De todos os filmes do Yorgos Lanthimos, esse com certeza foi o mais difícil de assistir. Acho que ele ficou preso em seu próprio estilo de sempre criar uma realidade distópica para tratar de questões do dia a dia de uma forma maximizada, extrapolada. Não que isso seja um problema, porém aqui parece ter o limitado. A direção de arte, e as atuações são ótimas porém o ritmo da(s) história(s) deixa a experiência complicada.
Confesso que assisti ja com pedras nas mãos, muito por causa das polêmicas envolvendo a autora relacionada aos produtos questionáveis que ela tentou lançar sobre o filme e de algumas criticas do livro em que falavam sobre a romantização de alguns aspectos. Porém gostei bastante do resultado final e me surpreendi muito positivamente. O roteiro é bem amarrado e houve uma responsabilidade muito grande com a temática da obra que é o abuso físico e psicológico. Uma descontentamento que tenho é que os nomes e profissões dos personagens parecem ter sido criados por uma criança de 11 anos, onde a Lily Blossom Bloom quer ser florista e se apaixona por um homem rico e bem sucedido que é neurocirurgião... bastante clichê. Porém a forma com que o filme constrói a progressão dos fatos é interessante pois como vemos pelo ponto de vista dela num primeiro momento apenas com cortes e jogos de câmera, para nós espectadores, chegam a parecer acidentes casuais e só quando ela se da conta de que está em um relacionamento abusivo é que as cenas são apresentadas da forma que realmente aconteceram. Outro ponto pelo qual fiquei feliz pelo roteiro é que apesar de ter dado uma profundidade e mostrado talvez a origem do comportamento agressivo Ryle, o filme não busca passar pano e nem justificar suas ações por meio destes acontecimentos, tal passado so nos é apresentado e ponto final. Como salto final achei um filme bem feito, com bom elenco e boa montagem.
A série diverte e apesar de não ser muito complexa e se aprofundar muito em todos os assuntos que se tornam mistérios e discussões, os episódios fluem com facilidade justamente por serem simples de se assistir. Penso que nem toda série precisa ser profunda e dramática como This is Us mas, um dos grandes problemas que percebi foi na falta de alinhamento de expectativas, com um elenco super estrelado que obviamente entrega ótimas atuações. Porém o roteiro me pareceu muito simplista e conveniente. Pra quem se decepcionou recomendo a série Bad Sisters da Apple TV+
O nome em inglês que é Presumed Inocent faz muito mais sentido porque ele realmente é presumido inocente até que se prove o contrário, e a série faz questão de deixar essa dúvida sempre plantada sobre se de fato ele é o assassino e conseguiu esconder todas as evidências ou se ele realmente não cometeu o crime. O Ritmo da série brinca e trabalha botando em evidência como suspeito hora um personagem, hora outro porém o nome em português limita o leque de possibilidade a um número muito restrito. Desde o início é possível saber que não foi Jake pois o nome é "Acima de qualquer suspeita". No último episódio quando Jake confronta a esposa sobre ser ela a assassina eu ja sabia que não faria sentido novamente pelo nome da série e também ja era possível saber quem foi por ser a única que não ficou em evidência hora nenhuma, novamente, sendo a única acima de qualquer suspeita. Portanto foi um trabalho muito bem feito de suspense e montagem do quebra cabeça estragado desde o primeiro episódio.
O filme me surpreendeu positivamente. Tem um visual muito bacana, embora o mesmo cuidado não tenha sido tomado em todas as cenas onde os efeitos visuais caem de qualidade. A JL se perde em alguns momentos quando o filme pede um nível de atuação mais profundo como em cenas que é necessário demonstrar desconforto ou raiva, mas somente com sua expressão corporal. Por não conseguir entregar, ela acaba apelando para exageros de atuação pouco naturais, e nós, como espectadores temos uma quebra na experiência, nos desconectando da história e do personagem cada vez que isso acontece. Apesar de tudo, o filme é bastante dinâmico e prende a atenção. Longe de ser uma obra com reflexões profundas e coerentes, é um filme fácil de se assistir sem pensar muito.
O que me da raiva nesse tipo de série que trabalha com linha do tempo é que eu tenho a certeza de que muita coisa não vai fazer sentido e a explicação que vão me dar no final com certeza não vai ser boa, mas mesmo assim eu fico preso pra ver até onde vai. Parece que quanto mais a história avança mais pontas vão se criando e agora com a segunda temporada me vem a clareza de que muitas cenas bizarras da primeira temporada não vão ter explicação e foram estranhas mesmo com o objetivo de chocar gratuitamente sem ter ao menos a pretensão de condizer com a realidade da série. Em uma história como essa obviamente que o espectador vai ter que aceitar algumas regras ou até mesmo a falta delas, porém, tudo tem um limite do aceitável pra que todo furo de roteiro não seja simplesmente uma possibilidade que este universo proporciona. Se houver uma terceira temporada assistirei, porém considerando o ritmo desta, acho difícil que tudo se resolva somente na terceira.
