A série Tremembé é interessante em vários pontos e, mesmo com alguns altos e baixos, cumpre bem o que se propõe a fazer. Vamos conversar sobre... Ela se destaca por mostrar de forma fiel as personalidades dos personagens, explorando bem o medo e o remorso, seja por terem cometido um crime ou por terem sido pegos pela polícia. Um dos aspectos mais marcantes é como a série resgata casos que foram esquecidos com o tempo, lembrando histórias que já não eram mais comentadas. Isso é algo positivo, pois traz de volta fatos reais que chocaram o país. No meu caso, eu era criança na época de alguns desses acontecimentos e lembrava pouco deles, outros, eu nem conhecia. Por isso, achei interessante esse reencontro com a memória. Nesse sentido, Tremembé funciona bem como uma mistura de documentário e ficção, unindo os dois de forma envolvente. As atuações são muito boas e passam bastante verdade, o que ajuda o público a se conectar com a história. No entanto, há um ponto delicado: a série acaba humanizando pessoas que cometeram crimes graves, já que é baseada em livros com relatos de presos. Isso pode dar a impressão, para algumas pessoas, de que ela tenta romantizar ou até justificar certos atos, especialmente no caso dos irmãos retratados. Mesmo assim, acho que isso não atrapalha o propósito da série, que é justamente mostrar o que o ser humano é capaz de fazer, tanto o pior quanto o que ainda resta de humanidade. É desconfortável, sim, mas é justamente esse incômodo que faz pensar. Entendo quem não gostou por esse motivo, porque os crimes mostrados são pesados e difíceis de assistir. No geral, Tremembé funciona dentro da proposta: é uma série forte, que provoca reflexão e desperta curiosidade. Recomendo, mas com o aviso de que há cenas e temas sensíveis. Pelo final, tudo indica que haverá uma segunda temporada, e será interessante ver como a produção vai continuar explorando essa linha entre realidade e ficção.
Marvel Zumbis: heróis, gore e caos — vamos conversar sobre... Eu curti a série. Ela me entreteve e, por ser curta, maratonei de uma vez. A história é coesa na maior parte do tempo, embora se perca um pouco em alguns momentos, mas nada que estrague a experiência. Um ponto positivo é que, diferente de Olhos de Wakanda (a última animação do UCM até então), os episódios aqui realmente conversam entre si. O básico: se quer contar uma história, os capítulos precisam se conectar. E Marvel Zumbis faz isso direitinho. A estrutura da narrativa também funciona bem: começa com uma situação aparentemente isolada, evolui para a busca por uma possível salvação, junta os sobreviventes para uma missão suicida e termina com um plot twist (meio previsível, mas ok). Gostei bastante também da presença do Blade com o Konshu — visualmente, ficou muito interessante. Curti o fato dos protagonistas não serem os heróis classe A do UCM. Isso dá espaço para personagens menos explorados brilharem. Esse “problema” vem de What If...?, que já transformou vários heróis principais em zumbis, mas sinceramente não senti falta dos grandes nomes, fora que aparece Hulk, Thor, Homem-Aranha, então tá valendo. E acho legal a Marvel testar novas formas de apresentar personagens menos aclamados. No fim, é uma série divertida, direta ao ponto, sem multiverso, sem viagem no tempo e sem complicação. Uma história simples, funcional e gostosa de assistir. Gostei, recomendo e achei um bom passatempo dentro do UCM especialmente por ser curta.
Intrigante, mas confusa. Vamos conversar sobre... Ainda estou tentando assimilar o que acontece no final. Não era o que eu esperava e muito menos o rumo que eu tomaria para a história, mas vamos com calma. A fotografia continua impecável, assim como as atuações. É impressionante como a série consegue te situar e você sabe quando é um externo ou interno da Lumon. Agora, falando da trama em si, os mesmos problemas da primeira temporada permanecem, e talvez até aumentem. O primeiro deles: os fillers. Sério, uma série de 10 episódios não pode se dar ao luxo de ter capítulos de quase uma hora que não levam a lugar nenhum. Por um momento, quase desisti. O ritmo já é naturalmente lento, e esses episódios que falam muito e dizem pouco tornam tudo ainda mais arrastado. Outro ponto que me incomodou: parece que nem quem faz a série sabe direito o que a Lumon realmente faz. O mistério é bom até certo ponto, mas aqui ele soa desorganizado. A sensação é que a temporada foi “esticada” só pra ganhar tempo enquanto pensam em como encerrar tudo numa terceira. Mas nem tudo é problema. O subtexto sobre relações e términos é o ponto mais forte dessa temporada (perdas, inseguranças, traições, novos amores). É bonito ver como isso é tratado tanto dentro quanto fora do ambiente de trabalho. Se a primeira temporada era sobre como o trabalho de certa forma nos afeta de dentro pra fora, essa é sobre as relações. No fim das contas, a série ainda é boa, mas precisa se reencontrar. O ritmo é desequilibrado, começa lenta demais e termina acelerada. Seria ótimo se resolvessem logo isso sobre os planos da Lumon e focassem mais nos personagens e como ele vão parar a Lumon porque é aí que a série brilha. Gostei, mas com ressalvas. Recomendo, só se prepare para episódios bem maçantes no meio do caminho.
Olhos de Wakanda é interessante, mas confesso que eu esperava mais. Vamos conversar sobre. A série tem seus pontos positivos, o que faz com que, no geral, fique na média. Porém, algumas escolhas me incomodaram, e vou começar pelo aspecto visual. Não gostei do estilo de traço escolhido. Ele lembra muito o de Star Wars: Clone Wars, e, na minha opinião, simplesmente não funcionou aqui. Acho que esse tipo de animação combina mais com personagens que usam muitos equipamentos ou armaduras, porque nisso o design realmente brilha. De fato, as roupas e armaduras ficaram ótimas, mas os rostos ficaram estranhos em alguns personagens, e as paisagens também achei bem fracas. Outro ponto é o desenvolvimento das histórias. Seria muito mais interessante se os episódios estivessem mais conectados ou tivessem maior relevância para a trama do último. Do jeito que ficou, parece que acompanhamos três fillers e apenas um episódio realmente importante. A ideia de trazer mitos de diferentes culturas foi legal, gostei bastante do episódio com Aquiles mas ainda assim senti que dava para explorar mais e trabalhar melhor cada narrativa. Por outro lado, a série também traz elementos bem interessantes, como a perspectiva de dentro da guarda de Wakanda. Isso dá uma justificativa plausível para a ausência do Pantera em várias missões, afinal, o rei não vai se arriscar em operações menores. Esse detalhe dá mais profundidade à mitologia do país e amplia nossa visão sobre como Wakanda funciona. O último episódio é, sem dúvidas, o melhor. Ele não só se conecta diretamente ao MCU como ainda levanta a possibilidade de histórias futuras (quem sabe em 2396, rs). Essa ligação dá à série um peso maior e deixa um gostinho de “quero mais”. No fim, Olhos de Wakanda é uma obra curta, interessante e com bons momentos, mas que poderia ser muito melhor.
