Esperei 15 anos pra ver esse filme. Finalmente, hoje, 01/02/2026, resolvi assistir. Por quê fiz isso? Porque tirei do papel a ideia de ver filmes que eu sempre quis ver, mas precisava de maturidade intelectual-cinematográfica pra ver. E aí vieram as promessas para 2026 e dentre um emagrecimento e uma promessa de sair com minha esposa ao menos a cada 15 dias, ver um filme por mês dessa "lista da maturidade". E escolhi Metropolis pra começar justamente por ser um filme que faz 100 anos esse ano.
(na verdade, quem faz 100 anos é a cidade Metropolis, já que o filme é de 1927)
Mas o filme dá uma esfriada na parte final. Entendo a sua questão artística e a classificação vai muito mais na produção e pela acuidade do todo do futuro do que pela história em si.
As questões apresentadas precisam ser lidas em seu tempo: conciliação de classes (o coração como mediador da razão e da força lembra muito o centrão político), uma visão idealizada do progresso a partir dos milionários (cabeça de tudo), uma visão aleatória sobre como a sociedade seria...
... e mesmo assim acerta em cheio questões pertinentes ao desenvolvimento social atual. Há 100 anos a exploração da classe trabalhadora existe no filme, e parece que não consegue se organizar. Só destruir máquinas e fazer ciranda... enfim... é interessante ver como os robôs mandam na vida das pessoas e como acreditamos em robotização da sociedade, mesmo que nos leve para um pretenso "progresso", nos destrói. Interessante pensar que não aparece explicitamente a questão da comida no filme. Tudo é concreto e máquina. Os recursos naturais são água e eletricidade... e só! De onde vem a comida para alimentar a classe trabalhadora e os super-ricos? Há 100 anos cometemos o erro de não considerar nossa sobrevivência (comer/beber) na equação.
Enquanto filme, faz-se necessário falar dos "gráficos" *uau*:
me chamou muito a atenção nos efeitos especiais da transmutação do corpo físico para o robô... a forma como as cenas são mostradas da cidade, os aviões voando entre os prédios (que são muito próximos dos helicópteros atualmente), as cenas da Torre de Babel também são muito bem feitas... é um cinema de expressionismo muito legal, com suspense e terror bem nítidos, mas que tem como carro-chefe os efeitos especiais MUITO ANTES de qualquer dublê rsrs
Olha, até que valeu. Ter a maturidade e o acelero no coração nos primeiros 30-45 minutos achando que o filme ia levar para um "caminho revolucionário" foi massa. Mas sua continuidade
me fez pensar em um filme para a sala de aula. Uma pena que tocaria pouquíssimos estudantes entre 14-18 anos... e até mesmo na EJA não funciona... o cinema mudo precisa de uma imersão e imaginação que creio ser muito difícil atingir na nossa realidade escolar atual.
Achei que precisava ser mais maduro intelectualmente pra ver esse filme. E precisava mesmo. Se tivesse visto ele com 18 anos talvez acharia só uma bosta. E ele é encantador, do seu modo. Provavelmente precisarei conviver com a ideia de que esse filme ao mesmo tempo que está na minha lista de favoritos, não sei se entra na lista de favoritos de todos os tempos. E sim, quem fala aqui é um leigo que talvez não saiba de onde bebem seus diretores favoritos como Nolan :P
Filme muito bom. Demorei muito pra ver, e escolhi um dia especial: um dia que os estudantes da EJA da qual sou professor pediram um filme brasileiro pra ver. Sinto que o que Fernanda Montenegro é nesse filme enquanto pessoa é o que Fernanda Torres é em Ainda Estou Aqui - sem querer comparar as duas produções, evidentemente. É preciso tomar cuidado, inclusive, para não comparar ambas. Montenegro é muito versátil nesse filme, enquanto Torres é genialmente dramática no filme mais recente.
Sobre o filme em si, as paisagens são muito interessantes. É um filme que se conecta com o "Brasil Profundo" na medida em que exorciza o "demonho" que muitos filmes contemporâneos tentam ser mais enfáticos ao criticar, mas não chegam nem perto de se comunicar com uma massa ampla (vide Bacurau, por exemplo, que transforma em caricaturas o "Brasil do sul/norte"). Em Central do Brasil, essa dicotomia é vista na paisagem.
Com um grande drama transcorrendo ao longo dessa transformação do espaço mostrada no próprio filme.
Vale a pena. Mas é um filme para entender no seu tempo. Diferente dos atuais premiados - e maduros - do cinema brasileiro.
