Mesmo retratando um universo que me fascina por demais este da música, Cassavetes conseguiu a proeza de entregar um filme atabalhoado e bem pouco empolgante sobre este universo.
A primeira metade é boa, com um tom direto, semidocumental. Bobby Darin se sai bem como ator embora seu personagem não desperte simpatia do público e se revele um egoísta irredutível. O próprio diretor odiava esse filme.
“De que serve falar se ninguém escuta? De que serve gostar de alguém se a pessoa não vai voltar? Se eu deixar você embora, hoje, eu nunca mais o veria, e você sabe disso.” “Você pensa que tudo vai explodir, tudo de dentro vai sair e tudo vai ficar ao contrário.” “Eu não penso. É doloroso demais.” “Está bem. Então, me diga o que você quer e eu faço acontecer.” “Quero viver. Apenas viver.”
Embora muito menos atrelado a estética regular do diretor (Cassavetes começava a chamar a atenção dos grandes estúdios, presumo), ainda assim é fresco e renovador, com uma montagem atenta e fotografia simples e precisa. Grande filme que enaltece a música como elemento narrativo e extrai dela o que há de mais belo: sua relação com os sentimentos humanos.
que coisa, não?
Mesmo retratando um universo que me fascina por demais este da música, Cassavetes conseguiu a proeza de entregar um filme atabalhoado e bem pouco empolgante sobre este universo.
A primeira metade é boa, com um tom direto, semidocumental. Bobby Darin se sai bem como ator embora seu personagem não desperte simpatia do público e se revele um egoísta irredutível.
O próprio diretor odiava esse filme.
“De que serve falar se ninguém escuta? De que serve gostar de alguém se a pessoa não vai voltar? Se eu deixar você embora, hoje, eu nunca mais o veria, e você sabe disso.”
“Você pensa que tudo vai explodir, tudo de dentro vai sair e tudo vai ficar ao contrário.”
“Eu não penso. É doloroso demais.”
“Está bem. Então, me diga o que você quer e eu faço acontecer.”
“Quero viver. Apenas viver.”
Embora muito menos atrelado a estética regular do diretor (Cassavetes começava a chamar a atenção dos grandes estúdios, presumo), ainda assim é fresco e renovador, com uma montagem atenta e fotografia simples e precisa. Grande filme que enaltece a música como elemento narrativo e extrai dela o que há de mais belo: sua relação com os sentimentos humanos.