"A Mulher da Casa Abandonada", burguesia sendo burguesia. vamos conversar sobre! Aqui temos o puro suco de Brasil. Antes de entrar no caso em si, vale falar da produção: é um bom documentário, fácil de assistir, mas que erra em algumas escolhas. As recriações de cenas soam desconexas com o resto e a crítica social poderia ser mais afiada. O filme pega muito leve, inclusive com pessoas que defendem o indefensável. Faltou ser incisivo e mostrar de forma clara que o que a justiça americana e brasileira fizeram foi um descaso total (a pena de 6 anos nos EUA é uma piada, e a brasileira então nem se fala). Sobre o caso, é impressionante como a “justiça” brasileira só encontra a mulher porque a casa em um bairro de burguesia quatrocentona está caindo aos pedaços. É quase cômico ver como a elite paulistana se protege, mesmo diante do absurdo. As desculpas, a defesa dos indefensáveis e a normalização de atrocidades revelam algo muito maior: consciência de classe. Vale dizer também que as falas de Hilda são de partir o coração e fazem o sangue ferver em saber que alguém foi capaz de submetê-la a tal situação. Isso torna o documentário ainda mais necessário: ele serve como ponto de partida para refletir sobre as condições de trabalhos análogos à escravidão, um problema atual e presente em nossa sociedade, muito mais do que gostaríamos de admitir. Recomendo assistir não apenas pelo caso em si, mas porque é um espelho doloroso de quem somos como país, sociedade e em certa escala quem somos como seres humanos.
O maior vilão da Marvel é a própria Marvel. Vamos conversar sobre... Eu assisti a essa série sem esperar muito, até porque não conheço tão bem a personagem. Mas curti demais a participação dela em Pantera Negra, então fui curioso. E aí, é boa? Sim, a série é muito boa. Tem um clima bem bairrista, algo que sinto muita falta nos projetos mais recentes da Marvel. O ritmo é ótimo, os personagens são interessantes, a história prende... Assisti praticamente em um piscar de olhos. E o melhor: me deixou com vontade de ver mais coisas da Marvel — o que não acontecia há um tempo. E é aí que entra o mau planejamento do estúdio, que um dia já foi referência nisso. Essa personagem tinha que ter sido apresentada antes. Assim como todos os outros que vieram para "levar o legado" de heróis agora lendários. Porque, sinceramente, ela tem força pra suprir a falta do Tony Stark fácil. Mas, do jeito que fizeram — lançando só agora — ela acaba ficando meio solta no universo. Resultado: poucas pessoas vão dar uma chance, e isso é uma pena. No fim das contas, super recomendo. Virou uma das minhas séries queridinhas da Marvel.
"Uma Mente Excepcional" é uma série interessante, vamos falar sobre... Ela se inspira nitidamente em outras produções do gênero investigativo, e uma das influências mais evidentes pra mim é House, principalmente nos tons da trilha sonora e na forma como os fatos são apresentados. O ritmo é bom e acelerado, o que acredito ser uma escolha intencional para fazer o espectador sentir como funciona a mente da protagonista. As atuações variam de ok para boas, sem nenhum grande destaque, a Kaitlin Olson e o Daniel Sunjata foram bem e ele tem uma quimica muito boa, faz querer ver mais cenas deles juntos, resumindo sem decepções nas atuações. No geral, foi uma série gostosa de assistir, e eu recomendo bastante para quem quer algo leve para acompanhar. O que me incomodou um pouco foi a premissa e alguns erros de lógica na história. Por exemplo, a forma como a protagonista é integrada à equipe policial parece um pouco forçada. A série sugere que, sem ela, a polícia simplesmente não funciona, o que faz parecer que os detetives são incapazes de fazer o próprio trabalho. Além disso, sua adaptação ao novo cargo acontece de maneira muito rápida e natural, como se fosse algo comum para todos. Outro detalhe que não faz muito sentido é o fato de ela ser tão genial, mas nunca ter conseguido um trabalho melhor. A explicação de que ela tem dificuldades em aceitar ordens não se sustenta muito bem, já que, na prática, ela se dá bem com todos e, quando passa dos limites, se desculpa. Isso dá a sensação de que ela poderia facilmente trabalhar em outra área além da limpeza da polícia. Sem contar que, depois de tanto tempo ali, é estranho que ninguém tenha notado seu talento antes, já que, inevitavelmente, ela acabaria interferindo nos casos de alguma forma. Apesar dessas inconsistências, eu gostei bastante da série e vejo um grande potencial nela. Acho que encontrei a série para assistir no almoço! Kkkk.
A Marvel perdeu a mão mesmo, vamos conversar sobre... Essa série tinha que ser a galinha dos ovos de ouro. Como o próprio conceito sugere, o multiverso da Marvel oferece infinitas possibilidades, mas o problema é que "What If...?" não sabe aproveitar isso. Em vez de explorar histórias que poderiam ser épicas, a série segue tramas que, sinceramente, ninguém pediu. E o pior? Muitas vezes, essas histórias nem são boas. Essa temporada é inferior à segunda, que já era inferior à primeira. O grande problema aqui é a falta de conexão entre os episódios. O que torna tudo ainda mais frustrante é que os episódios mais legais não têm ligação com o final, ou seja, é praticamente uma série de oito episódios onde cinco são bons e, desses cinco, quatro são filler. Os episódios que realmente me chamaram a atenção foram: o que homenageia os mechas japoneses, o da Coração de Ferro, a estética do Velho Oeste e o final. De resto, assisti, mas não me impactaram porque ou os personagens eram insignificantes ou a história simplesmente cansava. No fim das contas, a série é mediana pra ruim. Não é horrível, mas também está longe de ser algo bom. É completamente corrida, tem personagem que nem é apresentado e simplesmente aparece do nada, e tem furo de roteiro a rodo. O que "salva", se é que posso dizer isso, é o fato de ser uma animação, não ter uma ligação muito grande com o UCM e ser curta. Então é isso; "What If...?" não é péssima, mas também não é boa. Ainda assim, recomendo assistir porque tem alguns episódios que chamam a atenção.
