Últimas opiniões enviadas
Acredito que, como todo filme, 'O agente secreto' tem pontos altos e baixos.<br/><br/>A atuação de Wagner Moura, morando fora do Brasil há anos, é primorosa! <br/><br/>Os demais "tipos" kleberianos também são pródigos, especialmente Dona Sebastiana, de uma autenticidade ímpar, o delegado de Polícia, e Anísio, diretor do IPC.<br/><br/>Confesso que tenho cada vez menos apetite para a estética do filme B - e do "Gore" - e para roteiros que, com a pretensão de não responder todas as perguntas - terminam por abordar Deus e sua obra.<br/><br/>No meu sentir, a cena de abertura demora demais para mostrar o que se intui com a chegada da PRF: estamos no país da corrupção e o Estado não nos protege.<br/><br/>Até agora não entendi o motivo de o filme se chamar O agente secreto, já que o personagem Armando/Marcelo Alves é um perseguido político sem direito à anistia ou ao esquecimento, por ter contrariado interesses comerciais de certo diretor da Eletrobrás.<br/><br/>As cenas da perna cabeluda atacando casais homoafetivos no parque, por mais que seja uma homenagem tosca à principal lenda urbana da época, são desnecessárias. Bastava uma simples leitura da notícia no jornal...<br/><br/>
Muito mais forte é ver uma perna humana dentro de um tubarão e sua posterior troca por uma pata de vaca. Um verdadeiro deboche e escárnio à integridade dos cidadãos assassinados pela Polícia de Costumes. E uma metonímia para a podridão do país.
No que tem de metalinguagem e intertextualidades - especialmente com Retratos Fantasmas, para mim, o segundo melhor filme do cineasta pernambucano depois de Aquarius - é excelente.<br/><br/>Ver o majestoso São Luiz, o projetista Seu Alexandre, a sala de projeção e o suadouro que provocava, a bela vista das pontes do Recife, considerada A Veneza do Brasil, a crítica ao fato de um hemocentro ter tomado o lugar de um cinema, e os cartazes ou mesmo trechos de filmes como Tubarão, King Kong, O magnífico (este, na TV) e A possuída, é mais do que reconstituição de época: é essencial à memória e à historiografia do Cinema.<br/><br/>A direção de arte é fantástica: mergulha-se de cara no final dos anos 1970!<br/><br/>A trilha sonora igualmente faz jus ao período. Escutar Canto da terra, de Zé Ramalho, numa radiola daquela quadra da ditadura no Brasil é um bom motivo de reflexão.<br/><br/>Entretanto, achei desequilibrada a proporção das 3 partes, com o final se precipitando à toda sobre a tela.<br/><br/>Pra quê a cena do alfaite belga, confundido com um nazista, sendo que é judeu? Para justificar o cofinanciamento da produção pela Alemanha?[spoiler][/spoiler]<br/><br/>Enfim, Kleber Mendonça sendo Kleber Mendonça.
Aguardemos 2026!
Acho que desaprendi a curtir o "Gore" - não o Al Gore, com perdão do trocadilho.
Para mim o filme não teria sido tão longo, nem tão escatológico no final. [Pra quem gosta de Tarantino, é um prato cheio de spaghetti à bolonhesa.]
A TERMINATION da experiência Elisabeth/Sue e a caminhada em gosma até a Calçada da Fama funcionariam muito bem como um final.
P.S. Adorei as cores de Almodóvar, sobretudo de Elisabeth Sparkle. (Atentem para a tradução do sobrenome!)
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A premissa ou argumento do filme é muito boa!
Misturar atores veteranos com iniciantes/mirins também é atraente.
Se há algo válido nessa película é trazer à tona questões como envelhecimento, instituições de longa permanência, quebra de vínculos familiares, adoção de maiores civis, gestão do tempo e importância do afeto nas relações com o mundo.
O filme peca, porém, em termos de trilha sonora (ora estridente, ora óbvia, ora desnecessária), qualidade dos diálogos (muito artificiais), densidade e edição típica de novelas de fim de tarde dos anos 1980.
De todo modo, vale conferir nos cinemas e apoiar a indústria cinematográfica nacional.