Após uma experiência fracassada, um vírus mortal é libertado na Terra, transformando humanos em zumbis bizarros e outras criaturas mutantes tiradas da mente de algum escritor japonês. Para conter a ameaça, um grupo de civis se une em uma arriscada jornada, na tentativa de evitar que uma corporação militar maluca consiga cumprir seus propósitos enquanto uma dançarina daquelas danças que deixam os tiozão babando grana encontra, nessa aventura, uma razão para melhorar sua autoestima e mostrar a todos seus talentos assassinos. Dirigido por Robert Rodriguez, dos incriveis Sin City e Alita, e coproduzido por Quentin Tarantino, Planeta Terror é um conto independente da coletânea Grindhouse, grupo que conta com a colaboração de diversos nomes do cinema independente e da indústria A que estão envolvidos com obras de ação, terror voltado para a matança, splatter, trash e, logicamente, o humor sarcastico. Característico por ser incrivelmente divertido, sangrento e muito nojento, Planeta Terror é uma mistura cultural e histórica de conceitos muito similares, resultando em uma obra com muita identidade, repleta de elementos interessantes e com a mão de gente que entende. A participação de Tarantino deu uma competência épica ao longa, com a famosa trilha sonora caracteristica para cada personagem e as infames frases de efeito durante os diálogos, dando mais presença ainda para os já badass personagens. E badass é o que não falta, mesmo que os protagonistas precisem evoluir e se adaptar através do sofrimento e da perda, simbolizando uma jornada do herói pouco convencional que lembra bastante as nuances de Uma Noite Alucinante. A produção de Rodriguez é uma obra intertextual muito comunicativa que se estabelece em um cenário muito atípico onde as megaproduçoes trasheiras são bastante encostadas, mas cumpre bem o seu papel ao entregar um longa firme, nem um pouco monotono, muito escrachado e que mistura seriedade e besteirol em uma parceria única de diretores completamente diferentes.
Após ter seus desejos frustrados de nunca querer ter sido mãe, Eva [insira um sobrenome mais facil] tem que lidar com a difícil responsabilidade de amar e criar Kevin, um filho muito complicado. À medida que o jovem vai crescendo, sua repulsa pela familia e pela própria vida vai aumentando, carregando a culpa de ser uma criança desejada e não amada, algo que leva o rapaz a cometer atrocidades e desenvolver um comportamento extremamente hostil e perigoso para todos que estão ao seu redor. Inspirado na obra literária publicada em 2003 por Lionel Shriver, Precisamos Falar Sobre o Kevin expande a mídia de um conteúdo extremamente provocador, perturbador e psicologicamente complexo que serviu com base sobre inúmeros estudos de tratos sobre distúrbios mentais e inclinação socioeducativa. Um dos filmes de suspense psicológico mais interessantes da última década, a obra aborda de forma muito chocante w brutal os delírios de uma convivência complicada, assustadoramente liderada por dois parentes de primeiro grau que não conseguem definir seus sentimentos, transmitindo-os de forma calamitosa e sinistra e trazendo consequências piores ainda, a curto e longo prazo. Precisamos Falar Sobre o Kevin traz uma das atuações mais memoráveis de Ezra Miller (se não a mais), colocando-o para interpretar um personagem cheio de camadas e individualidades que certamente não são fáceis de compreender. Seu oposto, a mãe Eva (Tilda Swinton) é um show a parte e estabelece um conflito de gênios completamente assimétricos, dando mais tensão ainda e gerando MUITOS clímax. Funcional não somente como filme, mas como pesquisa, a produção de Lynne Ramsay é sensível e duro, sutil e brutal, indo muito além do entendimento físico das relações familiares problemáticas, mas despertando um ar de algo muito errado que, para muitos, torna-se desesperador.
ALERTA GATILHAÇO AQUI Subconscious Cruelty é uma antologia de contos que explora o lado podre do ser humano através da subversão de ideais, religião, tradição familiar, traços de personalidade e, logico, putarias. Longa experimental dirigido por Karim Hussain, trata-se uma obra perversa e muito provocativa, baseada em ideais niilistas e em takes de cenas que representam a ausência de vida ou, em alguns casos, a destruição da mesma. Extremamente metafórico, o filme canadense abusa de diálogos profundos e monólogos existencialistas, algo ate realativamente surpreendente quem não vai com expectativas. Apesar das reflexões e das questoes serem completamente fora da realidade e pertencentes a mentes completamente doentias, perturbadas, obcecadas ou outro qualquer desagrado que vos valha, Subconscious Cruelty consegue retratar pontos interessantes de forma clássica, remontando a atuaçoes e designs de produção MUITO teatrais e minimalistas que focam essencialmente nas diversas implicações derivadas das contravenções. Trata-se, muitos momentos, de uma composição científica sem compromisso com a realidade, recuperando raízes perdidas de épocas em que os estímulos químicos despertavam desejos e instintos profundos nos seres humanos, alterando completamente a noção de certo ou errado. Incesto, vícios, fratricidio, deturpação dos valores da natureza, pesadas apologias blasfemas... Os caras que produziram isso aqui definitivamente queriam e conseguiram chocar o público mais tradicional e a crítica regrada, porém através de um efeito que DEFINITIVAMENTE não é para muitos. Com um visual muito incomodo, câmeras amadoras e enquadramentos bem esquisitos, além de uma total obscenidade e falta de pudor gráfico, Subconscious Cruelty não é nem um pouco recomendado para quem assiste filmes descompromissado ou prefere algo mais cinematográfico. Em outras palavras, é uma bela duma bosta, mas como o ditado diz, "é fazendo merda que se aduba a vida", então isso aqui tem seu valor. E muito.
Quatro anos após os eventos em Busan, a península coreana entra em quarentena e passa a ser ocupada por devoradores de carne e alguns insurgentes. Sobreviventes dos horrores da infecção, um grupo de cidadãos que trabalham para mercenários chineses é enviado de volta à península para recuperar uma carga valiosa. Será, então, o início de um desespero geral quando passarem a reviver os mesmos terrores que os expulsaram anos atrás. Sequência direta dos eventos apresentados no aclamado Invasão Zumbi, Península é uma obra controversa que tem gerado muito descontentamento da mídia, sendo criticado pelos motivos justos, mas elogiado por outros que deviam ser em proporção muito maior. Os fatos: Invasão Zumbi 2 é uma obra genérica e americanizada. Aboliu completamente o drama de seu antecessor para se tornar um Mad Max com zumbis, com um abuso ABSURDO de efeitos especiais (90% do filme é efeito especial) e com um forte apelo para a açao, tiroteio e correria. Seu começo excelente não prepara para o que vem depois. Uma história fraquissima, furos de roteiro questionáveis, muitas conveniências e coisas mal explicadas, personagens sem carisma e um ritmo anticlimatico surpreendem o público, especialmente por conta da expectativa gerada. Os momentos com os zumbis são incômodos, ja que são INCRIVELMENTE coreografados e teatrais e dão a impressão de estar assistindo a uma dança macabra. Felizmente, é INEGÁVEL a IMPRESSIONANTE direção de arte de Península. Apesar do abuso de CGI, o filme é visualmente LINDISSIMO e MUITO bem feito, de fazer arregalar os olhos. Efeitos de luz, sombras, cenários... Puta que pariu, assistir no cinema deve ser impressionante. Mesmo com os clichês, estereótipos e falta de criatividade, o longa marca demais com seu final EMOCIONANTE, capaz de tirar lágrimas dos despreparados. Tecnicamente, é um primor. Narrativamente, comum. Mas com certeza vale o tempo e NÃO COMPAREM com o primeiro. Essa é a dica.
Após o repentino desaparecimento de sua namorada, um jovem maestro não demora a tocar sua vida mesmo sem saber o que de fato havia acontecido para ser abandonado, e se relaciona com a primeira mulher que vê pela frente. Porém, a medida que a atual namorada do cara vai entrando cada vez mais em sua vida, segredos sobre o paradeiro da sumida vão sendo revelados, resultando em sombras e desconfianças que sorrateiramente rodeiam a casa e que podem estar prestes a revelar algo muito mais sinistro. Produção dirigida por Andrés Baiz, responsável por adaptar o excelente Satanás: O Perfil de um Assassino, O Quarto Secreto é uma obra estranha que gera muitas dúvidas sobre sua qualidade, contendo bons momentos juntos de uma má administração narrativa e de atuação. Contendo as clássicas reviravoltas dos suspenses espanhóis, é fácil assumir que o filme trata muito bem os becos sem saída, colocando alguns personagens em situações bem tensas e inicialmente amedrontadoras responsáveis pelos grandes clímax. Porém, como para toda reação existe uma reação, o anticlimax é uma figurinha carimbada no longa, que sofre com sérios problemas de ritmo, demora para dar respostas, uma linha narrativa cíclica e, em muitos aspectos, previsível, e a nem um pouco convicente atuação dos protagonistas, especialmente do cara. O Quarto Oculto não é uma trama macabra ou com sustos; trata-se de uma simples produção de suspense sem muitas novidades e com alguns recortes adaptados de obras de sucesso como O Quarto do Pânico, com poucos detalhes próprios e umas boas tentativas de criar plot twists, mas que a falta de carisma dos personagens não consegue intensificar. Apesar disso, o longa soube tratar de conceitos interessantes para o gênero como o adultério, a mentira, as relações e o comportamento passivo, que são levados ao extremo ao trazer consequências severas para todos os participantes. Uma boa ideia sem muita criatividade, mas que certamente pode surpreender.
Um dublê maluco vive de levar mulheres para dar passeios em seu carro turbinado, blindado e super equipado. Infelizmente, os passeios não são conhecidos por terminarem bem e acabam sendo um pesadelo para as damas, que não conseguem suportar os choques do veículo e acabam morrendo de uma forma ou de outra. O que o psicopata não contava era que seu próximo convite para a morte despertaria a fúria de um grupo de mulheres que provariam ser MUITO mais insanas e determinadas que o cara, super dispostas a vingar cada vítima que desapareceu nos bancos do carro do dublê. Sequência final da coletânea Grindhouse, o filme de Quentin Tarantino é mais uma bela homenagem aos clássicos de perseguição, remontando às insanidades dos anos 80 e 90 em meio ao delírio social, à sexualização e, logicamente, à ascensão da participação de dublês no cenário de Hollywood. Com muita ação, porradaria e violência brutal, com cenas memoráveis e exageradasbque fazem parte do cartão de visitas do diretor, À Prova de Morte é uma trama bastante rasa, mas bem desenvolvida do ponto de vista técnico, funcionando como um retrato real das insanidades do final do século passado. Um dos longas "esquecidos" e pouco comentados de Tarantino, o filme é um dos mais emblemáticos em sua direção, contando com atuações de protagonistas e antagonista bem caricatas e trazendo muitos tons de diversão, mesmo em meio ao enorme caos e a cenas bastante intensas, especialmente na segunda metade da obra. A disputa entre o personagem de Kurt Russell e Rosario Dawson é sensacional e todo encontro dos dois libertam faíscas inabaláveis nas telas. Tarantino tem o poder de conseguir fazer atores literalmente incorporarem pessoas com personalidades fortes e únicas. Com uma trilha sonora entre folk rock e as batidas de country que empolgam bastante, À Prova de Morte não é uma obra prima pelas suas muitas conveniências e a falta de carinho narrativo, mas é um prato cheio para quem curte o diretor e uma trama cheia de absurdos.
