Quando seu irmão gêmeo morre, Willy, 50 anos, finalmente decide deixar a casa de seus pais. Ele se muda para uma pequena cidade próxima para um novo começo. Apesar de ser um desajustado, Willy tenta encontrar seu lugar em um desconhecido mundo.
O cinema francês não costuma usar muitos artifícios, especialmente para os dramas. Opta pela linguagem crua para mostrar uma realidade sem filtros. Isso às vezes incomoda ou causa certa estranheza, como acontece em "Willy 1er" (Willy I). O filme é dirigido por 4 jovens cineastas e inspira-se na vida do ator Daniel Vennet, que interpreta aqui os irmãos gêmeos Willy e Michel.
O ator, assim como seus personagens, morou com a família até os 50 anos de idade. Por isso, o roteiro aproxima-se mais da comédia dramática do que da fantasia quando fala sobre a difícil adaptação a perdas ou rupturas causadas pela morte e pelas mudanças de vida, principalmente quando ocorrem na meia idade.
O filme começa mostrando a brusca separação dos gêmeos Michel e Willy, resultante do suicídio de Michel. Os dois eram fisicamente idênticos e companheiros inseparáveis, mas bastante diferentes na maneira como percebiam a vida e a realidade. Michel tinha mais consciência da estagnação e da falta de perspectivas em que viviam. Já Willy, era sonhador e parecia não se preocupar com o fato de que ambos já tinham chegado aos 50 anos sem nunca ter saído da casa dos pais.
Com a morte de Michel, Willy revolta-se e decide pôr em prática seu antigo sonho de morar só e mudar-se para a cidade vizinha de Caudebec, ter um apartamento, uma Scooter e muitos amigos. O problema é que Willy não estava preparado para sobreviver nesse novo mundo ameaçador. Seus problemas psíquicos o tornam agressivo e dificultam o processo de socialização. E assim, acompanhamos toda a difícil jornada de Willy rumo à sua independência tardia.
O ator Daniel Vannet (Willy/Michel) personifica magnificamente a confusão e desespero na mente de um adulto que não amadureceu. Interessante destacar que os diretores fazem um bom uso do simbolismo para demonstrar sua solidão e saudade, inserindo na trama os personagens falecidos, num formato fantasmagórico visível apenas pelo espectador. Há somente uma cena em que Willy parece dirigir-se retoricamente ao fantasma do irmão, compartilhando com ele sua liberdade e, assim, libertando-o também.
Filme bem pesado que me lembrou um pouco o documentário "Life, Animated", no que se refere a retratar o processo de independência de um adulto com algumas limitações psíquicas. Willy I mostra um rito de passagem tardio, em meio a essa configuração trata de assuntos durissimos como o suicídio, preconceito sexual, falta de empatia. O final é muito pesado justamente por mostrar um sucesso melancólico, é como se Willy alcançasse a vitória, mas no fim de tudo ela tem um gosto amargo. http://m.imdb.com/title/tt4356178/?ref_=m_nmfmd_act_3, http://m.imdb.com/title/tt4321694/?ref_=m_nmfmd_act_2 esses dois curtas parecem ter alguma ligação com o filme, se alguém achar dá um toque por favor!
O cinema francês não costuma usar muitos artifícios, especialmente para os dramas. Opta pela linguagem crua para mostrar uma realidade sem filtros. Isso às vezes incomoda ou causa certa estranheza, como acontece em "Willy 1er" (Willy I). O filme é dirigido por 4 jovens cineastas e inspira-se na vida do ator Daniel Vennet, que interpreta aqui os irmãos gêmeos Willy e Michel.
O ator, assim como seus personagens, morou com a família até os 50 anos de idade. Por isso, o roteiro aproxima-se mais da comédia dramática do que da fantasia quando fala sobre a difícil adaptação a perdas ou rupturas causadas pela morte e pelas mudanças de vida, principalmente quando ocorrem na meia idade.
O filme começa mostrando a brusca separação dos gêmeos Michel e Willy, resultante do suicídio de Michel. Os dois eram fisicamente idênticos e companheiros inseparáveis, mas bastante diferentes na maneira como percebiam a vida e a realidade. Michel tinha mais consciência da estagnação e da falta de perspectivas em que viviam. Já Willy, era sonhador e parecia não se preocupar com o fato de que ambos já tinham chegado aos 50 anos sem nunca ter saído da casa dos pais.
Com a morte de Michel, Willy revolta-se e decide pôr em prática seu antigo sonho de morar só e mudar-se para a cidade vizinha de Caudebec, ter um apartamento, uma Scooter e muitos amigos. O problema é que Willy não estava preparado para sobreviver nesse novo mundo ameaçador. Seus problemas psíquicos o tornam agressivo e dificultam o processo de socialização. E assim, acompanhamos toda a difícil jornada de Willy rumo à sua independência tardia.
O ator Daniel Vannet (Willy/Michel) personifica magnificamente a confusão e desespero na mente de um adulto que não amadureceu. Interessante destacar que os diretores fazem um bom uso do simbolismo para demonstrar sua solidão e saudade, inserindo na trama os personagens falecidos, num formato fantasmagórico visível apenas pelo espectador. Há somente uma cena em que Willy parece dirigir-se retoricamente ao fantasma do irmão, compartilhando com ele sua liberdade e, assim, libertando-o também.
Um filme diferente, que vale a pena conferir.
Filme bem pesado que me lembrou um pouco o documentário "Life, Animated", no que se refere a retratar o processo de independência de um adulto com algumas limitações psíquicas. Willy I mostra um rito de passagem tardio, em meio a essa configuração trata de assuntos durissimos como o suicídio, preconceito sexual, falta de empatia. O final é muito pesado justamente por mostrar um sucesso melancólico, é como se Willy alcançasse a vitória, mas no fim de tudo ela tem um gosto amargo. http://m.imdb.com/title/tt4356178/?ref_=m_nmfmd_act_3, http://m.imdb.com/title/tt4321694/?ref_=m_nmfmd_act_2 esses dois curtas parecem ter alguma ligação com o filme, se alguém achar dá um toque por favor!
"Eu sempre disse isso: Pra Caudebec irei. Um apartamento terei. Uma scooter terei. Amigos terei. E vocês que se danem"
Algumas situações faz a gente rir mas por dentro dá uma tristeza pelo personagem.