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Um casal de férias em Tânger topam com um velho amigo, eles descobrem que ele está à procura de sua namorada desaparecida e que foi raptada por um gangue internacional de traficantes de escravos brancos. Nader investiga, mas antes que ele possa chegar algum lugar, seu amigo é assassinado.
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É lamentável quando um filme apresenta uma proposta de enredo interessante, mas o seu desenvolvimento é mal construído, o que acaba por frustrar a experiência de quem assiste. É o que ocorre com “The House of 1000 dolls” ou “A Casa das 1000 Bonecas”, em tradução literal.
O fio condutor da trama, o tráfico internacional de mulheres, é um tema sério, que vem ganhando relevância no século XXI, sobretudo devido às notícias compartilhadas pela mídia sobre os casos de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual.
No filme, a abordagem dessa temática seria até interessante caso fosse houvesse mais dedicação por parte do diretor e do elenco. Mas o que vemos é, aparentemente, uma quase total falta de comprometimento daqueles.
Não sabemos claramente como muitas das mulheres ali apresentadas se tornaram vítimas de tráfico – as suas histórias, os seus anseios; há uma ausência de detalhes sobre o modus operandi dos criminosos; os personagens não dispõem de tempo suficiente em tela para um bom arco de desenvolvimento; e as pessoas atoras, com a devida ressalva a Vincent Price (atuando, como é de praxe, de forma admirável), não conseguiram dar vivacidade aos personagens que interpretam, o que torna mais difícil de gerar a empatia necessária ao público. O resultado: um filme desinteressante e, de forma justa, esquecível quando se trata dos melhores thrillers do cinema hollywoodiano antigo.
Ainda assim, vale a pena assistir a produção? Bem, apenas para quem deseja “explorar o currículo” de Vincent Price.
Co-produção da Espanha, Alemanha, Itália e Estados Unidos, que é um misto de thriller policial com aventura de mistério. Foi descrito como "muito possivelmente o filme mais desprezível já feito pela AIP". De fato, o filme é tão ruim e sem sentido, que provavelmente Vincent Price (1911-1993) sentiu vergonha desse trabalho ao longo de sua carreira. O filme foi ambientado em Tânger, no Marrocos.
Rupert Davies foi escalado em um importante papel coadjuvante, mas foi substituído antes das filmagens por George Nader. A filmagem foi adiada em várias ocasiões, o que levou a mudanças de elenco. Em um estágio, Vic Damone foi definido como co-estrela, e Terence Fisher para dirigir. Mas no fim tudo foi modificado. Quando os capangas estão perseguindo Stephen Armstrong nas docas, vários barcos têm nomes espanhóis, embora o filme deva ser ambientado no norte da África.
Um filme que vai deixá-lo constantemente à espera de que as coisas finalmente comecem, sem saber muito como ou de onde. Escravidão branca? Não existem outros tipos? O filme contém rotinas de investigação, trilogia e algumas 3 boas sequências de perseguição e lutas. Mas é tudo muito mal planejado e mal representado (na maioria das vezes) e, aparentemente, dirigido sem a menor vontade pelo diretor de TV Jeremy Summers. Também numericamente impreciso, pois há apenas uma dúzia de "bonecas" trabalhando na casa titular.