- Os torcedores são iguais as mulheres, quando você jogam bem, eles te adoram, quando joga mal, são capazes de cuspir na sua cara - Por quê? - Porque eles não entendem que você é a mesma pessoa jogando bem ou mal. Sacou? Você só tem que jogar é por si mesmo.
Curta de CG nacional de 2000, uau, viajei legal no tempo agora, só descobri essa pequena jóia porque resolvi dar uma olhada na filmografia do Vincente Amorim. Quanto as pilhas... bem, acho que existem mais fios agora.
O nascimento definitivo da idiotice filosófica. É aqui que fica claro: eles não são só burros — são um comentário involuntário sobre a humanidade. Beavis começa a flertar mais com delírios grandiosos, Butt-Head assume o papel de “líder” sem nunca liderar nada. Os comentários de clipes ficam mais afiados. Eles já não só riem: julgam. Errado, claro. Mas com uma lógica tão torta que vira crítica cultural acidental. Tudo é “legal” ou “uma porcaria”, e estranhamente isso resume muita coisa mesmo. Beavis quase sempre entendendo tudo errado (e indo longe demais). Qualquer conceito — trabalho, saúde, escola, sociedade — vira combustível pra desastre. A temporada consolida essa regra: se existe uma interpretação errada possível, Beavis vai encontrá-la. A escola como campo de guerra inútil, professores tentando impor ordem, diretores acreditando em redenção, e dois adolescentes provando que o sistema educacional nunca esteve preparado pra eles. É cruel e hilário. A série para de pedir desculpas. Ela abraça o mau gosto como linguagem. Não é sobre ser ofensivo — é sobre ser descaradamente estúpido num mundo que finge ser inteligente. No fim, eles são produto e o resultado do tédio, da TV, da negligência, do excesso de ruído. Sem discurso. Só caos.
Não é um filme para ser entendido — é um filme para ser suportado. E isso não é defeito, é método. A figura de Mr. K surge menos como personagem e mais como anomalia: um corpo deslocado atravessando um mundo que já desistiu de fazer sentido. Não há didatismo, não há arco reconfortante, não há tribunal visível, apenas a sensação contínua de inadequação. O kafkiano aqui não é adaptado, é evaporado no ar: resta o desconforto, a espera, a ausência de resposta. Crispin Glover transforma Mr. K em algo quase indecifrável (colocá-lo como Mr. K não é casting; é declaração filosófica). Ele não atua a angústia — ele a habita. O corpo se torna a metáfora central: uma "matéria pensante" que não obedece às normas invisíveis, que não performa normalidade, que falha em ser funcional. O horror não vem de ameaças externas, mas da constatação silenciosa de que o mundo não foi projetado para todos.
No fim, “Mr. K” não acusa o sistema — ele faz algo mais cruel: mostra sua indiferença. Não há vilões claros, apenas engrenagens que seguem girando enquanto o sujeito permanece estranho demais para ser integrado e lúcido demais para ser salvo. É um cinema que não consola, não explica e não absolve. Como o próprio Mr. K, o filme existe à margem — e nos obriga a encarar uma verdade incômoda: às vezes, existir já é a infração. Destaques para o prédio vivo, como a vida, só vai diminuindo, o cachorro da portaria, a bandinha que sai tocando de pequenos buracos nas paredes e todas as mágicas feitas pelo protagonista.
Então o Bill Cosby ser o Diabo no filme era spoiler da vida real o tempo todo. Fiquei surpreso por ser uma produção da Disney, o lugar mais habitado por demônios no mundo inteiro.
É um filme que não consegue deixar uma marca duradoura. A trama é esquecível, sem ritmo ou impacto, e rapidamente se perde em situações pouco envolventes. Apesar da proposta de adaptar o personagem criado por Luis Fernando Verissimo, o resultado final carece de força narrativa e acaba se tornando mais uma curiosidade do que uma obra memorável. O que realmente chama atenção são as participações especiais, como a de José Mojica Marins, que trazem um certo charme e funcionam como pequenos respiros dentro de uma produção que, no geral, não empolga.
Aconchegante relicário: um instante onde a câmera se aproxima, com reverência, de um dos maiores escritores do mundo (Mark Twain) interagindo com suas duas filhas (Clara e Jean Clemens). O registro é simples, quase desajeitado — mas há uma beleza calma em ver Twain caminhando, existindo, sendo humano. No cinema primitivo, às vezes bastava olhar para alguém extraordinário e deixá-lo respirar diante da lente.
