Cinebiografia do pintor holandês Vincent Van Gogh, comtemporâneo do impressionismo francês. Apesar da breve vida conturbada por momentos de loucura, deixou uma das obras mais significativas das artes plásticas.
Na primavera de 1890, Vincent (Jacques Dutronc) muda-se para perto de Paris sob os cuidados da doutora Gachet (Alexandra London). Menos de 70 dias depois, ele comete suicídio. Ao longo dessa cinebiografia, vemos como era o dia-a-dia do pintor Vincent Van Gogh, ao lado do irmão Theo (Alexandra London) e a esposa Johanna (Corinne Bourdon). Brincalhão e charmoso, Vincent facilmente atraia os olhores das mulheres - muitas delas mais novas do que ele.
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É uma imersão no período final da vida de Van Gogh e consegue captar esse essência com brilhantismo.
Lógico que essa imersão, ao mesmo tempo em que contribui com a construção de uma biografia mais realista possível, também tem seus momentos monótonos (sim, a vida não é somente aventuras 24/7).
Aqui Van Gogh é, não apenas um artista, mas um ser humano representado desta maneira. Cheio de falhos e acertos como todos nós.
O gênio de carne e osso by Maurice Pialat.
Pialat descarta qualquer exaltação e reverência ao mito; só vemos o homem.
"Van Gogh" opta por não mostrar sua atitude mais polêmica(a mesma apenas é citada rapidamente), nem dramatiza seus demônios internos. A humanidade é palpável.
Vemos o protagonista passando desapercebido como qualquer outra pessoa, num cotidiano totalmente comum.
O sofrimento é solitário e silencioso. As relações possuem pouco apego sentimental.
A sensação de falta de reconhecimento e fracasso em todas as áreas da vida é permanente.
O processo de derrocada e desistência de si mesmo é assustador. Assustador justamente por ser tão natural.
Os dias continuam normalmente após sua partida. O reconhecimento é percebido de forma distante e fria.
Direção e roteiro excelentes, em perfeita sintonia. Reconstituição de época e atmosfera maravilhosas.
A melhor obra sobre Vincent Van Gogh.
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Excelente.
Adentrei a sessão assustado, confesso. Conhecendo as obsessões dramáticas do diretor e os eventos atordoantes da biografia do pintor, temi uma obra dolorosa e inacessível. Aconteceu exatamente o contrário: se o diretor costuma emular Bresson na maior parte de suas obras, a atmosfera aqui é amplamente renoiriana. Filme de puro amor, sobre o júbilo da vida. Tudo emana paz, por mais que saibamos até onde o filme nos conduzirá: a depressão surge, o suicídio é inevitável. Mas, até que isso irrompa na tela, deparamo-nos com homenagens a UM DIA NO CAMPO e FRENCH CANCAN. O estilo de ambos os filmes é decalcado referencialmente, mas não de maneira imitativa. Pialat derrete-se em paixão, de maneira que, exceto por alguns aspectos do desfecho, o filme evolui mui rapidamente, de tão prazenteiro que é: maravilhoso! (WPC>)
parece que eu assisti um filme sobre qualquer pintor menos van gogh, gostei mais do kirk douglas.
Filme lento e apático...talvez porque a realidade seja assim mesmo para quem tem crises existenciais. Esperamos uma vida incrível e intensa, mas ela só se "torna" assim quando passamos para o papel... De qualquer forma, o filme entendia. Não vi o Van Gogh alegre e brincalhão, descrito na sinopse.