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Confesso que de todas as séries ou filmes que eu já assisti, eu nunca senti uma pena do protagonista como eu senti nessa, quase chorei junto com o personagem em uma determinada cena. A trama fala sobre um tema cada vez mais atual e importante: O Stalker, aquela pessoa que do nada cria uma fascinação por você, e começa a te perseguir, e até invadir a sua privacidade. Na vida real, vemos isso acontecer mais com pessoas famosas, celebridades... Mas, a série mostra que isso pode acontecer com qualquer pessoa, pois o cara não era alquem muito famoso, muito pelo contrário: Era um comediante fracassado, e que trabalhava em um bar, e ela só começou a criar fascinação por ele, depois de um gesto de gentileza. E pra quem acha que é só isso, série vai muito além: São só 7 episodios, com um pouco mais de 30 minutos de duração cada, e vemos: Abuso sexual, homofobia, preconceito, e muita tensão. A história vai fundo na ferida, falando de assunto que afeta milhares de pessoas, sobre como função lida ou tenta lidar com os traumas do passado. Tem hora que eu me perguntava: como esse cara deixou isso acontecer? Por que ele não denunciou? Mas, conforme os episodios vão andando, o ritmo vai indo, você vai entendo o porque de tudo. É uma situação complicada e delicada. Senti muita raiva da polícia, que deu a impressão que queriam ver as coisas piorarem, o circo pegar fogo para agirem logo. Ótima atuação do ator e comediante Richard Gadd, me impressionou bastante. Uma minissérie com um tema bem delicado, sensível, e importante. Ver menos
Série inspirada no clássico filme dos irmãos Coen "Fargo - Uma Comédia de Erros" (1996), em que cada cada temprada dessa série mostra outros casos de crimes que envolvendo pessoas comuns com criminosos. Produzida pelos irmãos Coen, e criada por Noah Hawley, a série foi muito bem produzida, e cada temporada tem alguns nomes famosos no elenco. Só pra citar alguns: Billy Bob Thornton na primeira temporada; Kirsten Dunst e Jesse Plemons na segunda temporada; Ewan McGregor na terceira temporada; Chris Rock na quarta temporada; e Juno Temple e Jennifer Jason Leigh na quinta temporada,isso só para citar alguns. Apesar de cada episodio de cada temoporada do inicio ao fim ter o aviso "Os eventos retratados ocorreram em Minnesota em no ano x. A pedido dos sobreviventes, os nomes foram alterados. Em respeito aos mortos, o restante foi descrito exatamente conforme o ocorrido", nada do que a série mostra é baseado em fatos reais, não são reais; toda a história é uma ficção inventada pelos criadores. De toda a série, a temporada que eu menos gostei foi a 4°, pois eu achei lenta demais, as atuações não me conveceram, e o final merecia mais. Agora, a 5° e última temporada foi a que eu mais gostei, pois por passar em tempos mais recentes, mostram assuntos que mexem na ferida da realidade: Allienação, Sexismo, Abuso Sexual, Violencia doméstica. A atuação de June Temple foi incrível, com a sua personagem fugindo de um xerife abusador, que na vida real lembra muitos doentes adoradores da direita facista, e que batem na mulher. A trilha sonora dessa e de todas as temporadas estão incríveis, e a violência se mistura com os diálagos que pra quem é fã de Tarantino é um prato cheio de humor ácido e uma crítica a sociedade hipócrita. Excelente série!
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Eu vou começar chamando isso de minissérie, pois eu não pretendo assistir as outras temporadas, e como cada temporada é uma história diferente, focando em assassinos diferentes sem ligação uma com a outra, então não é obrigatório assistir todas as temporadas.
Vamos lá, sabemos que é muito complicado quando fazem séries ou filmes sobre algum assassino em série, pois ficam tratando o personagem de forma herórica e romantizada, fazendo com que nós, o público, meio que acabamos criando uma certa compaixão pelo assassino em questão. Mas, no casso de Lizzie Borden, deveria ser diferente? A resposta é complicada. Sabemos que o que ela fez foi algo muito cruel, mas quem for assistir a minissérie verá o quanto ela sofreu nas mãos dos pais dela (um pai e uma madastra). Ela não tinha amigos, e ningém que pudesse gostar dela. A única companha que ela tinha eram vários pombos que ela cuidava e passava horas do dia se distraindo, e depois veio a empregada da família, com a qual veio a ter uma importância muito forte na vida dela. E os pais? A mãe dela verdadeira ela quase nunca teve contato, e o pai e principalmente a madastra agrediam com uma violência fora do normal, tanto física como moralmente. Ela não poderia chamar a polícia ou fugir dali ao invés de fazer o que fez? A resposta é: NÃO, pois naquela época ela não tinha como fugir e nem pra onde fugir, ela se sentia como se estivesse em uma prisão, e a polícia seria capaz de ficar do lado dos pais, em suma, não tinha nenhuma lei que pudesse proteger ela. Eu não acho que o que ela fez foi certo, mas é compreensível. Ella Beatty estava excelente na atuação de Lizzie Bourden, soube carregar um ódio com sua personagem e momnetos de calmaria quando necessário de uma forma impecável. Mas, tem uma outra assassina que me chamou atenção na trama: Sarah Paulson interpreta a serial killer Aileen Wuornos. É isso mesmo. Mas, como sendo que são épocas diferentes? A resposta é que em determinados momentos de décadas depois, vemos Aileen Wuornos estudando toda a trajetória e vida de Lizzie Borden, ela praticamente virou fã de Lizzie. Sarah Paulson que inclusive está irreconhecível no papel, eu só fui perceber agora que era ela interpretando. Para não dizer que a minissérie é perfeita, tem alguns momentos ali que eu achei desnecessários: Tem alguns momentos de humor, principalmente na perte do vômito, que eu achei um tanto exageradas. Demais, é uma boa série pra quem se interessa por histórias de assassinos e true crime em geral.