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Que Horas Ela Volta? é um filme de drama e comédia que estreou nos cinemas brasileiros em 27 de agosto de 2015. O longa-metragem de 114 minutos foi dirigido e escrito por Anna Muylaert. A produção ficou por conta de Fabiano Gullane, Caio Gullane e Débora Ivanov. Barbara Na fotografia e montagem foram feitas por Barbara Alvarez e Karen Harley, respectivamente. Estrelado por Regina Casé, o elenco é formado por Camila Márdila, Michel Joelsas, Karine Teles, Lourenço Mutarelli, Helena Albergaria, Luis Miranda e Theo Werneck.
Premiado no Festival Sundance (prêmio especial do júri para Regina Casé e Camila Márdila) e no Festival de Berlim (prêmio do público), a trama aborda os conflitos que acontecem entre uma empregada doméstica oriunda do nordeste do e seus patrões de classe alta, criticando as desigualdades da sociedade brasileira. A empregada se chama Val (Regina Casé), que deixa para trás sua filha, Jéssica (Camila Márdila), com o avô, em Pernambuco, para ganhar a vida na capital paulista. Chegando em São Paulo, ela consegue o emprego como babá e depois de empregada doméstica numa casa de família de classe alta onde ela cuida do filho de seus patrões, Fabinho (Michel Joelsas).
A direção de Anna Muylaert exalta a figura da mulher, já que as principais personagens são femininas. Por trás das lentes a presença delas também é forte, além de Anna dirigir e escrever o roteiro, a obra conta com mulheres ocupando a maioria dos cargos gerenciais do filme, opondo a realidade brasileira. No decorrer do longa, as personagens femininas são fortes e tem muito a dizer, diferente dos homens, mostrando insegurança e fraquezas.
Outro ponto alto da obra é o roteiro, que evidencia as diferenças sociais de forma gritante. Algumas situações mostra nitidamente a herança da casa grande e senzala na relação entre empregado e patrão. Regina Casé tem uma interpretação de tirar o folego. Sua figura popular junto com o talento da artista ajuda a fazer de Val uma personagem marcante. Camila Márdila também se destaca, mostrando ser uma atriz com boa capacidade de improvisação, que foi muito bem treinado com todo o elenco.
Que Horas Ela Volta? é um excelente filme. Aborda de forma impecável a realidade brasileira. Escancara nossos preconceitos e desigualdades. Além disso, mostra as heranças deixadas por mais de 300 anos de escravidão.
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é um filme de drama e romance lançado nos cinemas brasileiros no dia 10 de abril de 2014. O longa-metragem de 96 minutos é dirigido, produzido e roteirizado por Daniel Ribeiro. A obra é baseada no curta Eu Não Quero Voltar Sozinho. O elenco de ambos é o mesmo, estrelado por Guilherme Lobo, Fabio Audi, Tess Amorim, Eucir de Souza, Selma Egrei, Júlio Machado, Victor Filgueiras, Isabela Guas.
Em fevereiro de 2014, o filme foi vencedor do prêmio Fipresci, concedido pela Federação Internacional de Críticos de Cinema. No mesmo ano, foi escolhido pelo Ministério da Cultura entre 18 longas brasileiros, para representar o Brasil na competição de Oscar de melhor filme estrangeiro da edição de 2015. A obra é sobre a descoberta da sexual entre dois adolescentes: Leonardo (Ghilherme Lobo), um garoto cego, e Gabriel (Fabio Audi), recém-chegado na mesma escola.
O filme explora além da descoberta da sexualidade. Mostra a vida de um adolescente cego. Sua relação com a família e amigos. Seus problemas, dúvidas e sonhos. E o telespectador consegue sentir as emoções e perceber o amadurecimento do protagonista no decorrer da obra justamente pelo ótimo roteiro de Daniel Ribeiro, que escreve uma história leve e doce.