O filme é mais um de Kleber Mendonça Filho. Jogos de câmera legais, tudo muito massa, fotografia, música, imersão na tropicalidade brasileira e no fascismo tropicaliente rsrs...
difícil julgar um filme que parece uma mistureba de todos os últimos dele... Bacurau... o filme dos cinemas de Recife que eu sempre esqueço o nome rsrs... enfim... parece uma coisa muito pronta e maquinada para ganhar prêmio. Cenas gore como a da perna cabeluda... tudo muito "comum". Senti um filme para gringo ver.
Apesar de tudo, é melhor que Bacurau. Este, pelo menos, eu veria outra vez. Bacurau me cansou demais...
Filme bom, que pode ser utilizado com fins pedagógicos. A arte nascendo dentro de um ambiente que a sociedade só espera violência é bastante significativo.
As frases ditas antes de subirem ao palco no final descrevem a sensação do filme: de onde menos se espera a vida, ela surge. E foi muito interessante conhecer a história real apenas no final...
Tem que comprar muito a premissa de um filme baseado em uma história real sobre a guerra do Afeganistão. Difícil de engolir a promessa. Um filme que faz propaganda sobre as invasões estadunidenses no mundo. Vale mais a pena ver um filme de guerra... Esse é drama e suspense.
O filme é bom, talvez o melhor francês do ano. Ele envolve e pensa uma trama que te faz mudar por muitas vezes. O problema é que ele se torna muito longo...
Os julgamentos poderiam ser resumidos. A história parece que se força a ser algo mais longo. Entendo a ideia de colocar a mulher como centralidade e, ao mesmo tempo, construir a crítica social sobre a não-voz de uma mulher na sociedade. A todo momento o filme deixa isso muito óbvio. E sua genialidade está aí: em colocar o espectador em um papel de confronto consigo mesmo: porque a mulher sempre é a culpada?
Mesmo assim, sinto que falta algo no filme, ainda que tenha entendido seu papel provocador a todo momento. Falta talvez, um enfoque maior ou uma decisão: a história se passa sob a ótica de quem?
Do menino que perde o pai e precisa testemunhar contra ou a favor da mãe no tribunal? Ou da mulher que perde o marido e deve agora arcar com as consequências disso, sendo que deixa claro que pensa em si e na sua carreira?
Vale a pena ver. Mas com bastante paciência para a definição das coisas. Comunica muito com uma análise sobre nossa sociedade machista e o machismo velado nas nossas próprias decisões.
Péssimo, mas cumpre seu papel de Thriller. Minha cunhada falou que é um pouco exagerado. Eu achei MUITO exagerado. Enlatado americano. Pra quem gosta de filme não verossímil é uma boa.
O início quando ele está no raio x e sendo ameaçado até que vale a pena. Mas poderia ter acabado na metade por ser muito forçado. O final é péssimo: matou na geladeira do porão de carga um terrorista extremamente experiente. Fraca demais a premissa...
Superestimado e confuso no que se pretende ser Muito bons os efeitos especiais, mas de resto... é um filme bem simples de entender (apesar da critica ser muito importante e inteligente), mas com uma mensagem muito simplificada do que se pretende ser. Fiquei com a sensação de que, se ele tivesse acabado 30-40 minutos antes do seu fim propriamente dito, estava bom. Tem filmes gore de terror MUITO melhores... mas faz sua função de entretenimento tranquilo
Enquanto filme, me parece gostoso de assistir enquanto aventura.
Porém, me preocupa ao pensar no tocante da educação não só a nível estadunidense, como a maneira que essa educação é imposta para o mundo inteiro. Que cultura temos, senão uma cultura que busca a unicidade do consumo? Dentre outras perguntas, me inquieta o fato de muitos que assistem à esse filme não se preocupam diretamente com o papel da escola na sociedade capitalista.
Tive uma palestra com o diretor do filme, o Guilherme. Muito massa a visão do cara. E o documentário também. Ambientado no mesmo lugar do botinada. Recomendo.
Metrópolis
4.4 652 Assista AgoraEsperei 15 anos pra ver esse filme. Finalmente, hoje, 01/02/2026, resolvi assistir.
Por quê fiz isso? Porque tirei do papel a ideia de ver filmes que eu sempre quis ver, mas precisava de maturidade intelectual-cinematográfica pra ver. E aí vieram as promessas para 2026 e dentre um emagrecimento e uma promessa de sair com minha esposa ao menos a cada 15 dias, ver um filme por mês dessa "lista da maturidade". E escolhi Metropolis pra começar justamente por ser um filme que faz 100 anos esse ano.
(na verdade, quem faz 100 anos é a cidade Metropolis, já que o filme é de 1927)
Mas o filme dá uma esfriada na parte final.
