EU (repito: eu) não acho que o filme seja sobre depressão pós-parto, como li em muitos comentários aqui. Estabelecer esse diagnóstico é reduzir a complexidade da situação, das relações e dos personagens a algo que a própria Grace rejeita mais de uma vez.
As pessoas sempre a abordam achando que sabem o que está acontecendo, e ela claramente ficava incomodada com essa presunção. O espectador que assiste e chega a mesma conclusão parece cometer o mesmo erro.
Assim como muitos já comentaram, a burrice dos personagens incomoda bastante. Não pra entender como não teve uma pessoa sequer pra alertar algum responsável sobre esse defeito.
Assisti sem muitas informações prévias, então não tinha muitas expectativas. Ainda assim, eu diria que uma grande empolgação foi crescendo ao longo dos dois primeiros atos. Imaginei que seria um dos melhores filmes que eu assisti nos últimos meses, até que veio a conclusão. É triste que tenha faltado coragem para desenvolver algo a altura do que o filme prometia.
Fiquei decepcionado, mas o filme tem seus méritos. Vale a pena assistir.
Algumas cenas claramente tinham alguma continuação e foram cortadas durante a edição final. Queria entender se essa impressão é resultado de uma direção ruim ou se o filme de alguma forma sofreu interferências externas.
Boa adaptação, gostei! É bom deixar claro para quem ainda for assistir que é um filme lento.
A primeira metade do filme é mais fiel ao livro, a segunda metade inclui muitos acontecimentos extras, provavelmente para desenvolver e expandir temas que foram tratados com mais sutileza que o original. Além disso, a relação da Clare com a Irene e o Brian foi alterada do meio para frente.
Eu estava bem curioso sobre como o final ambíguo do livro seria reproduzido no formato de um filme. Achei interessante, mesmo que não tenha o mesmo nível de incerteza.
Embora tenha sido pouco explorada e não saibamos muitos detalhes, a relação dos pais não ia bem desde o início do filme. A única discussão da relação é breve e interrompida pela chegada do menino. Há distanciamento, uma sensação de desistência e uma apatia que suprime a tentativa de superar discordâncias. O pai tem histórico familiar de problemas de saúde mental e inclusive apresenta ideações suicidas. A mãe sucumbe ao mesmo mal após o abandono do marido e daí para frente segue em queda.
Enxerguei aquele demônio como a materialização da depressão ou outro transtorno semelhante. Sob os elementos fantásticos e o clima que beira o pós-apocalíptico, encontra-se a tristeza persistente, a apatia, a culpa, a perda de interesse, a irritabilidade, as mudança de humor, a inquietação, a somatização, o sofrimento e uma solidão que se instala irreversivelmente - todos sintomas de depressão. Também temos o isolamento social, há uma barreira imaginária que isola os personagens do resto do mundo onde eles são assombrados num ambiente insalubre. Tal qual uma pessoa em depressão, há a criação de uma realidade distorcida e que a pessoa dificilmente consegue sair sem nenhum tipo de ajuda.
A mãe tenta lutar com todas as suas forças, mas fica "sem munição" e se torna inalcançavel para o filho que tenta salvá-la a todo custo.
O menino é o único que luta contra a criatura e a vence brevemente. No final, quando sua mãe morre vemos seu retorno no reflexo do olhos dele provavelmente por causa da imensa tristeza que os últimos eventos causaram. A criatura segue na espreita aguardando uma oportunidade. Além da tristeza, vemos um segundo sinal no menino: suas mãos feridas (somatização). No entanto, vemos também esperança quando ele vira as costas para o demônio e tenta seguir em frente, o último pedido de sua mãe.
Lembro que quando assisti "O Babadook" fiquei muito decepcionado. Queria ter gostado do filme, porque achei a ideia muito boa, porém com um "vilão" ridículo que quebrou o clima do filme. Em "O Páramo", no entanto, vi o oposto. A criatura misteriosa é carregada de uma aura que despertou meu interesse, o pequeno número de personagens e a incrível ambientação criam o cenário perfeito para que a história se desenrole em meio ao desespero e a claustrofobia.