Sinceramente terminei com medo de não ter entendo alguma ideia muito grande e central por trás da história, ou alguma referência que seria fundamental por ser dos mesmos produtores de Succession que é genial e por ser protagonizado pela Kate Winslet. Mas no final tive que admitir que só é ruim mesmo. É tudo muito surreal de forma que a gente consiga de fato identificar estruturas de governos totalitário que evoluem à ditadura, mas não o suficiente pra conseguirmos comprar a história. Tenho a impressão que tentaram ser muito destrutivos e sagazes com as excentricidades da chanceler, mas infelizmente a atenção do espectador só consegue ser atraída pelo histórico impecável de atuação da Kate, que é o único motivo pra eu ter terminado de assistir. E mesmo assim não foi o suficiente para que seja viável perder tempo com a série. Infelizmente uma ótima premissa que não se concretizou em uma boa execução.
O filme é um recorte que não necessariamente tem um desfecho pois a história além da desta família ja sugere como foi o final (além de que esta não é uma família fictícia). Não coincidentemente levou o Oscar de melhor som pois ele é de fato o astro da produção. Em meio a uma vida "perfeita" ao menos para a Hedwig, os sons do campo ao lado não nos deixam esquecer o que acontece além dos muros. A todo momento escutamos gritos, tiros e sons de brutalidade enquanto os personagens convivem normalmente como se nada acontecesse. Um contraste muito perturbador que o filme enfatizou mesmo que sutilmente é como Rudolf gostava de animais, tanto que foi se despedir de seu cavalo com um "eu te amo" e chegou a parar uma senhora na rua para elogia seu cachorro, enquanto em contra ponto conversa de forma corriqueira na sala de casa sobre o desenvolvimento de um novo forno mais eficiente para carbonizar pessoas. É um retrato muito diferente do que o que normalmente se explora sobre uma guerra e a meu ver conseguiu passar a mensagem de horror que tinha como objetivo ao mostrar a brutalidade de uma outra forma, através dos sons, e através da apatia absurda e monstruosa dos personagens.
Adam Sandler mais uma vez provando sua versatilidade e mandando muito bem em um filme de drama. A voz e interpretação do Paul Dano como Hanus impecáveis nos diálogos. Porém o filme tem vários problemas de ritmo e um roteiro que busca na conveniência a resolução dos problemas do Jakub. Senti o uso de várias referências de outros filmes como Interestelar por exemplo, quando adentram a nebulosa.
Ao terminar o filme senti que me apresentaram uma história de astronautas no espaço que poderia ser facilmente resolvida em sessões de terapia. As perguntas e conclusões de Hanus eram sempre simples, pontuais e incisivas fazendo Jakub refletir sobre sua vida. O protagonista precisou viajar para os confins do universo, encontrar um alienígena que estava disposto a estudar as emoções humanas pra perceber que o maior problema da própria vida era ele mesmo. Não tinha um amigo, não tinha um psicólogo que o filme mesmo apresenta como uma das preocupações da agência espacial, que conseguisse ter tido essas indagações anteriormente? A história toda se passa com o propósito de chegar até a tal nebulosa que no fim das contas é totalmente e convenientemente explicada novamente por Hanus, e acaba não tendo a mínima importância na história. Entendo que é um roteiro sobre auto conhecimento e sobre o relacionamento com Lenka, mas a falta de importância acaba sendo redutível e minimiza uma situação que já não foi bem desenvolvida a ponto de não ter importância. Mais uma vez se aproveitando da conveniência, após perder sua nave e a morte de Hanus no meio dos confins do espaço ele é encontrado por outra nave e consegue aparentemente fazer um princípio de reaproximação de uma situação que parecia tão grave. Crio que as decisões do roteiro nesta adaptação não foram as melhores pra condensar a história aos limites de um longa-metragem.
É impressionante como um filme com uma estética tão bem feita e original, um lista (enorme) de atores relevantes no cast e a volta do diretor Wes Anderson resultaram em um filme tão vazio. São enormes pinceladas de pontos de vista de inúmeros personagens condensados em três camadas de uma narrativa que afinal não fala sobre nada em si.
Confesso que assisti com com 0 expectativas e me surpreendi muito. Atores cativantes e obviamente muito talentosos. Olivia Colman impecável como sempre e Timothée conseguiu entregar perfeitamente a essência do personagem além de cantar e dançar. A pequena Calah Lane no papel de Noodle é o grande destaque pra mim.
