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Data de lançamento
3 Fev. 1960Duração
"Roma, início dos anos 60. O jornalista Marcello (Marcello Mastroianni) vive entre as celebridades, ricos e fotógrafos que lotam a badalada Via Veneto. Neste mundo marcado por um vazio existencial, frequenta festas, conhece os tipos mais extravagantes e descobre um novo sentido para a vida."
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Tecnicamente falando, A Doce da Vida é sensacional. Um show em todos os aspectos, mas roteiro ficou um pouco abaixo, independente de ser muito longo, algumas coisas poderiam ser mais enxutas. Os personagens são ótimos, mas acabam sendo tantos que Fellini poderia ter dado uma reduzida e desenvolvido mais personagens específicos.
*** (Bom)
Diversas cenas grandiosas durante quase 3h de filme. Mais o filme não é só isso. É muito mais que isso.
Felini como sempre fazendo obras de arte. E com a ajuda de Mastroianni fica facil. É um filme que nos faz pensar na vida e no peso de nossas decisões e em como isso pode afetar as outras pessoas..
Talvez necessite revistar “La Dolce Vita” daqui alguns anos pois, neste momento da vida, não tive conexão alguma com a obra, ainda que veja nela a importância e a atemporalidade da temática. Nota-se uma preocupação em apontar a luxúria e a superficialidade da alta sociedade romana, um lifestyle vendido à outros setores sociais como a idealização de uma vida bem vivida; no fundo, é a redescoberta do viver (ainda que supérfluo) por uma sociedade que acabara de sair da penúria do pós-guerra e experimentava o milagre econômico com opulência. Tal comportamento foi observado na Roma antiga, na belle époque que contaminou o mundo em meados do século XIX e XX, e até em nossa realidade com tabloides, redes sociais e influencers, provando, uma vez mais, a ciclicidade da história.
Dito isso, a peregrinação de Marcello pela Roma midiática e seus diversos encontros não me engajaram, e sequer vi necessidade de três horas para tal jornada. Apesar de bem filmado e das belas imagens, me senti totalmente entediado. E não é a primeira vez que Fellini me causa isso.
Segundo filme que assisto do Fellini e, provavelmente, será o último. Pode ter qualidade técnica, mas o conteúdo são só as fantasias de um homem de meia idade com fetiche em humilhar mulheres.