O que foi essa serie? Meu Deus!! Vamos conversar sobre... Antes de tudo, essa série vale a pena ser vista várias vezes, em qualquer momento da sua vida. Ela é muito boa, e quero destacar alguns pontos altos que me captaram e outros que nem tanto. "Ruptura" é chocante, e o que a torna ainda melhor é sua crítica – tanto social quanto pessoal. A crítica social é maravilhosa! A ideia de ter um "outro você" dentro da empresa é um ótimo jogo de conceitos. Viver apenas para o trabalho, sem descanso... meu Deus, precisamos do fim da escala 6x1! Já a crítica pessoal é mais sutil e triste: a falta de amizades fora do ambiente de trabalho e como isso pode ser algo tóxico. Mas enfim, quero falar disso na segunda temporada. Nos aspectos técnicos, a série quase gabarita: premissa perfeita, história envolvente (até certo ponto), fotografia incrível, direção consistente e atuações excelentes. Agora, sobre os pontos que poderiam ser melhores: "Ruptura" é muito enigmática, e até exagera nisso. Começamos e terminamos a série praticamente com as mesmas informações, mas, pegando detalhe por detalhe, dá pra perceber que ela segue caminhos previsíveis – e é aí que entra a parte confusa. Ela é boa em despistar, mas, nesses despistes, deixa alguns furos. Esses furos me tiraram da trama em alguns momentos, me fazendo questionar como deixaram passar certas incongruências. Além disso, alguns personagens não fazem nada além de servir como pretexto para mais alguns minutos de tela. Se eles não estivessem ali, a história aconteceria do mesmo jeito e até economizaria tempo. Isso deixa alguns episódios cansativos, porque a série entra num beco sem saída: não quer te dar informações, mas também não pode manter a trama parada. Então, cria esses personagens que empurram a história pra frente, mas naquele ritmo de "dois passos pra trás e um pra frente". No final das contas, ela deixa muitas perguntas e te faz ficar se coçando pra ver a segunda temporada. Gostei demais!!! Super indico se você curte séries que seguram um final chocante.
B.O.: Série xoxa, mas que me conquistou um pouco. Vamos conversar sobre... Essa série tem tudo para você não gostar: é forçada, e algumas cenas chegam a doer de tão constrangedoras. Ainda assim, ela tem um ponto forte — Leandro Hassum. Ele se garante na comédia, e para quem curte obras com ele, há chances de curtir, mesmo estando longe de ser seu melhor papel. O restante do elenco também tem seu charme, embora quando tentam bancar os "durões" a coisa desande completamente, gerando momentos de vergonha alheia e falta total de credibilidade. Apesar de tudo isso, acredito que a série poderia melhorar se tivesse uma segunda temporada, desde que soubessem focar nas poucas coisas que funcionam. Por exemplo, a Montovani tentando ser fofa ou atuando de maneira desajeitada, o Estevão como o caipira amigão e meio bobo, e o delegado com seu jeito infantil, mas sem forçar um drama desnecessário. Daria para ver um potencial futuro para a série se colocassem um showrunner competente no comando. Agora, não sei se aguentaria ver uma segunda temporada inteira. O final é simplesmente sem sentido, preguiçoso, e nem vou começar a falar da "vilã", que me deu raiva só de pensar que essa ideia passou por várias pessoas e ninguém teve coragem de dizer: "Que merda é essa que vocês estão fazendo?"
"Round 6 - 2" é uma história digna de 5 estrelas? Vamos conversar sobre isso. Começando pelos pontos baixos, está claro que o escritor teve dificuldades em continuar a história. Isso fica evidente nos primeiros episódios, onde algumas escolhas de roteiro parecem desnecessariamente complicadas. Desde a primeira temporada, percebemos que o roteiro não é exatamente o ponto forte da série. Ao invés de apostar nos elementos que funcionam bem — como o drama e a crítica social —, ele toma caminhos mais difíceis e menos envolventes, tornando a narrativa menos dinâmica e, em alguns momentos, arrastada. Outro ponto fraco são os personagens “vilões”. Assim como na primeira temporada, eles são mal construídos e mal interpretados, a ponto de cansar o espectador sempre que aparecem em cena. É aqui que entra a crítica mencionada: ao insistir em elementos fracos, a série perde a oportunidade de focar naquilo que a torna única e poderosa. Mas agora vamos aos pontos altos, que fazem a série merecer, na minha opinião, 5 estrelas. "Round 6" aborda temas muito importantes com uma coragem admirável. Considerando que a série foi criada por um sul-coreano e é transmitida globalmente pela Netflix, a maneira como aborda questões como desigualdade social, poder econômico e até a guerra entre as Coreias é digna de destaque. Entre os personagens, um dos maiores destaques, na minha visão, é uma personagem trans. Sua trajetória é contada de maneira brutal, mostrando como a sociedade — representada aqui pelo jogo — a leva ao limite, tanto emocional quanto fisicamente. Ela cativa pela doçura e bondade, mas também emociona por sua força diante das dificuldades. Quero destacar que essa é minha percepção pessoal como homem cis, mas considero sua presença e história muito bem trabalhadas e tocantes. Outros dois personagens marcantes são a mãe e o filho. Já na primeira temporada, vimos um desenvolvimento semelhante com o protagonista, mas aqui o criador foi além, trazendo um olhar mais profundo sobre o vínculo familiar. A dualidade entre amor incondicional e desespero fica evidente, mostrando que, por mais que o filho erre, “mãe é mãe”. Sem entrar em detalhes para evitar spoilers, essa relação é uma das grandes forças emocionais da série. No geral, "Round 6" apresenta personagens bem desenvolvidos e outros que deixam a desejar, mas o drama que eles carregam e a forma como refletem problemas reais da sociedade — onde o dinheiro dita as regras e molda comportamentos — é o que torna a série impactante. Se eu fosse avaliar apenas a parte técnica e narrativa, daria uma nota 3,5. No entanto, considerando minha percepção pessoal e o impacto que a série teve sobre mim, dou 5 estrelas com tranquilidade. O começo e o final poderiam ser melhor trabalhados, mas prefiro aguardar a terceira temporada para ver se tudo fará sentido no fim.
The Office demora um pouco para pegar o ritmo, mas quando finalmente engrena, é difícil parar de assistir. O ponto negativo é que a primeira temporada é bem curta, o que pode deixar uma impressão inicial não muito boa. Eu só consegui me apegar aos personagens mais pro final da temporada, o que foi um pouco frustrante. Outra coisa que me incomodou foi a falta de um objetivo claro. Não há uma conclusão satisfatória para o problema estabelecido no início, o que deixa a temporada com uma sensação de inacabada. Ainda assim, é uma série boa e vale a pena continuar assistindo para ver o desenvolvimento dos personagens e do humor único que ela oferece.
