Últimas opiniões enviadas
Achei o filme muto ruim. O começo é bom, mas a coisa desanda quando os protagonistas se encontram.
Não tem licença poética que explique a facilidade daquela aproximação, tudo lindo e harmonioso, perfeitinho, gostoso, comovente, instantâneo, até o conserto da luz do jardim, a protagonista com sorriso de anjo barroco, ele com cara de velho menino órfão, nenhum conflito, nenhuma ressalva, nenhum constrangimento, nenhum senão. Isso é coisa de roteiro ruim e preguiçoso que se acha a fina flor do lirismo e da audácia só porque fala de amor na terceira idade dentro de um país opressor. De repente acontece uma tragédia forçada e o filme acaba. O bolo na boca dele é grotesco. Aliás, a velha é forte o suficiente para arrastar e sepultar o corpo, mas precisa de alguém para fazer a cova... Se querem ver um bom filme sobre amores frustrados na vida de uma pobre sonhadora, recomendo "Noites de Cabíria", de Fellini.
Didático demais para ser cinema de verdade. Os diálogos, personagens e situações são excessivamente explicativos e cheios de clichês porque os personagens não estão falando uns com os outros, e sim com o espectador. Uma espécie de aula sobre o Tribunal de Nuremberg. Um Power Point dramatizado. Tem seu valor como advertência histórica, logicamente, mas os únicos vestígios de cinema nessa obra são a parte técnica e a atuação espetacular de Russel Crowe.
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Sirat é uma cópia ruim e pretensiosa de "A Aventura", de Michelangelo Antonioni (1960), com paisagens desérticas que remetem aos épicos bíblicos dos anos 1950/60, a "O Céu que nos Protege" (1990) e outros clássicos como "Profissão: Repórter" (1975). Nada de novo sob o sol. O filme de Antonioni explora bem a falta de sentido da vida e os incidentes que vão tirando o foco da meta original. Sirat tem personagens ruins, forçados, nem o menino desperta empatia, um Mágico de Oz de quinta categoria, uma viagem ruim de maconha estragada.