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Autoconsciente e satírico como pretende ser. Não precisa ser sério nem polido pra agradar. Ponto extra por abordar essa dinâmica social estadunidense de "psicopatia" e produção do medo sob uma ótica da cultura. Não vira maniqueísta com isso e, ao contrário, brinda a gente com um senso de relações autênticas vinculadas à negritude, com seus afetos bons e ruins, humanos afinal de contas. Genial! Toma minhas 5 estrelas
Tem o espírito de um bom filme brasileiro. Deixa a crítica bem explícita como deve ser e se concentra em fazer a alegoria de tudo que entra no campo do mistério, do que é possível poeticamente. E isso tudo, claro, com um humor que nos tira umas boas risadas. Ponto também para a facilidade em retratar sentimentos cotidianos, dos amores, do dia a dia de trabalho, e contrasta tudo com uma teatralidade da morte, o que facilita essa consciência frente aos contextos em que tentamos, ou precisamos, evitá-la.
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Sensacional! A crítica, satírica do início ao fim, é bem evidente. Primeiro, tudo aquilo que atribuímos um tipo valor universal, como a ideia de uma pátria, não faz mais sentido numa escala Absoluta do Universo em relação à nossa finitude. Mais evidente que isso, só o questionamento sobre nossa natureza bélica e autodestrutiva. Esses dois pontos não são, para mim, os principais, mas sim a interpelação e a construção dessa sociedade de símios que nos deixa a todo momento numa dualidade de familiaridade-estranhamento, e é nesse sentido que o filme tem seu brilhantismo. Saber trabalhar ironicamente os elementos fundantes do direito, como a concepção de uma alma ao ser humano – num julgamento que lembra muito a Controvérsia de Valladolid no século XVI – ou o valor da verdade pelas ciências dá não só os aspecto de uma boa narrativa para esse mundo não antropocêntrico, mas torna a obra provocativa, incomoda, que age em nossas percepções de forma crítica.
É um filme que tem lá suas tosquices, e que parece em certos momentos não se levar tão a sério, mas são elementos que não interferem na qualidade da narrativa. Ponto extra por ser um daqueles exemplos de cinema estadounidense que não faz um culto a um arquétipo de "homem heróico" modelo representante da nação, fato que faz esse filme muito, mas muito melhor que o do Tim Burton.
Extra: Que personagem intrigante é Dr. Zaius!