Essa série definitivamente reforça o discurso de que o Brasil sabe produzir bem histórias que envolvem o contexto das favelas. Que série incrível! Ela tem seus altos e baixos, embora os altos sejam muito mais prevalentes, e vou tentar discutir isso aqui. Primeiramente, a direção e a fotografia são excepcionais. Cada frame parece contar uma parte da história, ajudando a definir o momento de cada personagem. O peso que os personagens carregam é palpável, e você sente a angústia junto com eles. Isso é um mérito tanto da direção quanto das atuações, que são impecáveis. A nova geração de atores consegue sustentar uma trama densa e pesada sem nenhum problema, o que é animador. Tenho a sensação de que essa série tem tudo para se tornar um clássico no futuro. Agora, vamos aos pontos que me incomodaram um pouco. Um deles é a maneira como alguns personagens que cometeram crimes hediondos são, em certos momentos, humanizados ou tratados como "não tão ruins assim". Entendo que a série faz uma crítica ao sistema, à sociedade e aos "bons samaritanos" que frequentam a favela e se dizem contra os bandidos, mas, ao obterem o que querem, viram as costas para a comunidade que os deu poder. Essa crítica é válida e necessária, mas a forma como os criminosos são retratados me incomodou, mesmo que não o suficiente para me tirar da história. Parece que essa é justamente a sensação que o diretor quer provocar no espectador. Outro ponto que me chamou atenção foi a representação das religiões de matriz africana. Gostei muito de como a série mostrou essas práticas com respeito, mas me incomodou que esses elementos fossem ligados apenas aos personagens envolvidos em atividades criminosas. Isso abre brechas para que intolerantes usem essa representação de forma equivocada, reforçando preconceitos com falácias como "só bandidos seguem essa religião". Ainda assim, esse detalhe não afetou minha experiência geral, que foi extremamente positiva. No fim, o discurso principal da série é claro: não há liberdade para quem nasce pobre. O verdadeiro jogo é esse. Quem controla as regras são eles, e você tem três opções: aceitar as regras, ficar de fora e lutar para sobreviver com migalhas, ou tentar virar o jogo e morrer por seu ideal.
Bem melhor que os filmes, mas ainda fica atrás dos livros. O casting funcionou em alguns casos, mas em outros você pensa que poderia ter alguém fisicamente mais parecido com as descrições originais. As ações não são nada incríveis ou inovadoras. É uma série interessante, mas para a segunda temporada, precisa de algo a mais, precisa do "molho"; caso contrário, será facilmente esquecida.
A segunda temporada segue os mesmos erros da primeira. Não vou entrar na questão da comédia, pois o humor depende muito de quem escuta, mas, para mim, foi a única coisa boa. O problema é que a série realmente dá a impressão de que falta um adulto na sala. Ela começa de forma fluida, mas parece que os criadores não sabiam como terminar, atirando para todos os lados até chegar a um "plot" mal elaborado, mal estruturado e sem sentido. Chega ao ponto de aquele vídeo no TikTok do Scooby-Doo matando eles em vários universos fazer mais sentido que o final da série. Continuo com a impressão de que poderia haver algo bom ali, mas, no final, é só uma impressão mesmo. Apesar de todos os problemas desta temporada, dá para passar o tempo. Não posso dizer que é melhor que a primeira, mas eu assistiria uma terceira, kkk.
É uma série animada para adultos que serve para passar o tempo, mas não é nada muito elaborado. Parece que faltou uma visão mais "adulta" na produção, já que algumas ideias e linhas de raciocínio não fazem muito sentido. Fica a sensação de que havia potencial para algo bom, mas, no final, é só uma leve impressão. Além disso, se você é um fã mais exigente, nem vale a pena assistir, pois a série reinventa tudo desde o começo, de maneira diferente do original, deixando apenas alguns easter eggs e a roupas grupo para reconhecer os personagens. Apesar de tudo achei legalzinha.
Diferente, incômoda, mas teve algo que me prendeu, achei muito interessante e só tiraria as parte de Musical, mas me trouxe um ar caótico que gostei muito e fiquei instigado a ver uma segunda temporada.
Gostei bastante da ambientação da série, que transmite a sensação de uma cidade densa e cinzenta, sempre à beira de algo terrível acontecer. Os personagens principais são bem trabalhados, e o Batman em seus primeiros dias de carreira é incrível. O fato dele ainda ser imaturo e inexperiente cria uma tensão constante, pois nunca sabemos se ele vai conseguir cumprir suas missões ou o que ele vai fazer a seguir. Seria ótimo ver mais produções explorando esse lado inicial do personagem. Alguns personagens secundários poderiam ter sido mais desenvolvidos, e as mudanças em relação ao original podem incomodar fãs mais exigentes, porém foram feitas bem feitas kkk. No geral, gostei bastante e fiquei com vontade de ver mais, especialmente pelas pontas soltas deixadas ao longo da trama e no final. Resumindo, é uma boa série do Batman, mas não a melhor. Estou ansioso para a segunda temporada!!
"Echo" é a sequência direta dos eventos mostrados na série "Hawkeye". Com essa série, vemos a primeira tentativa da Marvel de dar um tom urbano aos personagens urbanos. A primeira obra +18 da Marvel, provavelmente marca o início de várias, considerando fortes candidatas como o filme do Deadpool, a série do Demolidor e o filme do Blade. Mas a série é boa? A série é curta e dinâmica, com apenas 5 episódios. Consegui assisti-la sem cansar, No entanto, aconselho assistir "Hawkeye" primeiro, pois ela não perde muito tempo explicando o passado e alguns personagens que aparecem mais como fan service. A história é concisa e, como mencionado antes, bastante urbana, sem tentar fazer ligações absurdas com o mundo cósmico da Marvel - o que é um ótimo acerto, embora ainda apresente poderes. Quanto à atuação, os atores se saem muito bem, com destaque para os principais envolvidos na trama: Alaqua Cox, Vincent D’Onofrio e, na minha opinião, o personagem que gostei muito, o primo Biscuits (Cody Lightning). Na parte técnica, tudo que tentaram fazer de diferente acertaram, com destaque para as cenas de cinema mudo. A série é bem dirigida, e para quem assistiu às antigas séries da Marvel/Netflix, haverá uma certa nostalgia com alguns planos que se assemelham. Identifiquei alguns pontos que me incomodaram um pouco. Primeiramente, o pássaro possui um CGI horrível, toda vez que aparecia, tirava-me completamente da história. Em seguida, os primeiros ancestrais deixaram-me a série inteira esperando uma explicação e um desenvolvimento de sua história. O final também foi um pouco decepcionante, com um desfecho meio fraco. Concluindo e considerando os acertos e "erros", a série é boa e representa uma surpresa positiva para mim, que não esperava muito. Indico assistir, pois é curta e boa. Além disso, aguarde até o fim, pois há uma cena pós-crédito no último episódio.
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Tremembé (1ª Temporada)
3.3 229A série Tremembé é interessante em vários pontos e, mesmo com alguns altos e baixos, cumpre bem o que se propõe a fazer. Vamos conversar sobre...
Ela se destaca por mostrar de forma fiel as personalidades dos personagens, explorando bem o medo e o remorso, seja por terem cometido um crime ou por terem sido pegos pela polícia.