Entendo a sua questão artística e a classificação vai muito mais na produção e pela acuidade do todo do futuro do que pela história em si.
As questões apresentadas precisam ser lidas em seu tempo: conciliação de classes (o coração como mediador da razão e da força lembra muito o centrão político), uma visão idealizada do progresso a partir dos milionários (cabeça de tudo), uma visão aleatória sobre como a sociedade seria...
... e mesmo assim acerta em cheio questões pertinentes ao desenvolvimento social atual. Há 100 anos a exploração da classe trabalhadora existe no filme, e parece que não consegue se organizar. Só destruir máquinas e fazer ciranda... enfim... é interessante ver como os robôs mandam na vida das pessoas e como acreditamos em robotização da sociedade, mesmo que nos leve para um pretenso "progresso", nos destrói.
Interessante pensar que não aparece explicitamente a questão da comida no filme. Tudo é concreto e máquina. Os recursos naturais são água e eletricidade... e só! De onde vem a comida para alimentar a classe trabalhadora e os super-ricos? Há 100 anos cometemos o erro de não considerar nossa sobrevivência (comer/beber) na equação.
Enquanto filme, faz-se necessário falar dos "gráficos" *uau*:
me chamou muito a atenção nos efeitos especiais da transmutação do corpo físico para o robô... a forma como as cenas são mostradas da cidade, os aviões voando entre os prédios (que são muito próximos dos helicópteros atualmente), as cenas da Torre de Babel também são muito bem feitas... é um cinema de expressionismo muito legal, com suspense e terror bem nítidos, mas que tem como carro-chefe os efeitos especiais MUITO ANTES de qualquer dublê rsrs
Valeu a pena esperar 15 anos?
Olha, até que valeu. Ter a maturidade e o acelero no coração nos primeiros 30-45 minutos achando que o filme ia levar para um "caminho revolucionário" foi massa. Mas sua continuidade
Achei que precisava ser mais maduro intelectualmente pra ver esse filme. E precisava mesmo. Se tivesse visto ele com 18 anos talvez acharia só uma bosta. E ele é encantador, do seu modo. Provavelmente precisarei conviver com a ideia de que esse filme ao mesmo tempo que está na minha lista de favoritos, não sei se entra na lista de favoritos de todos os tempos. E sim, quem fala aqui é um leigo que talvez não saiba de onde bebem seus diretores favoritos como Nolan :P
Central do Brasil
4.1 1,9K Assista AgoraFilme muito bom. Demorei muito pra ver, e escolhi um dia especial: um dia que os estudantes da EJA da qual sou professor pediram um filme brasileiro pra ver.
Sinto que o que Fernanda Montenegro é nesse filme enquanto pessoa é o que Fernanda Torres é em Ainda Estou Aqui - sem querer comparar as duas produções, evidentemente.
É preciso tomar cuidado, inclusive, para não comparar ambas. Montenegro é muito versátil nesse filme, enquanto Torres é genialmente dramática no filme mais recente.
Sobre o filme em si, as paisagens são muito interessantes. É um filme que se conecta com o "Brasil Profundo" na medida em que exorciza o "demonho" que muitos filmes contemporâneos tentam ser mais enfáticos ao criticar, mas não chegam nem perto de se comunicar com uma massa ampla (vide Bacurau, por exemplo, que transforma em caricaturas o "Brasil do sul/norte"). Em Central do Brasil, essa dicotomia é vista na paisagem.
Com um grande drama transcorrendo ao longo dessa transformação do espaço mostrada no próprio filme.
Vale a pena. Mas é um filme para entender no seu tempo. Diferente dos atuais premiados - e maduros - do cinema brasileiro.
O Agente Secreto
3.9 1,0K Assista AgoraO filme é mais um de Kleber Mendonça Filho. Jogos de câmera legais, tudo muito massa, fotografia, música, imersão na tropicalidade brasileira e no fascismo tropicaliente rsrs...
MAS...
difícil julgar um filme que parece uma mistureba de todos os últimos dele... Bacurau... o filme dos cinemas de Recife que eu sempre esqueço o nome rsrs... enfim... parece uma coisa muito pronta e maquinada para ganhar prêmio. Cenas gore como a da perna cabeluda... tudo muito "comum". Senti um filme para gringo ver.
Apesar de tudo, é melhor que Bacurau. Este, pelo menos, eu veria outra vez. Bacurau me cansou demais...
Sing Sing
3.8 147 Assista AgoraFilme bom, que pode ser utilizado com fins pedagógicos. A arte nascendo dentro de um ambiente que a sociedade só espera violência é bastante significativo.