Sem dúvidas melhor que a versão do Shyamalan de 2010 até porque não havia a possibilidade de ser pior. No entanto apesar de pontuais efeitos visuais impecáveis pecou no quesito imersão. Em algumas cenas temos landscapes muito bem trabalhados e deslumbrantes e em outros momentos temos a nítida certeza de que os personagens estão em um estúdio com tela verde (ou a tal tela led gigante que usaram), um exemplo desse detalhe são as cenas gravadas na tribo da água do Sul, além da iluminação claramente artificial. A escolha na coloração da fotografia também não me agradou muito pois ao meu ver quanto mais saturado e surreais são as cores menos impressão de realidade temos, ressaltando ainda mais os esforços pra fazer as paisagens que compões os fundos de cena mais imersivas. Entendo que a lógica de querer agradar um público além dos fãs da animação, mas pode ser um ponto que desagrade justamente os fãs. Acho que com o feedback desta temporada será possível reestruturar o que precisa para que as próximas não pequem nestes quesitos. A escalação dos atores foi bastante satisfatória e trabalham muito bem individual e em conjunto.
Uma boa surpresa. Assisti sem esperar muito e me surpreendi. Muito bacana o fato de que apesar de clichê explorou assuntos pouco comuns neste tipo de comédia romântica. Acertaram no ponto que enquanto assistia fiquei temeroso quando o desenrolar da história, que seria o fato do grande porquê do seu reencontro com sigo mesma ser simplesmente o romance, o que não aconteceu. Soou como um elemento a mais onde a personagem conseguiu se sentir desejada e feliz após muitos anos “vivendo no automático” , e não como a grande salvação e motivação de toda mudança.
Corajoso, é o adjetivo para este filme. Nos apresenta uma narrativa meticulosamente construída para proporcionar desconforto, questionamentos, surrealidades (ou não) com uma trilha sonora marcante e um final imaginativo. Mas neste caso pela belíssima construção de toda a atmosfera não nos passa a sensação de descaso pela conclusão, muito pelo contrário. O filme nos apresenta várias possibilidades para o espectador interpretar à sua maneira o que entendeu de toda a situação. Extremamente crítico ao ego e às relações interpessoais e familiares nos apresenta diálogos frios, jogos de câmera distantes, quase como se fosse um ponto de vista de alguém que está observando para nos causar justamente a sensação de distanciamento por aquelas pessoas robóticas. Muito bom em todos os quesitos, principalmente na direção de personagens. A medida que se avançam os atos vamos acompanhando as interações assombrosas destas pessoas desconexas das emoções, o que nos permite visualizar com mais clareza o peso dos atos e das consequências.
Um espetáculo de tudo aquilo que o cinema pode proporcionar: direção, estética, fotografia e belíssimas atuações. O filme trata de assuntos muito densos de uma forma extremamente sensível na relação entre pai e filha e a depressão profunda que Calum a todo momento tenta esconder. Mas como espectadores vamos tendo sinais através de enquadramentos, olhares, hesitações, cenas que as vezes mesmo em silêncio dizem muito sobre tudo que está acontecendo. Cenas estas que são muito bem usadas pra nos aprofundar na importância daqueles que parecem simples momentos entre os dois. É um daqueles filmes que mesmo após os créditos continuamos imóveis digerindo tudo aquilo que foi exibido e refletindo. Não necessariamente nos apresenta os fatos e cortes de maneira linear, então vamos tomando ciência à medida que avançamos e conseguimos junta-los.
Trata-se da história de um pai muito jovem que ama muito sua filha e a leva pra passar férias em um hotel, mas ele passa por uma enorme depressão que tenta esconder de Sophie, brilhantemente interpretada pela Frankie Corio. E tais gravações apresentadas ao longo do filme são as filmagens daquela que viria a ser a última viagem que teve com seu pai por ele ter tirado a própria vida após aquele verão. Sabendo destes fatos conseguimos entender a importância e o tempo de tela que a diretora da para momentos que aparentemente não têm importância mas que ganham o peso por serem os últimos. E consequentemente nos fazem refletir sobre o valor que damos paras estas interações na nossa vida.
A palavra que descreve este filme pra mim é: brilhante.
Como que leram essa história e pensaram: vamos fazer um filme? No começo eu achei ruim, mas no final eu achei que tava no começo. Gastaram a Alice Braga nessa marmota
O filme é lento e a princípio parece um roteiro comum mas quando se assiste à última cena tudo se justifica, não somente pela cena em si mas pelos varios sinais que o filme nos dá mas só conseguimos concluir no final.
Conseguimos compreender que nas primeiras cenas do filme durante o monólogo de Hen, seu marido Junior ja havia partido e aquele que se encontrava na casa era o clone. Daí o motivo de Hen saber que era um homem no carro que chegava pois aquele não era o primeiro encontro deles. Outro plot e o de que Hen foi substituída no final onde conseguimos ver que ela escolheu partir depois de tudo deixando a carta em branco que havia falado com Terrance, e na cena final quando ela reage de uma forma calma ao avistar o besouro na pia afirmando que nunca tinha visto um destes porém sabemos que sim. Outro detalhe é que após Junior avistar a carta em branco momentos depois a nova Hen entra em cena e ao fundo conseguimos ver uma nave partindo pela janela.
