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Data de lançamento
17 Julho 2009Duração
A introvertida Raquel trabalha como empregada para a família Valdés há 23 anos. Amargurada e comportando-se como um membro da família, passa a entrar em choque com a filha mais velha, levando Pilar, sua patroa, a contratar outra pessoa para dividir com ela as responsabilidades da casa. Sentindo seu posto ameaçado, Raquel expulsa a nova moça com terrorismo psicológico. O caso se repete até Pilar contratar uma jovem inexperiente do interior, Lucy, que se mostra a única capaz de romper a barreira que Raquel construiu em torno de si.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Em La Nana, de Sebastián Silva, o espaço doméstico deixa de ser cenário para tornar-se estrutura. A casa, com seus corredores, rotinas e hierarquias silenciosas, funciona como um microcosmo onde relações de poder se manifestam de forma sutil e persistente. Raquel, a empregada que há anos ocupa esse espaço, não é apenas parte da casa — ela é moldada por ela. O filme observa como o cotidiano, em sua repetição, constrói não apenas hábitos, mas identidades.
07.04.2026
La Nana é incrível! A criação da personagem da criada é cheia de camadas e a gente se conecta com ela o tempo todo. O filme é intenso, sensível e te prende do começo ao fim.
Em alguns momentos pensei: que pessoa insuportável, intragável e mal-humorada essa Raquel! Me pareceu ter problemas mentais também.
Mas... Com o desenrolar do filme dá pena dela, era uma mulher simples, que se acostumou a servir os patrões e achava que o carinho que as crianças tinham por ela era suficiente. Tudo muda quando ela conhece a Lucy, que acolheu Raquel. Até achei que ela
se apaixonou pela Lucy. E no fim, mesmo que a Lucy tenha ido embora, deixou o bom exemplo do exercício físico - nesse caso, a corrida - para Raquel. Refleti sobre a importância da convivência com pessoas, seja para o bem ou para o mal.
Forte e interessante. Constrói personagens complexos, gerando simpatia e antipatia ao mesmo tempo. Com isso consegue retratar o conflito de classe complexo como de fato é nas relações domésticas. A câmera na mão se movendo pela casa ajuda a transmitir a sensação de espaço privado, e até alguma claustrofobia.