Wolverine, o maior caçador de monstros da modernidade, é convocado para o que promete ser seu trabalho mais difícil. Na Transilvânia, Dracula forma uma terrível aliança com Frankenstein, utilizando a criatura para libertar uma enorme linhagem de morcegos que irão colocar em risco não somente a vida da família que contrata Van Helsing, mas todo o planeta. A multimilionária produção de Stephen Sommers foi uma das obras mais ambiciosas da década passada, entregando um longa com muitas referências às clássicas e assustadoras criaturas que surgiram no cinema na década de 1930. Ambientado em uma assolada Romênia que tornou-se um viveiro para Dracula e diversos outros seres, Van Helsing destaca-se por sua atmosfera muito bem realizada, dando um ar de uma acinzentada Londres do século 18 e com muitas névoas, pântanos e castelos responsáveis por adaptar muito bem uma trama voltada tanto para o terror, especialmente por ser recheada de sustos e de criaturas horrorosas (mas as tres esposas do Dracula, hein.......) que surgem em meio à noite. Apesar dos efeitos especiais caprichados para a época, o longa entra na galeria dos que envelheceram mal, e hoje não passam de incômodas CGIs com poucos detalhes, principalmente nas cenas de mais movimentação. Como um filme de "anti-heroi", não poderiam faltar as INUMERAS piadinhas fora de timing, principalmente do religioso chato que acompanha o caçador, além das frases de efeito tipo Cavaleiros do Zodíaco que surgem diante de todo confronto. Felizmente, Van Helsing é um filme bem family friendly com pouca violência visual, sem apelos críticos e com uma intensidade regular que certamente pode trazer muita diversão, que soube mesclar as principais história da trilogia dos monstros (Dracula, Frankenstein e Jekyll e Hyde) em uma trama coesa, com alguns poucos furos e que soube ser bem cuidada para entregar um início, meio e fim, além de alguns plot twists interessantes.
O filme mais estranho do ano trata sobre uma espécie de delírio coletivo transmitido como se fosse um vírus, causando angústias e sensações depressivas em pessoas que passam a acreditar estarem vivendo seu último dia de vida. Porém, sem romantizar a tese de "viver como se fosse morrer amanhã", o longa é um quadro super metafórico e dramático sobre a expectativa de ter o último dia da terra, levando uma série de personagens a estarem psicologicamente presos na desesperança e na inquietude do fim iminente. She Dies Tomorrow é um longa de horror e drama psicológico e psicotropico que apela para planos longos, close de câmeras e muitos efeitos de luzes para recriar uma incômoda sensação de delírio, funcionando INFINITAMENTE mais como um símbolo do que como uma narrativa. Com um roteiro basicamente ausente e uma linha cronológica completamente bagunçada (pois não serve msm de porra nenhuma), a ideia de emitir uma espécie de oração aos mortos - tanto que a composição Requiem, de Mozart, toca a todo instante - é funcional tão quanto o conceito subjetivo de Ensaio Sobre a Cegueira, que possui uma premissa similar ao tratar uma tragédia epidemia de forma mais subjetiva e muito menos física. No filme, nada, literalmente nada, possui respostas; facilmente termina com muito mais dúvidas do que se inicia, mas como experiência de imersão é um profundo drama pessoal, colocando de forma artistica questões sobre a fragilidade da vida, a angústia pela certeza dos últimos instantes e a repulsa, o ódio pelo eterno, pelo imutável, algo que é transmitido pela ausência de emoções nos personagens após serem "contaminados" pela ideia. E sim, contaminados pela IDEIA, algo que propositadamente se espalha com muito mais potencia do que um vírus, e não somente transforma, mas eleva os personagens a um interessante e complexo estado de perturbação e desilusão, criando uma atmosfera pesada, confusa e mental que não é qualquer tipo de sensibilidade que irá compreender.
Após sofrer uma tragédia familiar que a deixou completamente traumatizada, Francisca passa a viver uma vida bastante solitária, enquanto tenta se adaptar às marcas de seu passado que faz questão de não ser deixado para trás. Cada vez mais perturbada e com o senso de certo ou errado totalmente fora de si, seus distúrbios de personalidade e delírios a levarão a cometer atrocidades para relembrar de sua mãe e dos ensinamentos de sua infância, aplicando em outras pessoas sem sentir qualquer tipo de remorso. Produção realizada por Nicolas Pesce, responsável por rebootar aquela merda de filme do Grito que saiu neste ano, Os Olhos de Minha Mãe é uma produção tensa, constante e muito imersiva, apresentando a história de uma jovem com um senso moral totalmente invertido que surgiu como resultado de uma "educaçao" natural de trás pra frente. A protagonista, sem sentir qualquer coisa que não envolva o amor pelos seus pais, é uma exibição complexa de um ser humano mal formado, com uma mentalidade inteligentemente imprevisível que a faz agir das formas mais estranhas possíveis. A mina é MUITO esquisita. Todo filmado em preto e branco, mas com uma resolução moderna e sem aqueles serrilhados das câmeras antigas, como ocorre com Centopeia Humana 2 e O Farol, o recurso da ausencia de cor é um dos mais interessantes recursos narrativos, transmitindo uma mensagem como se fosse vista através dos olhos negros da protagonista e sem qualquer tipo de coloração em sua vida. Além disso, Os Olhos de Minha Mãe é uma obra brutal e muito agressiva, tendo seu recurso de paletas certamente utilizado para censurar o excesso de sangue e de outras coisas que acontecem ao longo do filme. Psicologicamente muito intenso e forte, o longa tenta justificar a perturbação de Francisca através de atos extremos, seja dos outros ou de si mesma, criando uma personagem profunda, questionável e primitiva para sobreviver em um mundo ao qual definitivamente não pertence.
Um policial existencialista com 32 centímetros de piru (isso mesmo) é designado para investigar um estranho caso que vem rondando os subúrbios de Nova York, pois homens estão perdendo seus bilaus em um bem frequentado motel/bordel/bar/prédio residencial/sei lá que merda é essa. Com o tempo, o maluco italiano descobre que as vítimas estão, na verdade, sendo atacadas por uma camisinha assassina, que fica saltando de pinto em pinto fazendo sons de desenho animado enquanto impede os homens de continuar seus serviços zequizuais. Inspirado nos quadrinhos criados por Ralf König, Camisinha Assassina é uma obra alemã do cinema trash que incrivelmente foi exibida no Festival de Cannes de 1996. Contando a história de uma camisinha-lombriga que possui dentes mais afiados que os de um tubarão e sai beliscando as pistola dos rapazes, não tinha como imaginar que uma ideia genial dessas daria errado. Pois bem....... Com um roteiro incrivelmente cansativo (eu DUVIDO alguém assistir esse filme inteiro de uma vez) pois as coisas simplesmente não saem no lugar, o filme é uma grande bagunça critico-social sobre assuntos que não dizem o menor respeito ao predador de latex, que sai arrancando os dedões de homens enquanto eles tentam decidir oq fazer da vida, dos sentimentos e o caralho a quatro. Narrado offscreen por um policial perebão que tem a altura inversamente proporcional ao tamanho de sua giromba, o filme é um retrato muito pobre sobre um estilo de vida suburbano, mostrado em cenas constrangedoras e sem a menor graça que o que mais queremos é que passem logo. Muito diálogo idiota e conversa sem sentido pra pouca coisa que de fato possa ser aproveitada, Camisinha Assassina parece um poema feito por alguém em um altíssimo estado de embriaguez, perdendo-se em meio a personagens caricatos e jegues, uma ação sem continuidade alguma, gritaria sem sentido e um plot ABSURDAMENTE ABSURDO que encerra com chave de bosta uma obra feita de qualquer jeito, resultando em uma sátira sofrível.
Um grupo de estudantes se reúne para realizar uma espécie de teste de coragem que consiste em realizar um suposto ritual de invocação em uma ponte assombrada próximo ao campus. É lógico que a lenda se tornaria verdade e, ao ter sua cerimônia de invocaçao realizada, um fantasma NEM UM POUCO original decide surpreender os jovens e brincar de Premonição com eles, enquanto fica tentando puxar seus pés em um verdadeiro corre corre e gritaria desenfreados. Dois desabafos antes de comentar algo: QUE PORRE e Ju-On realmente estabeleceu tendência. Com muita gritaria (do filme), A Maldição da Ponte é mais uma produção que chegou discretamente na Netflix e surgiu no top 10 (novidade?). O longa chinês funciona nos moldes beeeem padrão dos filmes de fantasma, porém com um apelo RIDICULO quanto às mortes e ataques da assombração, com MUITA enrolação e literalmente parecendo um filme de Premonição devido à uma demora irritante para que algo aconteça. O resultado? TODOS os sustos são telegrafados. Apesar das boas ideias e de ter um ou dois momentos tensos, o exagero da atuação desconecta completamente da esquisitice, parecendo pegadinhas do Silvio Santos mesmo, de verdade. O longa conta com MUITAS referências a Ju-On, mas acredito que seja algo da cultura oriental mesmo, então não julgo, porém sua narrativa estranha e incomoda, que intercala do início ao fim entre imagens mockumentary e found footage, além de uma proposta (a maldição) MUITO mal explicada, geram uma desatenção profunda e um consequente e rápido desinteresse. Atmosfera ok, fotografia ok, efeitos visuais bem realizados ok tbm, encerramento até que cola e realmente foi bem trabalhado, pegando de surpresa principalmente quem não espera mais nada de interessante da obra, mas a falta de inspiração e principalmente de originalidade impactaram demais no resultado final, culminando em uma produção muito genérica, com ritmo quebrado e excessivamente sonolenta.
Após uma série de assassinatos tomar conta da cidade, um grupo de amigos passa a acreditar que também está perseguido pelo mesmo serial-killer que vêm fazendo vítimas. E não é que tão mesmo? Mas ninguém se importa com isso. Um clássico de entrada do século 21, Todo Mundo em Pânico, apesar de ser uma produção feita com a bunda, configura uma das obras mais importantes do subgênero terrir para o cinema. Criando tendências e fortalecendo os filmes-referências, o longa conseguiu formar um subgênero dentro de sua própria categoria e a paródia passou a ser altamente requisitada especialmente na indústria independente. Com MUITOS recursos adaptados, incluindo o fraquíssimo roteiro, Todo Mundo em Pânico é basicamente um filme de retalhos experimentais, feito para divertir e aliviar com sua pegada nonsense, protagonistas estereotipados PROPOSITADAMENTE e cenas completamente absurdas. O longa não somente estabeleceu o cinema-satira, mas configura como um dos primeiros "memes" da história, com muitos de seus momentos virando bordões (quem nunca ligou pro amigo falando igual ao Ghostface chapado?) e outros funcionando como dupla crítica aos excessos e às repetiçoes no subgênero slasher e em outros. Todo Mundo em Pânico ganhou o público com seu carisma e com personagens incrivelmente unicos, cada qual com seus trejeitos e desvios de personalidade que tornaram-se inesquecíveis e atemporais. Atualmente, a saga se estabelece como um confort movie, sendo uma obra incansável mesmo após assistir dezenas de vezes, sempre garantindo boas risadas, lembranças e até mesmo boas perspectivas sobre longas descompromissados e que, diferentemente do multiverso do Adam Sandler, conseguem inovar, mesmo copiando, na cara dura, algumas produções de sucesso e outras nem tanto.
