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Data de lançamento
15 Out. 2016Duração
A verdadeira e incrível história do explorador inglês Percy Fawcett (Charlie Hunnam) que depois de se aventurar pelo mundo vai atrás de uma cidade perdida feita de ouro no coração da Amazônia, apoiado pela esposa (Sienna Miller), filho (Tom Holland) e seu ajudante (Robert Pattinson).
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É legal ver um filme que é um épico recente, coisa que me parece rara.
A epicidade vai pra além de só contar das expedições vez ou outra, mas sim trazendo todas como se fossem um grande recomeço de algo árduo. Há também as tramas políticas na qual Percy está envolvido e, claro, a guerra. Contar uma história assim de modo tão grandioso só é possível levando-se a sério tudo o que se passa, coisa que o James Gray sempre consegue, sem o menor cinismo. Entre todos os filmes que vi dele, nenhum tem uma risadinha piscando pra câmera, ao mesmo tempo que não tenta fugir de momentos de possível fantasia. Outra combinação rara em filmes recentes.
A selva é mostrada como um local hostil e fascinante, porém destaco o papel que o rio tem aqui. Os barcos que os viajam se parecem com naves espaciais olhando para outros mundos que aparecem ao longo da margem. Esse elemento que transforma vários filmes em road movies aquáticos parece longe do esgotamento e sempre traz um encanto a mais. Apocalypse now, O último azul, O abraço da serpente, todos nos encantam no deslizamento sobre as águas, como se aquele transporte fosse um meio de nos levar para um mundo que deixa de ser real, trazendo histórias que, quando contadas, sempre parecem mentira, delírio.
Acho que vale falar também sobre como o cinema do James Gray mudou e, apesar de eu gostar bastante de Ad Astra, Era uma vez em Nova York e de Z, é estranho ver como estes diretores do cinema americano (sejam eles americanos ou não) vão para um caminho de filmes de maior orçamento e as tramas mais simples deixam de ser exploradas por eles. Talvez os filmes do Gray ficassem uma porcaria se ele passasse a vida inteira filmando o Joaquin Phoenix sad boy na periferia de Nova York? Talvez. Mas eu acho que ainda dava pra tirar alguma coisa dali. Ele parou de fazer estes filmes justamente depois de Os donos da noite e Os amantes, seu auge até então. Não que eu veja que todos os diretores devessem ficar em filmes de baixo orçamento a vida inteira, mas é curioso ver que quase nenhum realizador volta a eles, mesmo que apenas uma vez. O prêmio de quem é abraçado pelo prestígio é sempre seguir para filmes de época megalomaníacos, grandes histórias de guerra ou projetos gigantescos de ficção científica. Tarantino não voltou desse caminho, Nolan também não, nem a Bigelow, nem o Villeneuve. Vamos ver se o Gray volta agora em Paper Tiger.
Aqui vale indicar O abraço da serpente, para temos um olhar mais próximo do que um indígena tem da amazônia. Também gosto de pensar em Roma, do Cuaron, que talve seja o único ou um dos únicos diretores que foram para estes filmes gigantes que comentei, mas que pelo menos ensaiou uma volta.
Esperava mais exploração dos mistérios da Serra do Roncador mas a mesma nem é mencionada no filme, o que é uma grande decepção.
A forma como mostraram a "morte" do coronel e seu filho também é muito anticlimática, ficaria melhor se eles simplesmente entrassem em uma caverna e desaparecessem.
Enfim, tinha potencial pela qualidade do elenco e pelo próprio mistério envolvido no caso mas desperdiçaram tudo num roteiro preguiçoso e óbvio demais.
É um filme com uma história muito interessante, mas com narrativa tediosa. A fotografia é agradável e os personagens incitantes, porém um filme longo e que não chega em lugar nenhum. Não esperava um Indiana Jones, no qual foi inspirado em Percy Fawcett, no entanto, ansiava mais ritmo à obra.
Filme longo pra não chegar em lugar nenhum
os índios da amazônia brasileira proficiente em línguas q compreendem inglês e arranham espanhol verdadeiros cosmopolitas cidadãos do mundo