Um filme bom, mas que podia ser melhor. Vamos conversar sobre… Mr. Crocket tem qualidades que realmente chamam atenção. A ambientação funciona muito bem e ajuda a criar aquela sensação de desconforto constante. O gore é bem aplicado, não exagera sem motivo, mas quando aparece, impacta. Outro ponto positivo é o ator que interpreta o vilão: entrega presença, tem um visual marcante e segura o personagem com convicção. Além disso, a história envolvendo mães e pais solo dá um toque emocional forte, trazendo temas que muita gente vive na pele. Essa camada mais humana funciona bem. Mas o filme tropeça em alguns aspectos. A história em si não é tão sólida quanto parece no início. Existem falhas nas regras do mundo, coisas que são apresentadas e depois ignoradas, como se o próprio roteiro não soubesse muito bem quais limites existem naquele universo. Isso quebra a imersão em vários momentos. O ritmo também pode incomodar: por vezes o filme parece demorado, esticando situações que não precisavam de tanto tempo. E uma escolha narrativa, em especial, enfraquece o impacto: é estranho que a mãe não tenha ido atrás da mendiga antes, considerando tudo o que estava acontecendo. Isso cria um buraco lógico que pesa bastante no final. No geral, Mr. Crocket é um bom filme, com elementos interessantes e uma atmosfera bem construída, mas que perde força em sua própria estrutura e nas escolhas narrativas. Vale assistir, principalmente se você curte terror com ambientação forte e um toque de gore, mas vá sabendo que a história não entrega tudo que promete.
Um documentário forte e profundamente triste, vamos conversar sobre... A Vizinha Perfeita é um documentário que acerta em cheio no que se propõe a fazer: te chocar, te sensibilizar e te fazer pensar. É uma obra forte, dura, extremamente triste justamente porque poderia ter sido evitada. A narrativa acompanha um caso que, à primeira vista, parece comum: uma vizinha tranquila, querida, considerada “perfeita”. E é exatamente aí que mora o horror. O documentário mostra como a violência pode estar escondida atrás de sorrisos, gentilezas e uma falsa sensação de normalidade. Isso dá ao filme um peso psicológico muito grande, porque ele desmonta aquela ideia de que “perigo tem cara”. E existe um ponto central impossível de ignorar: esse caso é um argumento perfeito do porquê o porte de armas não deve ser liberado. O documentário escancara, sem precisar forçar nada, como a combinação de instabilidade emocional + acesso fácil a armas transforma conflitos cotidianos em tragédias irreversíveis. Não é teoria; é realidade. A história fala por si e dói justamente porque você vê o efeito direto de uma política que normaliza a circulação de armas. No fim, A Vizinha Perfeita é um soco no estômago. Toca, revolta e te faz refletir sobre como decisões políticas e discursos irresponsáveis podem custar vidas reais. Recomendo.
A série Tremembé é interessante em vários pontos e, mesmo com alguns altos e baixos, cumpre bem o que se propõe a fazer. Vamos conversar sobre... Ela se destaca por mostrar de forma fiel as personalidades dos personagens, explorando bem o medo e o remorso, seja por terem cometido um crime ou por terem sido pegos pela polícia. Um dos aspectos mais marcantes é como a série resgata casos que foram esquecidos com o tempo, lembrando histórias que já não eram mais comentadas. Isso é algo positivo, pois traz de volta fatos reais que chocaram o país. No meu caso, eu era criança na época de alguns desses acontecimentos e lembrava pouco deles, outros, eu nem conhecia. Por isso, achei interessante esse reencontro com a memória. Nesse sentido, Tremembé funciona bem como uma mistura de documentário e ficção, unindo os dois de forma envolvente. As atuações são muito boas e passam bastante verdade, o que ajuda o público a se conectar com a história. No entanto, há um ponto delicado: a série acaba humanizando pessoas que cometeram crimes graves, já que é baseada em livros com relatos de presos. Isso pode dar a impressão, para algumas pessoas, de que ela tenta romantizar ou até justificar certos atos, especialmente no caso dos irmãos retratados. Mesmo assim, acho que isso não atrapalha o propósito da série, que é justamente mostrar o que o ser humano é capaz de fazer, tanto o pior quanto o que ainda resta de humanidade. É desconfortável, sim, mas é justamente esse incômodo que faz pensar. Entendo quem não gostou por esse motivo, porque os crimes mostrados são pesados e difíceis de assistir. No geral, Tremembé funciona dentro da proposta: é uma série forte, que provoca reflexão e desperta curiosidade. Recomendo, mas com o aviso de que há cenas e temas sensíveis. Pelo final, tudo indica que haverá uma segunda temporada, e será interessante ver como a produção vai continuar explorando essa linha entre realidade e ficção.
Marvel Zumbis: heróis, gore e caos — vamos conversar sobre... Eu curti a série. Ela me entreteve e, por ser curta, maratonei de uma vez. A história é coesa na maior parte do tempo, embora se perca um pouco em alguns momentos, mas nada que estrague a experiência. Um ponto positivo é que, diferente de Olhos de Wakanda (a última animação do UCM até então), os episódios aqui realmente conversam entre si. O básico: se quer contar uma história, os capítulos precisam se conectar. E Marvel Zumbis faz isso direitinho. A estrutura da narrativa também funciona bem: começa com uma situação aparentemente isolada, evolui para a busca por uma possível salvação, junta os sobreviventes para uma missão suicida e termina com um plot twist (meio previsível, mas ok). Gostei bastante também da presença do Blade com o Konshu — visualmente, ficou muito interessante. Curti o fato dos protagonistas não serem os heróis classe A do UCM. Isso dá espaço para personagens menos explorados brilharem. Esse “problema” vem de What If...?, que já transformou vários heróis principais em zumbis, mas sinceramente não senti falta dos grandes nomes, fora que aparece Hulk, Thor, Homem-Aranha, então tá valendo. E acho legal a Marvel testar novas formas de apresentar personagens menos aclamados. No fim, é uma série divertida, direta ao ponto, sem multiverso, sem viagem no tempo e sem complicação. Uma história simples, funcional e gostosa de assistir. Gostei, recomendo e achei um bom passatempo dentro do UCM especialmente por ser curta.
Intrigante, mas confusa. Vamos conversar sobre... Ainda estou tentando assimilar o que acontece no final. Não era o que eu esperava e muito menos o rumo que eu tomaria para a história, mas vamos com calma. A fotografia continua impecável, assim como as atuações. É impressionante como a série consegue te situar e você sabe quando é um externo ou interno da Lumon. Agora, falando da trama em si, os mesmos problemas da primeira temporada permanecem, e talvez até aumentem. O primeiro deles: os fillers. Sério, uma série de 10 episódios não pode se dar ao luxo de ter capítulos de quase uma hora que não levam a lugar nenhum. Por um momento, quase desisti. O ritmo já é naturalmente lento, e esses episódios que falam muito e dizem pouco tornam tudo ainda mais arrastado. Outro ponto que me incomodou: parece que nem quem faz a série sabe direito o que a Lumon realmente faz. O mistério é bom até certo ponto, mas aqui ele soa desorganizado. A sensação é que a temporada foi “esticada” só pra ganhar tempo enquanto pensam em como encerrar tudo numa terceira. Mas nem tudo é problema. O subtexto sobre relações e términos é o ponto mais forte dessa temporada (perdas, inseguranças, traições, novos amores). É bonito ver como isso é tratado tanto dentro quanto fora do ambiente de trabalho. Se a primeira temporada era sobre como o trabalho de certa forma nos afeta de dentro pra fora, essa é sobre as relações. No fim das contas, a série ainda é boa, mas precisa se reencontrar. O ritmo é desequilibrado, começa lenta demais e termina acelerada. Seria ótimo se resolvessem logo isso sobre os planos da Lumon e focassem mais nos personagens e como ele vão parar a Lumon porque é aí que a série brilha. Gostei, mas com ressalvas. Recomendo, só se prepare para episódios bem maçantes no meio do caminho.