Lembra em alguns aspectos as críticas feitas no filme O Menu. Por gostar de culinária tentei comprar a ideia do filme, mas não gosto desse tom apelativo pra lição de moral. Me passa a ideia de historinha infantil. Mas no geral entretém sem grandes excepcionalidades.
Complexo. Eu durante todo o filme me esforcei pra comprar a ideia somente pelo elenco de peso. Porém gostei da construção do suspense e das movimentações de câmera pra enfatizar o desconforto ou causar estranheza. A trilha sonora é totalmente feita pra instigar o espectador a achar que algo vai acontecer, só que tudo ocorre de forma lenta e pouco explicada. Não posso dizer que o filme não prendeu minha atenção e que não fiquei instigado a saber mais sobre cada personagem, mas achei o final preguiçoso. Quando finalmente o personagem de Mahershala Ali explica e conclui seus pensamentos sobre os diálogos vagos que ele e sua filha tem durante o filme, ao invés de explorar o filme acaba em uma cena que nos obriga a especular todo o final, e além de tudo sem nos explicar de forma concreta quem fez tudo aquilo.
Surpreendente. Comecei a assistir sem muitas expectativas mas foi ficando melhor a cada episódio e entregou drama, ação e um ótimo roteiro, além de personagens interessantes e atuações muito boas.
É ótimo ver a representatividade e diversidade refletidas em tela com a escalação de uma atriz com deficiência visual para o papel, pelo fato de que por muito tempo estes personagens eram entregues a profissionais sem tal deficiência nos proporcionando na maioria das vezes uma atuação quase caricata repleta de hipérboles. A série tem uma ambientação muito bem feita e a construção da atmosfera é bastante imersiva. Importante alinhar as expectativas e entender que se trata da adaptação de um romance de ficção, portanto, corriqueiramente alguns diálogos com cunho explicativo e situações convenientes hão de ocorrer, mas não interferem negativamente na experiência geral da produção. Excelente para maratonar.
Daria nota 2 mas o 0,5 a mais foi por conta da personagem da Camila de Lucas, que é a salvação do filme. Aparentemente foi uma inspiração que junta 50 tons de cinza e 365 dias, mas admitamos, com um roteiro um pouco menos problemático e mais complexo que as duas obras. Mais complexo, não necessariamente significa bom neste caso. Tal inspiração me pareceu presente até na escolha do remix de Envolver que lembra a versão de Crazy in Love de 50 tons. Gosto dos jogos de câmera e enquadramentos principalmente das cenas de ação no trânsito e gostei também da fotografia e ambientação, embora em alguns momentos tais cores gerassem distorções na tonalidade dos dentes, por exemplo. O filme carrega também um excesso de nitidez que deixa as marcas de expressão super realçadas. Este pode não ser um problema, mas não creio que tenha sido de intenção proposital realçar tais traços. Dito isto achei que o filme procura soluções muito simplórias pra problemas complexos,
como o fato da Babi chegar em casa, ver que foi invadida e mesmo assim entrar e além de tudo, não ligar pra polícia e sim pro amigo. Outro ponto é que desde o início já nota-se que amigo é um personagem dúbio pela forma pouco natural que ele executa os diálogos desde sempre parecendo bastante suspeito, mesmo antes de que se tenha um suspense. A forma com que ele escala como vilão também me parece muito pouco convincente, pois, apesar de estar envolvido com uma organização criminosa desde que se sabe, ele praticava crimes de “colarinho branco”, e a partir de certo momento ele simplesmente se transforma sem que consigamos comprar a ideia, mesmo que sua vida esteja em risco. E voltamos às conveniências no final onde ele tem várias oportunidades de atirar em Babi mas sempre perde tempo explicando seu plano de forma bastante didática, ou passando a arma pro seu parceiro e fazendo discursos de vilão, ou pegando novamente pra si a arma e esperando que o herói do roteiro chegue pra salvar a mocinha. Sem falar no fato de ter caído na vala que eles cavaram.
Filme que foge dos clichês, apresentando várias situações totalmente cabíveis mesmo que inesperadas, como o fato do marido tentar ser simpático mesmo numa situação em que não caberia. Sequência de plots muito boa e mesmo quando você chega a pensar que o filme vai acabar e tudo vai se resolver ele não acaba e muito menos se resolve. Original.
Tipos de Gentileza
3.2 247De todos os filmes do Yorgos Lanthimos, esse com certeza foi o mais difícil de assistir. Acho que ele ficou preso em seu próprio estilo de sempre criar uma realidade distópica para tratar de questões do dia a dia de uma forma maximizada, extrapolada. Não que isso seja um problema, porém aqui parece ter o limitado. A direção de arte, e as atuações são ótimas porém o ritmo da(s) história(s) deixa a experiência complicada.
