Howard Roark (Gary Cooper) é um arquiteto independente, que dá mais importância aos seus ideais do que aos seus compromissos. Howard se apaixona por Dominique Francon (Patricia Neal), uma herdeira, mas termina a relação quando tem a oportunidade de construir edifícios de acordo com seus próprios desejos. Dominique casa com um magnata da imprensa, Gayl Wynand (Raymond Massey), que no princípio comanda uma forte campanha contra o "radical Roark", mas eventualmente se torna o partidário mais forte dele. Ao ser firmado um contrato de moradias populares, há a condição que os planos de Roark não serão mudados de forma nenhuma, mas ele fica surpreso ao descobrir que suas determinações serão radicalmente alteradas. É quando resolve revidar, custe o que custar .
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Belíssimo romance, não chega a ser um melodrama. O tribunal dá o Gran Finale! Nota 8,0
Perfeito.
Inicialmente parece um filme chato sobre arquitetura. Mas não demora muito para você perceber que tudo é um pano de fundo para falar de politica, e isso não poderia ser mais incrível, e mais espero vindo de uma escritora fantástica como a Ayn Rand.
No filme temos 3 personalidades que são individualistas. Gary, a pessoa determinada a não ceder a maioria. Dominique Francon a versão feminina de Gary, com diferença que ela tem medo da opinião publica. E Wynand que também é igualzinho aos dois, que tem o pensamento livre, mas foi aquele que se vendeu ao sistema.
Fountainhead fala sobre o individualismo contra o coletivismo. Aquele que pensa por si só, e que costuma ser rechaçado e invejado pela opinião publica. Esta, que não vale de nada, e não merece um pingo de nossa atenção. Se você precisa do pensamento publico para ter uma opinião, já não é um homem livre. O motivo por Gary e Wynand se darem tão bem, é porque são duas pessoas exatamente iguais, e você só consegue adquirir o respeito de uma pessoa assim, quando você é livre para ter seu próprio pensamento, não sendo uma pessoa vendida, que não vale de nada. O filme também fala sobre a propriedade privada, e o direito a ela. Isso fica relatado quando Wynand demonstra se sentir tão bem na propriedade que comprou com seu próprio suor. Enfim, e o discurso final...maravilhoso. Eu senti como se a própria Rand estivesse ali falando aquelas coisas.
Uma grande e inesperada surpresa!!
Um filme que retrata muito bem o pensamento individualista fundador da ética estadunidense. A dicotomia estabelecida entre indivíduo e coletivo é absurda, entretanto, retrata fielmente a sociedade dos EUA após a segunda guerra, uma nação abarrotada de homens que transbordam desejos e que sonham com uma liberdade idílica. No protagonista encontramos as profundas projeções do self-made man, um homem que idealiza a si mesmo com tamanha veemência que é capaz de realmente acreditar que a História e a humanidade foram construídas apenas por aqueles que, solitariamente, ousaram "enfrentar" o mundo. Obviamente, há no filme a aura anticomunista característica da época, não à toa a oposição entre o individual e o coletivo. É um filme que vale ser visto não por corresponder à realidade do mundo, mas por nos apresentar as engrenagens do pensamento estadunidense à época (pensamento esse que reverbera até hoje), haja vista que os EUA são um dos países mais influentes do mundo nas mais diversas esferas da vida sociopolítica há tanto tempo. Enfim, é uma obra cujo mérito é sua necessidade de entendimento, e não o prazer e/ou concordância que proporciona. Assim como é preciso ler Gilberto Freire para entendermos melhor como funcionavam as mentes escravagistas, é preciso assistir a filmes como esse para entendermos como a propaganda e a narrativa erigem imaginários equivocados porém duradouros.
Tecnicamente temos um filme impecável.A fotografia chama muito a atenção durante a jornada.O filme tem seus problemas de desenvolvimento,mas o bom elenco garante a atração.
>Assistido em 29 de Março de 2023