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30 Set. 2024A trama conta a saga de Madalena, uma moça batalhadora que é surpreendida por um grave acidente de ônibus, sendo salva por Jão, iniciando um romance com ele, mas, tendo que passar por várias provações para manter esse relacionamento.
Madalena também conta com a ajuda de sua mãe, que trabalha em um ramo de costura de roupas para que a filha venda e ajude em seu sustento.
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Uma delícia de novela!
"Volta por Cima" foi a melhor novela de Claudia Souto!
Excepcionalmente em "Volta por Cima", foi uma novela das sete muito bem conduzida por Claudia Souto e dirigida com excelência por André Câmara. A trama teve uma repercussão muito positiva nas redes sociais e na crítica especializada merecidamente. A história teve bons momentos, um elenco repleto de talentos e personagens com arcos dramáticos bem construídos. Ficou perceptível o acertado conjunto da obra.
A terceira novela solo da autora marcou a sua volta por cima, o que fez jus ao título de sua produção. A sua estreia foi em "Pega Pega" e a trama explodiu em audiência. Um sucesso incontestável. Porém, estranhamente, a repercussão não caminhou junto com os números e o folhetim foi bem pouco comentado. Também houve problemas de desenvolvimento, até mesmo no casal de protagonistas, formado por Camila Queiroz e Mateus Solano, que foi um fiasco. O maior êxito foi o par de vilões composto por Maria Pia e Malagueta. Já a sua segunda obra foi uma completa catástrofe. "Cara e Coragem" foi uma avalanche de equívocos e nada funcionou, o que resultou em um dos maiores fracassos da faixa das sete.
Agora, com "Volta por Cima", Claudia optou por um enredo sem grandes mistérios, fórmulas secretas ou enigmas, que nortearam suas duas produções anteriores, e mergulhou no dramalhão clássico, o que foi um acerto. A autora criou um casal de mocinhos cativantes pela primeira vez, apostou em vilões com camadas que os enriqueceram dramaticamente e ainda deu destaque a um quase anti-herói que virou o tipo mais popular da trama.
Somado a todos os pontos positivos mencionados, colocou como pano de fundo uma empresa de ônibus, o furto de um bilhete de loteria e o submundo do jogo do bicho. Essa mistura inusitada de ingredientes tinha tudo para não funcionar, mas rendeu uma deliciosa receita.
Os mocinhos tiveram uma trajetória muito bem delineada e cada um teve seus conflitos particulares.
Jão era integrante do Dragão Suburbano, um grupo de bate-bolas, e trabalhava duro em uma empresa de ônibus. O rapaz queria ser promovido na Viação Formosa, mas perdeu o cargo para uma indicação da esposa do dono e decidiu ir atrás de novos rumos. Posteriormente, ainda descobriu que o dono, Edson, era o seu pai biológico. Já Madalena batalhou muito para ser bem-sucedida em sua microempresa de 'Pegue e Monte' e conseguiu através de seu esforço, enquanto lidava com o problema cardíaco da mãe, Doralice, e os embates com a irmã caçula, Tati.
A saga de Osmar também foi um dos grandes trunfos do folhetim. Milhem Cortaz viveu seu melhor momento na televisão na pele de um tipo controverso, cheio de camadas e que enfiava o pés pelas mãos tentando acertar.
O furto do bilhete de loteria premiado com cinco milhões de reais que o falecido cunhado tinha comprado rendeu uma sucessão de acontecimentos, tanto com sua família quanto com a sua então namorada, Violeta Castilho (Isabel Teixeira). E graças ao crime cometido que o sujeito deixou a vida de fracassado de lado e virou um dos bicheiros mais temidos do Rio de Janeiro. Isso porque Violeta, que perdeu o filho em um acidente estúpido logo no começo da trama, fez questão de transformá-lo em uma espécie de sucessor por conta o machismo que a cercava. Ainda ganhou o apelido 'Osmar, o bruto' dos capangas, Carla (Pri Helena) e Joílson (Vitor Sampaio), para botar medo nos rivais
Vale citar ainda o bonito processo de reaproximação de Osmar com sua família, após a devolução do dinheiro, devido ao golpe que deu na esposa.
a guerra pela tomada de um território, que culminou em um tiroteio generalizado e rendeu situações de pura covardia impagáveis do nada bruto sujeito.
No entanto, a novela enfrentou um problema de ritmo e uma das causas era a falta de maiores movimentações por conta da ausência de algum vilão de peso. Isso mudou com a entrada de Gerson Barros, vivido pelo genial Enrique Diaz, que trouxe junto com ele outros perfis atrativos, como Rodolfo e Marco. O bicheiro deu uma boa virada na trama e com direito a revelações em outros núcleos, como o de Belisa, Gigi e Joyce, uma vez que seu braço direito, Marco,
era na verdade seu irmão
, que não era irmão de Belisa e sim seu filho com Rodolfo
Outro ponto alto da trama foi Roxelle. Isadora Cruz roubou a cena e mostrou uma faceta desconhecida do grande público, que nem lembrou que a atriz interpretou Candoca, a mocinha de "Mar do Sertão". A personagem espalhafatosa e segura de si protagonizou deliciosas situações e inicialmente viveu um romance com
Chico, que até então era noivo de Madalena.
