Últimas opiniões enviadas
É difícil gostar do filme porque ele causa um incômodo gritante tamanha a habilidade do mal em se dar bem. Mas pense bem, ele tem muito a ensinar. E esse é um papel essencial da arte que poucos gostam: causar desconforto.
Primeiro: É estarrecedor ver a vilã se dando bem toda hora. E é mais agoniante ainda perceber que é o reflexo puro da atualidade: as pessoas regozijam quem fica muito rica/o rapidamente (vide Eike), e a maioria não se importa de onde veio o dinheiro, se o Estado anuiu, quem enriqueceu se deu bem. F0D4-$E, “quem reclama é invejoso”, e segue o triste baile da “ordem social” utilitarista.
Segundo: Temos que ser maduros pra aceitar que tem muita gente massa no mundo fazendo o bem, mas também tá cheio de gente cruel fazendo o mal, porque quer se dar bem e não se importa. É a vida, baby. A parte “interessante” disso é que nem todo mundo vai ser feito de trouxa e vai deixar pra lá, tal hora a “justiça” pode chegar. O que é decepcionante é que quase nunca é o Estado e a justiça legalista, que por mais das vezes atua é assegurando a iniquidade.
Não entendi a nota baixa. Acho que a galera só gosta de filme que os deixem felizes, a arte não é só isso. O roteirista fez foi muito pelos "cordeiros" com esse final, morreriam almas bondosas ao conceber uma realidade em que um vilão se dá bem. Acordem, galera. O bem é massa e tem seu lugar, mas o mal tá aí fazendo sucesso e geral batendo palmas.
Nos aspectos técnicos a obra é majestosa, a fotografia é perfeita, em estética, em luz e em enquadramento. A cadência do filme dá o tom da vida passando, lenta e sincera. O que há de elementar na vida perpassa a obra: amor, ódio, trabalho, dinheiro, paixão adolescente, risco, maldades, hesitação humana em momentos cruciais, briga, arrependimento, perdão, memória, curiosidade, brincadeiras, dor, morte, vida... A obra é intercalada com imagens do universo e seus acontecimentos a bilhões de anos luz de distância (e de importância) da nossa vida. Indiferença, beleza e potência. Natureza sendo o que é.
Achei lindo não mostrarem a morte do garoto, pois a obra é sobre o sentir e o impacto disso, não sobre cenas chocantes. E a cena final, que sacada perfeita começar num portal, numa entrada que, em tese, não leva a lugar nenhum, e, no entanto, leva ao encontro consigo mesmo, da memória com o perdão, à redenção, além do tempo num fechamento sublime que liberta e cura, que final camaradas. Eu amei e bateria palmas na sessão de cinema.
Últimos recados
Que honra me amigo! Espero que você tenha curtido. Tamo junto!
Amizade aceita Max. Seja bem vindo brother.
Pois é Max.. Tb acredito que seja coisa de robô da net tentando coletar dados. E é ruim demais cara. Tipo tu entra em sua página e se depara com mais de 40 solicitações e um perfil mais estranho que o outro :/
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É indubitável a qualidade cinematográfica das imagens, das entrevistas, do som, dos cortes, dos diálogos. De um primor e técnica que afirmam precisão e beleza.
Um arranjo progressivamente marcado por capítulos, mesclado por obras de arte sublimes produzidas pela humanidade e explicações metafóricas e históricas sobre a religião, o poder, a arte e como tudo isso movimenta o mundo e o Brasil.
A contação de uma história sem lambuzá-la com opiniões pessoais é de um deleite sutil e belo pra quem vê. Petra, com sua fala pouco expressiva, consegue equilibrar o filme/documentário numa cadência característica dela, apesar da profundidade, da animosidade e da potência dos fatos trazidos.
Tudo muito bem produzido artística e sociologicamente sobre a "dramatúrgica" história da política, do povo, do amor pelo que se acredita e das minúcias da disputa pelo mando da República verde e amarela. Eu acho essa mulher foda.