Não me pegou. Vamos conversar sobre. Eu esperava mais, bem mais. A trama é simples demais e, sinceramente, um filme dos Looney Tunes focado só no Gaguinho, na Petúnia e no Patolino não funciona pra mim. Parte da graça desse universo está justamente na mistura caótica de personagens, e aqui isso se perde. Não curto muito falar mal de filmes, mas pra não ficar só no “não gostei”, vamos lá: a história parece que não foi lapidada, como se tivesse sido escrita apenas pra servir de suporte pras piadas. O problema é que essas piadas também não são tão engraçadas assim, as melhores ainda são as que têm alguma ligação com o mundo real, não com a trama em si. O “vilão”, por exemplo, está ali mais pra render uma piada sem importância do que pra de fato movimentar a história. Pensando bem, se a gente corta tudo que não tem relevância, o filme se resume facilmente a um episódio de 20 minutos da série. O único lado realmente positivo é a parte visual: a animação está muito polida, bonita mesmo. Pena que esse cuidado não veio acompanhado de um roteiro mais inspirado. No fim, O Dia Que a Terra Explodiu parece mais um especial estendido do que um filme de verdade.
É legal, eu gostei — vamos conversar sobre. A trama é simples e funciona, mas só da metade do filme pra frente. Sério, que demora pra engrenar! Eu quase parei de assistir porque, até lá, o roteiro insiste demais em mostrar a mãe e a filha brigando por besteira. Claro, mães e filhos discutem, isso todo mundo já sabe, mas o filme exagera nessa parte e acaba cansando, repetindo conflitos sem necessidade. Quando finalmente acontece a troca de corpos, a história ganha ritmo e fica muito mais divertida. As situações absurdas que surgem dessa troca rendem boas risadas e funcionam porque tanto Lindsay Lohan quanto Jamie Lee Curtis se entregam bem aos papéis, conseguindo trazer carisma e graça pra história. No fim das contas, Sexta-Feira Muito Louca demora pra mostrar a que veio, mas, quando engrena, entrega um filme leve e divertido, com aquele clima de sessão da tarde que funciona até hoje.
Olhos de Wakanda é interessante, mas confesso que eu esperava mais. Vamos conversar sobre. A série tem seus pontos positivos, o que faz com que, no geral, fique na média. Porém, algumas escolhas me incomodaram, e vou começar pelo aspecto visual. Não gostei do estilo de traço escolhido. Ele lembra muito o de Star Wars: Clone Wars, e, na minha opinião, simplesmente não funcionou aqui. Acho que esse tipo de animação combina mais com personagens que usam muitos equipamentos ou armaduras, porque nisso o design realmente brilha. De fato, as roupas e armaduras ficaram ótimas, mas os rostos ficaram estranhos em alguns personagens, e as paisagens também achei bem fracas. Outro ponto é o desenvolvimento das histórias. Seria muito mais interessante se os episódios estivessem mais conectados ou tivessem maior relevância para a trama do último. Do jeito que ficou, parece que acompanhamos três fillers e apenas um episódio realmente importante. A ideia de trazer mitos de diferentes culturas foi legal, gostei bastante do episódio com Aquiles mas ainda assim senti que dava para explorar mais e trabalhar melhor cada narrativa. Por outro lado, a série também traz elementos bem interessantes, como a perspectiva de dentro da guarda de Wakanda. Isso dá uma justificativa plausível para a ausência do Pantera em várias missões, afinal, o rei não vai se arriscar em operações menores. Esse detalhe dá mais profundidade à mitologia do país e amplia nossa visão sobre como Wakanda funciona. O último episódio é, sem dúvidas, o melhor. Ele não só se conecta diretamente ao MCU como ainda levanta a possibilidade de histórias futuras (quem sabe em 2396, rs). Essa ligação dá à série um peso maior e deixa um gostinho de “quero mais”. No fim, Olhos de Wakanda é uma obra curta, interessante e com bons momentos, mas que poderia ser muito melhor.
Se o primeiro Monster High já tinha me surpreendido por ser ruim mas divertido, a sequência vem com um leve upgrade. Vamos converar sobre. Monster High 2 é melhor que o anterior, mas não o suficiente para aumentar uma estrela na avaliação. A sensação é que o filme entendeu melhor sua proposta, ficando mais pé no chão e coeso dentro do que se propõe a fazer. O roteiro, embora parecido com o do primeiro, tem algumas melhorias: personagens importantes finalmente são usados de maneira significativa se o nome "Drácula" está na trama, ele tem que servir para algo. Isso deixa a narrativa mais natural e evita a necessidade de forçar conexões para justificar a ameaça, como acontecia antes. Visualmente e em termos de atuação, continua aquele padrão de filme feito para fechar horário no canal da Nickelodeon: efeitos simples, interpretações duvidosas, mas nada fora do esperado para uma produção voltada ao público infantil. E é aí que o filme acerta: crianças tendem a aceitar melhor a simplicidade e as escolhas criativas, o que garante que a obra cumpra seu papel de forma honesta. Assim como no primeiro, é um filme ruim, mas que sabe ser ruim. Essa leveza permite ousar, brincar com clichês e entregar algo que, dentro do seu universo, funciona. No fim, Monster High 2 é mais polido e consistente, mas continua sendo uma experiência feita para crianças e, talvez por isso mesmo, acaba sendo mais fácil de aceitar suas falhas.
"A Mulher da Casa Abandonada", burguesia sendo burguesia. vamos conversar sobre! Aqui temos o puro suco de Brasil. Antes de entrar no caso em si, vale falar da produção: é um bom documentário, fácil de assistir, mas que erra em algumas escolhas. As recriações de cenas soam desconexas com o resto e a crítica social poderia ser mais afiada. O filme pega muito leve, inclusive com pessoas que defendem o indefensável. Faltou ser incisivo e mostrar de forma clara que o que a justiça americana e brasileira fizeram foi um descaso total (a pena de 6 anos nos EUA é uma piada, e a brasileira então nem se fala). Sobre o caso, é impressionante como a “justiça” brasileira só encontra a mulher porque a casa em um bairro de burguesia quatrocentona está caindo aos pedaços. É quase cômico ver como a elite paulistana se protege, mesmo diante do absurdo. As desculpas, a defesa dos indefensáveis e a normalização de atrocidades revelam algo muito maior: consciência de classe. Vale dizer também que as falas de Hilda são de partir o coração e fazem o sangue ferver em saber que alguém foi capaz de submetê-la a tal situação. Isso torna o documentário ainda mais necessário: ele serve como ponto de partida para refletir sobre as condições de trabalhos análogos à escravidão, um problema atual e presente em nossa sociedade, muito mais do que gostaríamos de admitir. Recomendo assistir não apenas pelo caso em si, mas porque é um espelho doloroso de quem somos como país, sociedade e em certa escala quem somos como seres humanos.
Mais um documentário forte sobre higienismo! vamos conversar sobre... Escândalo de Mães e Bebês da Irlanda é um documentário muito bom, necessário e que joga luz sobre uma ferida aberta na sociedade irlandesa. Há depoimentos muito fortes e comoventes que dão voz a pessoas que, por muito tempo, foram silenciadas. Esse é talvez o maior mérito: a sensibilidade em registrar essas histórias de forma respeitosa, deixando claro o sofrimento real e a injustiça que se perpetuou por décadas. A produção também tem um ritmo acessível, que permite entender o contexto histórico mesmo para quem nunca ouviu falar dessas casas. Por outro lado, senti alguns problemas no modo como a narrativa foi conduzida. O discurso contra esse modelo claramente higienista me pareceu leve demais, quase como se a crítica maior fosse apenas à forma como as casas eram dirigidas, e não à própria existência delas. Os comentários mais contundentes acabam ficando nas falas das vítimas, e não tanto na linha central do documentário. Além disso, a história é contada de forma muito “por cima”, deixando de fora outros elementos importantes, como o papel das indústrias ligadas a essas casas, que poderiam ter aprofundado ainda mais a denúncia. De qualquer forma, é uma obra que vale muito assistir tanto pela relevância histórica quanto pelo impacto humano. É o tipo de documentário que incomoda, emociona e faz refletir, mesmo que pudesse ter ido ainda mais fundo em suas críticas.