Gerson, o que resultou uma boa abordagem em cima de relacionamentos abusivos. O vilão já demonstrava seu lado controlador com a ex, Yuki,
criou coragem e pediu ajuda através de um sinal de socorro com a mão (utilizado por mulheres em situação de risco) em um restaurante, o que provocou a prisão dele, ainda que por pouco tempo.
É preciso ainda citar a diversidade do elenco, que em sua grande maioria foi composto por atores negros. Houve uma preocupação em colocá-los em papéis nada estereotipados e sem a utilização da temática do racismo ao longo da história. Claro que é importante a abordagem em cima de um crime ainda tão praticado no país, mas os personagens pretos não podem ser reduzidos a isso. E a questão só foi explorada durante a descoberta de
Jão a respeito da diferença salarial entre empregados negros e brancos na empresa de ônibus em que trabalhava.
um astro de k-drama que fugiu da rotina exaustiva de famoso na Coréia para ter uma vida normal no Brasil, onde acabou se apaixonando por Tati.
O elenco ainda teve muitos outros destaques, como Bia Santana, que estreou no remake de "Elas por Elas", mas só agora teve a real chance de mostrar o seu talento. A atriz fez da ambiciosa Tati um dos êxitos da trama. E Pri Helena se mostrou uma grata revelação.
Carla foi o braço direito de Violeta e uma vilã que infernizou a vida de Madalena, mas teve um processo de regeneração bonito quando revelou seu passado sombrio a Jão. O plot do seu filho ser de Baixinho
que na verdade era rico e sustentava
par romântico, o psicólogo Bernardo, com direito a beijo (ainda que cortado rapidamente).
Porém, nem tudo funcionou. A trama dos anabolizantes andou em círculos e se arrastou ao longo de toda a novela. Somente no antepenúltimo capítulo que a situação teve um desfecho com a
internação de Nando e a decisão de Jão em doar parte de seu fígado para o irmão.
da perseguição que sofria de Gerson Barros e ela não.
Após o fim do caso com Roxelle
capanga de Violeta
A última semana de novela ter se dedicado quase que exclusivamente
ao drama de Nando
Era esperada uma guerra total entre os bicheiros, dominando as emoções finais, mas o foco foi justamente na parte mais cansativa do enredo.
como a reconciliação de Rosana com Neuza e Jão
mesmo ônibus que Lindomar dirigia no primeiro capítulo, pouco antes de sua morte.
sequestro do veículo, praticado por Gerson para se vingar de Osmar, incluindo o trabalho de parto de Madalena
O embate
final entre Gerson e Osmar teve toda a carga dramática necessária, graças ao talento de Enrique Diaz e Milhem Cortaz
O assassinato do vilão, cometido por Marco Barros
Baixinho buscou Gerson na mesma avenida que é palco do maior espetáculo da Terra e o levou para o inferno juntinho com ele.
Marco buscou o colo da mãe, após o crime cometido.
no fechamento do drama de Nando. A cena do rapaz declamando o quão perigoso é o uso de anabolizantes, com direito a um coach (vivido pelo influenciador Rodrigo Goes) o incentivando,
Osmar e Violeta juntos e recebendo o carinho do povo nas ruas, e Madá e Jão cuidando do filho
"Volta por Cima" foi a melhor novela de Claudia Souto. Não foi um sucesso de audiência, pelo contrário, amargou baixos índices ao longo de sua exibição e só cresceu na reta final, o que foi uma injustiça. Fechou com média geral de 20 pontos, um a menos que "Família é Tudo", a fraca produção anterior, e apenas alguns décimos a mais que "Fuzuê", o maior fracasso da faixa das sete. Porém, os números não refletiram a qualidade do folhetim. Ao menos, todos os elogios que a história colheu fizeram justiça ao produto que foi apresentado ao público. Uma produção despretensiosa, bem-feita e que valorizou seu elenco.
Apaixonado na trilha sonora da novela, e falo especialmente da trilha original.
Novela bem interessante, com uma ótima protagonista e personagens muito bem escritos.
Tiveram alguns pontos não explorados, especialmente do núcleo K-POP, mas em sua maioria tudo muito redondinho.
Eu adorei essa novela! Achei o final super bonito, com aquela cena final do Jão, Madá e o bebê junto com os quadros em casa. Muito legal. Uma pena o MV Bill morrer no início, gostei de ver ele numa novela!