadeira caixinha de surpresas. Diegues se inscreve no momento presente do nosso cinema em que novos artistas também buscam formas nem sempre naturalistas para se expressar.

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  • Sylvio Ribeiro

    Uma pérola homoerótica à la giallo dos anos 1970 trazida dos becos obscuros italianos para uma Paris glamurosa e setentista no auge da produçäo pornográfica gay (pédé* em francês) e do cruising pré-HIV me deixou com a cara no chäo. Interessante ver em entrevistas do diretor como ele entende a importância de trazer para o stilo do giallo a corporalidade homoerótica que foi muitas vezes exploradas no cinema de Dario Argento, por exemplo, como o desvio da norma. Neste filme de Yann Gonzalez que celebra esta estética tipicamente italiana e kitsch, a ideia do diretor era de criar um fluxo de continuidade na relaçäo dos personages transviados com seus corpos de forma que esta experiência da sexualidade seja colocada em cena como uma norma em si mesma e näo mais como um desvio. Se ele obteve sucesso ou näo, esta é a discussäo. Um filme impactante que precisa ser revisto. E este cartaz näo faz jus de forma alguma a todo o imaginário pornográfico que evoca UN COUTEAU DANS LE CŒUR.

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  • Renato Oliveira
    Renato Oliveira

    Oi querido! Ahhhh quanto tempo! Quando nos conhecemos eu ainda era um pós-colegial semi virgem e hoje tenho 30 anos recentemente completados! Em breve um topete branco também.
    Estou ótimo, tudo na paz de Jah, e você, como vai tudo?

    Sim, vi este filme magnífico abala-coração. Desde que olhei para o poster, quis assisti-lo. Ai coloquei botinhas pretas london fog nos pés e fui ver. Ficou se muito duas semanas em cartaz no Belas Artes, aqui em SP. Depois que fiz uma conta no banco que o patrocina, não saio mais de lá. Anyway, o filme parece que não agradou muito o público u ó daqui, tanto que saiu de cartaz rápido. Acho que parte da frustração da galera trevosa foi porque quem mais atua no filme é a filha da Isabelle, e não ela. Mas é belíssimo! Vamos torcer para que saia um torrent logo. Achei sublime a forma como abordou o relacionamento mãe e filha de forma tão contundente e sensível. Me marcou muito. "Barreiras" não poderia ser um título mais apropriado na abordagem de um tema tão nobre (e espinhoso).

  • Gustavo
    Gustavo

    Olá! por onde você conseguiu assistir 'mektoub, my love: canto uno'?

  • Ana
    Ana

    Olá Sylvio, eu na verdade vi num festival de cinema à uns anos atrás. Mas por acaso nunca o achei disponível na internet. :/