Um filme necessário, vamos conversar sobre... Holocausto Brasileiro não é um filme fácil de assistir, e nem deveria ser. Aqui a gente mergulha numa parte sombria da nossa história, mostrando os horrores que aconteceram dentro do hospital psiquiátrico de Barbacena. O documentário não tem a intenção de entreter, mas sim de chocar, sensibilizar e principalmente fazer refletir. O impacto é grande porque não estamos falando de ficção, e sim de vidas, mais de 60 mil vidas reais que foram apagadas, esquecidas, maltratadas e após a morte vendidas em nome de um sistema falho e cruel. É revoltante ver como tudo isso foi possível e, ao mesmo tempo, doloroso encarar que pouca gente realmente fala sobre. O filme tem um ritmo que pode parecer arrastado em alguns pontos, mas acho que isso foi pensado, feito pra criar a atmosfera de desconforto necessária pra experiência. Tecnicamente é bem construído, com imagens e relatos que marcam e ficam na cabeça muito tempo depois. É daquelas obras que mexem contigo, abre os olhos e lembrar o quanto a sociedade precisa encarar seus erros e não repeti-los. É duro, mas essencial.
Você é um(a) punk rocker? vamos conversar sobre... James Gunn sabe contar história, simplesmente isso. Ele já tinha mostrado isso com Guardiões da Galáxia e agora fez com o Superman. Temos de volta um Superman com um olhar bom, sem aquele medo e peso exagerado, e até dá pra encarar o filme como uma crítica pra própria DC, que por muito tempo tratou o herói de forma meio equivocada kkk. Não é o melhor filme do James Gunn, mas sem dúvida é o melhor da DC nos últimos tempos. O filme vai direto pra história que quer contar, deixando tudo mais dinâmico e evitando a repetição do bebê caindo do céu. Por essa escolha, alguns reflexos negativos aparecem: personagens e ideias jogados sem explicação e um universo que não fica totalmente claro. Mas isso só pesa se tu pensar depois, porque durante a sessão o ritmo é tão bom que esses detalhes passam de boa. Gostei do casting. Em filme de herói não precisa de tanto, mas aqui os atores realmente passam emoção e mostram profundidade. Isso era arriscado já que a história começa sem um "início tradicional", mas funcionou super bem. Tô ansioso pra ver mais da DC e espero que finalmente consigam montar um universo consistente, com filmes tão bons quanto esse. Super recomendo!
Mais um filme brasileiro que eu não conhecia e me surpreendi... vamos conversar sobre! “Deus é Brasileiro” mostra como nossa indústria vai muito além do clichê de só falar sobre putaria, polícia e comédia. Aqui temos uma trama interessante, com críticas afiadas e um sarcasmo bem colocado. Wagner Moura praticamente sustenta o filme com uma performance excelente, foi o ponto alto pra mim. Já o Antônio Fagundes me deixou dividido: não sei se não gostei da atuação ou do próprio personagem, e acho que as duas coisas acabaram se misturando. O roteiro em si é meio furado, cria caminhos que não segue e deixa pontas soltas. Um exemplo é a comparação da menina com uma santa, ou até o fato de Deus não saber de certas situações e linhas de pensamento de algumas pessoas, mas de outras sim, tudo isso faz o filme enrolar um pouco. Outro detalhe que me incomodou foi a própria construção do personagem de Deus: deram a ele uma personalidade horrível, e confesso que me causava um certo ódiozinho quando começava a falar. Apesar disso, fiquei preso do começo ao fim. É um filme que entretém, faz pensar e prova mais uma vez que o cinema brasileiro pode entregar muito. Super recomendo, e minha nota alta vai muito por conta do que o Wagner entrega aqui.
Um filme ruim que ri muito, vamos conversar sobre... Esse é aquele caso clássico de filme que, tecnicamente, deixa a desejar, mas que ainda assim consegue arrancar boas risadas. A história é meio batida, juntando elementos de várias tramas já conhecidas, e ainda conta com personagens que parecem não acrescentar nada. Mesmo assim, me diverti bastante. Ri várias vezes e achei interessante a forma como deixaram em aberto a questão dos deuses e afins. O Hassum, como sempre, me pega pela comédia, provavelmente é o principal motivo de eu ter gostado. O resto do elenco está ok, e visualmente o filme é bem polido e bem trabalhado. O ponto fraco é mesmo o roteiro, que poderia ter sido mais bem pensado. No fim, gostei bastante e super indico para quem quer relaxar e dar boas risadas. Não é o melhor trabalho do Hassum, e se você não gosta dele provavelmente não vai gostar do filme, já que a graça está toda nele. Mas se curte o humor dele, essa é uma ótima pedida para descontrair.
Um filme bom da Marvel? Vamos conversar sobre… Ninguém esperava muito e isso, curiosamente, ajudou o filme. Como comentei na crítica da série Coração de Ferro, a Marvel deveria focar mais em histórias urbanas, e aqui está mais um exemplo de como uma trama mais curta pode funcionar muito bem. Temos personagens de “segundo escalão” muito bem desenvolvidos, sustentando uma história que, apesar de simples, é contada com cuidado e ritmo. O resultado é um filme que prende, diverte e ainda consegue trazer um tema importante: saúde mental. E, mesmo tratando de algo tão sério, ele continua sendo um blockbuster de respeito. Quero ver mais filmes assim vindos da Marvel, diretos, bem escritos e com personagens que nos fazem querer ficar mais tempo naquele universo.
O maior vilão da Marvel é a própria Marvel. Vamos conversar sobre... Eu assisti a essa série sem esperar muito, até porque não conheço tão bem a personagem. Mas curti demais a participação dela em Pantera Negra, então fui curioso. E aí, é boa? Sim, a série é muito boa. Tem um clima bem bairrista, algo que sinto muita falta nos projetos mais recentes da Marvel. O ritmo é ótimo, os personagens são interessantes, a história prende... Assisti praticamente em um piscar de olhos. E o melhor: me deixou com vontade de ver mais coisas da Marvel — o que não acontecia há um tempo. E é aí que entra o mau planejamento do estúdio, que um dia já foi referência nisso. Essa personagem tinha que ter sido apresentada antes. Assim como todos os outros que vieram para "levar o legado" de heróis agora lendários. Porque, sinceramente, ela tem força pra suprir a falta do Tony Stark fácil. Mas, do jeito que fizeram — lançando só agora — ela acaba ficando meio solta no universo. Resultado: poucas pessoas vão dar uma chance, e isso é uma pena. No fim das contas, super recomendo. Virou uma das minhas séries queridinhas da Marvel.
É bom? Vamos conversar sobre... Confesso que eu estava com medo de assistir a esse filme, muito pelo fato de que, pra mim, parecia uma sequência feita somente (e exclusivamente) por dinheiro — não que não seja o caso aqui —, mas dava a impressão de que o estúdio estava mais focado no live action do que na continuação da história. Enfim, assisti ao filme e me deparei com dois sentimentos distintos: um que me fez gostar e querer ver mais, e outro que me deixou um pouco decepcionado. Essa sequência traz alterações e melhorias na trama, o que faz você se prender mais à história. Se antes acompanhávamos uma menina “fugitiva” lutando para se conhecer e descobrir o mundo, aqui acompanhamos o sentimento coletivo de uma família/tribo, o que faz a gente se importar com a volta em segurança de todos na embarcação. Outro ponto positivo são as músicas. Mesmo que não sejam tão “chicletes” quanto as do primeiro, elas são boas e me pareceram até mais longas, o que eu curti bastante. Dessa vez, as canções carregam traços mais reais da cultura polinésia, tanto no som quanto no visual. O único ponto em que o filme deixa a desejar é o roteiro. A história demora a engrenar e, quando finalmente encontra o tom certo, o filme precisa correr com as coisas. Isso fica nítido pelas conveniências e facilidades que aparecem no roteiro. Pra mim, essa história deveria ter sido dividida em duas partes ou pelo menos apresentada em um filme um pouco mais longo. Há personagens cujas motivações e histórias simplesmente não são explicadas. Mas, no fim das contas, o público-alvo não somos nós, adultos, então essa crítica fica mais no campo do “poderia ser melhor” do que realmente um erro grave. No final, gostei muito. Acho importante filmes com esse tipo de representatividade, e acredito que Moana 2 cumpre (e até aprofunda) esse papel. Super recomendo! Pitaco adicional: achei muito bom o diálogo do Maui com a Moana sobre ela ser uma princesa: “Muita gente acha que você é.” E é isso. Ela é Moana. Ela é representatividade. Ela é uma princesa!
