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O mais próximo de vontade de me matar que já senti na vida. Nem de brincadeira indiquem isso ou façam alguém assistir essa aberração. Um dejeto em forma audiovisual.
A experiência de assistir essa porcaria é uma verdadeira tortura. Não é engraçado, não tem enredo, não tem atuação, não tem sentido. É o ponto mais baixo no qual a a humanidade já chegou em produção que deveria ser artística. Que morram todos os envolvidos nesse lixo.
Não ironicamente o filme perdeu estrelas na minha avaliação por terem colocado um BIGODE no nosferatu.
Woody Allen pra mim é um diretor de altos e baixos, não sou muito fã da fase "noivo neurótico, noiva nervosa", mas essa fase aqui de "vicky cristina barcelona", "match point" e "meia noite em Paris" me pega em cheio.
Esse filme aqui em específico é uma coisa belíssima. Sério, uma das fotografias mais bonitas que já vi, atores, figurinos, diálogos, tudo é charmoso e sensual, cada detalhe, e sobretudo Barcelona, a cidade que atua como a terceira personagem da história ao lado de Vicky e de Cristina. Vejo muitos comentários que infelizmente analisam o filme por uma ótica totalmente moralista e engessada, como "romantização da traição" ou exposição do "esquerdomacho", mas eu o percebo como bem mais que isso.
Eu vejo a construção das personagens turistas americanas, Vicky e Cristina, que vão passar férias de verão na Europa com suas personalidades distintas, como uma forma de representar as dúvidas e incertezas sobre a vida por meio do amor. Vi um amigo até mesmo comentar que pode ser um "coming of age" tardio, claro, pq não?
A Vicky sendo a priori mais "conservadora" e com um plano de vida consolidado, acadêmica, que vai a Barcelona para elaborar sua tese, prestes a se casar com um americano médio, e que está sempre a julgar Cristina pela sua "imaturidade", vê toda a sua "arrogância" desabar quando se envolve com o artista catalão Juan Antonio. Um envolvimento amoroso tão forte que a fez questionar tudo que vivia. Já Cristina, que não sabe o que quer da vida e está em Barcelona para curtir e se encontrar com algo que a inspire, termina também se envolvendo com Juan Antonio e entrando em seu peculiar relacionamento de trisal com sua ex Maria Elena, saindo desse relacionamento quando achou adequado.
Woody allen conseguiu em apenas 96 min de filme nos mostrar inúmeros tipos de relacionamento: destrutivo (como no caso de Juan antonio e maria helena, que foram feitos um para o outro, mas simplesmente não funcionam juntos), estagnado/insatisfeito (como no caso de Vicky e seu noivo americano médio Doug), mutável (como no caso de Cristina), e por aí vai. O diretor nos traz por meio dessa pintura romântica europeia vivida por duas americanas um constraste entre culturas, entre modos de se viver, a experimentação sexual, o questionamento existencial da vida adulta, tudo narrado pelo próprio Woody Allen para que possamos "desligar" um pouco a mente e apenas assistir essa beleza de homenagem à Espanha e da forma libertária de se pensar tão bem representada pela cidade catalã.