Um dos aspectos mais marcantes é como a série resgata casos que foram esquecidos com o tempo, lembrando histórias que já não eram mais comentadas. Isso é algo positivo, pois traz de volta fatos reais que chocaram o país. No meu caso, eu era criança na época de alguns desses acontecimentos e lembrava pouco deles, outros, eu nem conhecia. Por isso, achei interessante esse reencontro com a memória. Nesse sentido, Tremembé funciona bem como uma mistura de documentário e ficção, unindo os dois de forma envolvente.
As atuações são muito boas e passam bastante verdade, o que ajuda o público a se conectar com a história. No entanto, há um ponto delicado: a série acaba humanizando pessoas que cometeram crimes graves, já que é baseada em livros com relatos de presos. Isso pode dar a impressão, para algumas pessoas, de que ela tenta romantizar ou até justificar certos atos, especialmente no caso dos irmãos retratados.
Mesmo assim, acho que isso não atrapalha o propósito da série, que é justamente mostrar o que o ser humano é capaz de fazer, tanto o pior quanto o que ainda resta de humanidade. É desconfortável, sim, mas é justamente esse incômodo que faz pensar. Entendo quem não gostou por esse motivo, porque os crimes mostrados são pesados e difíceis de assistir.
No geral, Tremembé funciona dentro da proposta: é uma série forte, que provoca reflexão e desperta curiosidade. Recomendo, mas com o aviso de que há cenas e temas sensíveis. Pelo final, tudo indica que haverá uma segunda temporada, e será interessante ver como a produção vai continuar explorando essa linha entre realidade e ficção.
Marvel Zumbis
3.4 41 Assista AgoraMarvel Zumbis: heróis, gore e caos — vamos conversar sobre...
Eu curti a série. Ela me entreteve e, por ser curta, maratonei de uma vez. A história é coesa na maior parte do tempo, embora se perca um pouco em alguns momentos, mas nada que estrague a experiência.
Um ponto positivo é que, diferente de Olhos de Wakanda (a última animação do UCM até então), os episódios aqui realmente conversam entre si. O básico: se quer contar uma história, os capítulos precisam se conectar. E Marvel Zumbis faz isso direitinho.
A estrutura da narrativa também funciona bem: começa com uma situação aparentemente isolada, evolui para a busca por uma possível salvação, junta os sobreviventes para uma missão suicida e termina com um plot twist (meio previsível, mas ok). Gostei bastante também da presença do Blade com o Konshu — visualmente, ficou muito interessante.
Curti o fato dos protagonistas não serem os heróis classe A do UCM. Isso dá espaço para personagens menos explorados brilharem. Esse “problema” vem de What If...?, que já transformou vários heróis principais em zumbis, mas sinceramente não senti falta dos grandes nomes, fora que aparece Hulk, Thor, Homem-Aranha, então tá valendo. E acho legal a Marvel testar novas formas de apresentar personagens menos aclamados.
No fim, é uma série divertida, direta ao ponto, sem multiverso, sem viagem no tempo e sem complicação. Uma história simples, funcional e gostosa de assistir.
Gostei, recomendo e achei um bom passatempo dentro do UCM especialmente por ser curta.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346Intrigante, mas confusa. Vamos conversar sobre...
Ainda estou tentando assimilar o que acontece no final. Não era o que eu esperava e muito menos o rumo que eu tomaria para a história, mas vamos com calma.
A fotografia continua impecável, assim como as atuações. É impressionante como a série consegue te situar e você sabe quando é um externo ou interno da Lumon.
Agora, falando da trama em si, os mesmos problemas da primeira temporada permanecem, e talvez até aumentem. O primeiro deles: os fillers. Sério, uma série de 10 episódios não pode se dar ao luxo de ter capítulos de quase uma hora que não levam a lugar nenhum. Por um momento, quase desisti. O ritmo já é naturalmente lento, e esses episódios que falam muito e dizem pouco tornam tudo ainda mais arrastado.
Outro ponto que me incomodou: parece que nem quem faz a série sabe direito o que a Lumon realmente faz. O mistério é bom até certo ponto, mas aqui ele soa desorganizado. A sensação é que a temporada foi “esticada” só pra ganhar tempo enquanto pensam em como encerrar tudo numa terceira.
Mas nem tudo é problema. O subtexto sobre relações e términos é o ponto mais forte dessa temporada (perdas, inseguranças, traições, novos amores). É bonito ver como isso é tratado tanto dentro quanto fora do ambiente de trabalho. Se a primeira temporada era sobre como o trabalho de certa forma nos afeta de dentro pra fora, essa é sobre as relações.
No fim das contas, a série ainda é boa, mas precisa se reencontrar. O ritmo é desequilibrado, começa lenta demais e termina acelerada. Seria ótimo se resolvessem logo isso sobre os planos da Lumon e focassem mais nos personagens e como ele vão parar a Lumon porque é aí que a série brilha.
Gostei, mas com ressalvas. Recomendo, só se prepare para episódios bem maçantes no meio do caminho.
Olhos de Wakanda
3.3 16Olhos de Wakanda é interessante, mas confesso que eu esperava mais. Vamos conversar sobre.
A série tem seus pontos positivos, o que faz com que, no geral, fique na média. Porém, algumas escolhas me incomodaram, e vou começar pelo aspecto visual. Não gostei do estilo de traço escolhido. Ele lembra muito o de Star Wars: Clone Wars, e, na minha opinião, simplesmente não funcionou aqui. Acho que esse tipo de animação combina mais com personagens que usam muitos equipamentos ou armaduras, porque nisso o design realmente brilha. De fato, as roupas e armaduras ficaram ótimas, mas os rostos ficaram estranhos em alguns personagens, e as paisagens também achei bem fracas.
Outro ponto é o desenvolvimento das histórias. Seria muito mais interessante se os episódios estivessem mais conectados ou tivessem maior relevância para a trama do último. Do jeito que ficou, parece que acompanhamos três fillers e apenas um episódio realmente importante. A ideia de trazer mitos de diferentes culturas foi legal, gostei bastante do episódio com Aquiles mas ainda assim senti que dava para explorar mais e trabalhar melhor cada narrativa.
Por outro lado, a série também traz elementos bem interessantes, como a perspectiva de dentro da guarda de Wakanda. Isso dá uma justificativa plausível para a ausência do Pantera em várias missões, afinal, o rei não vai se arriscar em operações menores. Esse detalhe dá mais profundidade à mitologia do país e amplia nossa visão sobre como Wakanda funciona.
O último episódio é, sem dúvidas, o melhor. Ele não só se conecta diretamente ao MCU como ainda levanta a possibilidade de histórias futuras (quem sabe em 2396, rs). Essa ligação dá à série um peso maior e deixa um gostinho de “quero mais”.
No fim, Olhos de Wakanda é uma obra curta, interessante e com bons momentos, mas que poderia ser muito melhor.
A Mulher da Casa Abandonada
3.5 81 Assista Agora"A Mulher da Casa Abandonada", burguesia sendo burguesia. vamos conversar sobre!
