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Data de lançamento
18 Set. 2013Duração
6 de maio, 2012. A repórter Laetitia cobre as eleições presidenciais francesas enquanto seu ex-marido Vincent exige ver suas duas filhas. É um domingo maníaco em Paris: duas crianças superagitadas, uma babá desesperada, um novo namorado carente, um advogado resmungão e diversos cidadãos franceses prontos para celebrar o resultado da eleição.
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Aqui Justine Triet mais uma vez apresenta uma maternidade realista (e por isso mesmo polêmica), atravessada por uma paternidade egocêntrica. Mais uma vez ela contextualiza esses conflitos no âmbito jurídico, dessa vez inserindo a figura do mediador. Destaque para a inversão que ela proporcionou, ao colocar a protagonista (quase única personagem feminina) em posição de trabalho externo com visibilidade, ao passo que os demais personagens adultos relevantes são homens exercendo, em geral, algum papel em âmbito doméstico (na figura de cuidado ou rede de apoio da mãe, inclusive o vizinho e o babá). A desconstrução parece a marca dela e a forma como ela insere as histórias no contexto da atuação jurídica, sem idealizar nenhum personagem, enriquece qualquer imaginário.
O primeiro longa da Justine Triet tem elementos que ela repetiria em outros trabalhos, mas achei muito arrastado, embora o caos seja parte da narrativa. Acho que os planos muito longos não ajudaram. Mas é um bom primeiro filme 08/07/2024
o babá um tapado,
a mãe uma irresponsável,
o pai um cretino,
o namorado um palhaço
e o advogado um dissimulado.
Tô buscando me aprofundar na obra da Triet, e aqui já fica evidente alguns elementos do seu estilo. Assim como em Anatomia de uma queda, Batalha de Solferino possui muitos pontos de vista, muito debate, é claro mas ao mesmo tempo ruidoso, mas aqui senti que ela escorregou em algumas escolhas, talvez nessa dúvida em querer ou não apaziguar questões próximo ao desfecho do longa. Tenho pra mim que ela está refinando seu trampo, mesmo que aqui tenhamos aproximadamente uma década de diferença já da pra enxergar seu caminho.
Somos inseridos na "batalha" do dia 6 de maio de 2012. Inseridos pelo incômodo e pela cena aérea que nos joga no meio de uma turba que se espreme na rua Solferino. No entanto, toda batalha tem seu fim, assim como todo dia tem sua noite.