É Assim Que Acaba
3.2 395 Assista AgoraConfesso que assisti ja com pedras nas mãos, muito por causa das polêmicas envolvendo a autora relacionada aos produtos questionáveis que ela tentou lançar sobre o filme e de algumas criticas do livro em que falavam sobre a romantização de alguns aspectos. Porém gostei bastante do resultado final e me surpreendi muito positivamente. O roteiro é bem amarrado e houve uma responsabilidade muito grande com a temática da obra que é o abuso físico e psicológico. Uma descontentamento que tenho é que os nomes e profissões dos personagens parecem ter sido criados por uma criança de 11 anos, onde a Lily Blossom Bloom quer ser florista e se apaixona por um homem rico e bem sucedido que é neurocirurgião... bastante clichê. Porém a forma com que o filme constrói a progressão dos fatos é interessante pois como vemos pelo ponto de vista dela num primeiro momento apenas com cortes e jogos de câmera, para nós espectadores, chegam a parecer acidentes casuais e só quando ela se da conta de que está em um relacionamento abusivo é que as cenas são apresentadas da forma que realmente aconteceram. Outro ponto pelo qual fiquei feliz pelo roteiro é que apesar de ter dado uma profundidade e mostrado talvez a origem do comportamento agressivo Ryle, o filme não busca passar pano e nem justificar suas ações por meio destes acontecimentos, tal passado so nos é apresentado e ponto final. Como salto final achei um filme bem feito, com bom elenco e boa montagem.
O Casal Perfeito
3.1 121A série diverte e apesar de não ser muito complexa e se aprofundar muito em todos os assuntos que se tornam mistérios e discussões, os episódios fluem com facilidade justamente por serem simples de se assistir. Penso que nem toda série precisa ser profunda e dramática como This is Us mas, um dos grandes problemas que percebi foi na falta de alinhamento de expectativas, com um elenco super estrelado que obviamente entrega ótimas atuações. Porém o roteiro me pareceu muito simplista e conveniente. Pra quem se decepcionou recomendo a série Bad Sisters da Apple TV+
Acima de Qualquer Suspeita (1ª Temporada)
3.8 156 Assista AgoraSérie muito boa porém o nome em português estragou totalmente a experiência e a construção dos fatos até chegar na conclusão no último episódio
O nome em inglês que é Presumed Inocent faz muito mais sentido porque ele realmente é presumido inocente até que se prove o contrário, e a série faz questão de deixar essa dúvida sempre plantada sobre se de fato ele é o assassino e conseguiu esconder todas as evidências ou se ele realmente não cometeu o crime. O Ritmo da série brinca e trabalha botando em evidência como suspeito hora um personagem, hora outro porém o nome em português limita o leque de possibilidade a um número muito restrito. Desde o início é possível saber que não foi Jake pois o nome é "Acima de qualquer suspeita". No último episódio quando Jake confronta a esposa sobre ser ela a assassina eu ja sabia que não faria sentido novamente pelo nome da série e também ja era possível saber quem foi por ser a única que não ficou em evidência hora nenhuma, novamente, sendo a única acima de qualquer suspeita. Portanto foi um trabalho muito bem feito de suspense e montagem do quebra cabeça estragado desde o primeiro episódio.
O Abismo
2.5 93 Assista AgoraO carrinho de bebê saindo do meio da poeira sozinho NA SUBIDA foi o ponto alto pra mim
Atlas
2.9 167 Assista AgoraO filme me surpreendeu positivamente. Tem um visual muito bacana, embora o mesmo cuidado não tenha sido tomado em todas as cenas onde os efeitos visuais caem de qualidade. A JL se perde em alguns momentos quando o filme pede um nível de atuação mais profundo como em cenas que é necessário demonstrar desconforto ou raiva, mas somente com sua expressão corporal. Por não conseguir entregar, ela acaba apelando para exageros de atuação pouco naturais, e nós, como espectadores temos uma quebra na experiência, nos desconectando da história e do personagem cada vez que isso acontece. Apesar de tudo, o filme é bastante dinâmico e prende a atenção. Longe de ser uma obra com reflexões profundas e coerentes, é um filme fácil de se assistir sem pensar muito.
Além da Margem (2ª Temporada)
3.3 26O que me da raiva nesse tipo de série que trabalha com linha do tempo é que eu tenho a certeza de que muita coisa não vai fazer sentido e a explicação que vão me dar no final com certeza não vai ser boa, mas mesmo assim eu fico preso pra ver até onde vai. Parece que quanto mais a história avança mais pontas vão se criando e agora com a segunda temporada me vem a clareza de que muitas cenas bizarras da primeira temporada não vão ter explicação e foram estranhas mesmo com o objetivo de chocar gratuitamente sem ter ao menos a pretensão de condizer com a realidade da série. Em uma história como essa obviamente que o espectador vai ter que aceitar algumas regras ou até mesmo a falta delas, porém, tudo tem um limite do aceitável pra que todo furo de roteiro não seja simplesmente uma possibilidade que este universo proporciona. Se houver uma terceira temporada assistirei, porém considerando o ritmo desta, acho difícil que tudo se resolva somente na terceira.