Michael B. Jordan em dose dupla… é bom? Vamos conversar sobre. Essa dupla Ryan Coogler e Michael B. Jordan, pra mim, já virou selo de qualidade. Se os dois estão envolvidos, sei que o produto final vai ser, no mínimo, bom. E Pecadores não foge à regra: é visualmente incrível, com uma fotografia belíssima, e as atuações (principalmente do Michael) são de arrepiar. Aliás, todo o elenco manda muito bem e entrega performances intensas e cheias de verdade. A história, num primeiro momento, pode parecer meio sem sentido. “Vampiros???” Pois é… Mas esse é justamente o ponto: ela parece deslocada porque o diretor coloca tanto peso e realismo na vida dos personagens, que você acredita neles de verdade. E ver essas figuras tão humanas dentro de uma trama sobrenatural causa um estranhamento inicial, que logo vira fascínio. Mas o foco aqui não são os vampiros em si. O foco é a luta. A luta de povos marginalizados, colonizados e explorados, que mesmo diante de uma ameaça sobrenatural, ainda têm mais medo da sociedade real. Tem momentos em que ser vampiro parece menos doloroso do que ser uma pessoa preta vivendo com medo da Klan. E é aí que o filme acerta em cheio: ele usa o fantástico pra falar do real. Do medo real. Da dor real. Da resistência real. No fim das contas, eu amei esse filme e ele já entrou pra minha lista de favoritos. Super recomendo!
Mais um besteirol americano? Vamos conversar sobre... Começando pelo óbvio: é mais um filme típico do Adam Sandler, então já sabe... é pra quem gosta dele e da maioria das comédias que ele faz. Dito isso, vamos às comparações com o próprio. Um Maluco no Golfe 2 não é a melhor nem a pior comédia do Sandler, mas é melhor que o primeiro filme, que já era divertido. O filme tem um ritmo muito bom e conseguiu trazer aos personagens algumas camadas que ficaram de lado no original, principalmente pelas novas motivações que surgem aqui: vingança, família, luto e por aí vai. Claro, por ser um besteirol, esses temas são trabalhados de forma superficial, mas a verdade é que ninguém assiste esse tipo de filme buscando profundidade. A gente quer rir das besteiras e nisso ele entrega. Os atores fazem exatamente o que o filme pede, e mandam bem, até porque são nomes de peso. Além disso, tem participações especiais muito especiais que me pegaram de surpresa e eu adorei! No geral, gostei bastante e me diverti muito. Recomendo como passatempo, pra distrair a mente. Uma boa comédia (pra quem curte o estilo do Adam Sandler).
O que aconteceu com a nossa comédia brasileira? Vamos conversar sobre isso... Família Pero No Mucho é um filme fraquíssimo. Mesmo sendo relativamente curto, ele simplesmente não se sustenta. Por quê? Explico: a trama é aquela velha fórmula — filhas que não se entendem com o pai, aparece um namorado, todo mundo briga, depois todo mundo se entende. Isso, por si só, não é um problema. O problema é a forma como tudo é conduzido, e aqui os erros são muitos. Começando pelo elenco: tirando o Leandro Hassum, que segura o filme como pode (porque é o Hassum e ainda consegue arrancar algumas boas piadas com expressões e timing), e o Simón Hempe, que entrega uma ou outra atuação convincente, o restante simplesmente não entrega nada. Isso torna difícil até se importar com o que está acontecendo na história. O roteiro e a direção parecem completamente perdidos, sem saber pra onde querem levar o filme. O pai brasileiro, por exemplo, não faz nada de mais no início pra justificar o rompimento tão brusco com a filha. Em um momento ele está chorando de orgulho ao vê-la tocar, e no outro simplesmente falta numa das apresentações mais importantes dela — sem nenhuma explicação ou desenvolvimento. Esse tipo de atropelo acontece o tempo todo. A viagem que deveria ser o centro da trama também não ajuda em nada. Ninguém se dá ao trabalho de explicar absolutamente nada: como o Hassum conheceu a madrasta? Como o casal se conheceu e se apaixonou? Zero profundidade, tudo jogado. No fim, parece (e é) um típico filme de comédia de segunda categoria, que os atores toparam fazer só pela grana ou pra ter mais um número no portfólio. Observação adicional: colocaram aquele moleque dançarino que não sabe dançar! E aqui não é desmerecendo a cultura do funk, dos passinhos, do charme… mas o que foi mostrado no filme não representa nenhuma dessas expressões culturais brasileiras. O garoto simplesmente fica pulando todo desengonçado.
O filme mais redondinho da franquia. Vamos conversar sobre isso... Pra mim, Premonição 6 é o melhor filme da franquia. A história é boa, o roteiro não tem grandes furos, e de certa forma o filme até conserta algumas falhas que os anteriores deixaram pra trás. Acho que o principal ponto fraco fica por conta de alguns atores e personagens que não me cativaram muito. Isso acabou me deixando meio apático em relação às mortes deles, o que tira um pouco do impacto emocional. Ainda assim, o filme constrói uma boa atmosfera nas situações e entrega cenas de tirar o fôlego, do jeitinho que os fãs gostam. A verdade é: se você não gosta da franquia Premonição, esse filme provavelmente não vai te conquistar. Ele segue bem a cartilha clássica da série. Mas se você gosta ou nunca assistiu e quer entrar nesse universo, Premonição 6 é uma ótima pedida. Super recomendo.
Meu Deus, que surpresa boa! Vamos falar sobre isso... É um filme bobo? É. Os personagens são caricatos? Também. Mas, mesmo com tudo isso, Bad Boas me prendeu do começo ao fim. O filme tem um charme próprio, principalmente na estética, e o que mais conquista é o protagonista — que tem um carisma enorme, muito por conta do ator lembrar bastante o Kevin Hart. Não tem muito o que aprofundar aqui, até porque é um típico filme do estilo buddy cop, com aquela fórmula de dois opostos que precisam trabalhar juntos. Mesmo assim, Bad Boas me pegou de jeito. Gostei bastante de ter assistido e, honestamente, super recomendo pra quem quer algo divertido e leve.
"Paranoia": uma surpresa peculiar. Vamos conversar sobre isso... Navegando pelo catálogo, me deparei com esse filme e meu interesse foi imediato — principalmente por eu gostar muito de Janela Indiscreta. Eu esperava algo mais sério, talvez com uma pegada parecida com Ilha do Medo, mas acabei me surpreendendo ao descobrir que se trata de um filme juvenil. Apesar de tentar ter seus momentos de tensão e suspense, Paranoia é aquele típico filme que passaria fácil na Sessão da Tarde. Ainda assim, funciona muito bem como entretenimento. Eu, que comecei assistindo esperando algo completamente diferente, acabei gostando bastante! Assistir hoje em dia traz até uma nostalgia gostosa dos anos 2000/2010. Claro, o filme tem suas falhas. A morte do pai, por exemplo, me pareceu totalmente desnecessária. E, sinceramente, é um pouco forçado acreditar que, depois de tudo o que passou, o protagonista — que estava claramente surtado e desleixado — simplesmente volta ao normal só porque matou um serial killer. Esses deslizes fazem a gente se desconectar um pouco da história. Mas, como eu disse, é um filme leve, com cara de Sessão da Tarde. Então dá pra relevar. Ótimo pra passar o tempo, e com um toque nostálgico que torna a experiência boa.
Mr. Crocket
2.7 31 Assista AgoraUm filme bom, mas que podia ser melhor. Vamos conversar sobre…
Mr. Crocket tem qualidades que realmente chamam atenção. A ambientação funciona muito bem e ajuda a criar aquela sensação de desconforto constante. O gore é bem aplicado, não exagera sem motivo, mas quando aparece, impacta. Outro ponto positivo é o ator que interpreta o vilão: entrega presença, tem um visual marcante e segura o personagem com convicção.
Além disso, a história envolvendo mães e pais solo dá um toque emocional forte, trazendo temas que muita gente vive na pele. Essa camada mais humana funciona bem.