Aqui temos o puro suco de Brasil. Antes de entrar no caso em si, vale falar da produção: é um bom documentário, fácil de assistir, mas que erra em algumas escolhas. As recriações de cenas soam desconexas com o resto e a crítica social poderia ser mais afiada. O filme pega muito leve, inclusive com pessoas que defendem o indefensável. Faltou ser incisivo e mostrar de forma clara que o que a justiça americana e brasileira fizeram foi um descaso total (a pena de 6 anos nos EUA é uma piada, e a brasileira então nem se fala).
Sobre o caso, é impressionante como a “justiça” brasileira só encontra a mulher porque a casa em um bairro de burguesia quatrocentona está caindo aos pedaços. É quase cômico ver como a elite paulistana se protege, mesmo diante do absurdo. As desculpas, a defesa dos indefensáveis e a normalização de atrocidades revelam algo muito maior: consciência de classe.
Vale dizer também que as falas de Hilda são de partir o coração e fazem o sangue ferver em saber que alguém foi capaz de submetê-la a tal situação. Isso torna o documentário ainda mais necessário: ele serve como ponto de partida para refletir sobre as condições de trabalhos análogos à escravidão, um problema atual e presente em nossa sociedade, muito mais do que gostaríamos de admitir.
Recomendo assistir não apenas pelo caso em si, mas porque é um espelho doloroso de quem somos como país, sociedade e em certa escala quem somos como seres humanos.
Coração de Ferro
2.5 100O maior vilão da Marvel é a própria Marvel. Vamos conversar sobre...
Eu assisti a essa série sem esperar muito, até porque não conheço tão bem a personagem. Mas curti demais a participação dela em Pantera Negra, então fui curioso. E aí, é boa?
Sim, a série é muito boa. Tem um clima bem bairrista, algo que sinto muita falta nos projetos mais recentes da Marvel. O ritmo é ótimo, os personagens são interessantes, a história prende... Assisti praticamente em um piscar de olhos. E o melhor: me deixou com vontade de ver mais coisas da Marvel — o que não acontecia há um tempo.
E é aí que entra o mau planejamento do estúdio, que um dia já foi referência nisso. Essa personagem tinha que ter sido apresentada antes. Assim como todos os outros que vieram para "levar o legado" de heróis agora lendários. Porque, sinceramente, ela tem força pra suprir a falta do Tony Stark fácil. Mas, do jeito que fizeram — lançando só agora — ela acaba ficando meio solta no universo. Resultado: poucas pessoas vão dar uma chance, e isso é uma pena.
No fim das contas, super recomendo. Virou uma das minhas séries queridinhas da Marvel.
Uma Mente Excepcional (1ª Temporada)
3.7 44"Uma Mente Excepcional" é uma série interessante, vamos falar sobre...
Ela se inspira nitidamente em outras produções do gênero investigativo, e uma das influências mais evidentes pra mim é House, principalmente nos tons da trilha sonora e na forma como os fatos são apresentados.
O ritmo é bom e acelerado, o que acredito ser uma escolha intencional para fazer o espectador sentir como funciona a mente da protagonista. As atuações variam de ok para boas, sem nenhum grande destaque, a Kaitlin Olson e o Daniel Sunjata foram bem e ele tem uma quimica muito boa, faz querer ver mais cenas deles juntos, resumindo sem decepções nas atuações. No geral, foi uma série gostosa de assistir, e eu recomendo bastante para quem quer algo leve para acompanhar.
O que me incomodou um pouco foi a premissa e alguns erros de lógica na história. Por exemplo, a forma como a protagonista é integrada à equipe policial parece um pouco forçada. A série sugere que, sem ela, a polícia simplesmente não funciona, o que faz parecer que os detetives são incapazes de fazer o próprio trabalho. Além disso, sua adaptação ao novo cargo acontece de maneira muito rápida e natural, como se fosse algo comum para todos. Outro detalhe que não faz muito sentido é o fato de ela ser tão genial, mas nunca ter conseguido um trabalho melhor. A explicação de que ela tem dificuldades em aceitar ordens não se sustenta muito bem, já que, na prática, ela se dá bem com todos e, quando passa dos limites, se desculpa. Isso dá a sensação de que ela poderia facilmente trabalhar em outra área além da limpeza da polícia. Sem contar que, depois de tanto tempo ali, é estranho que ninguém tenha notado seu talento antes, já que, inevitavelmente, ela acabaria interferindo nos casos de alguma forma.
Apesar dessas inconsistências, eu gostei bastante da série e vejo um grande potencial nela. Acho que encontrei a série para assistir no almoço! Kkkk.
What If...? (3ª Temporada)
2.8 64 Assista AgoraA Marvel perdeu a mão mesmo, vamos conversar sobre...
Essa série tinha que ser a galinha dos ovos de ouro. Como o próprio conceito sugere, o multiverso da Marvel oferece infinitas possibilidades, mas o problema é que "What If...?" não sabe aproveitar isso. Em vez de explorar histórias que poderiam ser épicas, a série segue tramas que, sinceramente, ninguém pediu. E o pior? Muitas vezes, essas histórias nem são boas.
Essa temporada é inferior à segunda, que já era inferior à primeira. O grande problema aqui é a falta de conexão entre os episódios. O que torna tudo ainda mais frustrante é que os episódios mais legais não têm ligação com o final, ou seja, é praticamente uma série de oito episódios onde cinco são bons e, desses cinco, quatro são filler.
Os episódios que realmente me chamaram a atenção foram: o que homenageia os mechas japoneses, o da Coração de Ferro, a estética do Velho Oeste e o final. De resto, assisti, mas não me impactaram porque ou os personagens eram insignificantes ou a história simplesmente cansava.
No fim das contas, a série é mediana pra ruim. Não é horrível, mas também está longe de ser algo bom. É completamente corrida, tem personagem que nem é apresentado e simplesmente aparece do nada, e tem furo de roteiro a rodo. O que "salva", se é que posso dizer isso, é o fato de ser uma animação, não ter uma ligação muito grande com o UCM e ser curta.
Então é isso; "What If...?" não é péssima, mas também não é boa. Ainda assim, recomendo assistir porque tem alguns episódios que chamam a atenção.
Ruptura (1ª Temporada)
4.5 870O que foi essa serie? Meu Deus!! Vamos conversar sobre...
Antes de tudo, essa série vale a pena ser vista várias vezes, em qualquer momento da sua vida. Ela é muito boa, e quero destacar alguns pontos altos que me captaram e outros que nem tanto.
"Ruptura" é chocante, e o que a torna ainda melhor é sua crítica – tanto social quanto pessoal. A crítica social é maravilhosa! A ideia de ter um "outro você" dentro da empresa é um ótimo jogo de conceitos. Viver apenas para o trabalho, sem descanso... meu Deus, precisamos do fim da escala 6x1! Já a crítica pessoal é mais sutil e triste: a falta de amizades fora do ambiente de trabalho e como isso pode ser algo tóxico. Mas enfim, quero falar disso na segunda temporada.
