Serie Yellowstone. Direção Taylor Sheridan. Melhor série de todos os tempos do gênero faroeste. Tudo nessa série foi feito com perfeição, elenco cenário,diálogos,ambientação, trilha sonora, fotografia, iluminação, até abertura é um espetáculo, muito linda.Todas temporadas sem perder o ritmo, os personagens tiveram espaço dentro das cinco temporadas. Elenco maravilhoso, Kevin Costner grande ator, talentoso, mas quem roubou as cenas foi Cole Hauser (Rip), interpretação magistral, que show deu esse ator, encarnou o personagem de corpo e alma, durão com os peões, mas doce quando estava com a Beth( Kelly Reily) que também deu um show de talento, interpretação fantástica. A história faz referência a terra, preservar, lutar para manter intacta da exploração imobiliária, da destruição das florestas, da poluição dos rios, o direito a terra da população indígena. Sheridan mostra o amor ao legado de gerações, manter a tradição, preservar aquilo que gerações deram a vida. Montana com paisagens belíssimas, muita luz natural, muito verde, mas os personagens eram sombrios, todos tinham um passado sombrio, de dor e perdas, quer dizer, o local era de muita luta e dor. Série para ficar na memória. Excelente.
Fim da linha cowboy... A 2ª parte da 5ª Temporada de "Yellowstone", encerra quase mais veloz que a própria bala covarde que pôs fim ao velho patriarca da família. Mas não é só de flores de cemitério que o desfecho da série é feito.
Brigas, discussões lagrimas... Teve um barraco brabo na produção da 2ª parte da temporada. Teve quase de tudo! Egos na alturas, grana, empurra empurra xingamentos. Kevin Costner e Wes Bentley, praticamente apressaram o fim da série com essas brigas de bastidores que acontecem sempre na hora errada, que acabaram atrapalhando e quase destruiu, um desfecho que tinha tudo pra ser épico.
De forma brutal e covarde, Jamie (Wes Bentley), pôs em ação o seu plano de ascensão politica. O assassinato de John Dutton (Kevin Costner) toma conta das atenções, pela forma abrupta que é feita, não dando ao personagem o fim que na pior das hipóteses todos ele poderia ter tido. Nenhum fã quer que seu herói morra, mas em algumas tramas isso é fica foda, porém isso infelizmente não acontece. A morte foi muito mais pro ator na produção, do que pro seu personagem.
A edição dos capítulos são meio quebrados, com flashbacks tentam concertar isso, mas não tem boi. John Dutton ser suicidado no banheiro, foi a solução que o diretor e o estúdio tiveram pra solucionar a saída do Kevin Costner, e suas juras de processos do que pra qualquer coisa. Mas apesar da decepção, o tiro não foi tão errado assim. Sem um protagonista, a trama acabou dividindo suas atenções para os outros personagens.
O desespero e o ódio toma conta do coração ruim de Beth (Kelly Reilly), que quer porque quer a cabeça do seu irmão, custe o que custar. Mas ao mesmo tempo disso, o destino do rancho Yellowstone é o seu fechamento. A amargura toma conta do mundo de Marlboro na vida dos cowboys, tem momentos de alegria, mas os capítulos se tornam um verdadeiro velório, com situações pontuais que livram pouco essa sensação.
O destino de Kayce (Luke Grimes) e sua família, acabou me decepcionando bastante. O retiro espiritual que ele fez na parte 1, já não foi lá essas coisas, e ele acaba aparecendo pouco na trama, tendo mais atenção pras situações domesticas com sua esposa Monica (Kelsey Chow) e o filho Tate (Brecken Merrill) do que pra qualquer coisa.
A turma dos cowboys, acabam tornando-se uma rotina meio amarga, com eles tendo aquela vida de vaqueiro, enquanto o rancho é destruído, com eles ficando desempregados. Uma morte, reencontros, despedidas, o arco deles é de fim de festa, mas satisfatório.
As atenções estavam mesmo na vingança de Beth, mas pra variar ela acontece de forma tão decepcionante quando a morte de John. Eu imaginei uma coisa meio bíblica, mas acho que o espirito da 8ª temporada de "Guerra dos Tronos", já tinha sido invocado pra dar uma desfecho rápido e mais simplificado pra tudo. Mas o importante é que ele foi pra estação de trem...
A 2ª parte da 5ª Temporada de "Yellowstone", termina como um grande velório, o fim do rancho, profecias se cumprindo e a vida de cowboy sendo valorizada. A sequência de imagens mostrando as vidas de Kayce e Beth, nos seus ranchos dão um pouco de felicidade caipira. Vida de campo, com arvores, pássaros, uma casa e uns bicho pra criar.