Mas o filme tropeça em alguns aspectos. A história em si não é tão sólida quanto parece no início. Existem falhas nas regras do mundo, coisas que são apresentadas e depois ignoradas, como se o próprio roteiro não soubesse muito bem quais limites existem naquele universo. Isso quebra a imersão em vários momentos.
O ritmo também pode incomodar: por vezes o filme parece demorado, esticando situações que não precisavam de tanto tempo. E uma escolha narrativa, em especial, enfraquece o impacto: é estranho que a mãe não tenha ido atrás da mendiga antes, considerando tudo o que estava acontecendo. Isso cria um buraco lógico que pesa bastante no final.
No geral, Mr. Crocket é um bom filme, com elementos interessantes e uma atmosfera bem construída, mas que perde força em sua própria estrutura e nas escolhas narrativas. Vale assistir, principalmente se você curte terror com ambientação forte e um toque de gore, mas vá sabendo que a história não entrega tudo que promete.
A Vizinha Perfeita
3.5 209 Assista AgoraUm documentário forte e profundamente triste, vamos conversar sobre...
A Vizinha Perfeita é um documentário que acerta em cheio no que se propõe a fazer: te chocar, te sensibilizar e te fazer pensar. É uma obra forte, dura, extremamente triste justamente porque poderia ter sido evitada.
A narrativa acompanha um caso que, à primeira vista, parece comum: uma vizinha tranquila, querida, considerada “perfeita”. E é exatamente aí que mora o horror. O documentário mostra como a violência pode estar escondida atrás de sorrisos, gentilezas e uma falsa sensação de normalidade. Isso dá ao filme um peso psicológico muito grande, porque ele desmonta aquela ideia de que “perigo tem cara”.
E existe um ponto central impossível de ignorar: esse caso é um argumento perfeito do porquê o porte de armas não deve ser liberado.
O documentário escancara, sem precisar forçar nada, como a combinação de instabilidade emocional + acesso fácil a armas transforma conflitos cotidianos em tragédias irreversíveis. Não é teoria; é realidade. A história fala por si e dói justamente porque você vê o efeito direto de uma política que normaliza a circulação de armas.
No fim, A Vizinha Perfeita é um soco no estômago. Toca, revolta e te faz refletir sobre como decisões políticas e discursos irresponsáveis podem custar vidas reais.
Recomendo.
Tremembé (1ª Temporada)
3.3 229A série Tremembé é interessante em vários pontos e, mesmo com alguns altos e baixos, cumpre bem o que se propõe a fazer. Vamos conversar sobre...
Ela se destaca por mostrar de forma fiel as personalidades dos personagens, explorando bem o medo e o remorso, seja por terem cometido um crime ou por terem sido pegos pela polícia.
Um dos aspectos mais marcantes é como a série resgata casos que foram esquecidos com o tempo, lembrando histórias que já não eram mais comentadas. Isso é algo positivo, pois traz de volta fatos reais que chocaram o país. No meu caso, eu era criança na época de alguns desses acontecimentos e lembrava pouco deles, outros, eu nem conhecia. Por isso, achei interessante esse reencontro com a memória. Nesse sentido, Tremembé funciona bem como uma mistura de documentário e ficção, unindo os dois de forma envolvente.
As atuações são muito boas e passam bastante verdade, o que ajuda o público a se conectar com a história. No entanto, há um ponto delicado: a série acaba humanizando pessoas que cometeram crimes graves, já que é baseada em livros com relatos de presos. Isso pode dar a impressão, para algumas pessoas, de que ela tenta romantizar ou até justificar certos atos, especialmente no caso dos irmãos retratados.
Mesmo assim, acho que isso não atrapalha o propósito da série, que é justamente mostrar o que o ser humano é capaz de fazer, tanto o pior quanto o que ainda resta de humanidade. É desconfortável, sim, mas é justamente esse incômodo que faz pensar. Entendo quem não gostou por esse motivo, porque os crimes mostrados são pesados e difíceis de assistir.
No geral, Tremembé funciona dentro da proposta: é uma série forte, que provoca reflexão e desperta curiosidade. Recomendo, mas com o aviso de que há cenas e temas sensíveis. Pelo final, tudo indica que haverá uma segunda temporada, e será interessante ver como a produção vai continuar explorando essa linha entre realidade e ficção.
Marvel Zumbis
3.4 41 Assista AgoraMarvel Zumbis: heróis, gore e caos — vamos conversar sobre...
Eu curti a série. Ela me entreteve e, por ser curta, maratonei de uma vez. A história é coesa na maior parte do tempo, embora se perca um pouco em alguns momentos, mas nada que estrague a experiência.
Um ponto positivo é que, diferente de Olhos de Wakanda (a última animação do UCM até então), os episódios aqui realmente conversam entre si. O básico: se quer contar uma história, os capítulos precisam se conectar. E Marvel Zumbis faz isso direitinho.
A estrutura da narrativa também funciona bem: começa com uma situação aparentemente isolada, evolui para a busca por uma possível salvação, junta os sobreviventes para uma missão suicida e termina com um plot twist (meio previsível, mas ok). Gostei bastante também da presença do Blade com o Konshu — visualmente, ficou muito interessante.
Curti o fato dos protagonistas não serem os heróis classe A do UCM. Isso dá espaço para personagens menos explorados brilharem. Esse “problema” vem de What If...?, que já transformou vários heróis principais em zumbis, mas sinceramente não senti falta dos grandes nomes, fora que aparece Hulk, Thor, Homem-Aranha, então tá valendo. E acho legal a Marvel testar novas formas de apresentar personagens menos aclamados.
No fim, é uma série divertida, direta ao ponto, sem multiverso, sem viagem no tempo e sem complicação. Uma história simples, funcional e gostosa de assistir.
Gostei, recomendo e achei um bom passatempo dentro do UCM especialmente por ser curta.
Ruptura (2ª Temporada)
4.1 346Intrigante, mas confusa. Vamos conversar sobre...
Ainda estou tentando assimilar o que acontece no final. Não era o que eu esperava e muito menos o rumo que eu tomaria para a história, mas vamos com calma.
A fotografia continua impecável, assim como as atuações. É impressionante como a série consegue te situar e você sabe quando é um externo ou interno da Lumon.
Agora, falando da trama em si, os mesmos problemas da primeira temporada permanecem, e talvez até aumentem. O primeiro deles: os fillers. Sério, uma série de 10 episódios não pode se dar ao luxo de ter capítulos de quase uma hora que não levam a lugar nenhum. Por um momento, quase desisti. O ritmo já é naturalmente lento, e esses episódios que falam muito e dizem pouco tornam tudo ainda mais arrastado.
Outro ponto que me incomodou: parece que nem quem faz a série sabe direito o que a Lumon realmente faz. O mistério é bom até certo ponto, mas aqui ele soa desorganizado. A sensação é que a temporada foi “esticada” só pra ganhar tempo enquanto pensam em como encerrar tudo numa terceira.
Mas nem tudo é problema. O subtexto sobre relações e términos é o ponto mais forte dessa temporada (perdas, inseguranças, traições, novos amores). É bonito ver como isso é tratado tanto dentro quanto fora do ambiente de trabalho. Se a primeira temporada era sobre como o trabalho de certa forma nos afeta de dentro pra fora, essa é sobre as relações.
No fim das contas, a série ainda é boa, mas precisa se reencontrar. O ritmo é desequilibrado, começa lenta demais e termina acelerada. Seria ótimo se resolvessem logo isso sobre os planos da Lumon e focassem mais nos personagens e como ele vão parar a Lumon porque é aí que a série brilha.
Gostei, mas com ressalvas. Recomendo, só se prepare para episódios bem maçantes no meio do caminho.
Looney Tunes - O Filme: O Dia Que A Terra …
3.2 24Não me pegou. Vamos conversar sobre.
Eu esperava mais, bem mais. A trama é simples demais e, sinceramente, um filme dos Looney Tunes focado só no Gaguinho, na Petúnia e no Patolino não funciona pra mim. Parte da graça desse universo está justamente na mistura caótica de personagens, e aqui isso se perde.
Não curto muito falar mal de filmes, mas pra não ficar só no “não gostei”, vamos lá: a história parece que não foi lapidada, como se tivesse sido escrita apenas pra servir de suporte pras piadas. O problema é que essas piadas também não são tão engraçadas assim, as melhores ainda são as que têm alguma ligação com o mundo real, não com a trama em si. O “vilão”, por exemplo, está ali mais pra render uma piada sem importância do que pra de fato movimentar a história. Pensando bem, se a gente corta tudo que não tem relevância, o filme se resume facilmente a um episódio de 20 minutos da série.