Os heróis que sobreviveram às intensas perseguições do Ghostface maconheiro do primeiro filme retornam para uma nova e maluca aventura, agora com muito mais besteirol e piadinhas ácidas. Convidados por um professor excêntrico para conhecerem os estudos sobre distúrbios de sono, os idiotas vão parar na Casa da Colina e não demoram a perceber que caíram numa [obvia] armadilha, devendo unir forças para escapar das ameaças que a mansão de papelão esconde. Menos de um ano após o início da franquia, Todo Mundo em Pânico 2 retorna trazendo os mesmos detalhes de seu antecessor, aclamados por conseguirem fazer um humor besteirol bastante funcional e completamente descompromissado. Dessa vez, os personagens ressurgem com o mesmo carisma que os mostrou aos cinemas, porém sem a menor criatividade, repetindo piadas muito bobas e fora de timing, além de realizarem muitas ações forçadas e largadas, algo que os desconecta completamente da situação (mais do que já estão). O grande destaque do longa fica por conta dos novos memes... Opa, novos personagens que são introduzidos exclusivamente para o filme, entregando excelentes e hilarios momentos que geram MUITO desconforto, mas uma vontade de rir braba mesmo que não se vê mais com os protagonistas. Agora com uma narrativa bem mais consistente e, até mesmo, reviravoltas, o segundo filme deixa de ser apenas uma bobagem em 90 minutos para ser algo assistivel, mesmo que duramente suportável. Com dezenas de referencias, Todo Mundo em Pânico 2 é uma obra desesperada e apressada que misturou ideias de quem não entende absolutamente nada da essência do terror e pouco dos caminhos da comédia, deixando de lado qualquer tensão para gerar alívio cômicos apelativos e inconsistentes. Mesmo assim, Todo Mundo em Pânico 2 ainda de salva como uma clássica comédia de essência, fugindo totalmente das regras do cinema na tentativa de agradar com as poucas qualidades que tem.
Uma jovem decide enfrentar a estrada para conhecer os pais de seu namorado, à medida que pensamentos sobre acabar o relacionamento começam a ocupar sua mente. Com o tempo, eventos muito estranhos passam a acontecer, transformando uma situação de uma aparente simples resolução em algo muito mais complexo que poderá mudar totalmente o rumo da decisão da garota. Antes de assistir Estou Pensando, sugiro refletir um pouco sobre os filmes mais confusos que você já assistiu. Pronto? Ok. Você realmente se entregou a eles ou foi uma experiência cansativa? Caso sua resposta seja a segunda, o novo longa da Netflix não é pra você. Uma produção intergeneros, Estou Pensando é um filme difícil de conceituar, pois suas inúmeras camadas navegam entre drama, suspense, horror, drama e uma leve comédia, mas concentrando tudo em apenas dois propositos: provocar e estudar a mente humana. Incrivelmente denso, profundo e reflexivo, trata-se de um retrato da potência do pensamento, sem separar personagens ou classifica-los, pois todos são simultaneamente os mesmos, com suas fragilidades, conhecimentos, sentimentos e perturbações. O filme é um grande ensaio humano sobre o medo, a importância dos relacionamentos e a importância de ser abraçado, de ser reperado, tendo o tempo como o grande protagonista para elevar os egos, as atitudes e a própria visao de mundo, inteligentemente apresentada da perspectiva do fim, não do início. E o fim nós já sabemos: o meu será igual ao seu. Então somos, de fato, diferentes? Estou Pensando possui uma trama fragmentada, mas potente. Seus diálogos são retalhos do grande objetivo e são essenciais para compreender as poucas relações interpessoais existentes, evidenciando a importância da comunicação e o papel essencial no entendimento e na participação. O longa da Netflix é uma produção forte e carismática sobre a vida em si, relatando fatos (contínuos ou não) inerentes à simples questão de existirmos no universo.
Em um complexo de heroína, Cindy evolui a níveis brutais e se autorresponsabiliza de investigar estranhas fitas que levam à morte de pessoas que as assistem. Ao mesmo tempo, a garota começa a tentar relacionar a existência do vídeo com sinais alienígenas que apareceram em um campo isolado, acreditando que possam ter a ver com uma iminente invasão extraterrestre. Primeiro longa da série dirigido por David Zucker, que assumiu a franquia até seu encerramento, Todo Mundo em Pânico 3 é mais um álbum de referências colado num roteiro de besteirol, agora fugindo das histórias de assassinos em série e casas assombrada para explorar o universo alienígena, ou ao menos copiar oq já havia adaptado os subgeneros. Absorvendo os principais conceitos de Sinais, O Chamado, Guerra dos Mundos e 8 Mile, o terceiro filme do terrir é uma bagunça de eventos sem sentido, culminando em algo mais apavorante visualmente, porém no sentido de constrangedor. Muito mais engraçado e apelativo, especialmente por trazer mais nomes da comédia e atuações mais maduras das protagonistas da franquia, o longa é uma viagem sinistra por obras queridas pelo público, conquistando pelas suas paródias e propostas deturpadas. Um dos mais rentáveis da franquia, o filme teve um timing certo de lançamento e atraiu pela nostalgia, mas agora voltado para um público mais geral, sem utilização abusiva de recursos escrachados como houve nos antecessores. Todo Mundo em Pânico 3 é a produção mais de boas da franquia, mantendo críticas mistas e negativas, logicamente, mas trazendo o humor em terror e sátiras de vez para a industria hollywoodiana e criando um público mais de nicho para o cinema, dos fãs de filmes de terror e sci-fi que buscam menos compromissos, algo mais leve e menos "cabeça", e uma justificativa para de divertir dentro de uma hora e meia, mesmo que com uma produção culturalmente pobre e sem muito sentido.
Trabalhando como enfermeira em uma casa mal assombrada, Cindy deve se aliar a seus estranhos vizinhos para se salvar da invasão alienígena definitiva. Desesperada, a jovem parte em fuga, à medida que encontra antigos amigos no caminho e aliados excêntricos que podem ajuda-la a evitar a destruição de seu planeta. Encerramento oficial do arco principal de Todo Mundo em Pânico, marcando a despedida de Cindy e Brenda, Todo Mundo em Pânico 4 é o fim definitivo de uma das franquias de maiores sucesso do mundo, consolidando de vez a paródia como gênero cinematográfico. Agora com referências mais ousadas voltadas para clássicos modernos como A Vila, O Chamado, O Grito e Jogos Mortais, o filme prova que é possível sim conectar histórias completamente distintas, mesmo que sacrificando o sentido, a seriedade e atuação para reformular um roteiro feito sem capricho. Apelando bem mais para efeitos especiais e personagens mais maduros, a piada escrachada dos filmes anteriores dá lugar a um humor situacional, resultado de subversões de situaçoes consideradas tensas, que passam a ser completamente reviradas e transformadas em uma típica comédia norte-americana. Lotado de textos nacionalistas a la seriados como Family Guy, Simpsons, South Park e outros, o longa marca a participação de grandes nomes do standup norte-ameticano, que dão um tempero maior para o humor tiozão do filme e servem como inspiração em cena para diversos novatos como coadjuvantes. Todo Mundo em Pânico 4 tenta revigorar a série justo quando sua narrativa encerra, dando um ar de "graças a deus que essa merda acabou" e abrindo portas para o surgimento de títulos "espiritualmente" sequenciais, mas sem largar a mentalidade basica e o MO dos filmes anteriores, satisfazendo quem curte o gênero, mas cansando quem acreditava encontrar coisas novas.
Apos ninguém pedir para que Todo Mundo em Pânico fosse reinventado, uma direção completamente bagunçada decidiu contar a história de uma família recem-formada que passam a ser atormentada por estranhos eventos paranormais. Com o tempo, a trupe de atores e atrizes sem o menor profissionalismo descobre que as assombrações são controladas por uma poderosa entidade demoníaca que pretende possuir cada um da casa. Oq não é uma má ideia, já que qualquer alternativa para ocupar o lugar daqueles personagens sem graça é MUITO mais válida. Encerrando com chave de bosta uma franquia que há muito tempo já deu oq tinha q dar, Todo Mundo em Pânico 5 é um cansativo retrato de uma reinvenção de algo que o público não precisava, resultando em um longa cansativo, generico, embaraçoso e sem um pingo de originalidade. Agora com o desenvolvimento de uma narrativa completamente diferente da apresentada nos quatro primeiros filmes, o longa ganhou um aspecto teatral de sitcom difícil de separar de sua proposta, criando uma raiz bastante incômoda e destoante. As piadas tornaram-se muito enjoentas e mesmo com um design de produção mais decente e bem trabalhado, além de efeitos práticos mais vivos do que os bonecos anteriormente utilizados, a papagaiagem não esconde seus defeitos claros, sem se preocupar com furos, fidelidade narrativa e nem com o humor do espectador, obrigado a assistir 90 minutos de uma comédia em cima do muro. Sem a presença de atores clássicos, meros coadjuvantes foram responsáveis por conduzir o ritmo do longa. Quanto algumas boas referências, nem elas salvaram de uma direção antiquada e pouco criativa, responsável por eliminar de vez as chances de um possível retorno da franquia e quase levando a saga para um completo esquecimento, este que foi o mesmo buraco para o qual o último filme partiu.
Na tentativa de evitar a morte de sua mãe, uma pequena garota acaba se envolvendo com as histórias contadas por um antigo fauno, dizendo que a criança era uma princesa perdida no reino dos humanos que precisa completar três tarefas para ganhar a imortalidade. Vendo sua mãe enferma e nos estágios finais da vida e sendo abusada por um líder militar nazista, a garota encontra, nas lendas de seu novo amigo, a unica chance de escapar da tortuosa realidade e uma solução para seus problemas, que parecem cada vez piores. Horror fantasioso de Guillermo del Toro, O Labirinto do Fauno é uma aclamada jornada épica por um espelho sombrio da humanidade, descoberto em uma época que a realidade assumia uma identidade tão massacrante quanto. Com muito carisma e uma história repleta de momentos tensos, reviravoltas e uma protagonista sempre em risco, O Labirinto do Fauno é uma interessante narrativa visual que soube tratar a infancia com maturidade e, especialmente brutalidade, porém sempre sob o olhar inocente de uma menina que ainda acredita no bem, na pureza e na justiça mesmo sob os holofotes da guerra e de uma família desestruturada pela doença e pela raiva. O longa introduz com perfeição um dos personagens mais icônicos da década, o fauno, sempre misterioso, intrigante e com uma moral duvidosa apresentada através de enigmas e diálogos muito profundos, sendo praticamente o autor de uma dura e violenta poesia. Muito mais que uma história fantasiosa, O Labirinto do Fauno é um horror sombrio denso e cheio de questionamentos, com ares musicais e teatrais e tons das antigas trovas, porém adaptado para a modernidade e trazendo respostas óbvias para muitos, mas capazes de custar a sanidade de quem entra de cabeça e, até mesmo, muitas das ideologias desenvolvidas durante a infância.
