Jean-Pierre Léaud é Émile Rousseau, descendente do filósofo. Juliet Berto é Patrícia, filha de Lumumba e da Revolução Cultural. Todas as noites eles se encontram e discutem o saber, o discurso, a revolução. A discussão sempre é interrompida an- tes do dia nascer, mas nunca acaba. (retirada do site O sétimo projetor)
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Uma conversa estática e tediosa de 95 minutos num estúdio escuro.
Assisti a primeira vez quando tinha 16 anos e me marcou demais.
Adicionado a lista "um país um filme"
https://filmow.com/listas/um-pais-um-filme-l198197/
Não entendi nada!
Mas acho que esse era o ponto...
Na minha opinião esse filme deve muito a Linguística Estrutural de Saussure. A relação entre forma e conteúdo, a estrutura desmontável, o discurso tencionando com a fonética (é o caso das duas cenas em que são repetidas palavras para pessoas que não as compreendem impossibilitando qualquer tipo de comunicação).
O que tem de maçante tem de rico em diálogos.
O que esse filme pinta é como um sonho pessoal meu. Um lugar onde exista o nós, sem que se perca o eu. Um lugar onde, isolados, poderíamos observar o mundo e suas dúbias metáforas. Onde o nós é maior que o mundo, e este torna-se pequeno em sua própria hipocrisia.