O Regime
2.8 25 Assista AgoraSinceramente terminei com medo de não ter entendo alguma ideia muito grande e central por trás da história, ou alguma referência que seria fundamental por ser dos mesmos produtores de Succession que é genial e por ser protagonizado pela Kate Winslet. Mas no final tive que admitir que só é ruim mesmo. É tudo muito surreal de forma que a gente consiga de fato identificar estruturas de governos totalitário que evoluem à ditadura, mas não o suficiente pra conseguirmos comprar a história. Tenho a impressão que tentaram ser muito destrutivos e sagazes com as excentricidades da chanceler, mas infelizmente a atenção do espectador só consegue ser atraída pelo histórico impecável de atuação da Kate, que é o único motivo pra eu ter terminado de assistir. E mesmo assim não foi o suficiente para que seja viável perder tempo com a série. Infelizmente uma ótima premissa que não se concretizou em uma boa execução.
Zona de Interesse
3.6 698 Assista AgoraO filme é um recorte que não necessariamente tem um desfecho pois a história além da desta família ja sugere como foi o final (além de que esta não é uma família fictícia). Não coincidentemente levou o Oscar de melhor som pois ele é de fato o astro da produção. Em meio a uma vida "perfeita" ao menos para a Hedwig, os sons do campo ao lado não nos deixam esquecer o que acontece além dos muros. A todo momento escutamos gritos, tiros e sons de brutalidade enquanto os personagens convivem normalmente como se nada acontecesse. Um contraste muito perturbador que o filme enfatizou mesmo que sutilmente é como Rudolf gostava de animais, tanto que foi se despedir de seu cavalo com um "eu te amo" e chegou a parar uma senhora na rua para elogia seu cachorro, enquanto em contra ponto conversa de forma corriqueira na sala de casa sobre o desenvolvimento de um novo forno mais eficiente para carbonizar pessoas. É um retrato muito diferente do que o que normalmente se explora sobre uma guerra e a meu ver conseguiu passar a mensagem de horror que tinha como objetivo ao mostrar a brutalidade de uma outra forma, através dos sons, e através da apatia absurda e monstruosa dos personagens.
O Astronauta
2.9 144 Assista AgoraAdam Sandler mais uma vez provando sua versatilidade e mandando muito bem em um filme de drama. A voz e interpretação do Paul Dano como Hanus impecáveis nos diálogos. Porém o filme tem vários problemas de ritmo e um roteiro que busca na conveniência a resolução dos problemas do Jakub. Senti o uso de várias referências de outros filmes como Interestelar por exemplo, quando adentram a nebulosa.
Ao terminar o filme senti que me apresentaram uma história de astronautas no espaço que poderia ser facilmente resolvida em sessões de terapia. As perguntas e conclusões de Hanus eram sempre simples, pontuais e incisivas fazendo Jakub refletir sobre sua vida. O protagonista precisou viajar para os confins do universo, encontrar um alienígena que estava disposto a estudar as emoções humanas pra perceber que o maior problema da própria vida era ele mesmo. Não tinha um amigo, não tinha um psicólogo que o filme mesmo apresenta como uma das preocupações da agência espacial, que conseguisse ter tido essas indagações anteriormente? A história toda se passa com o propósito de chegar até a tal nebulosa que no fim das contas é totalmente e convenientemente explicada novamente por Hanus, e acaba não tendo a mínima importância na história. Entendo que é um roteiro sobre auto conhecimento e sobre o relacionamento com Lenka, mas a falta de importância acaba sendo redutível e minimiza uma situação que já não foi bem desenvolvida a ponto de não ter importância. Mais uma vez se aproveitando da conveniência, após perder sua nave e a morte de Hanus no meio dos confins do espaço ele é encontrado por outra nave e consegue aparentemente fazer um princípio de reaproximação de uma situação que parecia tão grave. Crio que as decisões do roteiro nesta adaptação não foram as melhores pra condensar a história aos limites de um longa-metragem.
Asteroid City
3.1 236 Assista AgoraÉ impressionante como um filme com uma estética tão bem feita e original, um lista (enorme) de atores relevantes no cast e a volta do diretor Wes Anderson resultaram em um filme tão vazio. São enormes pinceladas de pontos de vista de inúmeros personagens condensados em três camadas de uma narrativa que afinal não fala sobre nada em si.
Wonka
3.4 457 Assista AgoraConfesso que assisti com com 0 expectativas e me surpreendi muito. Atores cativantes e obviamente muito talentosos. Olivia Colman impecável como sempre e Timothée conseguiu entregar perfeitamente a essência do personagem além de cantar e dançar. A pequena Calah Lane no papel de Noodle é o grande destaque pra mim.