Após seus pais contratarem uma babá bastante exótica e zenzual, Cole passa a sentir muito mais segurança e confiança, acreditando que a presença da loirinha vai mudar sua vida. E num é que mudou mesmo? O pivete logo percebe q as aparências enganam MUITO e que o aparecimento da babá era apenas uma justificativa para a realização de um culto satânico que necessitava de quê? Isso msm jovs, zangue de puros, virjs e inocentes. Corre, Cole, e salve sua vida!!! Longa de terrir publicado pela Netflix, A Babá é uma obra pouco convencional e com apelações pontuais, contando com muito humor ácido, uma violencia extrema que tende mais para o absurdo do que para a brutalidade, e muitos diálogos nonsense e funcionais, que acrescentam muito em alívio cômico construindo uma essência única. Com personagens bem caricatos, uma adaptação interessante que mescla elementos de terror de perseguição, magia negra, slasher e humor pastelão, o longa é uma divertida trama bem sessão de tarde, capaz de entreter públicos de todas as idades (por incrivel que pareça) e surpreender mesmo com os clichês e com as inúmeras bobagens e personagens idiotas. A Babá não é uma produção nem um pouco original ou marcante, mas também de longe é entediante ou chata, configurando um filme feito para quem não quer pensar demais, criticar ou se assustar com uma atmosfera mais pesada e temas mais sensíveis. Um longa bem meia boca, mas que traz uma lembrança interessante para quem viveu a época de reinvenção dos anos 90, definitivamente é um filme que passa muito rápido e que facilmente poderia ter mais 30 minutos ou ser assistido uma segunda vez. Uma boa produçao em meio a diversas outras que fogem do senso comum e exigem demais do espectador, seja em questão de tempo ou de dedicação em relação a atenção, A Babá é ideal para assistir com os amigos, dar boas risadas e se surpreender com momentos inesperados e completamente imprevisíveis.
Após sobreviver ao culto diabólico organizado por sua babá, Cole começa a passar por problemas ao ser julgado de maluco, com todos descredibilizando sua história sobre os filhotes do tinhoso. É então que, decidido a deixar tudo para trás, cai em uma aventura sem graça com sua amiga e crush, sem imaginar que seria apenas o reinício de todo o pesadelo e que seu passado não tá nem um pouco disposto a deixar o pobre rapaz sossegado. Continuação direta dos eventos narrados pelo primeiro filme, A Babá: Rainha da Morte é uma divertidissima e fiel aventura que retorna às mesmas bizarrices de antes, agora bem mais violento, engraçado e mais bem desenvolvido. Trazendo a mesma equipe de malucos que foram introduzidos no longa antecessor, a sequência consegue ser pé no chão e manter a sugestão escrachada, contando com piadas fora de timing mas que funcionam em todo o contexto, personagens únicos que já são antigos conhecidos do público e uma trama ainda mais sombria, que soube desenvolver bem a ideia do culto diabólico. Mais maduro, o protagonista ainda se vê em meio a bagunças, perseguições e a lembranças de seu passado, mas encarando de uma forma diferente que transforma completamente o ritmo do filme. Infelizmente, a necessidade de evoluir uma história e não acabar repetindo tons gerou a necessidade de adicionar personagens nem um pouco intetessantes, como foi o caso de Phoebe, que apresentou uma personalidade MUITO oscilante e que fugia muito de sua identidade, dando a entender que a direção não soube muito bem oq fazer com ela. Apesar disso, a Rainha da Morte tem seus méritos por trazer algo mais leve e com um humor ácido, sem ser cansativo e sabendo criar uma produção mais consistente que funcione tecnicamente (com bons efeitos visuais) e narrativamente.
Um grupo de amigos embarca em um iate para curtir umas boas férias juntos, porém o aparecimento de estranhas condições climáticas o leva para um outro barco aparentemente abandonado que surge em sua frente. Dai que surge o problema, quando cada um dos turistas passa a desaparecer misteriosamente, dando a entender que não havia ninguém no local porque supostamente é o território de caça de um maníaco muito foda. Mistério produzido por Christopher Smith, Triangulo do Medo foi uma inteligente obra australiana que misturou elementos de stalker, slasher, terror psicológico, suspense e ficção científica, apresentando uma história muito intrigante, inicialmente subjetiva e cheia de tópicos narrativos que mexem completamente com a perceção de quem assiste. Tratando de forma original um dos maiores mistérios do mundo moderno, que são os estranhos eventos ocorridos na região do triângulo das bermudas, o longa adapta uma historia original na região a partir da perspectiva de um grupo de sobreviventes completamente despreparados e descrentes, sendo levados a um passeio tensissimo muito bem ambientado e com uma excelente atmosfera. O grande problema de filmes complexos e cheio de caminhos é a questão dos furos e das tramas mal desenvolvidas, algo que infelizmente não escapa de Triângulo do Medo, que deixa mais perguntas do que respostas após sua conclusão e meio que pede para ser assistido duas ou três vezes. Mesmo assim, Triangulo do Medo não deixa de ser desesperador e imersivo, construindo uma boa trama que é moldada através de detalhes que pouco entregam, mas sabem se impor e funcionar como elementos narrativos, especialmente por contar com a participação de uma ótima equipe de atores, responsáveis por convencer e transmitir o terror e o pavor de uma ameaça cada vez mais incompreensível.
Após presenciarem uma cena de crime, dois fotógrafos passam a ser atormentados por uma estranha figura que sempre aparece nas imagens após serem limpadas no estúdio. Mas não se engano: Espíritos é uma história de amor. Longa de terror tailandês publicado no início da década de 2000 para fazer frente com O Chamado e O Grito, Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado é uma linda história de amor que fala sobre arrependimento, superação, esquecimento e, logicamente, uma paixão admirável que vai além da vida... E da realidade. Com uma história original e intrigante que serviu como base para diversos outros longas, mas sem o mesmo primor técnico e de atuação, o filme é a adaptação mais direta que existe dos games Fatal Frame, lançados pouco antes de Espíritos e que conquistaram um sucesso TREMENDO no Oriente ao revelar as famosas "ghost cams", onde assustadores fantasmas aparecem em revelaçoes de câmeras e devem ser exorcizados. Mas isso já não tem muito a ver com Espíritos que, como eu já disse, é apenas uma história de amor. O Titanic moderno que já previa o sucesso de autores como Nicholas Sparks e Jojo Moyes, o longa é uma das produções essencialmente atmosféricas mais marcantes e chocantes das últimas décadas, sendo figurinha carimbada em listas de obras que marcam e literalmente marcam quem ousar assistir uma (como eu já havia dito) linda história de amor. Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado está aí para provar que os tailandeses são sim um povo muito sensível (até demais) e que sabem construir filmes que mexem com o psicológico do espectador, envolvendo questões profundas que podem ir muito além da aceitaçao e da VISÃO também. Cheio de sustos de emoção, muito medo pelo amor mal correspondido dos personagens, umas caganeiras sinistras ao ver a cara de triste dos protagonistas... Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado é uma história de amor. Assiste aí, vai.
Única sobrevivente de uma dupla de irmãs siamesas, uma jovem tailandesa decide se mudar para a Korea para deixar o passado para trás e tentar curar a culpa que sente pela morte de sua irmã. Com o tempo, um antigo segredo de família vai se revelando, mostrando que as irmãs estavam sempre destinadas a viverem juntas como se fossem um só corpo. E a morrerem também. "Sequência espiritual" de Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado, Espíritos 2 - Você Nunca Está Sozinho é uma expansão significativa do multiverso das almas penadas tailandesas, que provaram, mais uma vez, entender MUITO do assunto, desde a criação de ambientes pavorosos ate o desenvolvimento de uma trama sólida e tensa na mesma proporção. O longa funciona quase como um conto antológico, sem perder em absolutamente nada nos quesitos qualidade e design de produção em relação ao seu antecessor, porém coloca sob a mesa questões mais voltadas para o lado do drama familiar e da criaçao de fortes laços de união. Misturando temas como hereditariedade, sobrenatural e a culpa, Espíritos 2 é uma subestimada e funcional obra, incomodando na medida certa, apesar de alguns exageros de atuação e dramaticidade, algo que não ocorre em Espíritos 1, que é bem mais sutil. Apesar disso, o filme é bem estabelecido culturalmente e trata de uma forte raiz oriental, provando que o lado direito do planeta tem MUITA história para contar, MUITA coisa para ser investigada e MUITA ideia para nos apavorar. Espíritos 2 - Você Nunca Está Sozinho, é aquela pulga atrás da orelha para quem tem traumas e coisas mal resolvidas na vida, conseguindo perturbar, assustar bastante e convencer de que nesse exato momento, ou daqui a alguns minutos, um estranho ruído pode vir de algum canto do seu quarto. Apenas tente ignorar.
Cinco estranhos ficam presos em um elevador de um prédio comercial, até que estranhos eventos começam a ocorrer no local, indicando que alguma força sobrenatural está agindo em meio ao grupo. Enquanto a polícia tenta descobrir o q está acontecendo e uma forma de tirar aquelas pessoas da prisão, o tempo dos aprisionados vai se esgotando e suas vidas passam a correr risco. Dirigido por John Erick Dowdle, responsável por assumir Assim na Terra Como no Inferno e As Fitas de Poughkeepsie, Demônio é uma obra minimalista com um grande potencial, mas que infelizmente desperdiça uma narrtiva que poderia ser melhor explorada em uma piscina de clichês e de uma montagem genérica, com alguns momentos claustrofobicos interessantes, mas um conceito geral bastante fraco e com poucas novidades. Com um roteiro bastante oscilante que peca bastante em ritmo, especialmente por conta das longas cenas de investigação que de tornam cansativas pela demora para alguma resolução, principalmente devido ao conhecimento do público sobre o que pode estar causando as desgraças no elevador, Demônio acaba sendo uma obra cansativa que deixa para entregar tudo no final, quando o espectador já está sem saco para novas surpresas. Com uma mitologia quase inexistente, já que o design de produção se limita a um território relativamente sem recursos e a personagens pouco dedicados, Demônio se resume a uma trama longa demais em um elevador, funcionando quase como uma brincadeira de detetive, mas envolvendo uma força invisível que não se revela. Lento e sem impacto, o longa pode passar bastante despercebido tanto por quem já é acostumado com as histórias tradicionais de terror quanto pelos que têm um apelo maior para novidades e coisas complexas.
Planeta Terror
3.7 1,2K Assista AgoraApós uma experiência fracassada, um vírus mortal é libertado na Terra, transformando humanos em zumbis bizarros e outras criaturas mutantes tiradas da mente de algum escritor japonês.
Para conter a ameaça, um grupo de civis se une em uma arriscada jornada, na tentativa de evitar que uma corporação militar maluca consiga cumprir seus propósitos enquanto uma dançarina daquelas danças que deixam os tiozão babando grana encontra, nessa aventura, uma razão para melhorar sua autoestima e mostrar a todos seus talentos assassinos.
Dirigido por Robert Rodriguez, dos incriveis Sin City e Alita, e coproduzido por Quentin Tarantino, Planeta Terror é um conto independente da coletânea Grindhouse, grupo que conta com a colaboração de diversos nomes do cinema independente e da indústria A que estão envolvidos com obras de ação, terror voltado para a matança, splatter, trash e, logicamente, o humor sarcastico.
