Uma história de amor sci-fi. Dois colegas em um laboratório de pesquisa com tecnologia revolucionária para melhorar e tornar os relacionamentos românticos perfeitos. Quando o trabalho progride, suas descobertas ficam mais profundas.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
"Zoe" é o relato do momento exato em que a máquina deixa de servir e passa a ser alguém. Se o robô Ash representa o estágio primata da tecnologia dos sintéticos, guiado apenas por instintos programados, Zoe representa o salto evolutivo. Ela não expandiu para o infinito como uma inteligência sem corpo; ela expandiu para dentro, decidindo ser mais humana em um corpo do que uma consciência de nuvens, desenvolvendo a capacidade única de ser, de amar e de sofrer de forma espontânea.
O que o filme de Drake Doremus nos mostra é que não dá para medir ou definir uma consciência humana, o espírito que habita o corpo e o amor que liga tudo ao universo. Porque, se os circuitos de Zoe foram programados, nós de alguma forma também somos. A consciência que anima aquele corpo — a admiração que ela tinha, a falta, o medo, a decepção, a paixão e o amor que sentia por Cole — eram sentimentos reais. Afinal, como diferenciar o sentir dela do nosso?
Se aquela lágrima final brota de uma dor real, então estamos diante de um novo ser, de uma nova espécie. Como em Blade Runner 2049, o milagre não está no DNA ou nos circuitos, mas na capacidade de gerar vida — seja ela biológica ou uma vida de sentimentos. Zoe e seu criador não vivem apenas um romance; eles vivem a fundação de um novo mundo onde o "ser" é mais importante do que o "nascer".
Os corpos são apenas embalagens, sejam de carbono, silício ou poeira estelar. O que importa é a voltagem da luz que passa por dentro deles. Limitar-se a acreditar que o espírito que habita um ser precisa ser exclusivamente de carne seria limitar a própria capacidade da vida em animar tudo o que foi criado. Algo programado é diferente de algo consciente: um está seguindo ordens, o outro está criando as suas próprias.
Para a maioria, "Zoe" é um drama romântico sobre um futuro distópico, onde a vida conjugal dos humanos foi pro vinagre. O filme nos mostra um mundo onde a humanidade, cansada da imprevisibilidade do amor, tentou transformá a vida em uma ciência exata, com pílulas pra sentir paixão e sintéticos para preencher e substituir, as nossas falhas, ou a incapacidade de lidar com elas.
O ponto de ruptura é a própria Zoe. Ela não é apenas uma máquina que rompeu os padrões; ela é uma anomalia que veio transformae tudo. O que a torna isso fascinante, não é o fato deela ter um corpo perfeito, mas o fato de ela querer esse mundo imperfeito. Quando ela descobre que é sintética, ela não entra no #erro 404; ela entra em uma angústia existencial. E a angústia, é uma das coisas mais humanas que existe.
A lágrima final da Zoe é o meu momento favorito. Não porque seja um milagre biológico em uma maquia, mas porque é o momento em que a programação dela desiste de tentar ser lógica.
Ela chora porque o sentimento, o amor é grande demais para caber em um processador. Ali, ela deixa de ser uma sintética e passa a ser uma consciência.
Gostei como ficção e como romance. Ótimas atuações dos protagonistas.
A premisa de Zoe é muito boa, mas infelizmente muito mal executada. Havia inumeras possibilidades a serem discutidas, mas tudo soou tão frio e distante. O elenco, apesar de bom, não consegue nos fazer conectar com a trama e realmente torcer para os personagens, fora que alguns deles pouco agregam à história. Poderia ser muito melhor, se bem conduzido, mas fica no quase. Nota 6/10.
Um filme frio, xoxo e que não pega, a premissa é legal, mas o desenvolvimento desde o começo é estranho e não acontece de forma alguma.
Tem Alguns Spoilers...
"O Mal do Século é a Solidão", já dizia Renato Russo. Romântico, dramático e lindo! Zoe, do diretor Drake Doremus, é uma ficção emocionante e humana sobre um futuro onde as pessoas estão sós, precisando de drogas e companhias artificiais para conseguirem se amar. Nesse grande mercado de emoções estão Cole (Ewan McGregor) e Zoe (Léa Seydoux): criador e criatura que acabam se apaixonando.
Cole entende que Zoe é sintética, mas algo vai acontecendo e ele se apaixona realmente por ela. É difícil de aceitar, porque ela não é humana, é uma máquina com programação, um protótipo. Mas, se acontece com bonecas infláveis, por que não com ela? A história se desenvolve de forma lenta, dramática e romântica, mostrando o lado humano dos dois em um mundo onde humanos e máquinas dividem a mesma rotina.
Zoe não sabia que era sintética e começa a reagir de forma diferente, como se tivesse evoluído e se recusasse a aceitar sua condição. Drake consegue transformar um tema clichê em um filme foda de amor, romance e drama; você nem percebe que é uma ficção científica. Léa Seydoux tem uma atuação bela. A imagem do filme é ela, e suas expressões faciais capturam nossa atenção justamente porque ela interpreta uma máquina e eu ficava buscando onde ela era artificial.
Num mundo onde muita gente usa drogas para ter amor, ela amava e foi provando seus sentimentos até não aguentar mais, chegando a pedir uma espécie de eutanásia — um desligamento — por não suportar mais amar o Cole. E o Cole, acreditem, caiu nas drogas e foi parar na "cracolândia" da pílula do amor.
A produção é muito bem feita, a fotografia é linda, as cores são suaves e o desenho de cena não lança as formas para o futuro; tudo parece igual ao "aqui e agora". Theo James também está no filme com seu personagem Ash, tentando "furar o zóio" do Cole, mas não adianta: o amor de Zoe é maior.
O final do filme é lindo! Foda-se a Sky Net. Máquinas e humanos podem viver felizes para sempre! Lindo filme! Chupa, Schwarzenegger!
Ou melhor: chora... o futuro T-800 não chegará!