Dirigido por
Duração
A Glória de Um Covarde mostra duas guerras. Uma acontece em frente às câmeras. Outra, graças as intrincadas controvérsias no estúdio durante a produção, que resultaram em diversas reedições do filme antes de seu lançamento, se desenrola nos bastidores. Por essa razão, muitos até hoje se perguntam como o filme poderia ter sido. Mais de meio-século depois de seu lançamento, A Glória de Um Covarde permanece como um dos mais memoráveis retratos humanos da guerra. John Huston adaptou e dirigiu esse conto de medo e bravura, baseado no romance de Stephen Crane; fotografado por Harold Rosson, por sua vez inspirado por fotos de Matthew Brady da Guerra Civil Norte Americana. Audie Murphy, condecorado herói da Segunda Guerra Mundial, interpreta um jovem inocente que primeiro foge dos seus medos e depois decide encará-los.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Pequeno clássico dos filmes de guerra que traz um protagonista relutante interpretado por Audie Murphy que na vida real foi o soldado dos EUA mais condecorado da Segunda Guerra Mundial. Dirigido com competência por John Huston teve cenas cortadas pelo estúdio que o produziu e por isso a sua duração é curta. O que dá dinamicidade à história que segue em um bom ritmo até o final. Só não aprovei a narração em off que achei desnecessária.
Por mais fanático pelo John Huston que eu seja, não conhecia este filme. Ganhei o DVD recentemente de um amigo e fiquei com muita vontade de ler o clássico literário no qual ele é baseado. Amei a densidade dramática que o diretor condensa em tão pouco tempo é um filme poderosíssimo e com muito arranca-rabo nos bastidores, conforme descobri a posteriori. Por recomendação de uma grande amiga, estou lendo o livro-reportagem da Lilian Ross sobre as filmagens - e adorando, aprendendo muito. O protagonista é muito bom, sendo ele um verdadeiro combatente, mas foi a presença do cartunista Bill Mauldin que me seduziu efetivamente: quanto elã juvenil nas interpretações de ambos! A fotografia do filme é esplêndida, bem como o aproveitamento musical. Uma aula de como se realizar um filme de vanguarda, mesmo que se pareça obedecer a todas as exigências dos estúdios hollywoodianos daquele período. Fascinante! Já quero (e preciso) conferi-lo novamente! (WPC>)
O Mestre John Huston assina outro bom filme na carreira.Dessa vez,um conto exemplar de Guerra e suas outras histórias.Temos uma trama mais centrada no personagem que não quer saber dos conflitos que a Guerra traz.É algo parecido com que foi mostrado em "Até o Último Homem".
Gostei muito do filme devido às cenas de batalhas bem feitas e filmadas. Graças aos comentários de baixo descobri por que alguns personagem some de maneira bruscas do longa, como o saldado confederado do rio que poderia ser melhor aproveitado na trama. Que triste poderia ser um dos melhores produções sobre a Guerra da Sucessão. Gostei das cenas finais do começam a se “ver” como nação novamente.
Produção sobre a Guerra da Secessão que ficou marcada muito mais pelos seus bastidores do que pelo próprio filme que é bom, diga-se de passagem. A história conturbada por trás dessa produção foi contada pela jornalista Lillian Ross no seu livro Filme lançado no Brasil pela editora Cia. das Letras. Esse livro foi um dos percursores do chamado romance de não-ficção, livros onde acontecimentos reais são narrados como se fosse uma novela, técnica que chegou ao seu auge no livro A Sangue Frio de Truman Capote. Basicamente esse livro mostra os bastidores de Hollywood e como um filme pode ser completamente alterado quando vai mudando de mãos, passando pelo diretor, produtores, editor, financiadores, marketeiros e executivos, todos tentando incluir sua própria visão e ainda tentando tornar um filme o mais comercial possível para o grande público. No fim o resultado acabou sendo um filme confuso e sem identidade, o pior é saber que o cinema continua assim, talvez até mais hoje em dia já que as interferências externas mudam um filme através imediatismo da internet que ajusta o filme a opinião de influenciadores sociais e também pelos altos valores gastos em uma produção que não podem sofrer o risco de virar um fracasso por uma visão autoral ou não-comercial.