Nos aspectos técnicos, a série quase gabarita: premissa perfeita, história envolvente (até certo ponto), fotografia incrível, direção consistente e atuações excelentes.
Agora, sobre os pontos que poderiam ser melhores: "Ruptura" é muito enigmática, e até exagera nisso. Começamos e terminamos a série praticamente com as mesmas informações, mas, pegando detalhe por detalhe, dá pra perceber que ela segue caminhos previsíveis – e é aí que entra a parte confusa. Ela é boa em despistar, mas, nesses despistes, deixa alguns furos. Esses furos me tiraram da trama em alguns momentos, me fazendo questionar como deixaram passar certas incongruências.
Além disso, alguns personagens não fazem nada além de servir como pretexto para mais alguns minutos de tela. Se eles não estivessem ali, a história aconteceria do mesmo jeito e até economizaria tempo. Isso deixa alguns episódios cansativos, porque a série entra num beco sem saída: não quer te dar informações, mas também não pode manter a trama parada. Então, cria esses personagens que empurram a história pra frente, mas naquele ritmo de "dois passos pra trás e um pra frente".
No final das contas, ela deixa muitas perguntas e te faz ficar se coçando pra ver a segunda temporada. Gostei demais!!! Super indico se você curte séries que seguram um final chocante.
B.O. (1ª Temporada)
2.8 26B.O.: Série xoxa, mas que me conquistou um pouco. Vamos conversar sobre...
Essa série tem tudo para você não gostar: é forçada, e algumas cenas chegam a doer de tão constrangedoras. Ainda assim, ela tem um ponto forte — Leandro Hassum. Ele se garante na comédia, e para quem curte obras com ele, há chances de curtir, mesmo estando longe de ser seu melhor papel. O restante do elenco também tem seu charme, embora quando tentam bancar os "durões" a coisa desande completamente, gerando momentos de vergonha alheia e falta total de credibilidade.
Apesar de tudo isso, acredito que a série poderia melhorar se tivesse uma segunda temporada, desde que soubessem focar nas poucas coisas que funcionam. Por exemplo, a Montovani tentando ser fofa ou atuando de maneira desajeitada, o Estevão como o caipira amigão e meio bobo, e o delegado com seu jeito infantil, mas sem forçar um drama desnecessário. Daria para ver um potencial futuro para a série se colocassem um showrunner competente no comando.
Agora, não sei se aguentaria ver uma segunda temporada inteira. O final é simplesmente sem sentido, preguiçoso, e nem vou começar a falar da "vilã", que me deu raiva só de pensar que essa ideia passou por várias pessoas e ninguém teve coragem de dizer: "Que merda é essa que vocês estão fazendo?"
Round 6 (2ª Temporada)
3.5 417"Round 6 - 2" é uma história digna de 5 estrelas? Vamos conversar sobre isso.
Começando pelos pontos baixos, está claro que o escritor teve dificuldades em continuar a história. Isso fica evidente nos primeiros episódios, onde algumas escolhas de roteiro parecem desnecessariamente complicadas. Desde a primeira temporada, percebemos que o roteiro não é exatamente o ponto forte da série. Ao invés de apostar nos elementos que funcionam bem — como o drama e a crítica social —, ele toma caminhos mais difíceis e menos envolventes, tornando a narrativa menos dinâmica e, em alguns momentos, arrastada.
Outro ponto fraco são os personagens “vilões”. Assim como na primeira temporada, eles são mal construídos e mal interpretados, a ponto de cansar o espectador sempre que aparecem em cena. É aqui que entra a crítica mencionada: ao insistir em elementos fracos, a série perde a oportunidade de focar naquilo que a torna única e poderosa.
Mas agora vamos aos pontos altos, que fazem a série merecer, na minha opinião, 5 estrelas. "Round 6" aborda temas muito importantes com uma coragem admirável. Considerando que a série foi criada por um sul-coreano e é transmitida globalmente pela Netflix, a maneira como aborda questões como desigualdade social, poder econômico e até a guerra entre as Coreias é digna de destaque.
Entre os personagens, um dos maiores destaques, na minha visão, é uma personagem trans. Sua trajetória é contada de maneira brutal, mostrando como a sociedade — representada aqui pelo jogo — a leva ao limite, tanto emocional quanto fisicamente. Ela cativa pela doçura e bondade, mas também emociona por sua força diante das dificuldades. Quero destacar que essa é minha percepção pessoal como homem cis, mas considero sua presença e história muito bem trabalhadas e tocantes.
Outros dois personagens marcantes são a mãe e o filho. Já na primeira temporada, vimos um desenvolvimento semelhante com o protagonista, mas aqui o criador foi além, trazendo um olhar mais profundo sobre o vínculo familiar. A dualidade entre amor incondicional e desespero fica evidente, mostrando que, por mais que o filho erre, “mãe é mãe”. Sem entrar em detalhes para evitar spoilers, essa relação é uma das grandes forças emocionais da série.
No geral, "Round 6" apresenta personagens bem desenvolvidos e outros que deixam a desejar, mas o drama que eles carregam e a forma como refletem problemas reais da sociedade — onde o dinheiro dita as regras e molda comportamentos — é o que torna a série impactante.
Se eu fosse avaliar apenas a parte técnica e narrativa, daria uma nota 3,5. No entanto, considerando minha percepção pessoal e o impacto que a série teve sobre mim, dou 5 estrelas com tranquilidade. O começo e o final poderiam ser melhor trabalhados, mas prefiro aguardar a terceira temporada para ver se tudo fará sentido no fim.
The Office (1ª Temporada)
4.1 588The Office demora um pouco para pegar o ritmo, mas quando finalmente engrena, é difícil parar de assistir. O ponto negativo é que a primeira temporada é bem curta, o que pode deixar uma impressão inicial não muito boa. Eu só consegui me apegar aos personagens mais pro final da temporada, o que foi um pouco frustrante.
Outra coisa que me incomodou foi a falta de um objetivo claro. Não há uma conclusão satisfatória para o problema estabelecido no início, o que deixa a temporada com uma sensação de inacabada. Ainda assim, é uma série boa e vale a pena continuar assistindo para ver o desenvolvimento dos personagens e do humor único que ela oferece.
O Jogo que Mudou a História (1ª Temporada)
3.9 21Essa série definitivamente reforça o discurso de que o Brasil sabe produzir bem histórias que envolvem o contexto das favelas. Que série incrível! Ela tem seus altos e baixos, embora os altos sejam muito mais prevalentes, e vou tentar discutir isso aqui.
