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Data de lançamento
30 Junho 1987Duração
James Bond é destacado para ajudar Georgi Koskov, um general soviético, a desertar para o Ocidente. Porém, após o general ser rapidamente recapturado, Bond começa a desconfiar que a deserção foi uma farsa para encobrir um plano maligno. Bond se envolve com Kara Milovy, uma bela violoncelista tcheca, e acaba descobrindo uma grande trama ligada a Brad Whitaker, um grande comerciante de armamento bélico.
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Faz um bom tempo que não assisto. Preciso reassistir em breve. Dito isso, em mais de 60 anos de filmes do 007, Timothy Dalton ainda não foi superado como o melhor James Bond de todos.
E sobre a música de abertura, eu sou suspeito para falar. A-ha é minha banda predileta dos anos 80!
5.7.26
É engraçado ver que as maiores críticas aos filmes da era Dalton como 007 são em relação ao tom mais sério e violento imposto ao personagem nessa fase. Duas décadas depois, essas foram as características empregadas no reboot que foi sucesso de crítica e bilheteria com Daniel Craig, e com isso esses filmes tem sido revisitados sob uma nova ótica. Dalton andou para que Craig pudesse correr. Algumas coisas não envelheceram tão bem, como a trama no Afeganistão (que foi inserida não apenas nesse filme, mas em outros na época com intuito de propaganda), mas diria que o restante permanece bem agradável, com imagens belíssimas no release 4K, ótimos efeitos práticos e uma trilha sonora que está entre as melhores da série, misturando o tom clássico de John Barry com o Synth Pop do A-ha que era um fenômeno naquele ano. É um filme muito melhor resolvido do que boa parte do que foi feito no período anterior com Roger Moore, que partiu para um lado mais cômico e caricato do personagem.
A performance de Dalton trás um peso e uma complexidade psicológica não vistos desde os primeiros filmes de Connery
A trama intrincada e geopoliticamente relevante foi uma lufada de ar fresco após as fantasias da era Moore
O 1° Peitinho (. )( .)
Engano e Aparência. Profissionalismo Vs. Moralidade. O Crepúsculo da Guerra Fri.
Koskov e Whitaker carecem da presença icônica dos grandes vilões da franquia. São mais burocráticos e patéticos do que verdadeiramente ameaçadores
Hoje você se alia aos Mujahideen contra os soviéticos, amanhã eles se tornam o Talibã. Não há mocinhos, apenas interesses. Profético sem querer
A arte musical de Viena contrastada com o pragmatismo brutal do comércio de ópio.
Um James Bond que recusa as raparigas em favor de um relacionamento protetor e genuíno.
🎬 **Crítica | 007 – Marcado para Morrer (The Living Daylights)**
**Ano de lançamento:** 1987
**Duração:** 130 minutos
**Gêneros:** Ação • Espionagem • Thriller
**Elenco principal:**
* **Timothy Dalton** — *James Bond*
* **Maryam d’Abo** — *Kara Milovy* (Bond Girl)
* **Jeroen Krabbé** — *General Georgi Koskov*
* **Joe Don Baker** — *Brad Whitaker*
* **Desmond Llewelyn** — *Q*
* **Robert Brown** — *M*
🕵️ **Enredo & História**
*Marcado para Morrer* marca a estreia de Timothy Dalton como o terceiro intérprete de James Bond, trazendo uma abordagem mais séria e contida do personagem. Dalton se posiciona entre o charme clássico de Connery e a leveza de Moore, com um Bond menos mulherengo e mais focado na missão. A trama ainda carrega o peso da Guerra Fria, agora incorporando o conflito no Afeganistão — lembrando, em alguns momentos, o clima de *Rambo*.
🎥 **Produção, Fotografia & Efeitos**
A produção mantém o estilo típico dos anos 80: narrativa mais lenta, enredo extenso e ritmo cadenciado. O retorno do Aston Martin é um acerto nostálgico, assim como a presença de M. No entanto, ainda não vemos grandes saltos tecnológicos nem cenas de ação capazes de impressionar visualmente. Os efeitos especiais são funcionais, mas modestos.
