Dirigido por
Data de lançamento
14 Set. 2001Duração
Após a morte dos pais em um acidente de carro, dois irmãos vão morar com seus novos pais adotivos. Porém, com o passar do tempo, os irmãos acham que seus 'pais' já procuravam adotá-los antes mesmo da morte dos pais verdadeiros, de olho nos quatro milhões de dólares que eles possuem em forma de ações.
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Um pouco lento e a protagonista apesar de esperta um pouco inexpressiva, mas achei gostosinho de assistir e amei a ambientação bem começo dos anos 2000.
Esse filme cheira a Super Cine
Não é bom, mas também não é ruim. A Casa de Vidro, dirigido por Daniel Sackheim, que tem em suas contribuições direções de episódios de série, onde o destaque da época fica por conta de Arquivo X, mas que posteriormente também teve participações em The Walking Dead e Game Of Thrones. Em A Casa de Vidro tudo é muito simples, aparentemente todos os detalhes, desde a direção até atuações, os envolvidos só visavam algo razoável, com isso o resultado final acaba não sendo bom.
** (Regular)
Não gostei
A Casa de Vidro é um suspense que aposta em uma atmosfera elegante e desconfortável, mas pouco tempo foi necessário pra perceber que a execução não condiz com a ideia. Transformar um lar sofisticado em uma prisão disfarçada é forte. O filme oscila entre tensão real e soluções previsíveis.
A história acompanha uma jovem que, após a morte dos pais, vai viver com tutores aparentemente perfeitos em uma casa luxuosa e isolada. Com o tempo, comportamentos estranhos começam a surgir, e o que parecia segurança passa a se transformar em ameaça, revelando intenções ocultas e perigos cada vez mais evidentes.
O conflito central gira em torno da percepção e da vulnerabilidade, explorando a dificuldade de provar uma ameaça quando ninguém mais parece enxergá-la. O roteiro sustenta bem essa ideia na primeira metade, construindo tensão gradual, mas perde força ao adotar soluções mais previsíveis e menos sutis na resolução.
A protagonista cumpre seu papel como ponto de identificação do espectador, transmitindo vulnerabilidade e crescente paranoia. Já Leelee Sobieski entrega uma antagonista com presença fria e calculista, embora a construção da personagem não seja tão aprofundada quanto poderia, limitando seu potencial.
O filme acerta na ambientação. Explora arquitetura e transparência para criar sensação de exposição, a casa, com seus espaços amplos e aparência impecável, contrasta bem com o clima de ameaça constante. A direção trabalha com esse contraste de forma eficiente, ainda que sem grande ousadia visual ou narrativa.
No fim, A Casa de Vidro é um thriller que funciona melhor na construção do desconforto do que na execução final. É envolvente enquanto mantém o mistério, mas perde impacto ao seguir caminhos mais convencionais, entregando uma experiência competente, porém limitada.
Nota: 7,2