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Filme muito bom. Demorei muito pra ver, e escolhi um dia especial: um dia que os estudantes da EJA da qual sou professor pediram um filme brasileiro pra ver.
Sinto que o que Fernanda Montenegro é nesse filme enquanto pessoa é o que Fernanda Torres é em Ainda Estou Aqui - sem querer comparar as duas produções, evidentemente.
É preciso tomar cuidado, inclusive, para não comparar ambas. Montenegro é muito versátil nesse filme, enquanto Torres é genialmente dramática no filme mais recente.
Sobre o filme em si, as paisagens são muito interessantes. É um filme que se conecta com o "Brasil Profundo" na medida em que exorciza o "demonho" que muitos filmes contemporâneos tentam ser mais enfáticos ao criticar, mas não chegam nem perto de se comunicar com uma massa ampla (vide Bacurau, por exemplo, que transforma em caricaturas o "Brasil do sul/norte"). Em Central do Brasil, essa dicotomia é vista na paisagem.
Com um grande drama transcorrendo ao longo dessa transformação do espaço mostrada no próprio filme.
Vale a pena. Mas é um filme para entender no seu tempo. Diferente dos atuais premiados - e maduros - do cinema brasileiro.
O filme é mais um de Kleber Mendonça Filho. Jogos de câmera legais, tudo muito massa, fotografia, música, imersão na tropicalidade brasileira e no fascismo tropicaliente rsrs...
MAS...
difícil julgar um filme que parece uma mistureba de todos os últimos dele... Bacurau... o filme dos cinemas de Recife que eu sempre esqueço o nome rsrs... enfim... parece uma coisa muito pronta e maquinada para ganhar prêmio. Cenas gore como a da perna cabeluda... tudo muito "comum". Senti um filme para gringo ver.
Apesar de tudo, é melhor que Bacurau. Este, pelo menos, eu veria outra vez. Bacurau me cansou demais...
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Esperei 15 anos pra ver esse filme. Finalmente, hoje, 01/02/2026, resolvi assistir.
Por quê fiz isso? Porque tirei do papel a ideia de ver filmes que eu sempre quis ver, mas precisava de maturidade intelectual-cinematográfica pra ver. E aí vieram as promessas para 2026 e dentre um emagrecimento e uma promessa de sair com minha esposa ao menos a cada 15 dias, ver um filme por mês dessa "lista da maturidade". E escolhi Metropolis pra começar justamente por ser um filme que faz 100 anos esse ano.
(na verdade, quem faz 100 anos é a cidade Metropolis, já que o filme é de 1927)
Mas o filme dá uma esfriada na parte final.
Entendo a sua questão artística e a classificação vai muito mais na produção e pela acuidade do todo do futuro do que pela história em si.
As questões apresentadas precisam ser lidas em seu tempo: conciliação de classes (o coração como mediador da razão e da força lembra muito o centrão político), uma visão idealizada do progresso a partir dos milionários (cabeça de tudo), uma visão aleatória sobre como a sociedade seria...
... e mesmo assim acerta em cheio questões pertinentes ao desenvolvimento social atual. Há 100 anos a exploração da classe trabalhadora existe no filme, e parece que não consegue se organizar. Só destruir máquinas e fazer ciranda... enfim... é interessante ver como os robôs mandam na vida das pessoas e como acreditamos em robotização da sociedade, mesmo que nos leve para um pretenso "progresso", nos destrói.
Interessante pensar que não aparece explicitamente a questão da comida no filme. Tudo é concreto e máquina. Os recursos naturais são água e eletricidade... e só! De onde vem a comida para alimentar a classe trabalhadora e os super-ricos? Há 100 anos cometemos o erro de não considerar nossa sobrevivência (comer/beber) na equação.
Enquanto filme, faz-se necessário falar dos "gráficos" *uau*:
me chamou muito a atenção nos efeitos especiais da transmutação do corpo físico para o robô... a forma como as cenas são mostradas da cidade, os aviões voando entre os prédios (que são muito próximos dos helicópteros atualmente), as cenas da Torre de Babel também são muito bem feitas... é um cinema de expressionismo muito legal, com suspense e terror bem nítidos, mas que tem como carro-chefe os efeitos especiais MUITO ANTES de qualquer dublê rsrs
Valeu a pena esperar 15 anos?
Olha, até que valeu. Ter a maturidade e o acelero no coração nos primeiros 30-45 minutos achando que o filme ia levar para um "caminho revolucionário" foi massa. Mas sua continuidade
Achei que precisava ser mais maduro intelectualmente pra ver esse filme. E precisava mesmo. Se tivesse visto ele com 18 anos talvez acharia só uma bosta. E ele é encantador, do seu modo. Provavelmente precisarei conviver com a ideia de que esse filme ao mesmo tempo que está na minha lista de favoritos, não sei se entra na lista de favoritos de todos os tempos. E sim, quem fala aqui é um leigo que talvez não saiba de onde bebem seus diretores favoritos como Nolan :P