Primeiramente, a direção e a fotografia são excepcionais. Cada frame parece contar uma parte da história, ajudando a definir o momento de cada personagem. O peso que os personagens carregam é palpável, e você sente a angústia junto com eles. Isso é um mérito tanto da direção quanto das atuações, que são impecáveis. A nova geração de atores consegue sustentar uma trama densa e pesada sem nenhum problema, o que é animador. Tenho a sensação de que essa série tem tudo para se tornar um clássico no futuro.
Agora, vamos aos pontos que me incomodaram um pouco. Um deles é a maneira como alguns personagens que cometeram crimes hediondos são, em certos momentos, humanizados ou tratados como "não tão ruins assim". Entendo que a série faz uma crítica ao sistema, à sociedade e aos "bons samaritanos" que frequentam a favela e se dizem contra os bandidos, mas, ao obterem o que querem, viram as costas para a comunidade que os deu poder. Essa crítica é válida e necessária, mas a forma como os criminosos são retratados me incomodou, mesmo que não o suficiente para me tirar da história. Parece que essa é justamente a sensação que o diretor quer provocar no espectador.
Outro ponto que me chamou atenção foi a representação das religiões de matriz africana. Gostei muito de como a série mostrou essas práticas com respeito, mas me incomodou que esses elementos fossem ligados apenas aos personagens envolvidos em atividades criminosas. Isso abre brechas para que intolerantes usem essa representação de forma equivocada, reforçando preconceitos com falácias como "só bandidos seguem essa religião". Ainda assim, esse detalhe não afetou minha experiência geral, que foi extremamente positiva.
No fim, o discurso principal da série é claro: não há liberdade para quem nasce pobre. O verdadeiro jogo é esse. Quem controla as regras são eles, e você tem três opções: aceitar as regras, ficar de fora e lutar para sobreviver com migalhas, ou tentar virar o jogo e morrer por seu ideal.
Percy Jackson e os Olimpianos (1ª Temporada)
3.3 150Bem melhor que os filmes, mas ainda fica atrás dos livros. O casting funcionou em alguns casos, mas em outros você pensa que poderia ter alguém fisicamente mais parecido com as descrições originais. As ações não são nada incríveis ou inovadoras. É uma série interessante, mas para a segunda temporada, precisa de algo a mais, precisa do "molho"; caso contrário, será facilmente esquecida.
Velma (2ª Temporada)
2.1 19A segunda temporada segue os mesmos erros da primeira. Não vou entrar na questão da comédia, pois o humor depende muito de quem escuta, mas, para mim, foi a única coisa boa. O problema é que a série realmente dá a impressão de que falta um adulto na sala. Ela começa de forma fluida, mas parece que os criadores não sabiam como terminar, atirando para todos os lados até chegar a um "plot" mal elaborado, mal estruturado e sem sentido. Chega ao ponto de aquele vídeo no TikTok do Scooby-Doo matando eles em vários universos fazer mais sentido que o final da série. Continuo com a impressão de que poderia haver algo bom ali, mas, no final, é só uma impressão mesmo. Apesar de todos os problemas desta temporada, dá para passar o tempo. Não posso dizer que é melhor que a primeira, mas eu assistiria uma terceira, kkk.
Velma (1ª Temporada)
2.3 128 Assista AgoraÉ uma série animada para adultos que serve para passar o tempo, mas não é nada muito elaborado. Parece que faltou uma visão mais "adulta" na produção, já que algumas ideias e linhas de raciocínio não fazem muito sentido. Fica a sensação de que havia potencial para algo bom, mas, no final, é só uma leve impressão.
Além disso, se você é um fã mais exigente, nem vale a pena assistir, pois a série reinventa tudo desde o começo, de maneira diferente do original, deixando apenas alguns easter eggs e a roupas grupo para reconhecer os personagens. Apesar de tudo achei legalzinha.
Hazbin Hotel (1ª Temporada)
4.0 25 Assista AgoraDiferente, incômoda, mas teve algo que me prendeu, achei muito interessante e só tiraria as parte de Musical, mas me trouxe um ar caótico que gostei muito e fiquei instigado a ver uma segunda temporada.
Batman: Cruzado Encapuzado (1ª Temporada)
3.8 39 Assista AgoraGostei bastante da ambientação da série, que transmite a sensação de uma cidade densa e cinzenta, sempre à beira de algo terrível acontecer. Os personagens principais são bem trabalhados, e o Batman em seus primeiros dias de carreira é incrível. O fato dele ainda ser imaturo e inexperiente cria uma tensão constante, pois nunca sabemos se ele vai conseguir cumprir suas missões ou o que ele vai fazer a seguir. Seria ótimo ver mais produções explorando esse lado inicial do personagem. Alguns personagens secundários poderiam ter sido mais desenvolvidos, e as mudanças em relação ao original podem incomodar fãs mais exigentes, porém foram feitas bem feitas kkk.
No geral, gostei bastante e fiquei com vontade de ver mais, especialmente pelas pontas soltas deixadas ao longo da trama e no final. Resumindo, é uma boa série do Batman, mas não a melhor. Estou ansioso para a segunda temporada!!
Eco
2.9 105"Echo" é a sequência direta dos eventos mostrados na série "Hawkeye". Com essa série, vemos a primeira tentativa da Marvel de dar um tom urbano aos personagens urbanos. A primeira obra +18 da Marvel, provavelmente marca o início de várias, considerando fortes candidatas como o filme do Deadpool, a série do Demolidor e o filme do Blade. Mas a série é boa?
A série é curta e dinâmica, com apenas 5 episódios. Consegui assisti-la sem cansar, No entanto, aconselho assistir "Hawkeye" primeiro, pois ela não perde muito tempo explicando o passado e alguns personagens que aparecem mais como fan service. A história é concisa e, como mencionado antes, bastante urbana, sem tentar fazer ligações absurdas com o mundo cósmico da Marvel - o que é um ótimo acerto, embora ainda apresente poderes.
Quanto à atuação, os atores se saem muito bem, com destaque para os principais envolvidos na trama: Alaqua Cox, Vincent D’Onofrio e, na minha opinião, o personagem que gostei muito, o primo Biscuits (Cody Lightning). Na parte técnica, tudo que tentaram fazer de diferente acertaram, com destaque para as cenas de cinema mudo. A série é bem dirigida, e para quem assistiu às antigas séries da Marvel/Netflix, haverá uma certa nostalgia com alguns planos que se assemelham.
Identifiquei alguns pontos que me incomodaram um pouco. Primeiramente, o pássaro possui um CGI horrível, toda vez que aparecia, tirava-me completamente da história. Em seguida, os primeiros ancestrais deixaram-me a série inteira esperando uma explicação e um desenvolvimento de sua história. O final também foi um pouco decepcionante, com um desfecho meio fraco.
Concluindo e considerando os acertos e "erros", a série é boa e representa uma surpresa positiva para mim, que não esperava muito. Indico assistir, pois é curta e boa. Além disso, aguarde até o fim, pois há uma cena pós-crédito no último episódio.