Vitor
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Últimas opiniões enviadas

  • Vitor
    1 ano atrás

    Robert Eggers tem minha total curiosidade pra tudo que ele lançar. O cara é bom demais.

  • Vitor
    1 ano atrás

    Visualmente primoroso (quase todo frame é merecedor de ser enquadrado), mas muitas vezes esse vislumbre visual não soma na narrativa. São muitos artifícios usados pelos diretores mas que parecem não terem sido pensados para enriquecer o que está sendo dito (e não há muito aqui, acredite). Se os diretores fossem o batman eles usariam tudo que tem no cinto deles sem pensar se isso ajudaria em fazer o que é preciso.
    Não sei se a equipe criativa é a mesma que realiza os materiais animados de lol (sejam lançamentos de skins, clipes de músicas ou aquelas animações que eles costumavam fazer a cada nova season), que naturalmente precisam se virar com menos de 5 minutos pra apresentar uma história e uma conclusão, mas o que vimos aqui é o mesmo deste tipo de resultado: uso constando de clichês, arquétipos e MUITA (MUITA MESMO) exposição. O problema é que no primeiro material isso faz sentido, no segundo é falta de qualidade mesmo.
    Infelizmente o roteiro fica tão comprimido que não há muita expectativa na experiência de assistir, é realmente como assistir um videoclipe gigante cheio de músicas e muito conteúdo fácil de consumir. Aqui eu também arriscaria também uma grande inspiração em animes (várias lutas [com slow motion], pouca coesão e muito dramalhão).
    Além disso, muito do que acontece parece uma cópia de outros lugares, tornando a série quase um frankenstein.
    Essa falta de expectativa empobrece demais o subtexto das cenas e o investimento emocional perde muita força. Devido a isso, o mergulho no dramalhão é constante. Existem momentos em que eles acertam neste ponto, mas são poucos.
    Nessa segunda temporada a quantidade de acontecimentos é exagerado. Alguns simplesmente ocorrem em poucos minutos mas que tem um impacto gigantesco na trama. Com isso núcleos são simplesmente perdidos, e personagens subaproveitados.
    E para piorar tudo ainda há um foco imenso nas lutas, o que tomam muito tempo de tela e vira um deus ex machina pra lá e pra cá. E se constante essas soluções simples e mirabolantes.
    Faltou prudência dos produtores nessa troca de rumo que acontece na segunda temporada, foi claramente um passo errado e maior que a perna.

    Em fim, como alguém que já assistiu muita coisa, isso aqui não é uma experiência original e muito menos genial. Eu queria muito ter gostado da série (sendo um jogador de lol) - e inclusive gostei da primeira - mas isso aqui tá muito difícil. Muito mesmo. Ainda bem que acabou.

  • Vitor
    1 ano atrás

    A piada aqui é o público.
    É triste ver esse recebimento tão catastrófico, porque o produto aqui é original, e, principalmente, consciente demais do seu tema, da sua alma. Ele tem argumento, e ele não só trabalha, ele te leva para uma experiência cinematográfica.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    No primeiro filme a ascenção do coringa é avassaladora, mas ela não tem muitos méritos de Arthur Fleck, o mérito todo é de Gotham. Arthur estava ali no momento certo, e foi abraçado pela insatisfação das pessoas perante a sociedade, que amaram o Coringa.
    Engraçado que a reação do público foi exatamente essa, eles não se importaram realmente com Arthur Fleck, eles (também) se apaixonaram pelo coringa. E a bilheteria só é a prova disso.
    Quem falhou aqui foi Todd Phillips. Ele queria um filme sobre Arthur Fleck, sobre alguém com transtornos mentais causados pela sociedade doente onde ele está inserido. E ele se enfureceu em como o que ele criou se tornou independente do controle dele, um icone para um público sedento por personalidades que justifiquem comportamentos questionáveis.
    Então ele fez uma decisão criativamente instigante/provocativa: ele trouxe o público para o filme. É um grande delírio que compartilhamos a tela com quem nos apaixonamos, e somos ali representados pela Arlequina.
    Não há muito o que ser discutido aqui, Todd compreende tão profundamente a narrativa que os sentimentos da arlequina são os mesmos que sentimos durante o filme.
    Aquele doente mental amou a nossa aprovação, se apaixonou a primeira vista, pois demos a ela a aprovação da qual tanto sonhou. Aplaudimos o maluco. Ele é perfeito, como a arlequina diz, contrapondo a argumentação de uma personagem que briga com todos para dizer: Arthur precisa de ajuda. Foda-se Arthur. Aprecie o coringa.
    Mas bastou um choque de realidade para que ele percebesse que tudo era uma grande enganação. O comediante é fruto de uma mentira confortável: você não é engraçado, confessa a mãe dele. Esse conforto necessário é uma parede que busca afugentá-lo do sofrimento cruel dos inúmeros abusos sofridos por uma criança.
    O coringa não era forte o suficiente para aguentar aquele grande buraco. O homem por trás de tudo era tão humano a ponto de desmoronar.
    Assim que morre o coringa, morre o amor. Ninguém gosta de você Arthur. É só um maluco sem graça. Esse filme é sobre o coringa. Ninguém levantará montanhas para você.

    Por fim, a Harley Queen rejeita Arthur. E o público faz o mesmo. Quem é esse doido? Onde está o Coringa?
    Então o filme é morto, dilacerado, criticado, esmagado, ou, esfaqueado em um corredor com uma piada que ele mesmo contou, mas que não tem mais graça. Afinal, que graça tem esse filme?

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