O filme captura a gênese da slapstick comedy: a queda como linguagem universal. Antes de Chaplin, antes de Keaton, antes de qualquer legado — havia esse pequeno tropeço inaugural.
Dura um suspiro, mas que vale pelo encanto: o cinema ainda não sabia contar histórias, então filmava gente fazendo pirueta, adultos se comportando espontaneamente como crianças. E olha… funcionava. "Trick Cyclist" é um lembrete de que antes de existir como arte, o cinema existiu como brinquedo.
Não é um filme para empolgar — é um registro. Mas existe beleza nesse tipo de documento arcaico: a câmera imóvel, a solenidade quase tímida, a sensação de que estamos espiando a História antes que o cinema soubesse o que fazer com ela. Mesmo quando o tema não aquece o peito, é impossível negar o valor de ver um presidente do século XIX ganhando movimento perante nossos olhos. Morno? Sim. Mas no cinema primitivo até a burocracia vira arqueologia. Ver McKinley jurando o cargo é menos entretenimento e mais o prazer de testemunhar a História pegando forma — antes que a bala de 1901 a interrompesse.
Bill Burr: Drop Dead Years
3.6 1 Assista Agora“Cheguei à idade em que posso cair morto a qualquer momento.”
George Carlin: O Sonho Americano
4.2 2 Assista Agora“Chama-se 'Sonho Americano'
porque você precisa estar dormindo para acreditar nele.”
Bill Burr: Paper Tiger
3.9 14“Hoje em dia você não pode dizer nada sem que alguém fique chateado.”
Bill Burr: Walk Your Way Out
3.6 5 Assista Agora“Everybody’s offended by everything now.”
Bill Burr: I'm Sorry You Feel That Way
4.2 12 Assista Agora“Hoje em dia você nem consegue ter
um debate sem que alguém fique ofendido.”
You People Are All The Same
4.1 1“Vocês são todos iguais. Reclamam das mesmas coisas.” (Reclamou Bill Burr)
Bill Burr: Let It Go
4.3 2“Perceba quantos grandes homens
começaram sendo apenas um idiota qualquer.”
Bill Burr: Why Do I Do This?
4.4 1“Por que eu faço isso?
Eu simplesmente continuo falando até as pessoas ficarem irritadas.”
One Night Stand: Bill Burr
3.9 2“Não existe motivo para bater em uma mulher…
mas eu entendo o impulso.” - Bill Burr (antes de ter uma filha)
Baseado Numa História Real (1ª Temporada)
3.6 10 Assista Agora- Os torcedores são iguais as mulheres, quando você jogam bem, eles te adoram, quando joga mal, são capazes de cuspir na sua cara
- Por quê?
- Porque eles não entendem que você é a mesma pessoa jogando bem ou mal. Sacou? Você só tem que jogar é por si mesmo.
Perdidos em Nova York
3.0 50- Estamos malucos?
- Não, só nos perdemos em nossa essência.
- Norman Bates gerenciaria esse hotel melhor que você! 😂
Não Fique Pilhado
2.8 1Curta de CG nacional de 2000, uau, viajei legal no tempo agora, só descobri essa pequena jóia porque resolvi dar uma olhada na filmografia do Vincente Amorim. Quanto as pilhas... bem, acho que existem mais fios agora.
Beavis and Butt-Head (2ª Temporada)
4.1 3O nascimento definitivo da idiotice filosófica. É aqui que fica claro: eles não são só burros — são um comentário involuntário sobre a humanidade. Beavis começa a flertar mais com delírios grandiosos, Butt-Head assume o papel de “líder” sem nunca liderar nada. Os comentários de clipes ficam mais afiados. Eles já não só riem: julgam. Errado, claro. Mas com uma lógica tão torta que vira crítica cultural acidental. Tudo é “legal” ou “uma porcaria”, e estranhamente isso resume muita coisa mesmo. Beavis quase sempre entendendo tudo errado (e indo longe demais). Qualquer conceito — trabalho, saúde, escola, sociedade — vira combustível pra desastre. A temporada consolida essa regra: se existe uma interpretação errada possível, Beavis vai encontrá-la. A escola como campo de guerra inútil, professores tentando impor ordem, diretores acreditando em redenção, e dois adolescentes provando que o sistema educacional nunca esteve preparado pra eles. É cruel e hilário. A série para de pedir desculpas. Ela abraça o mau gosto como linguagem. Não é sobre ser ofensivo — é sobre ser descaradamente estúpido num mundo que finge ser inteligente. No fim, eles são produto e o resultado do tédio, da TV, da negligência, do excesso de ruído. Sem discurso. Só caos.