O único lado realmente positivo é a parte visual: a animação está muito polida, bonita mesmo. Pena que esse cuidado não veio acompanhado de um roteiro mais inspirado.
No fim, O Dia Que a Terra Explodiu parece mais um especial estendido do que um filme de verdade.
Sexta-Feira Muito Louca
3.1 1,1K Assista AgoraÉ legal, eu gostei — vamos conversar sobre.
A trama é simples e funciona, mas só da metade do filme pra frente. Sério, que demora pra engrenar! Eu quase parei de assistir porque, até lá, o roteiro insiste demais em mostrar a mãe e a filha brigando por besteira. Claro, mães e filhos discutem, isso todo mundo já sabe, mas o filme exagera nessa parte e acaba cansando, repetindo conflitos sem necessidade.
Quando finalmente acontece a troca de corpos, a história ganha ritmo e fica muito mais divertida. As situações absurdas que surgem dessa troca rendem boas risadas e funcionam porque tanto Lindsay Lohan quanto Jamie Lee Curtis se entregam bem aos papéis, conseguindo trazer carisma e graça pra história.
No fim das contas, Sexta-Feira Muito Louca demora pra mostrar a que veio, mas, quando engrena, entrega um filme leve e divertido, com aquele clima de sessão da tarde que funciona até hoje.
Olhos de Wakanda
3.3 16Olhos de Wakanda é interessante, mas confesso que eu esperava mais. Vamos conversar sobre.
A série tem seus pontos positivos, o que faz com que, no geral, fique na média. Porém, algumas escolhas me incomodaram, e vou começar pelo aspecto visual. Não gostei do estilo de traço escolhido. Ele lembra muito o de Star Wars: Clone Wars, e, na minha opinião, simplesmente não funcionou aqui. Acho que esse tipo de animação combina mais com personagens que usam muitos equipamentos ou armaduras, porque nisso o design realmente brilha. De fato, as roupas e armaduras ficaram ótimas, mas os rostos ficaram estranhos em alguns personagens, e as paisagens também achei bem fracas.
Outro ponto é o desenvolvimento das histórias. Seria muito mais interessante se os episódios estivessem mais conectados ou tivessem maior relevância para a trama do último. Do jeito que ficou, parece que acompanhamos três fillers e apenas um episódio realmente importante. A ideia de trazer mitos de diferentes culturas foi legal, gostei bastante do episódio com Aquiles mas ainda assim senti que dava para explorar mais e trabalhar melhor cada narrativa.
Por outro lado, a série também traz elementos bem interessantes, como a perspectiva de dentro da guarda de Wakanda. Isso dá uma justificativa plausível para a ausência do Pantera em várias missões, afinal, o rei não vai se arriscar em operações menores. Esse detalhe dá mais profundidade à mitologia do país e amplia nossa visão sobre como Wakanda funciona.
O último episódio é, sem dúvidas, o melhor. Ele não só se conecta diretamente ao MCU como ainda levanta a possibilidade de histórias futuras (quem sabe em 2396, rs). Essa ligação dá à série um peso maior e deixa um gostinho de “quero mais”.
No fim, Olhos de Wakanda é uma obra curta, interessante e com bons momentos, mas que poderia ser muito melhor.
Monster High 2
2.3 8Se o primeiro Monster High já tinha me surpreendido por ser ruim mas divertido, a sequência vem com um leve upgrade. Vamos converar sobre.
Monster High 2 é melhor que o anterior, mas não o suficiente para aumentar uma estrela na avaliação. A sensação é que o filme entendeu melhor sua proposta, ficando mais pé no chão e coeso dentro do que se propõe a fazer.
O roteiro, embora parecido com o do primeiro, tem algumas melhorias: personagens importantes finalmente são usados de maneira significativa se o nome "Drácula" está na trama, ele tem que servir para algo. Isso deixa a narrativa mais natural e evita a necessidade de forçar conexões para justificar a ameaça, como acontecia antes.
Visualmente e em termos de atuação, continua aquele padrão de filme feito para fechar horário no canal da Nickelodeon: efeitos simples, interpretações duvidosas, mas nada fora do esperado para uma produção voltada ao público infantil. E é aí que o filme acerta: crianças tendem a aceitar melhor a simplicidade e as escolhas criativas, o que garante que a obra cumpra seu papel de forma honesta.
Assim como no primeiro, é um filme ruim, mas que sabe ser ruim. Essa leveza permite ousar, brincar com clichês e entregar algo que, dentro do seu universo, funciona. No fim, Monster High 2 é mais polido e consistente, mas continua sendo uma experiência feita para crianças e, talvez por isso mesmo, acaba sendo mais fácil de aceitar suas falhas.
A Mulher da Casa Abandonada
3.5 81 Assista Agora"A Mulher da Casa Abandonada", burguesia sendo burguesia. vamos conversar sobre!
Aqui temos o puro suco de Brasil. Antes de entrar no caso em si, vale falar da produção: é um bom documentário, fácil de assistir, mas que erra em algumas escolhas. As recriações de cenas soam desconexas com o resto e a crítica social poderia ser mais afiada. O filme pega muito leve, inclusive com pessoas que defendem o indefensável. Faltou ser incisivo e mostrar de forma clara que o que a justiça americana e brasileira fizeram foi um descaso total (a pena de 6 anos nos EUA é uma piada, e a brasileira então nem se fala).
Sobre o caso, é impressionante como a “justiça” brasileira só encontra a mulher porque a casa em um bairro de burguesia quatrocentona está caindo aos pedaços. É quase cômico ver como a elite paulistana se protege, mesmo diante do absurdo. As desculpas, a defesa dos indefensáveis e a normalização de atrocidades revelam algo muito maior: consciência de classe.
Vale dizer também que as falas de Hilda são de partir o coração e fazem o sangue ferver em saber que alguém foi capaz de submetê-la a tal situação. Isso torna o documentário ainda mais necessário: ele serve como ponto de partida para refletir sobre as condições de trabalhos análogos à escravidão, um problema atual e presente em nossa sociedade, muito mais do que gostaríamos de admitir.
Recomendo assistir não apenas pelo caso em si, mas porque é um espelho doloroso de quem somos como país, sociedade e em certa escala quem somos como seres humanos.
Escândalo de mães e bebês da Irlanda
3.5 2Mais um documentário forte sobre higienismo! vamos conversar sobre...
Escândalo de Mães e Bebês da Irlanda é um documentário muito bom, necessário e que joga luz sobre uma ferida aberta na sociedade irlandesa. Há depoimentos muito fortes e comoventes que dão voz a pessoas que, por muito tempo, foram silenciadas. Esse é talvez o maior mérito: a sensibilidade em registrar essas histórias de forma respeitosa, deixando claro o sofrimento real e a injustiça que se perpetuou por décadas. A produção também tem um ritmo acessível, que permite entender o contexto histórico mesmo para quem nunca ouviu falar dessas casas.
Por outro lado, senti alguns problemas no modo como a narrativa foi conduzida. O discurso contra esse modelo claramente higienista me pareceu leve demais, quase como se a crítica maior fosse apenas à forma como as casas eram dirigidas, e não à própria existência delas. Os comentários mais contundentes acabam ficando nas falas das vítimas, e não tanto na linha central do documentário. Além disso, a história é contada de forma muito “por cima”, deixando de fora outros elementos importantes, como o papel das indústrias ligadas a essas casas, que poderiam ter aprofundado ainda mais a denúncia.
De qualquer forma, é uma obra que vale muito assistir tanto pela relevância histórica quanto pelo impacto humano. É o tipo de documentário que incomoda, emociona e faz refletir, mesmo que pudesse ter ido ainda mais fundo em suas críticas.
Holocausto Brasileiro
4.3 158Um filme necessário, vamos conversar sobre...
Holocausto Brasileiro não é um filme fácil de assistir, e nem deveria ser. Aqui a gente mergulha numa parte sombria da nossa história, mostrando os horrores que aconteceram dentro do hospital psiquiátrico de Barbacena. O documentário não tem a intenção de entreter, mas sim de chocar, sensibilizar e principalmente fazer refletir.