Avatar: O Último Mestre do Ar (1ª Temporada)
3.8 168 Assista AgoraSem dúvidas melhor que a versão do Shyamalan de 2010 até porque não havia a possibilidade de ser pior. No entanto apesar de pontuais efeitos visuais impecáveis pecou no quesito imersão. Em algumas cenas temos landscapes muito bem trabalhados e deslumbrantes e em outros momentos temos a nítida certeza de que os personagens estão em um estúdio com tela verde (ou a tal tela led gigante que usaram), um exemplo desse detalhe são as cenas gravadas na tribo da água do Sul, além da iluminação claramente artificial. A escolha na coloração da fotografia também não me agradou muito pois ao meu ver quanto mais saturado e surreais são as cores menos impressão de realidade temos, ressaltando ainda mais os esforços pra fazer as paisagens que compões os fundos de cena mais imersivas. Entendo que a lógica de querer agradar um público além dos fãs da animação, mas pode ser um ponto que desagrade justamente os fãs. Acho que com o feedback desta temporada será possível reestruturar o que precisa para que as próximas não pequem nestes quesitos. A escalação dos atores foi bastante satisfatória e trabalham muito bem individual e em conjunto.
Em Uma Ilha Bem Distante
3.3 43 Assista AgoraUma boa surpresa. Assisti sem esperar muito e me surpreendi. Muito bacana o fato de que apesar de clichê explorou assuntos pouco comuns neste tipo de comédia romântica. Acertaram no ponto que enquanto assistia fiquei temeroso quando o desenrolar da história, que seria o fato do grande porquê do seu reencontro com sigo mesma ser simplesmente o romance, o que não aconteceu. Soou como um elemento a mais onde a personagem conseguiu se sentir desejada e feliz após muitos anos “vivendo no automático” , e não como a grande salvação e motivação de toda mudança.
O Sacrifício do Cervo Sagrado
3.7 1,2K Assista AgoraCorajoso, é o adjetivo para este filme. Nos apresenta uma narrativa meticulosamente construída para proporcionar desconforto, questionamentos, surrealidades (ou não) com uma trilha sonora marcante e um final imaginativo. Mas neste caso pela belíssima construção de toda a atmosfera não nos passa a sensação de descaso pela conclusão, muito pelo contrário. O filme nos apresenta várias possibilidades para o espectador interpretar à sua maneira o que entendeu de toda a situação. Extremamente crítico ao ego e às relações interpessoais e familiares nos apresenta diálogos frios, jogos de câmera distantes, quase como se fosse um ponto de vista de alguém que está observando para nos causar justamente a sensação de distanciamento por aquelas pessoas robóticas. Muito bom em todos os quesitos, principalmente na direção de personagens. A medida que se avançam os atos vamos acompanhando as interações assombrosas destas pessoas desconexas das emoções, o que nos permite visualizar com mais clareza o peso dos atos e das consequências.
Aftersun
4.0 793Um espetáculo de tudo aquilo que o cinema pode proporcionar: direção, estética, fotografia e belíssimas atuações. O filme trata de assuntos muito densos de uma forma extremamente sensível na relação entre pai e filha e a depressão profunda que Calum a todo momento tenta esconder. Mas como espectadores vamos tendo sinais através de enquadramentos, olhares, hesitações, cenas que as vezes mesmo em silêncio dizem muito sobre tudo que está acontecendo. Cenas estas que são muito bem usadas pra nos aprofundar na importância daqueles que parecem simples momentos entre os dois. É um daqueles filmes que mesmo após os créditos continuamos imóveis digerindo tudo aquilo que foi exibido e refletindo. Não necessariamente nos apresenta os fatos e cortes de maneira linear, então vamos tomando ciência à medida que avançamos e conseguimos junta-los.
Trata-se da história de um pai muito jovem que ama muito sua filha e a leva pra passar férias em um hotel, mas ele passa por uma enorme depressão que tenta esconder de Sophie, brilhantemente interpretada pela Frankie Corio. E tais gravações apresentadas ao longo do filme são as filmagens daquela que viria a ser a última viagem que teve com seu pai por ele ter tirado a própria vida após aquele verão. Sabendo destes fatos conseguimos entender a importância e o tempo de tela que a diretora da para momentos que aparentemente não têm importância mas que ganham o peso por serem os últimos. E consequentemente nos fazem refletir sobre o valor que damos paras estas interações na nossa vida.
A palavra que descreve este filme pra mim é: brilhante.
Hypnotic: Ameaça Invisível
2.7 151 Assista AgoraComo que leram essa história e pensaram: vamos fazer um filme?
No começo eu achei ruim, mas no final eu achei que tava no começo. Gastaram a Alice Braga nessa marmota
Intruso
3.1 143O filme é lento e a princípio parece um roteiro comum mas quando se assiste à última cena tudo se justifica, não somente pela cena em si mas pelos varios sinais que o filme nos dá mas só conseguimos concluir no final.
Conseguimos compreender que nas primeiras cenas do filme durante o monólogo de Hen, seu marido Junior ja havia partido e aquele que se encontrava na casa era o clone. Daí o motivo de Hen saber que era um homem no carro que chegava pois aquele não era o primeiro encontro deles. Outro plot e o de que Hen foi substituída no final onde conseguimos ver que ela escolheu partir depois de tudo deixando a carta em branco que havia falado com Terrance, e na cena final quando ela reage de uma forma calma ao avistar o besouro na pia afirmando que nunca tinha visto um destes porém sabemos que sim. Outro detalhe é que após Junior avistar a carta em branco momentos depois a nova Hen entra em cena e ao fundo conseguimos ver uma nave partindo pela janela.
