Últimas opiniões enviadas
Completamente fascinada e com vontade de ter vida e mente pra elaborar e repercutir a densidade desse filme. Já entrei em contato com algumas outras visões do filme e me senti desenvolvendo (recomendo o podcast Mente e Arte e o texto do site Vulture, cujo link não estou conseguindo colocar aqui <https://www.vulture.com/2023/06/beau-is-afraid-ending-explained.html>), mas ainda me sinto interrogando sobre a cena em que, no escritório da Mona, Beau encontra a linha do tempo da história deles e uma imagem de si criança, em que está explícito o uso da imagem dele relacionada ao tratamento de TDAH. E logo em seguida uma imagem da Mona toda montada por pequenas imagens de pessoas de uniforme, como se todas fossem funcionárias dela, e, entre essas, está Rome, o "médico", exageradamente simpático, marido de Grace, que recebeu Beau de bom grado em uma casa que mais parecia um hospital psiquiátrico chique, fantasiado de casa. Além de tudo isso, a imagem da Mona remete muito ao Show de Truman. Assim como os atos com ares de juízo final, como a cena do julgamento em uma espécie de arena lotada, também remetem. Evidente a alusão a controle, psicotrópicos, paranoias e transtornos o tempo inteiro nesse filme. Mas ainda quero repercutir melhor especificamente esses dois pontos encontrados no escritório (1. Beau-criança usado por uma mãe rica e narcisista em um contexto medicamentoso, e 2. personagens da vida de Beau implicitamente narrados como funcionários dessa mesma mãe). Enfim, entre outros aspectos, aí está uma obra de arte que quero levar pra vida. "Não são sonhos. São memórias".
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Fernanda Montenegro de fato reina em cena. O filme é muito bom, também não se nega isso. Mas o fato de Joana Zeferino da Paz (a Nina da vida real) ter sido uma mulher negra, retratada no filme por uma atriz branca, comprova que as críticas de Lélia Gonzalez ainda estão muito atuais, a exemplo dos trechos de "Por um feminismo afro latino americano", quando ela aborda a marginalização da mulher negra inclusive no ambiente artístico. Será mesmo que não havia atriz negra à altura da personagem? Se não havia, por quê?