Rudan
30 years
(🇧🇷 BRA)
Usuário desde Junho de 2012
Ver mais
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum


Carregando Publicidade...
Remover Anuncios

Últimas opiniões enviadas

Rudan
12 horas atrás

Gostei mais pela ideia e pela atmosfera do que pela execução em si. O filme é bem interessante, mas também um pouco irregular. O que mais me pegou foi interpretar os Backrooms não como um lugar físico qualquer, mas quase como uma manifestação psicológica. Pra mim, aquele espaço parece se alimentar de culpa, solidão, medo e desgaste emocional, e aí os corredores vão ficando mais sufocantes conforme os personagens afundam mentalmente, como se o lugar crescesse a partir dos próprios traumas deles, etc. O que mais gostei é que o filme nunca entrega respostas demais, porque a sensação é justamente essa confusão entre o que é físico e o que é mental. Ao mesmo tempo, acho que ele se apoia tanto na atmosfera e no simbolismo que acaba deixando a narrativa emocional um pouco distante em alguns momentos. Ainda assim, funciona muito bem como experiência.

Rudan
1 semana atrás

Boa surpresa. Gostei de como o filme pega uma premissa quase adolescente de “amor impossível” e transforma isso num terror desconfortável sem precisar exagerar no discurso. Ele entende bem que a “obsessão” não nasce só da loucura, mas também da carência, da idealização e do ego. Tem momentos em que parece menos um terror sobrenatural e mais uma crítica à necessidade de controlar a forma como somos vistos e amados pelos outros. A gente até cria uma certa empatia suficiente pra entender as inseguranças do protagonista, mas nunca deixa esquecer o quão invasiva e egoísta é essa necessidade de ser correspondido a qualquer custo. E quanto mais ele tenta “forçar” algo natural, mais artificial e perturbador tudo fica. Não achei o filme perfeito, mas tem muita personalidade, clima e algumas ideias bem mais interessantes do que a maioria dos terrores recentes. Vale a pena ver no cinema.

Rudan
2 semanas atrás

É impossível não lembrar de Dark, principalmente nessa forma de brincar com tempo, linhagens, memória e percepção, deixando aquela sensação constante de que tudo tá conectado por algum detalhe que a gente ainda não percebeu. Só que acho interessante como Caddo Lake é mais contido e intimista, ele não tenta transformar a complexidade em espetáculo o tempo inteiro. Ao mesmo tempo, senti que em alguns momentos ele segura demais certas informações e acaba criando uma confusão mais aleatória do que realmente narrativa, como se estivesse mais preocupado em manter o mistério do que aprofundar algumas consequências emocionais da trama. Ainda assim, achei muito bonito como o filme usa o lago/a floresta pra criar essa sensação meio melancólica e estranha que fica até depois que termina.

  • Nenhum recado para Rudan.