Apesar da queda de cavalo braba na fase final com os principais protagonistas, essa 2ª parte da 5ª Temporada, está longe de ser ruim. Eu achei excelente! Acho que Taylor Sheridan operou um puta milagre na produção e conseguiu salvar muita coisa que em muitas séries e filmes teriam sidos catastróficos.
Mas quando tudo acabou eu fiquei imaginando um tiroteio da porra com John Dutton, Kayce, Rip, os cowboys do rancho e os índios da reserva, contra a turma da Market Equities, onde de forma dramática e heroica o pai deles morria na ação. E depois de forma satânica, Beth buscava sua vingança como um anjo da morte atrás do irmão maldito, com perseguições de carro e depois de cavalo, que só o velho oeste sabiam contar. Cinéfilo sonhador é foda.
Essa luta do Jamie e da Beth foi muito forçada, uma mulher não levanta depois de apanhar daquele jeito de um homem e um homem que leva uma chave de boca na cabeça, mesmo sendo de uma mulher, tbm não levanta, parecia filme B de ação dos anos 80.
saída repentina do Kevin Costner (não-retorno, na verdade) deve ter ferrado muita coisa anteriormente planejada.
Foi muito bonito e sublime o destaque que o Taylor Sheridan dá a este estilo de vida. Essa valorização sempre aconteceu na série, mas dessa vez tem partes mais lentas para apreciação, destacando cavalos, gado, leilões e tudo mais.
O destino do rancho intercalando a narração da Elsa Dutton (1883) emociona qualquer um
Entretanto, tem partes da história que são bem forçadas, que fazem parecer que toda Montana é burra, com exceção dos protagonistas.
Como ninguém suspeitou ou investigou um possível homicídio sendo que o quarteirão da casa do governador perde as câmeras às 3h50, e às 3h53 o legista declara o horário da morte?
Kayce ensinando à médica legista também foi forçado. Certamente um governador não seria tratado como uma pessoa qualquer na autópsia, e um governador que tinha 500 inimigos teria ainda menos.
Como a Beth mata o Jamie (procurador geral) e simplesmente passa impune? Não há câmeras de segurança em nenhum local da cidade? Simplesmente entram na casa dele, matam, embalam o corpo e saem pela cidade? (e já seria até questionável o fato do Jamie não andar de segurança após a morte da Sarah)
Porém, tudo isso é coisa pequena, certamente Yellowstone foi uma das melhores séries que vi na vida e a recomendo fortemente para qualquer um.
vou sentir falta desta serie.
Serie Yellowstone. Direção Taylor Sheridan. Melhor série de todos os tempos do gênero faroeste. Tudo nessa série foi feito com perfeição, elenco cenário,diálogos,ambientação, trilha sonora, fotografia, iluminação, até abertura é um espetáculo, muito linda.Todas temporadas sem perder o ritmo, os personagens tiveram espaço dentro das cinco temporadas. Elenco maravilhoso, Kevin Costner grande ator, talentoso, mas quem roubou as cenas foi Cole Hauser (Rip), interpretação magistral, que show deu esse ator, encarnou o personagem de corpo e alma, durão com os peões, mas doce quando estava com a Beth( Kelly Reily) que também deu um show de talento, interpretação fantástica. A história faz referência a terra, preservar, lutar para manter intacta da exploração imobiliária, da destruição das florestas, da poluição dos rios, o direito a terra da população indígena. Sheridan mostra o amor ao legado de gerações, manter a tradição, preservar aquilo que gerações deram a vida. Montana com paisagens belíssimas, muita luz natural, muito verde, mas os personagens eram sombrios, todos tinham um passado sombrio, de dor e perdas, quer dizer, o local era de muita luta e dor. Série para ficar na memória. Excelente.
Tem Alguns Spoilers...
Fim da linha cowboy... A 2ª parte da 5ª Temporada de "Yellowstone", encerra quase mais veloz que a própria bala covarde que pôs fim ao velho patriarca da família. Mas não é só de flores de cemitério que o desfecho da série é feito.
Brigas, discussões lagrimas... Teve um barraco brabo na produção da 2ª parte da temporada. Teve quase de tudo! Egos na alturas, grana, empurra empurra xingamentos. Kevin Costner e Wes Bentley, praticamente apressaram o fim da série com essas brigas de bastidores que acontecem sempre na hora errada, que acabaram atrapalhando e quase destruiu, um desfecho que tinha tudo pra ser épico.
De forma brutal e covarde, Jamie (Wes Bentley), pôs em ação o seu plano de ascensão politica. O assassinato de John Dutton (Kevin Costner) toma conta das atenções, pela forma abrupta que é feita, não dando ao personagem o fim que na pior das hipóteses todos ele poderia ter tido. Nenhum fã quer que seu herói morra, mas em algumas tramas isso é fica foda, porém isso infelizmente não acontece. A morte foi muito mais pro ator na produção, do que pro seu personagem.