A ingenuidade da descoberta do amor entre dos garotos é tão grande que acabamos esquecendo-se da dificuldade e o preconceito sofrido pelas pessoas LGBT+. O roteiro também se destaca pela sensibilidade aplicada em certos momentos da obra, compartilhando com o público a existência sensorial de Leonardo.
Outro ponto alto são as ótimas atuações do elenco. Destaque Ghilherme e Fabio. Ambos expressam com muita eficiência os sentimentos em diversas partes na obra. A sintonia dos jovens atores é enorme, mostrando-se promissores talentos do cinema brasileiro.
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é um filme leve sobre amor e a doce juventude. Uma obra para quebrar qualquer tipo de preconceito. Daniel Ribeiro imprime inteligente roteiro que ganha ótimas interpretações. E como cantava Renato Russo “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”.
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Oi Felipe, tudo bem sim! E com vc? Para mim esse ano de 2019 voou. Rs
Obrigada pela indicação, vou arrumar um tempinho para assistir e depois te passo um feedback 🤗
Está difícil mesmo encontrar um filme bom nos dias atuais, gosto muito de assistir filmes da década de 80/90, parecem que tinham mais carinho e cuidado com o roteiro, produção... Vc tbm acha?
Abs
3% é uma série brasileira de streaming que estreou na Netflix no dia 25 de novembro de 2016. Possui os gêneros de drama e ficção científica, com oito episódios de 40-50 minutos. Foi desenvolvida por Pedro Aguilera. Seus diretores são César Charlone, Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema. Além de Pedro e Jotagá, o roteiro foi escrito por Cássio Koshikumo, Denis Nielsen, Ivan Nakamura. Estrelada por João Miguel e Bianca Comparato, o elenco é formado por Michel Gomes, Rodolfo Valente, Vaneza Oliveira, Rafael Lozano, Viviane Porto, Samuel de Assis, Cynthia Senek, Laila Garin, Bruno Fagundes e Thais Lago. A obra é a primeira produção brasileira original da Netflix e a segunda produzida na América Latina.
Dez emissoras de televisão negaram a proposta de exibição da série. Com isso os produtores decidiram publicar os três episódios pilotos no YouTube. Ela impressionou muita gente e atingiu cerca de 1 milhão de visualizações. A série foi regravada quando a Netflix assumiu o projeto. Foram gravadas na Arena Corinthians, escolhida por seu design luxuoso e futurista e nas periferias de São Paulo, como nos bairros Heliópolis, Vila Madalena, Parque da Juventude e Ocupação Cine Marrocos.
A série apresenta um mundo pós-apocalíptico. Em algum lugar do Brasil, a maior parte da população sobrevivente mora no Continente, um lugar miserável e decadente. Aos 20 anos de idade, todo jovem tem direito de participar do Processo. Ele é uma seleção que testa os limites dos participantes em provas físicas e psicológicas. Essa é a única chance de passar para o Maralto, onde tudo é abundante e há oportunidades de viver com dignidade. Mas apenas 3% dos candidatos são aprovados no Processo.
A obra aborda questões de divisão e exploração de uma classe social por outra, como a meritocracia, por exemplo. Os bons trabalhos na fotografia e figurino ajudam a série adotar uma linha bem crítica diante da abordagem. A trilha sonora também é interessante, e conta com dois grandes nomes da música brasileira: Elza Soares e Noel Rosa.
O ator João Miguel (Ezequiel) se destaca no meio de atuações medianas e fracas. A série fracassou nos efeitos especiais, principalmente nas partes mais instigantes da obra. O roteiro é mediano, possui momentos interessantes, mas se perde em algumas partes com diálogos previsíveis e dispensáveis. Precisava explorar mais a história do Maralto e Continente em vez de focar nos dramas pessoais de Ezequiel.
3% fica em aberto para uma possível segunda temporada. A série tem ótimo potencial, mas precisa rever alguns caminhos adotados no roteiro. Também precisa melhorar nas atuações e nos efeitos especiais. Não está no nível de grandes séries da Netflix, mas mesmo assim vale assistir. É uma obra ousada e diferente do que a indústria brasileira oferece.