Um tema sensível como este colocado sob uma camada de história de entidade maligna assombrando uma família isolada do mundo ruim é uma ideia muito boa. Nada original, porém bem executada.
Apesar de inspirada em fatos reais, achei a história muito fraca e apelativa. Pensei que seria um daqueles curtas emocionantes... Não foi dessa vez, infelizmente.
A animação, por outro lado, é sensacional. Fiquei impressionado com a alta qualidade!
Morra, Amor
3.1 169 Assista AgoraEU (repito: eu) não acho que o filme seja sobre depressão pós-parto, como li em muitos comentários aqui. Estabelecer esse diagnóstico é reduzir a complexidade da situação, das relações e dos personagens a algo que a própria Grace rejeita mais de uma vez.
As pessoas sempre a abordam achando que sabem o que está acontecendo, e ela claramente ficava incomodada com essa presunção. O espectador que assiste e chega a mesma conclusão parece cometer o mesmo erro.
Jurassic World: Recomeço
2.7 456 Assista AgoraÉ triste ver o que fizeram com Jurassic World. O roteiro é péssimo, chegou um momento em que eu já estava torcendo para o dinossauro acabar com tudo.
Children No More: Were and Are Gone
3.3 23"It will take generations to understand the denial we're in".
A existência dos protestantes realmente nos dá esperanças de que nem tudo está perdido e nem todos ficaram cegos.
Retirement Plan
3.8 27Meu segundo favorito da temporada (curta animado).
A Garota Que Chorava Pérolas
3.9 31Meu indicado ao Oscar favorito na categoria melhor curta animado.
Forevergreen
3.7 29É sobre a grande estupidez que nos assola. No mundo real, no entanto, não está parecendo que vai existir redenção.
A Pequena Amélie
3.9 47 Assista AgoraQue bonito! Já tinha um tempinho que eu não assistia uma animação tão boa assim.
No Escuro da Floresta
3.1 190 Assista Agora1. Visto em: 22/02/18
2. Visto em : 20/12/25
O Elixir
2.5 57 Assista AgoraAssim como muitos já comentaram, a burrice dos personagens incomoda bastante. Não pra entender como não teve uma pessoa sequer pra alertar algum responsável sobre esse defeito.
Cuidado Com Quem Chama
3.4 646Assistido: 21 de fevereiro de 2021
Assistido: 17 de agosto de 2025
Y2K: O Bug do Milênio
2.2 66 Assista AgoraNem pra sentir nostalgia serviu.
Herege
3.4 694 Assista AgoraAssisti sem muitas informações prévias, então não tinha muitas expectativas. Ainda assim, eu diria que uma grande empolgação foi crescendo ao longo dos dois primeiros atos. Imaginei que seria um dos melhores filmes que eu assisti nos últimos meses, até que veio a conclusão. É triste que tenha faltado coragem para desenvolver algo a altura do que o filme prometia.
Fiquei decepcionado, mas o filme tem seus méritos. Vale a pena assistir.
Na Companhia do Mal
2.1 68 Assista AgoraAlgumas cenas claramente tinham alguma continuação e foram cortadas durante a edição final. Queria entender se essa impressão é resultado de uma direção ruim ou se o filme de alguma forma sofreu interferências externas.
A Incrível História de Henry Sugar
3.6 178Achei a história interessante e o formato ainda mais!
O Jeremias
3.7 52"Quem madruga acha tudo fechado"
Memórias de uma Gueixa
4.1 1,4K Assista Agora"The heart dies a slow death, shedding each hope like leaves until one day there are none. No hopes. Nothing remains."
Vidas ao Vento
4.1 613 Assista AgoraGostei das várias referências ao livro A Montanha Mágica (Thomas Mann).