🎭 **Atuações**
Dalton entrega um Bond mais humano e vulnerável, ainda encontrando seu espaço no papel. Maryam d’Abo, lembrando fisicamente Natasha Kinski, tem boa atuação e foge do estereótipo da Bond Girl puramente decorativa. Os vilões cumprem seu papel, mas carecem de imponência e ameaça real.
🎞️ **Sequências & Filmes Semelhantes**
Este filme é seguido por *007 – Permissão para Matar*. Filmes semelhantes: *Somente para Seus Olhos*, *Octopussy* e *Rambo III* (pela ambientação geopolítica).
✅ **Avaliação Final — Vale a pena assistir?**
Vale como ponto de transição da franquia. Um Bond mais sério começa a nascer aqui, ainda que preso a um ritmo lento e a um roteiro pouco ousado.
⭐ **Nota final:** **6 / 10**
#007 #JamesBond #TimothyDalton #CinemaClássico #Saga007 #FilmesDeEspionagem #Anos80 #Cinema #Filmes 🎥🍸
The Living Daylights (1987), lançado no Brasil como 007: Marcado para a Morte, marca a estreia de Timothy Dalton como James Bond, e isso já cria uma expectativa, para ver se vai manter o nivel dos outros atores, porém muda o que vinha sendo construído no personagem até ali. Nada contra o ator principal, mas eu achei ele bem destoante da personalidade clássica do 007: menos sarcástico, com muito menos humor e quase nenhum charme irônico, justamente dois dos pilares que sempre fizeram o personagem funcionar tão bem nas mãos de Sean Connery e, depois, de Roger Moore. Aqui o Bond parece mais sério, sisudo e contido, o que pra mim enfraquece bastante o carisma do protagonista.
A trama também já me soa bem saturada, especialmente para quem, como eu, está assistindo a todos os filmes em sequência, mesmo sem ver em curtos espaços de tempo — eu vi o anterior a esse pouco mais de um mês atrás. De novo temos Rússia, mísseis, ameaça de guerra nuclear, jogos de espionagem da Guerra Fria, traições internas, agentes duplos, conspirações militares e aquele eterno medo de um conflito global prestes a explodir.
O fato de o filme ser longo só piora essa sensação de desgaste. A narrativa se estende além do necessário, com várias subtramas que não agregam muito, e isso deixa o ritmo irregular, especialmente no segundo ato. Em vez de criar tensão, muitas cenas acabam apenas arrastando a história.
Também não consegui simpatizar muito com o James Bond de Dalton, nem com Kara Milovy (Maryam d’Abo). Apesar de a atriz ser naturalmente bonita, eu senti que faltou química entre os dois, principalmente por parte do Bond, que aqui parece menos sedutor e menos espirituoso. O romance, que sempre foi uma engrenagem importante da franquia, aqui parece mecânico e pouco envolvente.
Em comparação, esse Bond fica bem atrás do que Sean Connery fazia com tanta presença e até do Roger Moore, que, mesmo mais caricato, tinha um humor e um sarcasmo muito mais afiados.
Além disso, senti falta de uma participação maior de M (Robert Brown), que sempre ajuda a dar peso institucional à história e a reforçar a dinâmica de autoridade e tensão entre ele e o 007
Para completar, os vilões são completamente descartáveis, sem carisma e sem aquela aura de ameaça memorável que a série já apresentou tantas vezes. Falta personalidade, falta impacto e falta aquele antagonista que realmente marque a experiência.
No fim das contas, 007: Marcado para a Morte acaba sendo um filme que tenta renovar o personagem, mas faz isso abrindo mão de elementos essenciais da franquia. Entre uma trama repetitiva, um protagonista menos carismático e vilões sem força, o resultado é um 007 que, para mim, fica aquém do que a série já mostrou de melhor.
Assistido em 10/01/2026