O impacto é grande porque não estamos falando de ficção, e sim de vidas, mais de 60 mil vidas reais que foram apagadas, esquecidas, maltratadas e após a morte vendidas em nome de um sistema falho e cruel. É revoltante ver como tudo isso foi possível e, ao mesmo tempo, doloroso encarar que pouca gente realmente fala sobre.
O filme tem um ritmo que pode parecer arrastado em alguns pontos, mas acho que isso foi pensado, feito pra criar a atmosfera de desconforto necessária pra experiência. Tecnicamente é bem construído, com imagens e relatos que marcam e ficam na cabeça muito tempo depois.
É daquelas obras que mexem contigo, abre os olhos e lembrar o quanto a sociedade precisa encarar seus erros e não repeti-los. É duro, mas essencial.
Superman
3.6 918 Assista AgoraVocê é um(a) punk rocker? vamos conversar sobre...
James Gunn sabe contar história, simplesmente isso. Ele já tinha mostrado isso com Guardiões da Galáxia e agora fez com o Superman. Temos de volta um Superman com um olhar bom, sem aquele medo e peso exagerado, e até dá pra encarar o filme como uma crítica pra própria DC, que por muito tempo tratou o herói de forma meio equivocada kkk.
Não é o melhor filme do James Gunn, mas sem dúvida é o melhor da DC nos últimos tempos. O filme vai direto pra história que quer contar, deixando tudo mais dinâmico e evitando a repetição do bebê caindo do céu. Por essa escolha, alguns reflexos negativos aparecem: personagens e ideias jogados sem explicação e um universo que não fica totalmente claro. Mas isso só pesa se tu pensar depois, porque durante a sessão o ritmo é tão bom que esses detalhes passam de boa.
Gostei do casting. Em filme de herói não precisa de tanto, mas aqui os atores realmente passam emoção e mostram profundidade. Isso era arriscado já que a história começa sem um "início tradicional", mas funcionou super bem.
Tô ansioso pra ver mais da DC e espero que finalmente consigam montar um universo consistente, com filmes tão bons quanto esse. Super recomendo!
Deus É Brasileiro
3.0 354 Assista AgoraMais um filme brasileiro que eu não conhecia e me surpreendi... vamos conversar sobre!
“Deus é Brasileiro” mostra como nossa indústria vai muito além do clichê de só falar sobre putaria, polícia e comédia. Aqui temos uma trama interessante, com críticas afiadas e um sarcasmo bem colocado.
Wagner Moura praticamente sustenta o filme com uma performance excelente, foi o ponto alto pra mim. Já o Antônio Fagundes me deixou dividido: não sei se não gostei da atuação ou do próprio personagem, e acho que as duas coisas acabaram se misturando.
O roteiro em si é meio furado, cria caminhos que não segue e deixa pontas soltas. Um exemplo é a comparação da menina com uma santa, ou até o fato de Deus não saber de certas situações e linhas de pensamento de algumas pessoas, mas de outras sim, tudo isso faz o filme enrolar um pouco. Outro detalhe que me incomodou foi a própria construção do personagem de Deus: deram a ele uma personalidade horrível, e confesso que me causava um certo ódiozinho quando começava a falar.
Apesar disso, fiquei preso do começo ao fim. É um filme que entretém, faz pensar e prova mais uma vez que o cinema brasileiro pode entregar muito. Super recomendo, e minha nota alta vai muito por conta do que o Wagner entrega aqui.
O Amor Dá Trabalho
2.7 46 Assista AgoraUm filme ruim que ri muito, vamos conversar sobre...
Esse é aquele caso clássico de filme que, tecnicamente, deixa a desejar, mas que ainda assim consegue arrancar boas risadas. A história é meio batida, juntando elementos de várias tramas já conhecidas, e ainda conta com personagens que parecem não acrescentar nada.
Mesmo assim, me diverti bastante. Ri várias vezes e achei interessante a forma como deixaram em aberto a questão dos deuses e afins. O Hassum, como sempre, me pega pela comédia, provavelmente é o principal motivo de eu ter gostado. O resto do elenco está ok, e visualmente o filme é bem polido e bem trabalhado. O ponto fraco é mesmo o roteiro, que poderia ter sido mais bem pensado.
No fim, gostei bastante e super indico para quem quer relaxar e dar boas risadas. Não é o melhor trabalho do Hassum, e se você não gosta dele provavelmente não vai gostar do filme, já que a graça está toda nele. Mas se curte o humor dele, essa é uma ótima pedida para descontrair.
Thunderbolts*
3.4 457 Assista AgoraUm filme bom da Marvel? Vamos conversar sobre…
Ninguém esperava muito e isso, curiosamente, ajudou o filme. Como comentei na crítica da série Coração de Ferro, a Marvel deveria focar mais em histórias urbanas, e aqui está mais um exemplo de como uma trama mais curta pode funcionar muito bem.
Temos personagens de “segundo escalão” muito bem desenvolvidos, sustentando uma história que, apesar de simples, é contada com cuidado e ritmo. O resultado é um filme que prende, diverte e ainda consegue trazer um tema importante: saúde mental.
E, mesmo tratando de algo tão sério, ele continua sendo um blockbuster de respeito. Quero ver mais filmes assim vindos da Marvel, diretos, bem escritos e com personagens que nos fazem querer ficar mais tempo naquele universo.
Coração de Ferro
2.5 100O maior vilão da Marvel é a própria Marvel. Vamos conversar sobre...
Eu assisti a essa série sem esperar muito, até porque não conheço tão bem a personagem. Mas curti demais a participação dela em Pantera Negra, então fui curioso. E aí, é boa?
Sim, a série é muito boa. Tem um clima bem bairrista, algo que sinto muita falta nos projetos mais recentes da Marvel. O ritmo é ótimo, os personagens são interessantes, a história prende... Assisti praticamente em um piscar de olhos. E o melhor: me deixou com vontade de ver mais coisas da Marvel — o que não acontecia há um tempo.
E é aí que entra o mau planejamento do estúdio, que um dia já foi referência nisso. Essa personagem tinha que ter sido apresentada antes. Assim como todos os outros que vieram para "levar o legado" de heróis agora lendários. Porque, sinceramente, ela tem força pra suprir a falta do Tony Stark fácil. Mas, do jeito que fizeram — lançando só agora — ela acaba ficando meio solta no universo. Resultado: poucas pessoas vão dar uma chance, e isso é uma pena.
No fim das contas, super recomendo. Virou uma das minhas séries queridinhas da Marvel.
Moana 2
3.2 183 Assista AgoraÉ bom? Vamos conversar sobre...
Confesso que eu estava com medo de assistir a esse filme, muito pelo fato de que, pra mim, parecia uma sequência feita somente (e exclusivamente) por dinheiro — não que não seja o caso aqui —, mas dava a impressão de que o estúdio estava mais focado no live action do que na continuação da história.
Enfim, assisti ao filme e me deparei com dois sentimentos distintos: um que me fez gostar e querer ver mais, e outro que me deixou um pouco decepcionado.
Essa sequência traz alterações e melhorias na trama, o que faz você se prender mais à história. Se antes acompanhávamos uma menina “fugitiva” lutando para se conhecer e descobrir o mundo, aqui acompanhamos o sentimento coletivo de uma família/tribo, o que faz a gente se importar com a volta em segurança de todos na embarcação.
Outro ponto positivo são as músicas. Mesmo que não sejam tão “chicletes” quanto as do primeiro, elas são boas e me pareceram até mais longas, o que eu curti bastante. Dessa vez, as canções carregam traços mais reais da cultura polinésia, tanto no som quanto no visual.
O único ponto em que o filme deixa a desejar é o roteiro. A história demora a engrenar e, quando finalmente encontra o tom certo, o filme precisa correr com as coisas. Isso fica nítido pelas conveniências e facilidades que aparecem no roteiro. Pra mim, essa história deveria ter sido dividida em duas partes ou pelo menos apresentada em um filme um pouco mais longo. Há personagens cujas motivações e histórias simplesmente não são explicadas. Mas, no fim das contas, o público-alvo não somos nós, adultos, então essa crítica fica mais no campo do “poderia ser melhor” do que realmente um erro grave.