O Que Eu Fiz Para Merecer Isto?
3.7 126 Assista AgoraDinheiro 😢
Bestia
3.8 70 Assista AgoraApesar de ter uma história horrorosa, é muito bem produzido.
The House
3.6 160Esse filme poderia muito bem ser dividido em três episódios de "Love, Death & Robots". Como sou fã da série antológica, gostei do filme.
O Violino do Meu Pai
3.6 43 Assista AgoraUm alívio para tempos difíceis!
Identidade
3.4 103 Assista AgoraBoa adaptação, gostei! É bom deixar claro para quem ainda for assistir que é um filme lento.
A primeira metade do filme é mais fiel ao livro, a segunda metade inclui muitos acontecimentos extras, provavelmente para desenvolver e expandir temas que foram tratados com mais sutileza que o original. Além disso, a relação da Clare com a Irene e o Brian foi alterada do meio para frente.
Eu estava bem curioso sobre como o final ambíguo do livro seria reproduzido no formato de um filme. Achei interessante, mesmo que não tenha o mesmo nível de incerteza.
O Páramo
2.7 119 Assista AgoraObs.: spoiler com detalhes do final, cuidado!
Aí vai a MINHA interpretação:
Embora tenha sido pouco explorada e não saibamos muitos detalhes, a relação dos pais não ia bem desde o início do filme. A única discussão da relação é breve e interrompida pela chegada do menino. Há distanciamento, uma sensação de desistência e uma apatia que suprime a tentativa de superar discordâncias. O pai tem histórico familiar de problemas de saúde mental e inclusive apresenta ideações suicidas. A mãe sucumbe ao mesmo mal após o abandono do marido e daí para frente segue em queda.
Enxerguei aquele demônio como a materialização da depressão ou outro transtorno semelhante. Sob os elementos fantásticos e o clima que beira o pós-apocalíptico, encontra-se a tristeza persistente, a apatia, a culpa, a perda de interesse, a irritabilidade, as mudança de humor, a inquietação, a somatização, o sofrimento e uma solidão que se instala irreversivelmente - todos sintomas de depressão. Também temos o isolamento social, há uma barreira imaginária que isola os personagens do resto do mundo onde eles são assombrados num ambiente insalubre. Tal qual uma pessoa em depressão, há a criação de uma realidade distorcida e que a pessoa dificilmente consegue sair sem nenhum tipo de ajuda.
A mãe tenta lutar com todas as suas forças, mas fica "sem munição" e se torna inalcançavel para o filho que tenta salvá-la a todo custo.
O menino é o único que luta contra a criatura e a vence brevemente. No final, quando sua mãe morre vemos seu retorno no reflexo do olhos dele provavelmente por causa da imensa tristeza que os últimos eventos causaram. A criatura segue na espreita aguardando uma oportunidade. Além da tristeza, vemos um segundo sinal no menino: suas mãos feridas (somatização). No entanto, vemos também esperança quando ele vira as costas para o demônio e tenta seguir em frente, o último pedido de sua mãe.
Lembro que quando assisti "O Babadook" fiquei muito decepcionado. Queria ter gostado do filme, porque achei a ideia muito boa, porém com um "vilão" ridículo que quebrou o clima do filme. Em "O Páramo", no entanto, vi o oposto. A criatura misteriosa é carregada de uma aura que despertou meu interesse, o pequeno número de personagens e a incrível ambientação criam o cenário perfeito para que a história se desenrole em meio ao desespero e a claustrofobia.
Um tema sensível como este colocado sob uma camada de história de entidade maligna assombrando uma família isolada do mundo ruim é uma ideia muito boa. Nada original, porém bem executada.
Umbrella
3.7 51Apesar de inspirada em fatos reais, achei a história muito fraca e apelativa. Pensei que seria um daqueles curtas emocionantes... Não foi dessa vez, infelizmente.
A animação, por outro lado, é sensacional. Fiquei impressionado com a alta qualidade!