A edição dos capítulos são meio quebrados, com flashbacks tentam concertar isso, mas não tem boi. John Dutton ser suicidado no banheiro, foi a solução que o diretor e o estúdio tiveram pra solucionar a saída do Kevin Costner, e suas juras de processos do que pra qualquer coisa. Mas apesar da decepção, o tiro não foi tão errado assim. Sem um protagonista, a trama acabou dividindo suas atenções para os outros personagens.
O desespero e o ódio toma conta do coração ruim de Beth (Kelly Reilly), que quer porque quer a cabeça do seu irmão, custe o que custar. Mas ao mesmo tempo disso, o destino do rancho Yellowstone é o seu fechamento. A amargura toma conta do mundo de Marlboro na vida dos cowboys, tem momentos de alegria, mas os capítulos se tornam um verdadeiro velório, com situações pontuais que livram pouco essa sensação.
O destino de Kayce (Luke Grimes) e sua família, acabou me decepcionando bastante. O retiro espiritual que ele fez na parte 1, já não foi lá essas coisas, e ele acaba aparecendo pouco na trama, tendo mais atenção pras situações domesticas com sua esposa Monica (Kelsey Chow) e o filho Tate (Brecken Merrill) do que pra qualquer coisa.
A turma dos cowboys, acabam tornando-se uma rotina meio amarga, com eles tendo aquela vida de vaqueiro, enquanto o rancho é destruído, com eles ficando desempregados. Uma morte, reencontros, despedidas, o arco deles é de fim de festa, mas satisfatório.
As atenções estavam mesmo na vingança de Beth, mas pra variar ela acontece de forma tão decepcionante quando a morte de John. Eu imaginei uma coisa meio bíblica, mas acho que o espirito da 8ª temporada de "Guerra dos Tronos", já tinha sido invocado pra dar uma desfecho rápido e mais simplificado pra tudo. Mas o importante é que ele foi pra estação de trem...
A 2ª parte da 5ª Temporada de "Yellowstone", termina como um grande velório, o fim do rancho, profecias se cumprindo e a vida de cowboy sendo valorizada. A sequência de imagens mostrando as vidas de Kayce e Beth, nos seus ranchos dão um pouco de felicidade caipira. Vida de campo, com arvores, pássaros, uma casa e uns bicho pra criar.
Apesar da queda de cavalo braba na fase final com os principais protagonistas, essa 2ª parte da 5ª Temporada, está longe de ser ruim. Eu achei excelente! Acho que Taylor Sheridan operou um puta milagre na produção e conseguiu salvar muita coisa que em muitas séries e filmes teriam sidos catastróficos.
Mas quando tudo acabou eu fiquei imaginando um tiroteio da porra com John Dutton, Kayce, Rip, os cowboys do rancho e os índios da reserva, contra a turma da Market Equities, onde de forma dramática e heroica o pai deles morria na ação. E depois de forma satânica, Beth buscava sua vingança como um anjo da morte atrás do irmão maldito, com perseguições de carro e depois de cavalo, que só o velho oeste sabiam contar. Cinéfilo sonhador é foda.
Essa luta do Jamie e da Beth foi muito forçada, uma mulher não levanta depois de apanhar daquele jeito de um homem e um homem que leva uma chave de boca na cabeça, mesmo sendo de uma mulher, tbm não levanta, parecia filme B de ação dos anos 80.
Essa segunda parte foi bem mais complicada de se avaliar, visto que a
saída repentina do Kevin Costner (não-retorno, na verdade) deve ter ferrado muita coisa anteriormente planejada.
Foi muito bonito e sublime o destaque que o Taylor Sheridan dá a este estilo de vida. Essa valorização sempre aconteceu na série, mas dessa vez tem partes mais lentas para apreciação, destacando cavalos, gado, leilões e tudo mais.
O destino do rancho intercalando a narração da Elsa Dutton (1883) emociona qualquer um
Entretanto, tem partes da história que são bem forçadas, que fazem parecer que toda Montana é burra, com exceção dos protagonistas.
Como ninguém suspeitou ou investigou um possível homicídio sendo que o quarteirão da casa do governador perde as câmeras às 3h50, e às 3h53 o legista declara o horário da morte?
Kayce ensinando à médica legista também foi forçado. Certamente um governador não seria tratado como uma pessoa qualquer na autópsia, e um governador que tinha 500 inimigos teria ainda menos.
Como a Beth mata o Jamie (procurador geral) e simplesmente passa impune? Não há câmeras de segurança em nenhum local da cidade? Simplesmente entram na casa dele, matam, embalam o corpo e saem pela cidade? (e já seria até questionável o fato do Jamie não andar de segurança após a morte da Sarah)
Porém, tudo isso é coisa pequena, certamente Yellowstone foi uma das melhores séries que vi na vida e a recomendo fortemente para qualquer um.