Característico por ser incrivelmente divertido, sangrento e muito nojento, Planeta Terror é uma mistura cultural e histórica de conceitos muito similares, resultando em uma obra com muita identidade, repleta de elementos interessantes e com a mão de gente que entende.
A participação de Tarantino deu uma competência épica ao longa, com a famosa trilha sonora caracteristica para cada personagem e as infames frases de efeito durante os diálogos, dando mais presença ainda para os já badass personagens.
E badass é o que não falta, mesmo que os protagonistas precisem evoluir e se adaptar através do sofrimento e da perda, simbolizando uma jornada do herói pouco convencional que lembra bastante as nuances de Uma Noite Alucinante.
A produção de Rodriguez é uma obra intertextual muito comunicativa que se estabelece em um cenário muito atípico onde as megaproduçoes trasheiras são bastante encostadas, mas cumpre bem o seu papel ao entregar um longa firme, nem um pouco monotono, muito escrachado e que mistura seriedade e besteirol em uma parceria única de diretores completamente diferentes.
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Precisamos Falar Sobre o Kevin
4.1 4,3K Assista AgoraApós ter seus desejos frustrados de nunca querer ter sido mãe, Eva [insira um sobrenome mais facil] tem que lidar com a difícil responsabilidade de amar e criar Kevin, um filho muito complicado.
À medida que o jovem vai crescendo, sua repulsa pela familia e pela própria vida vai aumentando, carregando a culpa de ser uma criança desejada e não amada, algo que leva o rapaz a cometer atrocidades e desenvolver um comportamento extremamente hostil e perigoso para todos que estão ao seu redor.
Inspirado na obra literária publicada em 2003 por Lionel Shriver, Precisamos Falar Sobre o Kevin expande a mídia de um conteúdo extremamente provocador, perturbador e psicologicamente complexo que serviu com base sobre inúmeros estudos de tratos sobre distúrbios mentais e inclinação socioeducativa.
Um dos filmes de suspense psicológico mais interessantes da última década, a obra aborda de forma muito chocante w brutal os delírios de uma convivência complicada, assustadoramente liderada por dois parentes de primeiro grau que não conseguem definir seus sentimentos, transmitindo-os de forma calamitosa e sinistra e trazendo consequências piores ainda, a curto e longo prazo.
Precisamos Falar Sobre o Kevin traz uma das atuações mais memoráveis de Ezra Miller (se não a mais), colocando-o para interpretar um personagem cheio de camadas e individualidades que certamente não são fáceis de compreender. Seu oposto, a mãe Eva (Tilda Swinton) é um show a parte e estabelece um conflito de gênios completamente assimétricos, dando mais tensão ainda e gerando MUITOS clímax.
Funcional não somente como filme, mas como pesquisa, a produção de Lynne Ramsay é sensível e duro, sutil e brutal, indo muito além do entendimento físico das relações familiares problemáticas, mas despertando um ar de algo muito errado que, para muitos, torna-se desesperador.
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Subconscious Cruelty
3.0 243ALERTA GATILHAÇO AQUI
Subconscious Cruelty é uma antologia de contos que explora o lado podre do ser humano através da subversão de ideais, religião, tradição familiar, traços de personalidade e, logico, putarias.
Longa experimental dirigido por Karim Hussain, trata-se uma obra perversa e muito provocativa, baseada em ideais niilistas e em takes de cenas que representam a ausência de vida ou, em alguns casos, a destruição da mesma.
Extremamente metafórico, o filme canadense abusa de diálogos profundos e monólogos existencialistas, algo ate realativamente surpreendente quem não vai com expectativas.
Apesar das reflexões e das questoes serem completamente fora da realidade e pertencentes a mentes completamente doentias, perturbadas, obcecadas ou outro qualquer desagrado que vos valha, Subconscious Cruelty consegue retratar pontos interessantes de forma clássica, remontando a atuaçoes e designs de produção MUITO teatrais e minimalistas que focam essencialmente nas diversas implicações derivadas das contravenções.
Trata-se, muitos momentos, de uma composição científica sem compromisso com a realidade, recuperando raízes perdidas de épocas em que os estímulos químicos despertavam desejos e instintos profundos nos seres humanos, alterando completamente a noção de certo ou errado.
Incesto, vícios, fratricidio, deturpação dos valores da natureza, pesadas apologias blasfemas... Os caras que produziram isso aqui definitivamente queriam e conseguiram chocar o público mais tradicional e a crítica regrada, porém através de um efeito que DEFINITIVAMENTE não é para muitos.
Com um visual muito incomodo, câmeras amadoras e enquadramentos bem esquisitos, além de uma total obscenidade e falta de pudor gráfico, Subconscious Cruelty não é nem um pouco recomendado para quem assiste filmes descompromissado ou prefere algo mais cinematográfico.
Em outras palavras, é uma bela duma bosta, mas como o ditado diz, "é fazendo merda que se aduba a vida", então isso aqui tem seu valor. E muito.
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Invasão Zumbi 2: Península
2.4 401 Assista AgoraQuatro anos após os eventos em Busan, a península coreana entra em quarentena e passa a ser ocupada por devoradores de carne e alguns insurgentes.
Sobreviventes dos horrores da infecção, um grupo de cidadãos que trabalham para mercenários chineses é enviado de volta à península para recuperar uma carga valiosa. Será, então, o início de um desespero geral quando passarem a reviver os mesmos terrores que os expulsaram anos atrás.
Sequência direta dos eventos apresentados no aclamado Invasão Zumbi, Península é uma obra controversa que tem gerado muito descontentamento da mídia, sendo criticado pelos motivos justos, mas elogiado por outros que deviam ser em proporção muito maior.
Os fatos: Invasão Zumbi 2 é uma obra genérica e americanizada. Aboliu completamente o drama de seu antecessor para se tornar um Mad Max com zumbis, com um abuso ABSURDO de efeitos especiais (90% do filme é efeito especial) e com um forte apelo para a açao, tiroteio e correria.
Seu começo excelente não prepara para o que vem depois. Uma história fraquissima, furos de roteiro questionáveis, muitas conveniências e coisas mal explicadas, personagens sem carisma e um ritmo anticlimatico surpreendem o público, especialmente por conta da expectativa gerada. Os momentos com os zumbis são incômodos, ja que são INCRIVELMENTE coreografados e teatrais e dão a impressão de estar assistindo a uma dança macabra.
Felizmente, é INEGÁVEL a IMPRESSIONANTE direção de arte de Península. Apesar do abuso de CGI, o filme é visualmente LINDISSIMO e MUITO bem feito, de fazer arregalar os olhos. Efeitos de luz, sombras, cenários... Puta que pariu, assistir no cinema deve ser impressionante.
Mesmo com os clichês, estereótipos e falta de criatividade, o longa marca demais com seu final EMOCIONANTE, capaz de tirar lágrimas dos despreparados.
Tecnicamente, é um primor. Narrativamente, comum. Mas com certeza vale o tempo e NÃO COMPAREM com o primeiro. Essa é a dica.
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O Quarto Secreto
3.7 372Após o repentino desaparecimento de sua namorada, um jovem maestro não demora a tocar sua vida mesmo sem saber o que de fato havia acontecido para ser abandonado, e se relaciona com a primeira mulher que vê pela frente.
Porém, a medida que a atual namorada do cara vai entrando cada vez mais em sua vida, segredos sobre o paradeiro da sumida vão sendo revelados, resultando em sombras e desconfianças que sorrateiramente rodeiam a casa e que podem estar prestes a revelar algo muito mais sinistro.
Produção dirigida por Andrés Baiz, responsável por adaptar o excelente Satanás: O Perfil de um Assassino, O Quarto Secreto é uma obra estranha que gera muitas dúvidas sobre sua qualidade, contendo bons momentos juntos de uma má administração narrativa e de atuação.
Contendo as clássicas reviravoltas dos suspenses espanhóis, é fácil assumir que o filme trata muito bem os becos sem saída, colocando alguns personagens em situações bem tensas e inicialmente amedrontadoras responsáveis pelos grandes clímax.
Porém, como para toda reação existe uma reação, o anticlimax é uma figurinha carimbada no longa, que sofre com sérios problemas de ritmo, demora para dar respostas, uma linha narrativa cíclica e, em muitos aspectos, previsível, e a nem um pouco convicente atuação dos protagonistas, especialmente do cara.
O Quarto Oculto não é uma trama macabra ou com sustos; trata-se de uma simples produção de suspense sem muitas novidades e com alguns recortes adaptados de obras de sucesso como O Quarto do Pânico, com poucos detalhes próprios e umas boas tentativas de criar plot twists, mas que a falta de carisma dos personagens não consegue intensificar.
Apesar disso, o longa soube tratar de conceitos interessantes para o gênero como o adultério, a mentira, as relações e o comportamento passivo, que são levados ao extremo ao trazer consequências severas para todos os participantes.
Uma boa ideia sem muita criatividade, mas que certamente pode surpreender.
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À Prova de Morte
3.9 2,0K Assista AgoraUm dublê maluco vive de levar mulheres para dar passeios em seu carro turbinado, blindado e super equipado. Infelizmente, os passeios não são conhecidos por terminarem bem e acabam sendo um pesadelo para as damas, que não conseguem suportar os choques do veículo e acabam morrendo de uma forma ou de outra.
O que o psicopata não contava era que seu próximo convite para a morte despertaria a fúria de um grupo de mulheres que provariam ser MUITO mais insanas e determinadas que o cara, super dispostas a vingar cada vítima que desapareceu nos bancos do carro do dublê.
Sequência final da coletânea Grindhouse, o filme de Quentin Tarantino é mais uma bela homenagem aos clássicos de perseguição, remontando às insanidades dos anos 80 e 90 em meio ao delírio social, à sexualização e, logicamente, à ascensão da participação de dublês no cenário de Hollywood.
Com muita ação, porradaria e violência brutal, com cenas memoráveis e exageradasbque fazem parte do cartão de visitas do diretor, À Prova de Morte é uma trama bastante rasa, mas bem desenvolvida do ponto de vista técnico, funcionando como um retrato real das insanidades do final do século passado.
Um dos longas "esquecidos" e pouco comentados de Tarantino, o filme é um dos mais emblemáticos em sua direção, contando com atuações de protagonistas e antagonista bem caricatas e trazendo muitos tons de diversão, mesmo em meio ao enorme caos e a cenas bastante intensas, especialmente na segunda metade da obra.
A disputa entre o personagem de Kurt Russell e Rosario Dawson é sensacional e todo encontro dos dois libertam faíscas inabaláveis nas telas. Tarantino tem o poder de conseguir fazer atores literalmente incorporarem pessoas com personalidades fortes e únicas.
Com uma trilha sonora entre folk rock e as batidas de country que empolgam bastante, À Prova de Morte não é uma obra prima pelas suas muitas conveniências e a falta de carinho narrativo, mas é um prato cheio para quem curte o diretor e uma trama cheia de absurdos.
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Van Helsing: O Caçador de Monstros
3.3 1,1K Assista AgoraWolverine, o maior caçador de monstros da modernidade, é convocado para o que promete ser seu trabalho mais difícil.
Na Transilvânia, Dracula forma uma terrível aliança com Frankenstein, utilizando a criatura para libertar uma enorme linhagem de morcegos que irão colocar em risco não somente a vida da família que contrata Van Helsing, mas todo o planeta.