Fome de Sucesso
3.3 126 Assista AgoraLembra em alguns aspectos as críticas feitas no filme O Menu. Por gostar de culinária tentei comprar a ideia do filme, mas não gosto desse tom apelativo pra lição de moral. Me passa a ideia de historinha infantil. Mas no geral entretém sem grandes excepcionalidades.
O Mundo Depois de Nós
3.2 990 Assista AgoraComplexo. Eu durante todo o filme me esforcei pra comprar a ideia somente pelo elenco de peso. Porém gostei da construção do suspense e das movimentações de câmera pra enfatizar o desconforto ou causar estranheza. A trilha sonora é totalmente feita pra instigar o espectador a achar que algo vai acontecer, só que tudo ocorre de forma lenta e pouco explicada. Não posso dizer que o filme não prendeu minha atenção e que não fiquei instigado a saber mais sobre cada personagem, mas achei o final preguiçoso. Quando finalmente o personagem de Mahershala Ali explica e conclui seus pensamentos sobre os diálogos vagos que ele e sua filha tem durante o filme, ao invés de explorar o filme acaba em uma cena que nos obriga a especular todo o final, e além de tudo sem nos explicar de forma concreta quem fez tudo aquilo.
DNA do Crime (1ª Temporada)
4.0 65 Assista AgoraSurpreendente. Comecei a assistir sem muitas expectativas mas foi ficando melhor a cada episódio e entregou drama, ação e um ótimo roteiro, além de personagens interessantes e atuações muito boas.
Toda Luz que Não Podemos Ver
3.8 85 Assista AgoraÉ ótimo ver a representatividade e diversidade refletidas em tela com a escalação de uma atriz com deficiência visual para o papel, pelo fato de que por muito tempo estes personagens eram entregues a profissionais sem tal deficiência nos proporcionando na maioria das vezes uma atuação quase caricata repleta de hipérboles. A série tem uma ambientação muito bem feita e a construção da atmosfera é bastante imersiva. Importante alinhar as expectativas e entender que se trata da adaptação de um romance de ficção, portanto, corriqueiramente alguns diálogos com cunho explicativo e situações convenientes hão de ocorrer, mas não interferem negativamente na experiência geral da produção. Excelente para maratonar.
O Lado Bom de Ser Traída
1.8 160 Assista AgoraDaria nota 2 mas o 0,5 a mais foi por conta da personagem da Camila de Lucas, que é a salvação do filme. Aparentemente foi uma inspiração que junta 50 tons de cinza e 365 dias, mas admitamos, com um roteiro um pouco menos problemático e mais complexo que as duas obras. Mais complexo, não necessariamente significa bom neste caso. Tal inspiração me pareceu presente até na escolha do remix de Envolver que lembra a versão de Crazy in Love de 50 tons. Gosto dos jogos de câmera e enquadramentos principalmente das cenas de ação no trânsito e gostei também da fotografia e ambientação, embora em alguns momentos tais cores gerassem distorções na tonalidade dos dentes, por exemplo. O filme carrega também um excesso de nitidez que deixa as marcas de expressão super realçadas. Este pode não ser um problema, mas não creio que tenha sido de intenção proposital realçar tais traços. Dito isto achei que o filme procura soluções muito simplórias pra problemas complexos,
como o fato da Babi chegar em casa, ver que foi invadida e mesmo assim entrar e além de tudo, não ligar pra polícia e sim pro amigo. Outro ponto é que desde o início já nota-se que amigo é um personagem dúbio pela forma pouco natural que ele executa os diálogos desde sempre parecendo bastante suspeito, mesmo antes de que se tenha um suspense. A forma com que ele escala como vilão também me parece muito pouco convincente, pois, apesar de estar envolvido com uma organização criminosa desde que se sabe, ele praticava crimes de “colarinho branco”, e a partir de certo momento ele simplesmente se transforma sem que consigamos comprar a ideia, mesmo que sua vida esteja em risco. E voltamos às conveniências no final onde ele tem várias oportunidades de atirar em Babi mas sempre perde tempo explicando seu plano de forma bastante didática, ou passando a arma pro seu parceiro e fazendo discursos de vilão, ou pegando novamente pra si a arma e esperando que o herói do roteiro chegue pra salvar a mocinha. Sem falar no fato de ter caído na vala que eles cavaram.
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraFilme que foge dos clichês, apresentando várias situações totalmente cabíveis mesmo que inesperadas, como o fato do marido tentar ser simpático mesmo numa situação em que não caberia. Sequência de plots muito boa e mesmo quando você chega a pensar que o filme vai acabar e tudo vai se resolver ele não acaba e muito menos se resolve. Original.