Mr. K
2.5 15 Assista AgoraNão é um filme para ser entendido — é um filme para ser suportado. E isso não é defeito, é método. A figura de Mr. K surge menos como personagem e mais como anomalia: um corpo deslocado atravessando um mundo que já desistiu de fazer sentido. Não há didatismo, não há arco reconfortante, não há tribunal visível, apenas a sensação contínua de inadequação. O kafkiano aqui não é adaptado, é evaporado no ar: resta o desconforto, a espera, a ausência de resposta. Crispin Glover transforma Mr. K em algo quase indecifrável (colocá-lo como Mr. K não é casting; é declaração filosófica). Ele não atua a angústia — ele a habita. O corpo se torna a metáfora central: uma "matéria pensante" que não obedece às normas invisíveis, que não performa normalidade, que falha em ser funcional. O horror não vem de ameaças externas, mas da constatação silenciosa de que o mundo não foi projetado para todos.
No fim, “Mr. K” não acusa o sistema — ele faz algo mais cruel: mostra sua indiferença. Não há vilões claros, apenas engrenagens que seguem girando enquanto o sujeito permanece estranho demais para ser integrado e lúcido demais para ser salvo. É um cinema que não consola, não explica e não absolve. Como o próprio Mr. K, o filme existe à margem — e nos obriga a encarar uma verdade incômoda: às vezes, existir já é a infração. Destaques para o prédio vivo, como a vida, só vai diminuindo, o cachorro da portaria, a bandinha que sai tocando de pequenos buracos nas paredes e todas as mágicas feitas pelo protagonista.
Grande Albert
2.5 31O rap que ele manda "HEY HEY HEY" é bem legal.
The Oprah Winfrey Show
3.8 2Sempre achei essa mulher um grande dejeto fétido ambulante e falante.
Max Devlin e o Diabo
2.6 8Então o Bill Cosby ser o Diabo no filme era spoiler da vida real o tempo todo. Fiquei surpreso por ser uma produção da Disney, o lugar mais habitado por demônios no mundo inteiro.
Ed Mort
2.8 42É um filme que não consegue deixar uma marca duradoura. A trama é esquecível, sem ritmo ou impacto, e rapidamente se perde em situações pouco envolventes. Apesar da proposta de adaptar o personagem criado por Luis Fernando Verissimo, o resultado final carece de força narrativa e acaba se tornando mais uma curiosidade do que uma obra memorável. O que realmente chama atenção são as participações especiais, como a de José Mojica Marins, que trazem um certo charme e funcionam como pequenos respiros dentro de uma produção que, no geral, não empolga.
Un matin partout dans le monde
3.2 1Onde tem?
Megadoc
5.0 1Sem nenhuma sombra de dúvida o documentário será melhor que o próprio filme.
Mark Twain (Samuel Clemens)
3.2 3Aconchegante relicário: um instante onde a câmera se aproxima, com reverência, de um dos maiores escritores do mundo (Mark Twain) interagindo com suas duas filhas (Clara e Jean Clemens). O registro é simples, quase desajeitado — mas há uma beleza calma em ver Twain caminhando, existindo, sendo humano. No cinema primitivo, às vezes bastava olhar para alguém extraordinário e deixá-lo respirar diante da lente.
The Tramp's Unexpected Skate
4.0 1O filme captura a gênese da slapstick comedy: a queda como linguagem universal. Antes de Chaplin, antes de Keaton, antes de qualquer legado — havia esse pequeno tropeço inaugural.
The Trick Cyclist
3.7 1Dura um suspiro, mas que vale pelo encanto: o cinema ainda não sabia contar histórias, então filmava gente fazendo pirueta, adultos se comportando espontaneamente como crianças. E olha… funcionava. "Trick Cyclist" é um lembrete de que antes de existir como arte, o cinema existiu como brinquedo.
President McKinley Taking the Oath
2.8 1Não é um filme para empolgar — é um registro. Mas existe beleza nesse tipo de documento arcaico: a câmera imóvel, a solenidade quase tímida, a sensação de que estamos espiando a História antes que o cinema soubesse o que fazer com ela. Mesmo quando o tema não aquece o peito, é impossível negar o valor de ver um presidente do século XIX ganhando movimento perante nossos olhos. Morno? Sim. Mas no cinema primitivo até a burocracia vira arqueologia. Ver McKinley jurando o cargo é menos entretenimento e mais o prazer de testemunhar a História pegando forma — antes que a bala de 1901 a interrompesse.