José Augusto Schoof
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São José dos Campos - (🇧🇷 BRA)
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Últimas opiniões enviadas

Blow-Up: Depois Daquele Beijo (Blow-Up) 379

Blow-Up: Depois Daquele Beijo

  • José Augusto Schoof
    4 anos atrás

    As vezes a gente que tanto enxergar um significado em um amontoado de coisas que a gente força demais todo contexto e ponto de vista para tornar aparente esse significado.
    Dentro da arte moderna e do pós-modernismo é inserida essa ideia de que qualquer coisa pode ser arte dado um contexto, ou um certo ponto de vista ao olhar a coisa. O grande problema disso é que fora desse ponto de vista, essa coisa é apenas ela mesma, sem arte. E esse filme fica batendo nessa tecla diversas vezes de maneiras diferentes. O filme começa mostrando a conexão forte que ele tem com o trabalho de fotografia dele, nessa seção de fotos com a modelo, chega a aparentar que ele tirando fotos dela, tocando nela, ajeitando a modelo e até montando nela, está tendo um relacionamento carnal ali, não somente uma seção de fotos. Depois disso vem a trama principal, que ele acredita que ao tirar fotos num parque de um casal distante e a mulher ficar perseguindo ele querendo as fotos, ele possa ter testemunhado um assassinato que será revelado nas fotos. Mas como o tema do filme vai se abrindo a gente percebe que é só uma pura vontade de que o trabalho de fotografia dele encontre um significado. Não ocorreu assassinato, da mesma forma que quando ele fira fotos com um modelo não está acontecendo um ato sexual, é apenas a forma como ele vê e se conecta com a arte dele. O filme mostra isso novamente quando ele vai numa loja de antiguidades e ele se interessa por um quadro na parede e o vendedor nem entende que aquilo é um quadro a venda (novamente os pontos de vistas do protagonista e do vendedor são diferentes quanto ao quadro) e o protagonista acaba comprando uma hélice de madeira, quando leva para casa, a mulher na casa dele diz "isso é um ótimo enfeite" e ele "não isso é um monumento", novamente ele enxergando arte onde outras pessoas não a veem. Por fim, tem a cena maravilhosa do que um grupo de artes cênicas está brincando de jogar tênis imaginário, sendo a bola e as raquetes imaginarias. A bola cai próxima a ele e ele tem que ir pegar para joga-la de volta para que possam continuar o jogo. Ele pega a bola imaginaria e arremessa de volta, e ao ficar observando o jogo ele chega até a ouvir o barulho da bola e das raquetes. Ele precisou se inserir nesse contexto imaginário dos artistas para conseguir ouvir o jogo que estava acontecendo (de forma imaginaria) assim compreendendo que a realidade da arte dele é somente para ele se ele não se esforçar para ver a arte dele de um ponto de vista mais acessível para o público.
    O que se imagina é que o diretor Antonioni queria se referir a dificuldade que ele sente ao seus filmes serem equivocadamente interpretado por serem obras com uma arte muito pouco acessível, e da mesma forma que o protagonista ao fim do filme percebe que precisa se inserir num mundo imaginário mais amplo que somente a imaginação própria dele, para poder fazer com que a arte dele volte a ter sentido dentro do contexto da vida de mais admiradores da arte e não acabe sozinho num gigante gramado como o protagonista.

  • Magnólia (Magnolia) 1,4K

    Magnólia

  • José Augusto Schoof
    4 anos atrás

    Esse filme tem tantos personagens com narrativas boas, e como essas narrativas passam perto uma da outra sem se esbarrar, gera essa ideia de que todo mundo convive com um sentimento de dor comum, porém cada um dentro da sua estória.
    A situação do personagem do Frank é a que acho mais intensa. O cara tem toda uma personalidade que gira em torno de culpar o pai por toda infelicidade que aconteceu com a mãe que foi abandonada no meio do casamento. Fora ter convivido com a fraqueza da mãe dele de ter desistido de continuar buscando a felicidade, e por fim, ter assistido a mãe morrer triste e sozinha, criou esse personagem Frank que é todo errado, machista, narcisista. E agora, o Frank que tem ajudar o pai no leito de morte, e essa dinâmica dele ter que perdoar e, ao mesmo tempo, assistir o pai morrer gera uma intensidade no personagem que me deixou na merda. Jesus, que treco pesado.

  • Ardil 22 (Catch-22) 25

    Ardil 22

  • José Augusto Schoof
    4 anos atrás

    "Se o soldado quer se declarar doido para ganhar uma licença e ser dispensado da guerra, então ele não é doido, e se o soldado quer permanecer lutando na guerra sem tentar pedir uma licença qualquer para tentar fugir da guerra, então ele é de fato doido, e vai continuar combatendo pois não vai pedir a licença mesmo." Esse livro é muito bom, a adaptação ficou um pouco corrida. Acho que o seriado acabou me chamando mais a atenção por ser um seriado e caber mais trechos do livro. E eu acho muito intrigante as ambiguidades das situações de guerra, é um dos temas que mais me chama a atenção.

  • Breno 6 meses atrás
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