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Data de lançamento
10 Dez. 1974Duração
Roma, anos 70. Um professor aposentado vive solitariamente, cercado por quadros e livros, numa luxuosa mansão. Sua rotina é quebrada quando aluga o andar superior para uma marquesa, que traz com ela o amante, a filha e seu namorado. Com suas atitudes vulgares, incômodas e inusitadas, os inquilinos transformam a monótona vida do professor num caos. Em Violência e Paixão, Visconti reflete, de maneira brilhante, sobre a solidão, o conflito de gerações e a idéia de família.
Violência e Paixão é o segundo e último filme do mestre Luchino Visconti com o ator Burt Lancaster.
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Mais um filme estilo "White people problems", soooo boring...
Apesar de uma e outra coisa interessante e ótimas atuações, é um filme muito enfadonho, nem entendo essa nota tão alta por aqui, muito pseudo-cult.
As 2 estrelas ficam por conta do final, que deu um up no filme, e as atuações. O resto é totalmente esquecível... Queria minhas 2 horas de vida de volta.
Que filme! Cinema em sua melhor forma.
Tem uma cena em específico que acho bem significativa. O professor está vendo sua biblioteca começar a ruir, o teto está desabando, as paredes estão úmidas como se estivessem derretendo e ele olha ao redor como se seus castelos estivesse começando a desmoronar. E de fato estava, aquela vida pacata e reclusa estão com os dias contados.
De uma certa proximidade com o Anjo Exterminador de Buñuel, este filme em questão realmente me surpreendeu, e muito!
São tantas as barbaridades propostas desde o início de sua execução, que beira o inverossímel. Mas aí que está... Viscondi em nenhum momento deixa a trama desandar, resultando em situações inusitadas que fazem com que o expectador praticamente vivencie estes constantes embates em momentos únicos e intimistas, pois basicamente nada acontece fora do apartamento; ao menos nada que possamos enxergar.
Ademais, e não menos importante, o Professor é um personagem extremamente enigmático e interessante, o que desperta grande curiosidade em todos os momentos.
"Fique aqui, com seus retratos de gente morta. São os únicos a salvo da violência dos palhaços fascistas".
MANO