Infeliz no casamento, Maurice Legrand se apaixona pela jovem Lulu, uma prostituta, de quem se torna amante. Porém, ela só aceita o relacionamento pelo dinheiro de Maurice, já que está envolvida com o gigolô Dede.
Da primeira vez que vi o filme, acho que ainda não estava preparado para a sua amoralidade: genial desde cedo, Renoir opta por uma abordagem não julgamental dos personagens, "nem heróis nem vilões, mas iguais a tu e a mim", apresentados de maneira trifásica na incrível abertura num espetáculo de marionetes. Michel Simon está magistral num papel contido e os demais partícipes do drama fazem jus ao que lhes é requerido, em âmbito actancial. Uma aula de realismo e de entrosamento entre seres humanos, para além dos estereótipos que lhes são incutidos socialmente. As cenas com música diegética são maravilhosas, demonstrando a supremacia do realizador em suas obsessões realistas, em seu registro das vozes populares. Nota 10! (WPC>)
Renoir já estava muito à frente de seu tempo e esse trabalho é a maior prova disso.Algo experimental,mas que significa bastante nos dias de hoje.A performance do elenco é totalmente caricata aumentando ainda mais o brilho do filme.
O cineasta Jean Renoir fez parte de um movimento artístico conhecido como Realismo Poético Francês, quando a arte passou a se inspirar nos fatos normais e rotineiros da vida, em pessoas reais com suas misérias, defeitos e pecados, retratando-os de um modo que despertava identificação, raiva ou compaixão pela proximidade como representavam os dilemas de cada um de nós.
É isto que encontramos no filme "La Chienne" (A Cadela), de 1931. Um drama onde todos os personagens estão aprisionados a idealizações, relacionamentos tóxicos permeados de humilhações, traições, exploração financeira e emocional. Todos convivem com o sofrimento que mina sua autoestima e a dignidade, mas não conseguem libertar-se de suas doentias dependências, degradando-se a ponto de aceitarem passivamente as sucessivas agressões moral e física.
Dói pensar que tantas pessoas realmente vivem relacionamentos abusivos que, aos poucos, vão injustamente destruindo sua felicidade e sonhos, restando a amargura ou desespero que, na maioria dos casos, nunca leva a um final feliz para ninguém.
Da primeira vez que vi o filme, acho que ainda não estava preparado para a sua amoralidade: genial desde cedo, Renoir opta por uma abordagem não julgamental dos personagens, "nem heróis nem vilões, mas iguais a tu e a mim", apresentados de maneira trifásica na incrível abertura num espetáculo de marionetes. Michel Simon está magistral num papel contido e os demais partícipes do drama fazem jus ao que lhes é requerido, em âmbito actancial. Uma aula de realismo e de entrosamento entre seres humanos, para além dos estereótipos que lhes são incutidos socialmente. As cenas com música diegética são maravilhosas, demonstrando a supremacia do realizador em suas obsessões realistas, em seu registro das vozes populares. Nota 10! (WPC>)
Renoir já estava muito à frente de seu tempo e esse trabalho é a maior prova disso.Algo experimental,mas que significa bastante nos dias de hoje.A performance do elenco é totalmente caricata aumentando ainda mais o brilho do filme.
>Assistido em 14 de Maio de 2023
Janie Marèse faleceu em um acidente de carro poucos dias depois do fim das filmagens.
Meu Deus, como Dédé era burro! Um verdadeiro Homer Simpson.
Não entrarei no mérito de qual versão é a melhor (quem sou eu pra isso!), somente posso dizer que prefiro a versão de Fritz Lang
O cineasta Jean Renoir fez parte de um movimento artístico conhecido como Realismo Poético Francês, quando a arte passou a se inspirar nos fatos normais e rotineiros da vida, em pessoas reais com suas misérias, defeitos e pecados, retratando-os de um modo que despertava identificação, raiva ou compaixão pela proximidade como representavam os dilemas de cada um de nós.
É isto que encontramos no filme "La Chienne" (A Cadela), de 1931. Um drama onde todos os personagens estão aprisionados a idealizações, relacionamentos tóxicos permeados de humilhações, traições, exploração financeira e emocional. Todos convivem com o sofrimento que mina sua autoestima e a dignidade, mas não conseguem libertar-se de suas doentias dependências, degradando-se a ponto de aceitarem passivamente as sucessivas agressões moral e física.
Dói pensar que tantas pessoas realmente vivem relacionamentos abusivos que, aos poucos, vão injustamente destruindo sua felicidade e sonhos, restando a amargura ou desespero que, na maioria dos casos, nunca leva a um final feliz para ninguém.