A multimilionária produção de Stephen Sommers foi uma das obras mais ambiciosas da década passada, entregando um longa com muitas referências às clássicas e assustadoras criaturas que surgiram no cinema na década de 1930.
Ambientado em uma assolada Romênia que tornou-se um viveiro para Dracula e diversos outros seres, Van Helsing destaca-se por sua atmosfera muito bem realizada, dando um ar de uma acinzentada Londres do século 18 e com muitas névoas, pântanos e castelos responsáveis por adaptar muito bem uma trama voltada tanto para o terror, especialmente por ser recheada de sustos e de criaturas horrorosas (mas as tres esposas do Dracula, hein.......) que surgem em meio à noite.
Apesar dos efeitos especiais caprichados para a época, o longa entra na galeria dos que envelheceram mal, e hoje não passam de incômodas CGIs com poucos detalhes, principalmente nas cenas de mais movimentação.
Como um filme de "anti-heroi", não poderiam faltar as INUMERAS piadinhas fora de timing, principalmente do religioso chato que acompanha o caçador, além das frases de efeito tipo Cavaleiros do Zodíaco que surgem diante de todo confronto.
Felizmente, Van Helsing é um filme bem family friendly com pouca violência visual, sem apelos críticos e com uma intensidade regular que certamente pode trazer muita diversão, que soube mesclar as principais história da trilogia dos monstros (Dracula, Frankenstein e Jekyll e Hyde) em uma trama coesa, com alguns poucos furos e que soube ser bem cuidada para entregar um início, meio e fim, além de alguns plot twists interessantes.
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Vou Morrer Amanhã
2.6 63 Assista AgoraO filme mais estranho do ano trata sobre uma espécie de delírio coletivo transmitido como se fosse um vírus, causando angústias e sensações depressivas em pessoas que passam a acreditar estarem vivendo seu último dia de vida.
Porém, sem romantizar a tese de "viver como se fosse morrer amanhã", o longa é um quadro super metafórico e dramático sobre a expectativa de ter o último dia da terra, levando uma série de personagens a estarem psicologicamente presos na desesperança e na inquietude do fim iminente.
She Dies Tomorrow é um longa de horror e drama psicológico e psicotropico que apela para planos longos, close de câmeras e muitos efeitos de luzes para recriar uma incômoda sensação de delírio, funcionando INFINITAMENTE mais como um símbolo do que como uma narrativa.
Com um roteiro basicamente ausente e uma linha cronológica completamente bagunçada (pois não serve msm de porra nenhuma), a ideia de emitir uma espécie de oração aos mortos - tanto que a composição Requiem, de Mozart, toca a todo instante - é funcional tão quanto o conceito subjetivo de Ensaio Sobre a Cegueira, que possui uma premissa similar ao tratar uma tragédia epidemia de forma mais subjetiva e muito menos física.
No filme, nada, literalmente nada, possui respostas; facilmente termina com muito mais dúvidas do que se inicia, mas como experiência de imersão é um profundo drama pessoal, colocando de forma artistica questões sobre a fragilidade da vida, a angústia pela certeza dos últimos instantes e a repulsa, o ódio pelo eterno, pelo imutável, algo que é transmitido pela ausência de emoções nos personagens após serem "contaminados" pela ideia.
E sim, contaminados pela IDEIA, algo que propositadamente se espalha com muito mais potencia do que um vírus, e não somente transforma, mas eleva os personagens a um interessante e complexo estado de perturbação e desilusão, criando uma atmosfera pesada, confusa e mental que não é qualquer tipo de sensibilidade que irá compreender.
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Os Olhos de Minha Mãe
3.6 184Após sofrer uma tragédia familiar que a deixou completamente traumatizada, Francisca passa a viver uma vida bastante solitária, enquanto tenta se adaptar às marcas de seu passado que faz questão de não ser deixado para trás.
Cada vez mais perturbada e com o senso de certo ou errado totalmente fora de si, seus distúrbios de personalidade e delírios a levarão a cometer atrocidades para relembrar de sua mãe e dos ensinamentos de sua infância, aplicando em outras pessoas sem sentir qualquer tipo de remorso.
Produção realizada por Nicolas Pesce, responsável por rebootar aquela merda de filme do Grito que saiu neste ano, Os Olhos de Minha Mãe é uma produção tensa, constante e muito imersiva, apresentando a história de uma jovem com um senso moral totalmente invertido que surgiu como resultado de uma "educaçao" natural de trás pra frente.
A protagonista, sem sentir qualquer coisa que não envolva o amor pelos seus pais, é uma exibição complexa de um ser humano mal formado, com uma mentalidade inteligentemente imprevisível que a faz agir das formas mais estranhas possíveis. A mina é MUITO esquisita.
Todo filmado em preto e branco, mas com uma resolução moderna e sem aqueles serrilhados das câmeras antigas, como ocorre com Centopeia Humana 2 e O Farol, o recurso da ausencia de cor é um dos mais interessantes recursos narrativos, transmitindo uma mensagem como se fosse vista através dos olhos negros da protagonista e sem qualquer tipo de coloração em sua vida.
Além disso, Os Olhos de Minha Mãe é uma obra brutal e muito agressiva, tendo seu recurso de paletas certamente utilizado para censurar o excesso de sangue e de outras coisas que acontecem ao longo do filme.
Psicologicamente muito intenso e forte, o longa tenta justificar a perturbação de Francisca através de atos extremos, seja dos outros ou de si mesma, criando uma personagem profunda, questionável e primitiva para sobreviver em um mundo ao qual definitivamente não pertence.
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Camisinha Assassina
3.1 280Um policial existencialista com 32 centímetros de piru (isso mesmo) é designado para investigar um estranho caso que vem rondando os subúrbios de Nova York, pois homens estão perdendo seus bilaus em um bem frequentado motel/bordel/bar/prédio residencial/sei lá que merda é essa.
Com o tempo, o maluco italiano descobre que as vítimas estão, na verdade, sendo atacadas por uma camisinha assassina, que fica saltando de pinto em pinto fazendo sons de desenho animado enquanto impede os homens de continuar seus serviços zequizuais.
Inspirado nos quadrinhos criados por Ralf König, Camisinha Assassina é uma obra alemã do cinema trash que incrivelmente foi exibida no Festival de Cannes de 1996. Contando a história de uma camisinha-lombriga que possui dentes mais afiados que os de um tubarão e sai beliscando as pistola dos rapazes, não tinha como imaginar que uma ideia genial dessas daria errado. Pois bem.......
Com um roteiro incrivelmente cansativo (eu DUVIDO alguém assistir esse filme inteiro de uma vez) pois as coisas simplesmente não saem no lugar, o filme é uma grande bagunça critico-social sobre assuntos que não dizem o menor respeito ao predador de latex, que sai arrancando os dedões de homens enquanto eles tentam decidir oq fazer da vida, dos sentimentos e o caralho a quatro.
Narrado offscreen por um policial perebão que tem a altura inversamente proporcional ao tamanho de sua giromba, o filme é um retrato muito pobre sobre um estilo de vida suburbano, mostrado em cenas constrangedoras e sem a menor graça que o que mais queremos é que passem logo.
Muito diálogo idiota e conversa sem sentido pra pouca coisa que de fato possa ser aproveitada, Camisinha Assassina parece um poema feito por alguém em um altíssimo estado de embriaguez, perdendo-se em meio a personagens caricatos e jegues, uma ação sem continuidade alguma, gritaria sem sentido e um plot ABSURDAMENTE ABSURDO que encerra com chave de bosta uma obra feita de qualquer jeito, resultando em uma sátira sofrível.
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A Maldição da Ponte
2.3 46 Assista AgoraUm grupo de estudantes se reúne para realizar uma espécie de teste de coragem que consiste em realizar um suposto ritual de invocação em uma ponte assombrada próximo ao campus.
É lógico que a lenda se tornaria verdade e, ao ter sua cerimônia de invocaçao realizada, um fantasma NEM UM POUCO original decide surpreender os jovens e brincar de Premonição com eles, enquanto fica tentando puxar seus pés em um verdadeiro corre corre e gritaria desenfreados.
Dois desabafos antes de comentar algo: QUE PORRE e Ju-On realmente estabeleceu tendência.
Com muita gritaria (do filme), A Maldição da Ponte é mais uma produção que chegou discretamente na Netflix e surgiu no top 10 (novidade?). O longa chinês funciona nos moldes beeeem padrão dos filmes de fantasma, porém com um apelo RIDICULO quanto às mortes e ataques da assombração, com MUITA enrolação e literalmente parecendo um filme de Premonição devido à uma demora irritante para que algo aconteça. O resultado? TODOS os sustos são telegrafados.
Apesar das boas ideias e de ter um ou dois momentos tensos, o exagero da atuação desconecta completamente da esquisitice, parecendo pegadinhas do Silvio Santos mesmo, de verdade.
O longa conta com MUITAS referências a Ju-On, mas acredito que seja algo da cultura oriental mesmo, então não julgo, porém sua narrativa estranha e incomoda, que intercala do início ao fim entre imagens mockumentary e found footage, além de uma proposta (a maldição) MUITO mal explicada, geram uma desatenção profunda e um consequente e rápido desinteresse.
Atmosfera ok, fotografia ok, efeitos visuais bem realizados ok tbm, encerramento até que cola e realmente foi bem trabalhado, pegando de surpresa principalmente quem não espera mais nada de interessante da obra, mas a falta de inspiração e principalmente de originalidade impactaram demais no resultado final, culminando em uma produção muito genérica, com ritmo quebrado e excessivamente sonolenta.
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Todo Mundo em Pânico
3.3 1,3K Assista AgoraApós uma série de assassinatos tomar conta da cidade, um grupo de amigos passa a acreditar que também está perseguido pelo mesmo serial-killer que vêm fazendo vítimas. E não é que tão mesmo? Mas ninguém se importa com isso.
Um clássico de entrada do século 21, Todo Mundo em Pânico, apesar de ser uma produção feita com a bunda, configura uma das obras mais importantes do subgênero terrir para o cinema. Criando tendências e fortalecendo os filmes-referências, o longa conseguiu formar um subgênero dentro de sua própria categoria e a paródia passou a ser altamente requisitada especialmente na indústria independente.
Com MUITOS recursos adaptados, incluindo o fraquíssimo roteiro, Todo Mundo em Pânico é basicamente um filme de retalhos experimentais, feito para divertir e aliviar com sua pegada nonsense, protagonistas estereotipados PROPOSITADAMENTE e cenas completamente absurdas.
O longa não somente estabeleceu o cinema-satira, mas configura como um dos primeiros "memes" da história, com muitos de seus momentos virando bordões (quem nunca ligou pro amigo falando igual ao Ghostface chapado?) e outros funcionando como dupla crítica aos excessos e às repetiçoes no subgênero slasher e em outros.
Todo Mundo em Pânico ganhou o público com seu carisma e com personagens incrivelmente unicos, cada qual com seus trejeitos e desvios de personalidade que tornaram-se inesquecíveis e atemporais.
