Últimas opiniões enviadas
Adorei a série! Aborda os desafios na busca pela independência de Ryan, uma PCD gay, que para ser aceito e validado, em uma sociedade capacitista e cheia de fobias contra PCDs -Pessoas com Deficiência - opta por esconder sua real condição.
Além de aceitar sua condição como PCD, ele precisa, libertar-se da dependência emocional pela mãe, morar sozinho , ser mais independente nos afazeres e construir suas relações.
Ao mentir sobre sua condição, Ryan se distancia de si mesmo dentro do próprio preconceito, percebendo-o mais tarde ao se envolver com Tanner - um rapaz que ignora sua deficiência ignorando todo contexto acerca da sua condição.
O bacana é que a história de Ryan se encaixa em muitas minorias, o que torna fácil ter empatia pela perspectiva e desafios do personagem.
Outra coisa legal é que na série o fato de ser gay só ganha relevância quando ele começa a se relacionar enquanto PCD, e não apenas por ser Gay. A série aborda questões sobre fetichização e objetificação do corpo de PCDs, assim como também mostra, através da naturalização da sexualidade, os desafios de se relacionar enquando PCD gay, que são tão dignas da naturalização de amar e de se relacionar, como qualquer pessoa, PCD ou não. .
PS: Li em alguns comentários gente passando pano para Tanner. e detestando Ryan, que errou fazendo um comentário idiota ao Tanner no final. Mas, parece que para estas pessoas, é mais fácil odiar o Ryan, que não pôde errar, do que Tanner, que teve falas e atitudes reprováveis contra PCDs, e ficou de “coitado”. “tem que me ensinar” - como tratar com respeito ?, “Tanner fofo”, etc, Ele não fez nenhum ato heroico ao namorar uma PCD, muito pelo contrario, ele não amava Ryan como PCD, ele nem considerava esta parte, ignorava.
Gottmik <3