As frases ditas antes de subirem ao palco no final descrevem a sensação do filme: de onde menos se espera a vida, ela surge. E foi muito interessante conhecer a história real apenas no final...
Vale a pena e assistirei mais vezes.
O Pacto
3.9 279 Assista AgoraTem que comprar muito a premissa de um filme baseado em uma história real sobre a guerra do Afeganistão.
Difícil de engolir a promessa. Um filme que faz propaganda sobre as invasões estadunidenses no mundo.
Vale mais a pena ver um filme de guerra... Esse é drama e suspense.
Anatomia de uma Queda
4.0 974 Assista AgoraO filme é bom, talvez o melhor francês do ano. Ele envolve e pensa uma trama que te faz mudar por muitas vezes.
O problema é que ele se torna muito longo...
Os julgamentos poderiam ser resumidos. A história parece que se força a ser algo mais longo. Entendo a ideia de colocar a mulher como centralidade e, ao mesmo tempo, construir a crítica social sobre a não-voz de uma mulher na sociedade. A todo momento o filme deixa isso muito óbvio. E sua genialidade está aí: em colocar o espectador em um papel de confronto consigo mesmo: porque a mulher sempre é a culpada?
Mesmo assim, sinto que falta algo no filme, ainda que tenha entendido seu papel provocador a todo momento. Falta talvez, um enfoque maior ou uma decisão: a história se passa sob a ótica de quem?
Do menino que perde o pai e precisa testemunhar contra ou a favor da mãe no tribunal? Ou da mulher que perde o marido e deve agora arcar com as consequências disso, sendo que deixa claro que pensa em si e na sua carreira?
Vale a pena ver. Mas com bastante paciência para a definição das coisas.
Comunica muito com uma análise sobre nossa sociedade machista e o machismo velado nas nossas próprias decisões.
Bagagem de Risco
3.2 290 Assista AgoraPéssimo, mas cumpre seu papel de Thriller.
Minha cunhada falou que é um pouco exagerado. Eu achei MUITO exagerado.
Enlatado americano. Pra quem gosta de filme não verossímil é uma boa.
O início quando ele está no raio x e sendo ameaçado até que vale a pena. Mas poderia ter acabado na metade por ser muito forçado. O final é péssimo: matou na geladeira do porão de carga um terrorista extremamente experiente. Fraca demais a premissa...
A Teia
2.9 72 Assista AgoraMeio óbvio mas não é dos piores.
Eu queria muito que fosse a menina a assassina, seria mais interessante o filme. Mas o filme enrolou para que fosse a personagem principal.
Ótimo passatempo mas não passa muito da média.
A Substância
3.9 1,9K Assista AgoraSuperestimado e confuso no que se pretende ser Muito bons os efeitos especiais, mas de resto... é um filme bem simples de entender (apesar da critica ser muito importante e inteligente), mas com uma mensagem muito simplificada do que se pretende ser. Fiquei com a sensação de que, se ele tivesse acabado 30-40 minutos antes do seu fim propriamente dito, estava bom. Tem filmes gore de terror MUITO melhores... mas faz sua função de entretenimento tranquilo
Vai Que Cola - O Filme
2.7 528 Assista AgoraUm dos piores filmes que já vi...sinceramente. Acho que a pior coisa
são as piadas forçadas estilo zorra total, e a forma ridícula com que a personagem principal fala com a câmera.
Facilmente entre os 10 piores filmes que assisti
Paraíso - Em Busca da Felicidade
2.5 40Pior filme que eu vi em minha vida.
Curtindo a Vida Adoidado
4.2 2,3K Assista AgoraEnquanto filme, me parece gostoso de assistir enquanto aventura.
Porém, me preocupa ao pensar no tocante da educação não só a nível estadunidense, como a maneira que essa educação é imposta para o mundo inteiro. Que cultura temos, senão uma cultura que busca a unicidade do consumo? Dentre outras perguntas, me inquieta o fato de muitos que assistem à esse filme não se preocupam diretamente com o papel da escola na sociedade capitalista.
Cass
3.8 17Hooliganismo, cerveja e briga/diversão. Realmente um dos melhores para entender as tribunas, em especial as inglesas.
Nos tempos da São Bento
4.0 2Tive uma palestra com o diretor do filme, o Guilherme. Muito massa a visão do cara. E o documentário também. Ambientado no mesmo lugar do botinada. Recomendo.
Oldboy
4.3 2,4K Assista AgoraOuçam a música de mesmo título, da banda Dead Fish, do Espírito Santo. Leiam a letra da música também. O melhor filme que assisti em 2013