O Mestre Chu viveu toda a sua vida em Pequim,onde ensinava e estudava Tai-chi (uma arte marcial milenar). Ao sentir o peso da idade resolve ir viver com o seu filho para Nova Iorque. Quando chega aos Estados Unidos conhece um mundo bem diferente do que deixou para trás: uma língua que não conhece e costumes totalmente diferentes.
Martha, a sua nora, é escritora e está a tentar terminar o seu primeiro romance, sofre um bloqueio criativo devido à presença do sogro em sua casa.
Chu está a tentar adaptar-se à vida nos E.U.A., procurou emprego e tenta lidar com os novos costumes, mas quanto mais tenta integrar-se mais alienado se torna.
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Não tem nada demais, história comum da Silva Quadros sobre a velhice e a solidão, história vista e revista uma centenas de vezes e mesmo assim Ang. Lee entrega um filme cativante sobre um velhinho carismático e com uma condução bem realizada.
Legalzinho. Eu esperava mais.
Quando um avô migra da China para Westchester, nos EUA, para viver com seu filho, sua nora estadunidense, branca, Martha e seu neto Jeremy, a família luta para se relacionar entre gerações e divisões culturais. Este melodrama familiar introduz temas como a busca por identidade na intersecção entre tradição e modernidade, e uma conexão ambivalente com uma figura paterna falha e às vezes destrutiva. Em realidade trata-se do encontro entre diferentes; a antropologia já nos mostrou que nesses casos os dois lados são transformados. Este filme é a primeira das colaborações de roteiro de Lee com James Schamus, que passaria a produzir onze dos doze longas de Lee, e escrever ou co-escrever nove deles, tornando-se uma parte essencial da visão e voz do diretor.
Filme de estreia do cineasta Ang Lee, "Pushing Hands" ganhou o título aqui no Brasil de "A Arte de Viver". Mas também poderia perfeitamente ser 'A Arte de Conviver', já que boa parte da premissa do filme envolve a tolerância que temos que ter com o próximo, e também a importância de se respeitar os espaços (excesso de convivência também pode ser desgastante e até mesmo tóxico). A despeito do recorte cultural cino-americano, Ang Lee constrói uma história universal sobre o choque de valores entre gerações, e as frustrações das idades mais avançadas ao se sentirem às vezes 'sobrando' na vida de seus entes queridos mais jovens (sem falar na dificuldade de comunicação que, aqui, ganha contornos literais). Apesar da delicadeza poética com que Ang Lee trabalha as suas questões quase na totalidade da narrativa, pontualmente ele enfraquece a imersão ao apostar em algo meio lúdico e fantasioso - principalmente nos momentos de exibicionismo de 'kung fu' do protagonista - o que é uma pena. Mas para uma estreia, é um trabalho assaz competente.
Talvez esse tenha sido o filme que o diretor Ang Lee mais evidenciou as diferenças entre o mundo ocidental do oriental. O sábio senhor chinês vai morar com seu filho em Nova York e percebe que tudo mudou. Agora precisará se adaptar aos novos costumes. É um bom drama, mas gostei mais quando vi na primeira vez.