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Jill é uma jovem de dezoito anos que vive uma confortável vida de classe média alta com sua mãe viúva na Suíça e desenvolve uma paixão por Fabio, o marido de uma amiga, não correspondida. Ela se muda então para Paris, para trabalhar como modelo e dançarina e é descoberta por um produtor, que a transforma numa grande estrela de cinema.
As pressões e o incômodo da fama, do assédio dos fãs e da imprensa afetam sua vida e sua mente de tal maneira que ela retorna à Suíça para se recuperar e lá tem um caso de amor com o agora divorciado Fabio, mas a pressão da fama continua a persegui-la, o que levará a trágicas complicações em sua vida privada.
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Seria melhor se fosse um documentário sobre a vida de Brigitte Bardot durante seus anos dourados. E aposto que ela não devia ser tão insuportável quanto a protagonista Jill.
Esse hoje esquecido produto da filmografia de Malle e Bardot causou bastante furor na época do seu lançamento, em parte devido à premissa original de revelar os danos causados pela fama e também por estrelar Brigitte Bardot interpretando os dramas vividos por ela na vida real, em um personagem cheio de semelhanças com a sua própria biografia. Considerando apenas as informações acima Vida Privada prometia muito, mas o roteiro não conseguiu se aprofundar verdadeiramente no caráter de Jill; então o filme se desenvolve burocraticamente, o romance do casal principal não empolga nunca e a potência acaba se reduzindo às poucas e efetivas cenas de impacto narrativo, como a do elevador, a melhor. É um filme que envelheceu mal, embora consiga levantar discussões importantes, não tão datadas assim. Ótimas sequências em Spoleto.
Bem fraco.
Aquela narração o tempo todo e uns diálogos tão vazios...
de todos os filmes que já vi do grande Malle até aqui, uns 10 ou mais, este foi o único fraco, lamentavelmente; vale observar que, no ano seguinte, 1963, ele dirigiu o excelente Le feu follet, recomendadíssimo, cujo protagonista apresenta alguma semelhança com Jill, na medida em que também vive uma crise existencial e está entediado da vida; mas é outro roteiro, outra história, bem superior à de Vie Privée, que pra mim foi uma decepção
O filme é cheio de acertos e erros. A direção e a música casaram muito bem, assim como Brigitte Bardot que é sempre um acerto. Gostei também da comparação entre a vida de Brigitte com a personagem, que se misturam em um caleidoscópio de biografia e ficção. Marcello Mastroianni é um dos meus atores preferidos, mas a ideia de dublarem a voz dele simplesmente coloca ele como um dos erros do filme, o ator francês Michel Auclair fez a dublagem, que não teve como deixar a atuação natural e digna dele. O ritmo do filme não convence muito, e o final é desastroso, não gostei nem um pouco. A alfinetada no machismo da época (que infelizmente não é exclusivo da época) é o que o filme tem de melhor para gerar discussão.
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