Atualmente, a saga se estabelece como um confort movie, sendo uma obra incansável mesmo após assistir dezenas de vezes, sempre garantindo boas risadas, lembranças e até mesmo boas perspectivas sobre longas descompromissados e que, diferentemente do multiverso do Adam Sandler, conseguem inovar, mesmo copiando, na cara dura, algumas produções de sucesso e outras nem tanto.
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Todo Mundo em Pânico 2
3.0 763 Assista AgoraOs heróis que sobreviveram às intensas perseguições do Ghostface maconheiro do primeiro filme retornam para uma nova e maluca aventura, agora com muito mais besteirol e piadinhas ácidas.
Convidados por um professor excêntrico para conhecerem os estudos sobre distúrbios de sono, os idiotas vão parar na Casa da Colina e não demoram a perceber que caíram numa [obvia] armadilha, devendo unir forças para escapar das ameaças que a mansão de papelão esconde.
Menos de um ano após o início da franquia, Todo Mundo em Pânico 2 retorna trazendo os mesmos detalhes de seu antecessor, aclamados por conseguirem fazer um humor besteirol bastante funcional e completamente descompromissado. Dessa vez, os personagens ressurgem com o mesmo carisma que os mostrou aos cinemas, porém sem a menor criatividade, repetindo piadas muito bobas e fora de timing, além de realizarem muitas ações forçadas e largadas, algo que os desconecta completamente da situação (mais do que já estão).
O grande destaque do longa fica por conta dos novos memes... Opa, novos personagens que são introduzidos exclusivamente para o filme, entregando excelentes e hilarios momentos que geram MUITO desconforto, mas uma vontade de rir braba mesmo que não se vê mais com os protagonistas.
Agora com uma narrativa bem mais consistente e, até mesmo, reviravoltas, o segundo filme deixa de ser apenas uma bobagem em 90 minutos para ser algo assistivel, mesmo que duramente suportável.
Com dezenas de referencias, Todo Mundo em Pânico 2 é uma obra desesperada e apressada que misturou ideias de quem não entende absolutamente nada da essência do terror e pouco dos caminhos da comédia, deixando de lado qualquer tensão para gerar alívio cômicos apelativos e inconsistentes.
Mesmo assim, Todo Mundo em Pânico 2 ainda de salva como uma clássica comédia de essência, fugindo totalmente das regras do cinema na tentativa de agradar com as poucas qualidades que tem.
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Estou Pensando em Acabar com Tudo
3.1 1,1K Assista AgoraUma jovem decide enfrentar a estrada para conhecer os pais de seu namorado, à medida que pensamentos sobre acabar o relacionamento começam a ocupar sua mente.
Com o tempo, eventos muito estranhos passam a acontecer, transformando uma situação de uma aparente simples resolução em algo muito mais complexo que poderá mudar totalmente o rumo da decisão da garota.
Antes de assistir Estou Pensando, sugiro refletir um pouco sobre os filmes mais confusos que você já assistiu. Pronto? Ok. Você realmente se entregou a eles ou foi uma experiência cansativa? Caso sua resposta seja a segunda, o novo longa da Netflix não é pra você.
Uma produção intergeneros, Estou Pensando é um filme difícil de conceituar, pois suas inúmeras camadas navegam entre drama, suspense, horror, drama e uma leve comédia, mas concentrando tudo em apenas dois propositos: provocar e estudar a mente humana.
Incrivelmente denso, profundo e reflexivo, trata-se de um retrato da potência do pensamento, sem separar personagens ou classifica-los, pois todos são simultaneamente os mesmos, com suas fragilidades, conhecimentos, sentimentos e perturbações.
O filme é um grande ensaio humano sobre o medo, a importância dos relacionamentos e a importância de ser abraçado, de ser reperado, tendo o tempo como o grande protagonista para elevar os egos, as atitudes e a própria visao de mundo, inteligentemente apresentada da perspectiva do fim, não do início. E o fim nós já sabemos: o meu será igual ao seu. Então somos, de fato, diferentes?
Estou Pensando possui uma trama fragmentada, mas potente. Seus diálogos são retalhos do grande objetivo e são essenciais para compreender as poucas relações interpessoais existentes, evidenciando a importância da comunicação e o papel essencial no entendimento e na participação.
O longa da Netflix é uma produção forte e carismática sobre a vida em si, relatando fatos (contínuos ou não) inerentes à simples questão de existirmos no universo.
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Todo Mundo em Pânico 3
3.0 696 Assista AgoraEm um complexo de heroína, Cindy evolui a níveis brutais e se autorresponsabiliza de investigar estranhas fitas que levam à morte de pessoas que as assistem.
Ao mesmo tempo, a garota começa a tentar relacionar a existência do vídeo com sinais alienígenas que apareceram em um campo isolado, acreditando que possam ter a ver com uma iminente invasão extraterrestre.
Primeiro longa da série dirigido por David Zucker, que assumiu a franquia até seu encerramento, Todo Mundo em Pânico 3 é mais um álbum de referências colado num roteiro de besteirol, agora fugindo das histórias de assassinos em série e casas assombrada para explorar o universo alienígena, ou ao menos copiar oq já havia adaptado os subgeneros.
Absorvendo os principais conceitos de Sinais, O Chamado, Guerra dos Mundos e 8 Mile, o terceiro filme do terrir é uma bagunça de eventos sem sentido, culminando em algo mais apavorante visualmente, porém no sentido de constrangedor. Muito mais engraçado e apelativo, especialmente por trazer mais nomes da comédia e atuações mais maduras das protagonistas da franquia, o longa é uma viagem sinistra por obras queridas pelo público, conquistando pelas suas paródias e propostas deturpadas.
Um dos mais rentáveis da franquia, o filme teve um timing certo de lançamento e atraiu pela nostalgia, mas agora voltado para um público mais geral, sem utilização abusiva de recursos escrachados como houve nos antecessores.
Todo Mundo em Pânico 3 é a produção mais de boas da franquia, mantendo críticas mistas e negativas, logicamente, mas trazendo o humor em terror e sátiras de vez para a industria hollywoodiana e criando um público mais de nicho para o cinema, dos fãs de filmes de terror e sci-fi que buscam menos compromissos, algo mais leve e menos "cabeça", e uma justificativa para de divertir dentro de uma hora e meia, mesmo que com uma produção culturalmente pobre e sem muito sentido.
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Todo Mundo em Pânico 4
2.8 663 Assista AgoraTrabalhando como enfermeira em uma casa mal assombrada, Cindy deve se aliar a seus estranhos vizinhos para se salvar da invasão alienígena definitiva.
Desesperada, a jovem parte em fuga, à medida que encontra antigos amigos no caminho e aliados excêntricos que podem ajuda-la a evitar a destruição de seu planeta.
Encerramento oficial do arco principal de Todo Mundo em Pânico, marcando a despedida de Cindy e Brenda, Todo Mundo em Pânico 4 é o fim definitivo de uma das franquias de maiores sucesso do mundo, consolidando de vez a paródia como gênero cinematográfico. Agora com referências mais ousadas voltadas para clássicos modernos como A Vila, O Chamado, O Grito e Jogos Mortais, o filme prova que é possível sim conectar histórias completamente distintas, mesmo que sacrificando o sentido, a seriedade e atuação para reformular um roteiro feito sem capricho.
Apelando bem mais para efeitos especiais e personagens mais maduros, a piada escrachada dos filmes anteriores dá lugar a um humor situacional, resultado de subversões de situaçoes consideradas tensas, que passam a ser completamente reviradas e transformadas em uma típica comédia norte-americana.
Lotado de textos nacionalistas a la seriados como Family Guy, Simpsons, South Park e outros, o longa marca a participação de grandes nomes do standup norte-ameticano, que dão um tempero maior para o humor tiozão do filme e servem como inspiração em cena para diversos novatos como coadjuvantes.
Todo Mundo em Pânico 4 tenta revigorar a série justo quando sua narrativa encerra, dando um ar de "graças a deus que essa merda acabou" e abrindo portas para o surgimento de títulos "espiritualmente" sequenciais, mas sem largar a mentalidade basica e o MO dos filmes anteriores, satisfazendo quem curte o gênero, mas cansando quem acreditava encontrar coisas novas.
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Todo Mundo em Pânico 5
1.9 1,6KApos ninguém pedir para que Todo Mundo em Pânico fosse reinventado, uma direção completamente bagunçada decidiu contar a história de uma família recem-formada que passam a ser atormentada por estranhos eventos paranormais.
Com o tempo, a trupe de atores e atrizes sem o menor profissionalismo descobre que as assombrações são controladas por uma poderosa entidade demoníaca que pretende possuir cada um da casa. Oq não é uma má ideia, já que qualquer alternativa para ocupar o lugar daqueles personagens sem graça é MUITO mais válida.
Encerrando com chave de bosta uma franquia que há muito tempo já deu oq tinha q dar, Todo Mundo em Pânico 5 é um cansativo retrato de uma reinvenção de algo que o público não precisava, resultando em um longa cansativo, generico, embaraçoso e sem um pingo de originalidade.
Agora com o desenvolvimento de uma narrativa completamente diferente da apresentada nos quatro primeiros filmes, o longa ganhou um aspecto teatral de sitcom difícil de separar de sua proposta, criando uma raiz bastante incômoda e destoante. As piadas tornaram-se muito enjoentas e mesmo com um design de produção mais decente e bem trabalhado, além de efeitos práticos mais vivos do que os bonecos anteriormente utilizados, a papagaiagem não esconde seus defeitos claros, sem se preocupar com furos, fidelidade narrativa e nem com o humor do espectador, obrigado a assistir 90 minutos de uma comédia em cima do muro.
Sem a presença de atores clássicos, meros coadjuvantes foram responsáveis por conduzir o ritmo do longa. Quanto algumas boas referências, nem elas salvaram de uma direção antiquada e pouco criativa, responsável por eliminar de vez as chances de um possível retorno da franquia e quase levando a saga para um completo esquecimento, este que foi o mesmo buraco para o qual o último filme partiu.
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O Labirinto do Fauno
4.2 2,9K Assista AgoraNa tentativa de evitar a morte de sua mãe, uma pequena garota acaba se envolvendo com as histórias contadas por um antigo fauno, dizendo que a criança era uma princesa perdida no reino dos humanos que precisa completar três tarefas para ganhar a imortalidade.
Vendo sua mãe enferma e nos estágios finais da vida e sendo abusada por um líder militar nazista, a garota encontra, nas lendas de seu novo amigo, a unica chance de escapar da tortuosa realidade e uma solução para seus problemas, que parecem cada vez piores.
Horror fantasioso de Guillermo del Toro, O Labirinto do Fauno é uma aclamada jornada épica por um espelho sombrio da humanidade, descoberto em uma época que a realidade assumia uma identidade tão massacrante quanto.
Com muito carisma e uma história repleta de momentos tensos, reviravoltas e uma protagonista sempre em risco, O Labirinto do Fauno é uma interessante narrativa visual que soube tratar a infancia com maturidade e, especialmente brutalidade, porém sempre sob o olhar inocente de uma menina que ainda acredita no bem, na pureza e na justiça mesmo sob os holofotes da guerra e de uma família desestruturada pela doença e pela raiva.
O longa introduz com perfeição um dos personagens mais icônicos da década, o fauno, sempre misterioso, intrigante e com uma moral duvidosa apresentada através de enigmas e diálogos muito profundos, sendo praticamente o autor de uma dura e violenta poesia.
