O cineasta "enfant terrible" do cinema britânico, Derek Jarman, convidou sua musa Tilda Swinton (vencedora do Oscar® em Michael Clayton) para uma espetacular atuação na interpretação da obra-prima orquestral do compositor Benjamin Britten, de 1961. Jarman organizou o filme em seis atos, livre de diálogos, pontuados com o Latin Requiem Mass, para ilustrar visualmente o trágico assassinato do tenente Wilfred Owen no final da Primeira Grande Guerra.
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- esse sim é um filme de guerra e totalmente anti-guerra
- foca só nos perrengues, nas mortes, destruições e crueldade
- não sou muito fã de música clássica, mas realmente cai como uma luva aqui com o que é mostrado em cena
- bem pesado, as cenas reais então, pqp, pedrada sinistra
Jarman construiu uma poderosa obra de arte antibélica sem precisar recorrer aos sons de tiros e explosões. Não há sequer diálogos. A expressão facial de Tilda Swinton e a trilha sonora de Benjamin Britten bastam.
Uma das obras mais impressivas do Derek. Ao mesmo tempo em que a sucessão de cenas nos permite criar uma ligação entre os fatos expostos, o filme é um convite à reflexão sobre possíveis efeitos de guerra. Aborda sobre a dor física, a perda, o desespero, sobre a irreversibilidade de algumas situações. Somente um artista plástico para criar um trabalho assim! A ausência de diálogos é um elemento chave aqui, como em outros filmes dele, pois o que se sobressai é o efeito que as imagens e o som nos causam e não necessariamente o raciocínio que temos a partir de uma situação mostrada. Um imaginário inesgotável.
Vi o filme sem saber que não tinha diálogos. De início, ficava muito apreensivo quanto à isso, mas aos poucos, fui me deixando levar pelo filme e a falta das falas não afetou em nada. É lindo, é teatral, é cheio de musicalidade e a Tilda está LINDA, provavelmente o auge da beleza dela. A cena em que ela faz tranças nos cabelos me deixou paralisado, pelo talento e beleza.
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A parte de imagens de guerra que inicia nos 30 min finais é bem chocante e realista, pra quem gosta de história é bom ter essa visão da primeira guerra.
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Derek Jarman + Música de Benjamim Britten + Tilda Swinton = Espetáculo