No final, gostei muito. Acho importante filmes com esse tipo de representatividade, e acredito que Moana 2 cumpre (e até aprofunda) esse papel. Super recomendo!
Pitaco adicional: achei muito bom o diálogo do Maui com a Moana sobre ela ser uma princesa: “Muita gente acha que você é.” E é isso. Ela é Moana. Ela é representatividade. Ela é uma princesa!
Pecadores
4.0 1,2K Assista AgoraMichael B. Jordan em dose dupla… é bom? Vamos conversar sobre.
Essa dupla Ryan Coogler e Michael B. Jordan, pra mim, já virou selo de qualidade. Se os dois estão envolvidos, sei que o produto final vai ser, no mínimo, bom. E Pecadores não foge à regra: é visualmente incrível, com uma fotografia belíssima, e as atuações (principalmente do Michael) são de arrepiar. Aliás, todo o elenco manda muito bem e entrega performances intensas e cheias de verdade.
A história, num primeiro momento, pode parecer meio sem sentido. “Vampiros???” Pois é… Mas esse é justamente o ponto: ela parece deslocada porque o diretor coloca tanto peso e realismo na vida dos personagens, que você acredita neles de verdade. E ver essas figuras tão humanas dentro de uma trama sobrenatural causa um estranhamento inicial, que logo vira fascínio.
Mas o foco aqui não são os vampiros em si. O foco é a luta. A luta de povos marginalizados, colonizados e explorados, que mesmo diante de uma ameaça sobrenatural, ainda têm mais medo da sociedade real. Tem momentos em que ser vampiro parece menos doloroso do que ser uma pessoa preta vivendo com medo da Klan. E é aí que o filme acerta em cheio: ele usa o fantástico pra falar do real. Do medo real. Da dor real. Da resistência real.
No fim das contas, eu amei esse filme e ele já entrou pra minha lista de favoritos. Super recomendo!
Um Maluco no Golfe 2
2.9 82 Assista AgoraMais um besteirol americano? Vamos conversar sobre...
Começando pelo óbvio: é mais um filme típico do Adam Sandler, então já sabe... é pra quem gosta dele e da maioria das comédias que ele faz. Dito isso, vamos às comparações com o próprio. Um Maluco no Golfe 2 não é a melhor nem a pior comédia do Sandler, mas é melhor que o primeiro filme, que já era divertido.
O filme tem um ritmo muito bom e conseguiu trazer aos personagens algumas camadas que ficaram de lado no original, principalmente pelas novas motivações que surgem aqui: vingança, família, luto e por aí vai. Claro, por ser um besteirol, esses temas são trabalhados de forma superficial, mas a verdade é que ninguém assiste esse tipo de filme buscando profundidade. A gente quer rir das besteiras e nisso ele entrega.
Os atores fazem exatamente o que o filme pede, e mandam bem, até porque são nomes de peso. Além disso, tem participações especiais muito especiais que me pegaram de surpresa e eu adorei!
No geral, gostei bastante e me diverti muito. Recomendo como passatempo, pra distrair a mente. Uma boa comédia (pra quem curte o estilo do Adam Sandler).
Família, Pero No Mucho
2.3 29 Assista AgoraO que aconteceu com a nossa comédia brasileira? Vamos conversar sobre isso...
Família Pero No Mucho é um filme fraquíssimo. Mesmo sendo relativamente curto, ele simplesmente não se sustenta. Por quê? Explico: a trama é aquela velha fórmula — filhas que não se entendem com o pai, aparece um namorado, todo mundo briga, depois todo mundo se entende. Isso, por si só, não é um problema. O problema é a forma como tudo é conduzido, e aqui os erros são muitos.
Começando pelo elenco: tirando o Leandro Hassum, que segura o filme como pode (porque é o Hassum e ainda consegue arrancar algumas boas piadas com expressões e timing), e o Simón Hempe, que entrega uma ou outra atuação convincente, o restante simplesmente não entrega nada. Isso torna difícil até se importar com o que está acontecendo na história.
O roteiro e a direção parecem completamente perdidos, sem saber pra onde querem levar o filme. O pai brasileiro, por exemplo, não faz nada de mais no início pra justificar o rompimento tão brusco com a filha. Em um momento ele está chorando de orgulho ao vê-la tocar, e no outro simplesmente falta numa das apresentações mais importantes dela — sem nenhuma explicação ou desenvolvimento. Esse tipo de atropelo acontece o tempo todo.
A viagem que deveria ser o centro da trama também não ajuda em nada. Ninguém se dá ao trabalho de explicar absolutamente nada: como o Hassum conheceu a madrasta? Como o casal se conheceu e se apaixonou? Zero profundidade, tudo jogado.
No fim, parece (e é) um típico filme de comédia de segunda categoria, que os atores toparam fazer só pela grana ou pra ter mais um número no portfólio.
Observação adicional: colocaram aquele moleque dançarino que não sabe dançar! E aqui não é desmerecendo a cultura do funk, dos passinhos, do charme… mas o que foi mostrado no filme não representa nenhuma dessas expressões culturais brasileiras. O garoto simplesmente fica pulando todo desengonçado.
Premonição 6: Laços de Sangue
3.3 734O filme mais redondinho da franquia. Vamos conversar sobre isso...
Pra mim, Premonição 6 é o melhor filme da franquia. A história é boa, o roteiro não tem grandes furos, e de certa forma o filme até conserta algumas falhas que os anteriores deixaram pra trás.
Acho que o principal ponto fraco fica por conta de alguns atores e personagens que não me cativaram muito. Isso acabou me deixando meio apático em relação às mortes deles, o que tira um pouco do impacto emocional.
Ainda assim, o filme constrói uma boa atmosfera nas situações e entrega cenas de tirar o fôlego, do jeitinho que os fãs gostam.
A verdade é: se você não gosta da franquia Premonição, esse filme provavelmente não vai te conquistar. Ele segue bem a cartilha clássica da série. Mas se você gosta ou nunca assistiu e quer entrar nesse universo, Premonição 6 é uma ótima pedida. Super recomendo.
Os Bad Boas
2.3 8 Assista AgoraMeu Deus, que surpresa boa! Vamos falar sobre isso...
É um filme bobo? É. Os personagens são caricatos? Também. Mas, mesmo com tudo isso, Bad Boas me prendeu do começo ao fim.
O filme tem um charme próprio, principalmente na estética, e o que mais conquista é o protagonista — que tem um carisma enorme, muito por conta do ator lembrar bastante o Kevin Hart. Não tem muito o que aprofundar aqui, até porque é um típico filme do estilo buddy cop, com aquela fórmula de dois opostos que precisam trabalhar juntos.
Mesmo assim, Bad Boas me pegou de jeito. Gostei bastante de ter assistido e, honestamente, super recomendo pra quem quer algo divertido e leve.
Paranóia
3.5 1,6K Assista Agora"Paranoia": uma surpresa peculiar. Vamos conversar sobre isso...
Navegando pelo catálogo, me deparei com esse filme e meu interesse foi imediato — principalmente por eu gostar muito de Janela Indiscreta. Eu esperava algo mais sério, talvez com uma pegada parecida com Ilha do Medo, mas acabei me surpreendendo ao descobrir que se trata de um filme juvenil.
Apesar de tentar ter seus momentos de tensão e suspense, Paranoia é aquele típico filme que passaria fácil na Sessão da Tarde. Ainda assim, funciona muito bem como entretenimento. Eu, que comecei assistindo esperando algo completamente diferente, acabei gostando bastante! Assistir hoje em dia traz até uma nostalgia gostosa dos anos 2000/2010.
Claro, o filme tem suas falhas. A morte do pai, por exemplo, me pareceu totalmente desnecessária. E, sinceramente, é um pouco forçado acreditar que, depois de tudo o que passou, o protagonista — que estava claramente surtado e desleixado — simplesmente volta ao normal só porque matou um serial killer. Esses deslizes fazem a gente se desconectar um pouco da história.
Mas, como eu disse, é um filme leve, com cara de Sessão da Tarde. Então dá pra relevar. Ótimo pra passar o tempo, e com um toque nostálgico que torna a experiência boa.