Muito mais que uma história fantasiosa, O Labirinto do Fauno é um horror sombrio denso e cheio de questionamentos, com ares musicais e teatrais e tons das antigas trovas, porém adaptado para a modernidade e trazendo respostas óbvias para muitos, mas capazes de custar a sanidade de quem entra de cabeça e, até mesmo, muitas das ideologias desenvolvidas durante a infância.
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A Babá
3.1 965 Assista AgoraApós seus pais contratarem uma babá bastante exótica e zenzual, Cole passa a sentir muito mais segurança e confiança, acreditando que a presença da loirinha vai mudar sua vida.
E num é que mudou mesmo? O pivete logo percebe q as aparências enganam MUITO e que o aparecimento da babá era apenas uma justificativa para a realização de um culto satânico que necessitava de quê? Isso msm jovs, zangue de puros, virjs e inocentes. Corre, Cole, e salve sua vida!!!
Longa de terrir publicado pela Netflix, A Babá é uma obra pouco convencional e com apelações pontuais, contando com muito humor ácido, uma violencia extrema que tende mais para o absurdo do que para a brutalidade, e muitos diálogos nonsense e funcionais, que acrescentam muito em alívio cômico construindo uma essência única.
Com personagens bem caricatos, uma adaptação interessante que mescla elementos de terror de perseguição, magia negra, slasher e humor pastelão, o longa é uma divertida trama bem sessão de tarde, capaz de entreter públicos de todas as idades (por incrivel que pareça) e surpreender mesmo com os clichês e com as inúmeras bobagens e personagens idiotas.
A Babá não é uma produção nem um pouco original ou marcante, mas também de longe é entediante ou chata, configurando um filme feito para quem não quer pensar demais, criticar ou se assustar com uma atmosfera mais pesada e temas mais sensíveis.
Um longa bem meia boca, mas que traz uma lembrança interessante para quem viveu a época de reinvenção dos anos 90, definitivamente é um filme que passa muito rápido e que facilmente poderia ter mais 30 minutos ou ser assistido uma segunda vez.
Uma boa produçao em meio a diversas outras que fogem do senso comum e exigem demais do espectador, seja em questão de tempo ou de dedicação em relação a atenção, A Babá é ideal para assistir com os amigos, dar boas risadas e se surpreender com momentos inesperados e completamente imprevisíveis.
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A Babá: Rainha da Morte
2.8 382 Assista AgoraApós sobreviver ao culto diabólico organizado por sua babá, Cole começa a passar por problemas ao ser julgado de maluco, com todos descredibilizando sua história sobre os filhotes do tinhoso.
É então que, decidido a deixar tudo para trás, cai em uma aventura sem graça com sua amiga e crush, sem imaginar que seria apenas o reinício de todo o pesadelo e que seu passado não tá nem um pouco disposto a deixar o pobre rapaz sossegado.
Continuação direta dos eventos narrados pelo primeiro filme, A Babá: Rainha da Morte é uma divertidissima e fiel aventura que retorna às mesmas bizarrices de antes, agora bem mais violento, engraçado e mais bem desenvolvido.
Trazendo a mesma equipe de malucos que foram introduzidos no longa antecessor, a sequência consegue ser pé no chão e manter a sugestão escrachada, contando com piadas fora de timing mas que funcionam em todo o contexto, personagens únicos que já são antigos conhecidos do público e uma trama ainda mais sombria, que soube desenvolver bem a ideia do culto diabólico.
Mais maduro, o protagonista ainda se vê em meio a bagunças, perseguições e a lembranças de seu passado, mas encarando de uma forma diferente que transforma completamente o ritmo do filme.
Infelizmente, a necessidade de evoluir uma história e não acabar repetindo tons gerou a necessidade de adicionar personagens nem um pouco intetessantes, como foi o caso de Phoebe, que apresentou uma personalidade MUITO oscilante e que fugia muito de sua identidade, dando a entender que a direção não soube muito bem oq fazer com ela.
Apesar disso, a Rainha da Morte tem seus méritos por trazer algo mais leve e com um humor ácido, sem ser cansativo e sabendo criar uma produção mais consistente que funcione tecnicamente (com bons efeitos visuais) e narrativamente.
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Triângulo do Medo
3.5 1,3KUm grupo de amigos embarca em um iate para curtir umas boas férias juntos, porém o aparecimento de estranhas condições climáticas o leva para um outro barco aparentemente abandonado que surge em sua frente.
Dai que surge o problema, quando cada um dos turistas passa a desaparecer misteriosamente, dando a entender que não havia ninguém no local porque supostamente é o território de caça de um maníaco muito foda.
Mistério produzido por Christopher Smith, Triangulo do Medo foi uma inteligente obra australiana que misturou elementos de stalker, slasher, terror psicológico, suspense e ficção científica, apresentando uma história muito intrigante, inicialmente subjetiva e cheia de tópicos narrativos que mexem completamente com a perceção de quem assiste.
Tratando de forma original um dos maiores mistérios do mundo moderno, que são os estranhos eventos ocorridos na região do triângulo das bermudas, o longa adapta uma historia original na região a partir da perspectiva de um grupo de sobreviventes completamente despreparados e descrentes, sendo levados a um passeio tensissimo muito bem ambientado e com uma excelente atmosfera.
O grande problema de filmes complexos e cheio de caminhos é a questão dos furos e das tramas mal desenvolvidas, algo que infelizmente não escapa de Triângulo do Medo, que deixa mais perguntas do que respostas após sua conclusão e meio que pede para ser assistido duas ou três vezes.
Mesmo assim, Triangulo do Medo não deixa de ser desesperador e imersivo, construindo uma boa trama que é moldada através de detalhes que pouco entregam, mas sabem se impor e funcionar como elementos narrativos, especialmente por contar com a participação de uma ótima equipe de atores, responsáveis por convencer e transmitir o terror e o pavor de uma ameaça cada vez mais incompreensível.
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Espíritos: A Morte Está ao Seu Lado
3.5 862 Assista AgoraApós presenciarem uma cena de crime, dois fotógrafos passam a ser atormentados por uma estranha figura que sempre aparece nas imagens após serem limpadas no estúdio.
Mas não se engano: Espíritos é uma história de amor.
Longa de terror tailandês publicado no início da década de 2000 para fazer frente com O Chamado e O Grito, Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado é uma linda história de amor que fala sobre arrependimento, superação, esquecimento e, logicamente, uma paixão admirável que vai além da vida... E da realidade.
Com uma história original e intrigante que serviu como base para diversos outros longas, mas sem o mesmo primor técnico e de atuação, o filme é a adaptação mais direta que existe dos games Fatal Frame, lançados pouco antes de Espíritos e que conquistaram um sucesso TREMENDO no Oriente ao revelar as famosas "ghost cams", onde assustadores fantasmas aparecem em revelaçoes de câmeras e devem ser exorcizados. Mas isso já não tem muito a ver com Espíritos que, como eu já disse, é apenas uma história de amor.
O Titanic moderno que já previa o sucesso de autores como Nicholas Sparks e Jojo Moyes, o longa é uma das produções essencialmente atmosféricas mais marcantes e chocantes das últimas décadas, sendo figurinha carimbada em listas de obras que marcam e literalmente marcam quem ousar assistir uma (como eu já havia dito) linda história de amor.
Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado está aí para provar que os tailandeses são sim um povo muito sensível (até demais) e que sabem construir filmes que mexem com o psicológico do espectador, envolvendo questões profundas que podem ir muito além da aceitaçao e da VISÃO também.
Cheio de sustos de emoção, muito medo pelo amor mal correspondido dos personagens, umas caganeiras sinistras ao ver a cara de triste dos protagonistas... Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado é uma história de amor.
Assiste aí, vai.
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Espíritos 2: Você Nunca Está Sozinho
3.1 364 Assista AgoraÚnica sobrevivente de uma dupla de irmãs siamesas, uma jovem tailandesa decide se mudar para a Korea para deixar o passado para trás e tentar curar a culpa que sente pela morte de sua irmã.
Com o tempo, um antigo segredo de família vai se revelando, mostrando que as irmãs estavam sempre destinadas a viverem juntas como se fossem um só corpo. E a morrerem também.
"Sequência espiritual" de Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado, Espíritos 2 - Você Nunca Está Sozinho é uma expansão significativa do multiverso das almas penadas tailandesas, que provaram, mais uma vez, entender MUITO do assunto, desde a criação de ambientes pavorosos ate o desenvolvimento de uma trama sólida e tensa na mesma proporção.
O longa funciona quase como um conto antológico, sem perder em absolutamente nada nos quesitos qualidade e design de produção em relação ao seu antecessor, porém coloca sob a mesa questões mais voltadas para o lado do drama familiar e da criaçao de fortes laços de união.
Misturando temas como hereditariedade, sobrenatural e a culpa, Espíritos 2 é uma subestimada e funcional obra, incomodando na medida certa, apesar de alguns exageros de atuação e dramaticidade, algo que não ocorre em Espíritos 1, que é bem mais sutil.
Apesar disso, o filme é bem estabelecido culturalmente e trata de uma forte raiz oriental, provando que o lado direito do planeta tem MUITA história para contar, MUITA coisa para ser investigada e MUITA ideia para nos apavorar.
Espíritos 2 - Você Nunca Está Sozinho, é aquela pulga atrás da orelha para quem tem traumas e coisas mal resolvidas na vida, conseguindo perturbar, assustar bastante e convencer de que nesse exato momento, ou daqui a alguns minutos, um estranho ruído pode vir de algum canto do seu quarto. Apenas tente ignorar.
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Demônio
2.9 1,7K Assista AgoraCinco estranhos ficam presos em um elevador de um prédio comercial, até que estranhos eventos começam a ocorrer no local, indicando que alguma força sobrenatural está agindo em meio ao grupo.
Enquanto a polícia tenta descobrir o q está acontecendo e uma forma de tirar aquelas pessoas da prisão, o tempo dos aprisionados vai se esgotando e suas vidas passam a correr risco.
Dirigido por John Erick Dowdle, responsável por assumir Assim na Terra Como no Inferno e As Fitas de Poughkeepsie, Demônio é uma obra minimalista com um grande potencial, mas que infelizmente desperdiça uma narrtiva que poderia ser melhor explorada em uma piscina de clichês e de uma montagem genérica, com alguns momentos claustrofobicos interessantes, mas um conceito geral bastante fraco e com poucas novidades.
Com um roteiro bastante oscilante que peca bastante em ritmo, especialmente por conta das longas cenas de investigação que de tornam cansativas pela demora para alguma resolução, principalmente devido ao conhecimento do público sobre o que pode estar causando as desgraças no elevador, Demônio acaba sendo uma obra cansativa que deixa para entregar tudo no final, quando o espectador já está sem saco para novas surpresas.
Com uma mitologia quase inexistente, já que o design de produção se limita a um território relativamente sem recursos e a personagens pouco dedicados, Demônio se resume a uma trama longa demais em um elevador, funcionando quase como uma brincadeira de detetive, mas envolvendo uma força invisível que não se revela.
Lento e sem impacto, o longa pode passar bastante despercebido tanto por quem já é acostumado com as histórias tradicionais de terror quanto pelos que têm um apelo maior para novidades e coisas complexas.
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